Ele é grande, considerando o tamanho da cidade. São dois andares, cada um com uns 40 apartamentos, mais ou menos. Ó o bichão aí:
Versão com chuva, dentro do carro
Versão noturna, quase sem chuva e a pé
”Placa” de entrada tirada na primeira ida a Pirapora
”Placa” de entrada tirada na segunda ida a Pirapora (uma semana depois)
Carranca na entrada, para espantar os maus espíritos
A entrada e os halls dos andares são bem arrumados, com mobília legal e áreas de descanso.
Hall de entrada
Hall do andar
Eu não tinha entendido a necessidade disso tudo, até entrar no quarto... Pra começar, a chave não queria sair da porta. Tive que descer para pedir ajuda. E o cara me deu a dica de como tirar a chave. Pô, se sabe que está com problema, troca a merda da fechadura!
O apartamento é meio estranho. Você entra e tem um corredorzinho, com uma micro mesa. Essa aí de baixo:
Essa mesa é tudo o que se tem próximo de lugar para trabalhar. Só que não tem cadeiras (tem um banquinho porco, que ainda é capenga) e NÃO TEM TOMADA PERTO. Como diabos as pessoas querem que eu trabalhe em um lugar sem tomadas e sem cadeiras?? Sem contar que se tiver alguém sentado na mesa não passa ninguém.
E ao lado do corredorzinho fica o banheiro. Repare que o Box não tem porta e ao sair do banho está tudo molhado. O chuveiro, pelo menos, é bom.
Eu não tinha visto o papel higiênico sobressalente, mas depois de uns 5 minutos procurando eu achei. Fica em cima do espelho, pendurado em uma torneira. Pessoas de baixa estatura, como eu, não conseguem pegar o papel nem a porrete. Só com o banquinho capenga. E se você tiver começado a utilizar o vaso antes de perceber que não tem papel, deve fazer uma sujeira danada...
O quarto propriamente dito é até razoável. Tem uma varandinha, uma janela , uma cama de casal, TV, frigobar, ar condicionado e um armário.
Mas vamos aos problemas. A porta da varandinha não abria. Estava emperrada. O frigobar fica desligado e vazio. Se você quiser colocar alguma coisa para gelar, boa sorte. O ar condicionado não tem controle de temperatura. E para regular, tem que colocar o banquinho em cima da cama, o que não é recomendado.
A cama de casal, na verdade eram duas camas de solteiro. E isso é horroroso, porque não dá pata aproveitar a cama toda. Você acaba escolhendo um dos lados e o outro fica lá, sem nenhuma utilidade. Nem para colocar as tralhas em cima serve (vai que você rola durante a noite?).
Aliás, outro problema do quarto: como não tem mesa de gente, tem que colocar tudo no chão. Falha feia. Quer jogar alguma coisa no lixo? Boa sorte. Não tem lixeira no quarto (só no banheiro).
Mas vamos às outras partes do hotel... A vista é realmente muito bacana. O Velho Chico está lá, coladinho no hotel. Mas se você quer vista para o rio, tem que pagar mais caro...
A parte de diversão realmente é muito boa. Quadras de vôlei, futebol, tênis, piscina com micro-escorregador, lugar para churrasco, mesa de ping-pong, totó e cama elástica (que molham se chover, mas tudo bem). Tentei fazer uma panorâmica, mas não deu muito certo...
O restaurante é espaçoso e a comida é boa e bem servida. E ainda tem um espaço para os melequentos brincarem e não encherem o saco. Ponto pro hotel.
O café da manhã é até bom, mas as comidas ficam expostas a moscas, mosquitos e tudo mais o que voa. E olha que não era pouco bicho pousando nas comidas não... Eu, que não sou fresco com essas coisas, fiquei meio ressabiado. Mas só porque ia viajar no dia, hehe.
O elevador, “obviamente”, estava quebrado na minha primeira ida ao hotel. Mas na segunda vez já estava funcionando. E é até bacana.
O preço é meio salgado, considerando os quartos do hotel. Mas como não tem nada melhor por lá, está sempre cheio...
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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