17 de fev. de 2014

Tensão no Busão

Dia desses aí pra trás minha tia comentou que está tendo assaltos no ônibus da conexão aeroporto, que liga o fantástico aeroporto de confins a BH. Eu pego esse ônibus toda semana nos últimos 8 ou 9 meses e nunca tive problema nenhum. Mas Murphy me ama e a partir do momento em que minha tia comentou isso eu fiquei preocupado.

E na MESMA semana eu já passei por momentos de tensão. Entrei no busão, sentei, peguei o celular e comecei a colocar as leituras em dia. No meio do caminho, vejo um cara meio estranho andando no corredor e entrando na cabine do motorista. Mais uns 2 minutos e veio outro cara estranho e entrou na cabine do motorista. "Fudeu", pensei. E já comecei a pensar como esconder meu notebook e meu celular. O resto, não tinha problema. O celular eu coloquei dentro das calças. O notebook eu ainda estava pensando o que fazer.

Aí o ônibus pegou a marginal da pista e começou a diminuir a velocidade. A dona que estava na minha frente já estava ligando para alguém (não sei se era a polícia) e falando o que estava acontecendo. Todo mundo em volta de mim estava tenso. E eu só pensando o que fazer com o notebook. Até que tive a brilhante ideia de colocar embaixo do banco da frente.

Quando abri a mochila para pegar o bicho o busão parou. "fudeu. não vai dar tempo", pensei. E fiquei meio parado, sem saber fazer o que fazer. Não sabia se agia rápido ou se era melhor fingir que nada estava acontecendo e que não tinha nada na mochila.

Enquanto eu pensava a porta do ônibus abriu, ouvi barulho do porta-malas abrindo, ouvi a porta-malas fechando, a porta do ônibus fechando e o motorista arrancando.

Não sei o que aconteceu, mas confesso que foram poucos minutos, mas de muita tensão...

14 de fev. de 2014

Bem Vindo à Ilha Fiscal

Desde a primeira vez que eu pousei no Santos Dumont (depois de velho, claro) eu tenho vontade de conhecer a Ilha Fiscal. Aquele castelinho verde, em estilo neo gótico, sempre me chamou atenção e, considerando a sua história (o último baile da monarquia), era um lugar que eu tinha que ir. Mas como eu só vinha ao rio a trabalho ou em épocas festivas (quando ele não funciona), nunca conseguia ir.

Até que fiquei um final de semana no Rio, beeeeeeem de pois da minha mudança para a cidade. A entrada fica em um lugar meio esquisito e de difícil acesso, perto da Praça XV. E o lugar é até bacana: tem varias outras coisa para ver além da ilha fiscal. E mais: as outras coisas são grátis (a ida até a ilha fiscal é carinha: 20 ronaldos).

E como Murphy é o meu melhor amigo, o barco que leva até a ilha não estava funcionando. O trajeto seria feito de ônibus. Mais: o submarino, outra das atrações do lugar (e a que eu mais queria ver depois da ilha) não estava lá. Estava em manutanção.

Mas voltando à ilha.... O prédio é MUITO pequenininho. Engana muito. Mas é muito bacana. Só não consegui tirar uma foto do prédio todo, porque não tem espaço útil. Saca só:






O brasão da entrada, esculpido em pedra, é o maior da história desse país. E é bonitão.


A parte de trás do prédio (aqui venta pra cacete).


Por dentro, como eu disse, é pequenininho. E colocam umas 25 pessoas lá dentro. como fui um dos primeiros a entrar, consegui tirar umas fotos sem muita gente.








Depois disso, subimos a torre para ter uma vista aérea. A anta aqui ficou tão abismado com os vitrais que esqueceu de tirar foto da vista. Aliás, nem OLHEI pela janela (pra falar a verdade nem lembro se tem janela!). Mas olha só os vitrais que sinistros:










O resto dessa sala também é muito bacana. Saca só:








A escada para subir (e descer) também é uma atração: além de ser apertadinha e íngreme, ela é toda de pedra esculpida e perfeitamente encaixada. Ó:


A parte do centro do prédio, embaixo da torre, também é cheio de esculturas e detalhes em pedra. Muito bacana:




O prédio pode ser alugado para casamentos (deve ser muito foda casar lá) e outros eventos. No dia que eu fui, óbvio, estava desmontando um evento e aí não podia entrar no outro lado do prédio. Mas não tinha ninguém olhando, então....






Voltando à terra firme, dá para passear pelas outras atrações do complexo da marinha. O primeiro é o Bauru. É um navio que foi aposentado e virou museu. Saca só:
































Um helicóptero aposentado também fica a mostra, para quem quiser entrar e tirar fotos:








E por último tem a nau do descobrimento, uma réplica, óbvio.


















No geral, o passeio é divertido, ainda mais para quem gosta de assuntos militares, como eu. O submarino deve ser muito legal e ir até a ilha de barco deve ser mais divertido que ir de ônibus. Mas confesso que 20 ronaldos só para ir até a ilha e ficar lá uns 15 a 20 minutos é meio caro....