4 de out. de 2006

Ai...

Resolví conversar com o N3 Mané sobre o tal questionário. Não sei se comecei a conversa bem, mas ví que o cara estava esperando que eu perguntasse alguma coisa. Falei que estava me sentindo meio perdido no projeto e queria saber de qualé.

Ele começou falando que eu estava "emprestado" para o N3 até meados de Outubro, início de Novembro e que depois disso "ganharia" uma área da empresa só para mim. "Legal", pensei. Mas aí ele começou a falar que me achou meio tímido no início do projeto e que teria que mudar isso. Que eu teria que ser mais pró-ativo e fazer sempre algo a mais.

Nisso minha alto-estima já estava no pé. Sempre me falaram que eu era um cara extremamente pró-ativo. E que apesar de reclamão era muito crítico (e eu acreditava piamente nisso).

Ele falou que por estar participando do projeto do N3 Gente Boa estava na frente de todo mundo, pois é um produto novo e que os outros produtos que vou pegar em Novembro são a base da empresa, etc. Basicamente o cara falou: "O Zezão, você está com tudo na mão para se dar bem. Agora mostra que você é bom.".

Aí ele começou a falar al do N6, que ele desiste muito rápido, não sabe cumprir agenda, que não é organizado, etc. Falou que não acha que isso é postura de consultor e blábláblá. Isso tudo eu sei que tenho: organização, perseverança, SEI que sou crítico e pró-ativo. Só que também sei que sou muito tímido. E que estou com uma chance de ouro nas mãos e que tenho que aproveitar.

Ah, sabe qual foi a primeira coisa que eu disse quando cheguei na sala para convesar com ele? "Os colaboredores estão me boicotando", e sentei na cadeira. Se o cara já não estava satisfeito com o meu desempenho, agora então...

Fato é: levei uma ferrada de leve. Mas foi bom ele ter falado agora, senão eu estava na merda mais pra frente. E como eu já disse antes, estava precisando disso, pois estava meio relaxado.

A partir de amanhã, serei um novo Esparroman. Nem que tenha que perder noites e noites de sono para fechar as tarefas passadas e fazer o "algo a mais" que eles tanto querem. Agora o mais legal foi ver como uma conversa de 15 minutos muda toda uma avaliação de desempenho.

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