Hoje cheguei na empresa, peguei as minhas ferramentas de trabalho (planilha, papel, caneta e cronômetro) e já fui correndo fazer uma sauna. Isso porque um dos processos que estou pegando tepo está intermitente, do tipo: roda 2 minutos e para uns 45. Por conta disso, todo minuto é um minuto em que ele pode estar funcionando e não posso perder a oportunidade, tipo aqueles geiseres de filme.
Cheguei e ele estava funcionando que era uma beleza. Foi só eu entrar na sala e olhar para a máquina que ele parou. Não deu tempo de medir nem uma vez. Como só daqui a 40 minutos ele voltaria a funcionar, fui para o outro lugar que tenho que medir tempos (o que significa uns 5 minutos de caminhada em ritmo acelerado).
Neste outro lugar eu tenho que medir tempo de gente trabalhando. E medir tempo de gente trabalhando é foda. Os caras fazem corpo mole, ficam enrolando, param toda hora... Só para ter uma idéia: quando eles não sabiam que eu estava medindo tempo a tarefa era feita em uns 7 minutos. Depois que eles descobriram, ela passou a demorar 17. Isso de tempo trabalhando, fora quando eles paravam, que eu também parava o cronômetro. Resultado: em um dia de trabalho consegui medir 7 vezes o tempo (ontem).
Hoje, quando um dos operadores me viu chegando com as ferramentas de trabalho comentou com a dupla dele: "Lá vem o menino do cronômetro". E a partir daí ví que eles começaram a enrolar.
Só que como sou um rapaz esperto, comecei a medir o tempo de um outro posto de trabalho. E este tinha o ritmo ditado por uma máquina, então não tinha como enrolar. Só que máquinas estragam, principalmente quendo você está medindo tempo delas.
Reparei que os caras enroladores voltaram ao ritmo normal quando viram que eu estava olhando outra coisa. Aproveitei e medi os tempos deles despistadamente, usando o meu celular (ainda aumentei a produtividade! Duas medições ao mesmo tempo!).
Mas aí ó primeiro posto voltou a funcionar e como ele era mais prioritário, lá fui eu para lá. 5 minutos que demorei para chegar lá e o diabo do treco parou novamente. E isso aconteceu mais umas três ou quatro vezes durante o dia.
Resultado da brincadeira: estou com três medições no meio. Uma porque o processo para. A outra porque a máquina para. E a terceira porque os colaboradores param!
Além disso, o dia não rende porque, tirando o primeiro processo, que são vários pontos a serem medidos mas todos rápidos, passo entre 25 e 30 minutos olhando para o teto e andando em círculos, esperando o povo terminar a tarefa.
Desesperado, fui atrás de uma mulher que está devendo uns dados. Ela disse que ia mandar ainda hoje. E depois de uma hora, mais ou menos, falou que tinha mandado. Parei as medições (estava tudo parado mesmo) e fui trabalhar os dados. Abro meu email e...Cadê? Quem disse que ela mandou os emails... Fui atrás dela e falei que não tinha chegado. Ela disse que ia olhar e me mandar novamente. Isso foi às 4 da tarde, mais ou menos.
Estou esperando até agora... Já são mais de 6.
Em tempo: arrumaram um hotel para mim. Não vou ter que ficar indo e voltando para BH esta semana. Mas em troca ganhei um companheiro de quarto. O Faixa Verde também vai ficar aqui na Megalópole até o fim do ano, como já tinha dito....
Ah é. E hoje levei o meu segundo torra por estar em área que não poderia estar. Só que nos dois casos eu não sabia que não podia estar lá, então o povo pegou leve. A partir de agora não vou em lugar nenhum que não conheça mais.
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