6 horas ouvindo todo mundo da empresa reclamar do nosso método de trabalho. Neguinho reclamando que ontem tinha falado para não mexer em tais áreas e que hoje eu estava mexendo, falando que não podemos fazer algumas análises porque tudo varia com o mercado. Aquela baleza.
Até um "nós não precisamos de ajuda. Vocês só atrapalham, pois temos que perder tempo explicando as coisas para vocês" eu escutei. E isso foi o mais leve. Teve um diretor que falou que o tempo que ele estava gastando com a reunião era muito caro, pois a homem-hora dele é alta.
O cara do "vocês só atrapalham" ainda mandou outras pérolas, como "se você quiser ter uma idéia de como funciona, faz um curso 'em tal lugar'" e que "os contratos RESUMIDOS (muita ênfase no resumidos) tinham mais de mil páginas" (e fez questão de me mostrar os malditos contratos).
Além disso, falou que eu não poderia simplesmente traçar uma meta, pois tem muitas variáveis envolvidas e que eles fizeram uma equação do QUINTO GRAU (MUITA ênfase no 'quinto') para calcular os valores. Que eles estão estudando isso há muuuuito tempo e eu que não sei nada estou querendo mudar tudo.
Pedi então humildemente (de verdade. Não tem sarcasmo nenhum aqui) para eles me explicarem como chegaram à esta equação. Um outro cara explicou. Quem descobrir quantos parâmetros eles levaram em consideração ganha um doce. Só uma dica: 0 < X < 2, sendo X o parâmetro QUE EU QUERIA UTILIZAR.
E nisso eu não conseguindo falar com os superiores porque um (o chefe) estava em reunião COM O CARA QUE ME FALOU PARA MEXER NAS ÁREAS SIM, que ele que era o "dono" do projeto e o outro (o sub-chefe) está na gringolândia.
Saí de lá muito puto, como não ficava há muito tempo. Mas tudo bem, essas brigas são normais e consultor escuta coisa muito pior do que isso. Só que consultor experiênte e não eu, um zé ruela com um ano e pouco de casa....
Api algum leitor atento (que chegou até aqui), pode pensar: "ah, pelo menos você teve duas horas de almoço para relaxar". Pééééééé. Errado. Minhas duas horas de almoço foram assim divididas:
12:00 - 12:30: jogando inbox tetris. O problema é que algumas das pecinhas eram de outros jogos. Jogos esses que eu não brinco mais desde o mês passado (jogo=projeto);
12:30 - 12:35: procurando um restaurante que aceitasse ticket;
12:35 - 13:00: procurando um restaurante que aceitasse qualquer foram de pagamento, mas que fosse limpo;
13:00 - 13:15: procurando qualquer lugar para comer que ainda tivesse comida (ou algo parecido);
13:15 - 13:30: almoçando;
13:30 - 13:45: voltando para a empresa;
13:45 - 14:00: preparando para rebater algumas das
Aí o aluno pergunta: "mas por que você não foi almoçar com o pessoal da empresa?". Bom, tirando o fato que seria perigoso tantas pessoas com raiva de mim com acesso a facas, eu TAMBÉM teria acesso a uma faca.
A única coisa boa é que nas andanças pela cidade tirei algumas poucas fotos ("Bem vindo a Seven Lakes" em breve). E o restaurante que comi não era tão ruim. Mas obviamente não tinha nota fiscal e não posso pedir reembolso da gororoba...
Ah é: e no caminho para SL vi uma plaquinha: "Borracharia do Primo". Parecia ser um indício de que essa tal de consultoria não dá certo e que eu deveria desistir disso e abrir um negócio próprio. Aliás, Primo, colega de empresa tem desconto? :-D
Contagem final:
- Número de vezes que fui insultado: ~100;
- Número de vezes que insultei alguém: 0;
- Número de vezes que quis insultar alguém: ~10000;
- Número de vezes que quis mostrar para o animal que a equação de 5º grau dele não servia para porra nenhuma: 4;
- Número de vezes que falei que sem as tal áreas não atingiremos a meta: 2;
- Número de vezes que o tal Diretor caro se preocupou com a meta (que é CONTRATUAL): 0;
- Número de vezes que reclamei com Murphy pelos chefes não estarem em BH (ou disponíveis): 15;
- Número de Lan-houses bacanas que vi enquanto procurava UM restaurante decente: 3;
- Número de selarias (é, que vende/fabrica sela para cavalo) que vi enquanto procurava UM restaurante decente: 1;
- Número de vezes que pensei em levantar da mesa, ir embora e cancelar a merda do projeto: 1 (na hora do "a gente só atrapalha);"
- Número de vezes que pensei em mandar todo mundo tomar no cú (fora a hora que pensei em cancelar o projeto): 7; Número de palavrões falados: 0 (nem mesmo quando estava sozinho, reclamando comigo mesmo dos filhas da puta da empresa).
E para fechar com chave de ouro: adivinha quem vai "conhecer" o norte de Minas a trabalho....
2 Palpites:
Isso aí é neguinho com medo de ter meta. Se tá no contrato, taca o foda-se e vai fundo... resistência vai ter até o final do projeto. É sempre assim.
E na borracharia do Primo você pode dar um cheque borrachudo (hein, hein, pegou essa?)
É... não é bem assim que funciona na empresa que estou... Corre o risco de me tirarem do projeto.
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