Essa eu esquecí de contar. Terça feira o telefone aqui de casa ficou mudo. Fiz todos aqueles testes possíveis (trocar o aparelho, tirar as extensões, etc) e não resolveu. A solução foi ligar para a Telemar.
Ao ligar fui "atendido" por uma voz "eletrônica", como era de se esperar. Só que ela falou que era uma atendente "virtual" e pediu para eu FALAR ou discar o número do telefone com problema.
"Falar? Hum... Melhor discar". Disquei o número, ela repetiu e ela pediu para falar o problema, para agilizar o atendimento. Fiquei meio ressabiado, mas falei pausadamente, como se fosse para um gringo que acabou de aprender português: "O te-le-fo-ne es-tá mu-do".
Dois segundos depois a educada atendente diz "Entendí. O telefone está mudo. Um momento que vou transferir a ligação".
Fiquei meio assustado. Tá certo que reconhecimento de voz não é coisa nova. A IBM lançou o ViaVoice há uns 10 anos, mas para ele funcionar razoavelmente bem você tinha que ler quatro textos gigantescos. E mesmo assim ele não funcionava muito bem com outras pessoas.
Este da Telemar "advinha" o que você está falando sem que você o tenha "calibrado". E olha que não deve ser fácil "entender" o sotaque de todas as regiões atendidas por ela.
Ok, não deve funcionar 100%, principalmente por pessoas que falam embolado, rápido ou comem o fim das palavras (como nós mesmos, mineiros). Mas que fiquei impressionado eu fiquei.
É nestes momentos que sinto falta de trabalhar com tecnologia...
0 Palpites:
Postar um comentário