26 de abr. de 2007

Trabalho? Sem Chance!

Minha tia sempre falou: "cospe pra cima, cai na cara!". Meus pais são funcionários públicos e sempre enchi o saco deles falando que funcionário público não trabalha.

No caso do Véio, não é muito verdade. Tá certo que ele nunca fez hora extra e nem se matava de trabalhar, mas cumpria suas 8 horas diárias de trabalho. Algumas vezes, como todo trabalho, ele não tinha o que fazer e ficava jogando paciência no computador.

Já a Véia é o melhor exemplo deste "ditado popular". Chega tarde e sai cedo, aquela beleza. Isso porque ela vive entre BH e Rio... Mas tudo bem, eu sempre achei que se alguém consegue entregar as coisas no prazo, não importa quanto tempo nem o horário em que trabalhe.

Fato é que todos esses anos de falatório me rendem zuações nesses últimos 4 (sim, QUATRO) meses de aposentadoria. Não tem um dia em que o Véio e/ou a Véia fale: "depois serviço público que não trabalha...". E tenho que ouvir calado...

Hoje parei para pensar um pouco. Nos meus 9 meses de empresa, fiquei mais tempo em casa do que no trabalho. No primeiro mês, treinamento. E um feriado numa terça-feira (logo a segunda "foi pro saco").

Nos quatro meses seguintes, Megalópole. Mas em todos os meses pelo menos um feriado na quinta, logo a sexta "foi pro saco". Isso sem contar os fins de semana. Esse ano, ainda não tive o prazer de colocar calça e camisa social, sapato (ou bota) e carregar meu notebook nas costas.

Pelo andar da carruagem, meu "tempo de trabalho" só vai durar uma semana mesmo, porque ninguém me avisou de novos projetos e Maio está aí, batendo na porta. E segundo a mulher do RH (sempre ela), dificilmente projetos começam no meio do mês.

Pra variar, vou na minha empresa... Só não decidi ainda se amanhã ou segunda...

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