Hoje acordei e fui tomar banho, como faço todos os dias. Apanhei mais um pouco do chuveiro mas hoje não teve jeito. Ou a água é muito fria ou ela é queimando. Acho que as duas torneiras não funcionam juntas. A quantidade de água estava bem menor que ontem a noite, mas imaginei que fosse porque tinha muita gente tomando banho.
Depois descobri que era porque falta água na cidade.... Era só o que faltava... Mas aí entendi porque que aquelas placas que costuma ter na entrada das cidades de "Aqui tem água da copasa" estava toda pintada de azul, apagando os escritos.
Fiz a mala (tá, não deu nem para desarrumar, pois não tirei quase nada de ontem para hoje), tomei café da manhã, fechei a conta e arrastei a minha mala de volta para a empresa. Hoje não estava tão barrento quanto ontem, mas ainda tinha muita terra. A minha mala está sofrendo...
Cheguei na empresa, troquei de roupa e quando estava saindo trombei com o meu N2. Se não tivessem me apresentado, acho que ele não teria se apresentado. O cara é muito calado e fechado. Mas como não sou muito de papo, entendo o cara.
Fui para uma reunião interminável e quase perdemos o horário de almoço. Nesta reunião consegui quebrar o meu crachá. É impressionante: em dois anos e meio usando crachá na mina outra empresa nem arranhei meu crachá. Aqui, menos de um dia de crachá e já quebrei o maledeto.
Depois do almoço olhei o meu email e nada da confirmação de hotel. Ou seja: não teria onde ficar. Fui para outra reunião e no meio dela me ligam avisando que não tinha hotel aqui em Barão. Teria que voltar para BH. Só que já eram quase 5 e o próximo balaio seria só às 7 da noite.
Puto da vida porque chegaria em BH só lá para as 9:30 (o ônibus é meio cata-jeca) e teria que acordar de madrugada, liguei para a minha empresa para descobrir se teria hotel de quinta para sexta. Quase 10 minutos esperando no celular (somando as três ligações que tive que fazer, porque a ligação estava caindo) descobri que teria vaga.
Já estava em direção à rodoviária, arrastando a minha mala, pronto para esperar 1,5 hora vendo TV, quando o meu celular tocou (e olha que ele não costuma funcionar quando estou a mais de um quarteirão do centro da cidade. Aliás, ele não funciona nem em BH direito!). Era o cara da empresa falando que poderia ir para o hotel que tinham arrumado um quarto.
Não tive que andar muito, pois a rodoviária é caminho do hotel. Cheguei na recepção e o cara já me cumprimentou entregando a chave e dizendo "deu sorte, hein?". Confirmei se realmente tinha reserva para amanhã e ele falou que não. Pedi para ele conferir e ele disse que não tinha, mas que tinha um outro quarto livre. Ou seja: amanhã vou para o meu terceiro quarto em três dias.
Um pouco mais tarde, depois de apanhar mais uma vez do chuveiro, o N3 Mauzão me ligou no hotel. Ele reclamou que meu celular não estava ligado, mas quando disse que aqui no hotel ele não pega o cara entendeu. Perguntou se eu já tinha jantado e quais eram meus planos. Disse que não tinha jantado e ele chamou para comer no único restaurante que tem nota para ser reembolsado.
Mesmo não estando muito a fim (estou tentando comer menos, para não voltar rolando para casa), fui lá para fazer o social. Afinal de contas, o cara é meu chefe e, se ele realmente for malzão, quero que ele tenha uma boa impressão minha. Chegamos no lugar e de cara ví que o cara tem bom gosto: ele pediu um suco de goiaba (o mesmo que eu costumo tomar). CLARO que não tinha.
Aproveitei para conversar sobre o projeto dele. Como ele é o único cara que entende deste tipo de projeto, queria absorver tudo o que fosse possível. E ele me avisou que vai precisar muito da minha ajuda para obter dados. Traduzindo: lá vai esparroman respirar pó nos lugares mais inóspitos possíveis.
E também falou que quem tiver conhecimento neste tipo de projeto vai acabar integrando a equipe dos projetos deste tipo que aparecerem na emprtesa. Traduzindo novamente: se ele gostar do meu trabalho, lá vai Esparroman "passear" pelo Brasil, mais uma vez nos lugares mais inóspitos. De qualquer forma, vou fazer da melhor forma que puder, porque também podem ter projetos na Gringolândia. Imagina se eu pego um projeto filé no Canadá?
Ah, o rango no tal restaurante é bem bom. Pedimos uma picanha maturada que não era maturada, mas estava boa. E deve ter vindo mais de meio quilo de carne. E o melhor é que foi num valor em que ainda sou reembolsado!
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