Ontem foi a colação do Meleca. Já estava preparado para agüentar umas 3 horas de colação, afinal eram 169 formandos. A colação foi no campus da UFMG, mas antes de ir para lá passei no Pastel com o povo. Não fiquei nem meia hora, porque o Véio passou lá para irmos para a pampulha.
No caminho, tive o sinal de que não deveria ter saído de casa. Primeiro porque estava um engarrafamento do cão por três motivos: colação de medicina, jogo do galo, trânsito normal de sexta-feira às 7 da noite. Além disso, no caminho, bem em frente o batalhão da polícia militar da Pedro II, bateram no carro do Véio.
O Véio freiou por causa do trânsito e só deu para ouvir o barulho da freiada, depois o da batida (junto com o tranco do cinto de segurança) e o Véio falando palavrão. Como já estávamos em frente o batalhão e tinha um guarda na porta (que serviu de testemunha), já fizemos o BO e resolveu tudo. Só estragou o para-choque, mas pelo 500º mês consecutivo o carro do Véio vai para a oficina.
Depois de mais algum tempo no engarrafamento, conseguimos chegar ao campus. Rapá, cinco meses sem ir lá fazem bem. Deu até uma saudadezinha (que passou rápido, é verdade). E o melhor foi ver os prédios da engenharia e da face com a estrutura bem adiantada.
Fomos então para o lugar da colação. Ou, formar em medicina deve ser bom. Principalmente para os tesoureiros, que não devem saber o que fazer com tanta grana. Pra começar, tinha um palco GIGANTE com iluminação melhor que muito teatro e show por aí e até uma grua para filmagem. Além disso, que eu contei, 7 (isso mesmo, SETE) telões para projetar a cerimônia. Além disso, tinha comida. Não sei se estava vendendo ou era de graça, mas tinha comida. E era uma mega barraca.
Começou a colação. A mesa de homenageados devia ter umas 20 pessoas. Sem brincadeira. Entre eles, estava um professor meu, de Processos Biológicos e o meu querido Patrono e atual reitor da UFMG. Aí os alunos começaram a entrar. De dois em dois. Com um intervalo de uns 15 segundos entre eles. Foram mais de 20 minutos só para os formandos ENTRAREM.
Aí vieram os descursos. O do orador, demorou uns 20 minutos. O do paraninfo, uns 5, no máximo 10 (e foi o melhor de todos). O do patrono, UMA HORA. Sério. UMA HORA! O cara falou da vida escolar dele, do absurdo que é destruir prédios públicos, de política, da corrupção no Brasil, da ocupação do Mangabeiras, dos prédios do Belvedere e até deu uns conselhos para os formandos, mas nesta hora eu já estava puxando um ronco.
Tudo isso, com a temperatura agradabilíssima do campus no inverno à noite (uns 12 graus, mais ou menos), com um ventinho melhor ainda. E eu, como sempre, sem casaco. Depois que o cara acabou, mais uns dois ou três discursos (até rápidos), juramento (enorme) e aí veio a entrega de diplomas.
Fiz questão de cronometrar: exatos 97 minutos. Só para entregar aquele canudo que não tem nada dentro. Depois veio o clipe da turma. Normalmente, é rapidinho, uns 5 minutos. Mas de medicina não. Foram mais uns 20 minutos vendo um monte de gente que não conheço fazendo as mesmas coisas: bebendo, levantando o caneco de cerveja e mandando beijo para a câmera.
Quando achei que tinha acabado, fui surpreendido com uma carta da filha do JK, que era o nome da turma. Mais 5 minutos. "Agora vai", pensei. Engano. O presidente da comissão de formatura resolveu falar também. Mais outros 5 minutos.
Aí finalmente acabou. Sério, o povo comemorou mais que os torcedores do Galo que estavam alí do lado, no Mineirão. E então mais uma vez vi que ter dinheiro para gastar deve ser bom. Enquanto os formandos se cumprimentavam no palco, rolaram FOGOS DE ARTIFÍCIO! E não foi pouco não. Fiquei de cara.
Fui cumprimentar o Meleca. No caminho, encontrei a Escandalosa, que eu já tinha encontrado na quarta. Ví também a Bacon, uma menina que estudou comigo no colégio. Aliás, vi um bocado de gente que estudou comigo no CSA, mas simplesmente ignorei.
Encontrei o Meleca, tirei umas fotos (com a máquina dele, porque não tinha ninguém da empresa de fotografia), cumprimentei a família dele (que é gigantesca e é todo mundo igual) e a Block. Peguei "my precious" (o convite para o Baile), conversei mais um pouco com os familiares e fui embora, porque o Véio estava congelando. O Meleca Pai até me chamou para tomar uma cerva com eles, mas achei que era demais, pois estava só a família dele lá.
Saí do campus exatamente 1:01 (tem um relógio na porta). Isso porque cheguei às 8:00. Vim para casa, comí alguma coisa (a última coisa que tinha comido era o almoço) e fui dormir.
Foram as 5 horas mais inúteis da minha vida. 5 horas que joguei no lixo e nunca mais vou recuperar. E para piorar, acordei hoje 8 da matina, porque simplesmente não conseguia dormir mais.
Mas pelo menos peguei My Precious. E pelo nível de ontem, ele vai valer cada minuto das 5 horas perdidas, porque a festa vai ser ABSURDAMENTE FINA!
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Ótimo título do post!
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