16 de dez. de 2006

Batatinha é o Caralho

Escrevendo o post anterior, lembrei de uma coisa que aconteceu e que não tive tempo de postar.

Num dia desses aí o Gerente estava conversando com um cara que é responsável pela nossa equipe na empresa. Ele trabalhava na minha empresa e saiu para ir para a nossa empresa-cliente.

Alguns fatos sobre o cara:
  • O pai do cara era diretor regional da empresa-cliente (o era foi porque ele morreu ano passado);
  • Ele não faz porra nenhuma o dia inteiro (sério, já sentei ao lado dele um dia que não tinha mesa. ele fica na internet);
  • tudo o que ele pode fazer para ATRAPALHAR o nosso trabalho, ele faz;
  • Ele não vai a nenhuma reunião para acompanhar o nosso projeto;
  • Ele está mudando de filial da empresa e AGORA está querendo mostrar serviço.
Mas voltemos à história. Como disse, ele está querendo mostrar serviço e só nesta semana foi duas vezes na minha área. Ele NUNCA tinha ido na minha área. Numa das vezes, foi cobrar as tais cartas de controle. Aconteceu o seguinte diálogo (ah, ele não sabe o meu nome. Tem 3 ou 4 meses que eu estou na empresa)

Ele:
- Aqui, estava fuçando na pasta de vocês, vocês estão usando o mesmo modelo para a carta de controle em todas as áreas? Porque o pessoal de num sei onde está usando um padrão fora da ISO.
Eu:
- Eu estou usando um padrão que a Olivia Palito me passou. Se está na ISO ou não eu não sei.
- Mas vocês que tem que garantir que está na ISO.
- Não. Você sabe muito bem que eu tenho que usar o padrão que a empresa me fornece. A sua área que é responsável pela criação de padrões. Se vocês criaram um que não está seguindo a ISO, a culpa é sua.
- Mas então vê se está na ISO e, se naçi estiver, muda.
- Eu estou usando este padrão aqui. [Abro o arquivo] Se naõ estiver na ISO, você crie o padrão e mude, porque quem me passou isso foi uma pessoa da empresa.
- É, não, então deve estar no padrão. Deve ter sido de outra área então.

Na segunda vez que ele foi lá, foi conversar com o Gerente. Na hora de ir embora, ele e o Gerente estavam indo embora quando o Gerente disse:

- Ô Batatinha, depois não esquece de acompanhar a implantação da carta de controle.
Eu fechei a cara. "Batatinha é a puta que pariu", pesnei. O Gerente tentou se redumir:
- Ó, quem inventou esse apelido não fui eu não. [foi o tal cara que estava com ele]
O Gerente conversa com o cara:
- Ele não gostou do Batatinha não.
E fala para mim:
- É brincadeira, viu?
E eu dei aquele sorriso amarelo que diz "vai se fuder".

Depois deste dia, ninguém mais ousou me chamar de Batatinha.

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