16 de nov. de 2008

Perdi um filho

Esqueci de contar aqui na sexta. Perdi um dos meus filhos. O mais querido deles, pra falar a verdade. E sem entender até agora porque. Calma, vou explicar. Um dos projetos que eu tomava conta passou para outra pessoa. O tal projeto que me fazia ir até Itabira toda semana.

Foi mais ou menos assim: a mulher que manda no projeto (chamaremos de Maluquete) inventou que eu teria que fazer reuniões presenciais com as pessoas e não mais por telefone. Aí acatei a decisão dela e comecei a marcar de ir pra Itabira fazer a reunião Para isso, teria que pedir a aprovação da viajem para ela, o que aconteceu na primeira vez que tentei ir a Itabira e não consegui.

Depois disso a Maluquete entrou de férias e passei a fazer as solicitações para a pessoa que a substituiu durante o período. Aí, segunda-feira, fiz a solicitação de viagem (como sempre fiz) e a Maluquete (que tinha voltado de férias e eu não estava sabendo) mandou um email perguntando se eu estava indo pra Itabira toda semana.

Expliquei que sim e poucos minutos depois o telefone tocou. Era a Maluquete falando que eu não podia ficar mais viajando por causa da crise, corte de gastos e blábláblá. O mais legal é que essa mesma mulher resolve de uma hora pra outra que alguém tem que ir pro Rio no dia seguinte para fazer uma reunião que poderia ter sido feita por telefone. Mas tudo bem...

Ela disse que eu passaria o projeto para outra menina, que ficava em Itabira e perguntou se eu poderia fazer a reunião na quarta, porque quinta ela tinha uma reunião em outra cidade.

Falei que era difícil, porque já tinha sete reuniões marcadas para quarta, mas veria o que poderia fazer. Liguei pra um, liguei pra outro e, por mágica, acabei conseguindo mudar todas para quinta e sexta.

Quando consegui mudar tudo, mandei um email pra Maluquete solicitando a aprovação de viagem para quarta. Dois minutos depois e o telefone toca. Era ela. "Mas a reunião não era sexta?". Meu sangue ferveu. Tentei explicar, que ela tinha pedido pra ser na quarta e tal. Não adiantou. E marcou a reunião pra sexta, eu que me fudesse e ligasse pra todo mundo de volta.

Assim o fiz, com a maior cara de cu da história e absurdamente sem graça de falar com o pessoal "olha, a mulher pediu pra mudar a reunião pra sexta...".

Aí chegou a sexta. A tal menina que vai pegar o projeto chegou e, pouco depois, a mulher responsável pelo projeto. E de cara fiquei sem entender nada. A menina que vai pegar o projeto é do Rio e FICA no rio.

Ou seja: a mulher vai ter o seguintes gastos: taxi até o galeão, passagem de avião, transporte de confins até Itabira. Se for dormir lá, hotel. Transporte Itabira -> confins, passagem de avião, taxi galeão -> casa. Eu? teria o gasto de uma VAN, que já sai todo dia para Itabira. E só.

O que me deixou menos puto foi a super massagem de ego que a mulher fez. Falou que eu fui a pessoa que mais entendeu do projeto dela, apesar de ter sido o que acompanhou por menos tempo. Depois, falou de uma outra empresa que está tendo problema e que eu me daria bem lá, que eles precisavam de alguém como eu.

Não sei o que ela está querendo, mas é bom ouvir umas coisas dessas de vez em quando. Ainda mais quando você vê umas coisas dessas que aumentam o custo, ao contrário do que a Maluquete tinha falado e fica achando que é porque não estão gostando do seu trabalho...

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