Quando eu estava no 3º ano, lá no longínquo ano de 1999 rolou uma história de que o mundo iria acabar no dia 15 de agosto (se não me engano). Estava eu, sentado com as pessoas da minha sala em uma pastelaria que tem perto do meu ex-colégio (repararam que pastelarias estão sempre presentes na minha vida? Não? Tudo bem, eu acabei de reparar...) quando alguém fez a fatídica pergunta: "O que você faria se soubesse que o mundo iria acabar?".
Todos começaram a falar coisas do tipo "xingava quem eu não gosto", "vendia meu apartamento e comprava uma mercedes", "falava pra num sei quem que sou apaixonado por ela", aquelas coisas típicas. Teve uma menina, no entanto, que disse "ah, eu ia sair na rua pelada, falando: 'vem você', 'agora você', 'pode vir também'" (isso com as pernas semi-abertas E fazendo aquele movimento com a mão de quem chama alguém).
"Por que diabos você está falando isso?", você me pergunta. Primeiro porque comentaram isso na sexta, no aniversário da Advogada e eu não lembrava de jeito nenhum, mas lembrei hoje de manhã no banho. E além disso, porque hoje vou informar aos meus chefes que estou saindo da empresa. E será uma situação parecida como o fim do mundo, pois não terei mais vínculos com o pessoal a partir do dia 1º de Agosto e poderei, teoricamente, falar e fazer o que quiser (mas fiquem tranquilos que não vou sair pelado na empresa me oferecendo para os outros).
Claro que não vou sair dando esparro e falando pelos cotovelos (pelo menos não pretendo), mas que dá vontade dá... Ainda mais na entrevista que terei com o pessoal de RH da empresa quando sair...
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