8 de jun. de 2006

Bom Apetite, Titia

Hoje resolvi ir almoçar sozinho. Essa história de mudo ou não mudo de emprego está realmente me fazendo pensar. Fui no lugar que vou normalmente, mas muito depois que todo mundo vai. Cheguei lá e arrumei uma mesa vazia no fundo. Sentei e, dois minutos depois, chega uma menina aparentando 13 a 15 anos e uma mulher um pouco mais velha (mais que 40).

A menina, muito educada, pergunta se pode sentar-se à mesa. Fiz que sim, só com a cabeça mesmo, sem falar nada. Ela vira e fala: "Licença". Sentaram ela e a mulher. A menina vira e fala com a mulher: "Bom apetite, Titia". Neste momento parei de pensar na vida e comecei a pensar "putz, nunca ví ninguém desejar bom apetite para outra pessoa" (tirando garçons, claro).

Depois pensei em outra coisa: "nem quando eu era moleque eu chamava meus parentes por 'apelidos carinhosos' como mamãe, papai, titia". No máximo um pai, mãe e tia. E de uns tempos pra cá é Véio, Véia e olhe lá! No fim das contas, passei o almoço inteiro pensando nessas besteiras e não pensei em nada sobre a decisão que tenho que tomar.

Voltando para o trabalho, entro no elevador e vejo três caras conversando. Bico que sou, comecei a prestar atenção na conversa dos caras. E um deles começa a falar que a empresa melhorou muito os resultados depois que implantou um método da empresa que passei no trainee.

Agora não consigo parar de pensar no que diabos fazer da minha vida...

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