21 de out. de 2007

Abre o olho

Eu tenho um problema sério: acredito demais nas pessoas. Nunca penso que alguém é capaz de fazer mal a outra pessoa, ainda mais quando se trata de colegas de trabalho. Teve uma época, no entanto, que eu estava bem esperto com relação a isso. E era exatamente o contrário: via maldade em tudo.

Nesse tempo, comecei a me afastar das pessoas, para evitar falar coisas que poderiam ser usadas contra mim. Sobraram apenas os amigos de verdade, pessoas em que confio muito e que nunca mostraram um sinal de trairagem.

Passado um tempo, mudei de emprego, fiz novas amizades e comecei a pensar que não era possível que o mundo fosse tão mesquinho quanto eu imaginava. Voltei a falar com pessoas que tinha me afastado, para dar uma segunda chance. Afinal, errar é humano. Permanecer no erro que é burrice.

Voltei a falar mais do que devia, vez ou outra dar uma de esparrento, contar tudo para todo mundo (como vocês devem ter percebido aqui no blog)... Abrindo o bico mesmo. E todo mundo em volta estava ouvindo o que eu falava, dando conselhos, consolando...

E nessa nova fase "todo mundo é amigo", perdi o meu "sensor" de pessoas interesseiras, ciumentas, aproveitadeiras, puxadoras de tapete. Durante essa semana, com as porradas que levei do cliente, o sensor voltou com toda a força. E já estou começando a ligar os pontos de coisas que acontecem ao meu redor.

Pode até ser viagem minha, exageiro, mas agora estou vendo todo tipo de atitude dos outros como uma forma de tirar vantagem. Principalmente considerando a minha situação delicada no trabalho.

E o bom e velho Esparroman desconfiado está de volta. Não estranhem se os posts começarem a ficar muito enigmáticos...

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