Desde meu último projeto em Manaus (aquele do ano passado) eu tenho tentado fazer reuniões de feedback ao término dos projetos. Como o primeiro dos projetos deste contrato novo terminou “agora” (faz mais de um mês) resolvi fazer o feedback do pessoal que trabalhou no projeto.
Como foram nada menos que 46 pessoas que trabalharam no projeto, muitas com participações breves (teve gente que trabalhou menos de um dia), tive que fazer um pareto com o lançamento de horas do pessoal e usar a regra do 80/20. Quem estava entre os 80% do total de horas do projeto ganhou feedback. O resto vai ficou pra próxima.
Para não ser injusto com ninguém, chamei 3 pessoas para palpitar e me ajudar, mas em momentos distintos, para um não influenciar no outro. Além disso, ainda pedi para esses 3 (os mais experientes e que estavam mais ligados diretamente ao pessoal) para que preparassem o meu feedback também.
Depois de muito esforço consegui reunir informações dos 80% e montei o feedback deles. Chamei meu chefe pra conversar e mostrei para ele o que ia falar de cada um. Foi bem legal, porque ele tinha a mesma impressão que eu e que o resto do pessoal (as opiniões bateram na maioria dos casos). Aí eu me senti pronto para chamar o pessoal pra conversar.
Marquei sessões individuais de 45 minutos com cada um deles e agendei uma sala de reunião por vários dias (eram 2 pessoas por dia). Teve gente que “ganhou” feedback e teve gente que “levou” feedback. Um deles, especialmente, levou um feedback muito bem dado. Isso porque o gerente do escritório mandou bater no menino. Eu até acho que não bati com muita força, porque ele começou a trabalhar com um cara que é muito rígido e que vai colocá-lo na linha.
No geral, acho que o pessoal gostou da idéia e gostou de ter uma reunião de feedback após o projeto. Algumas pessoas até elogiaram essa prática, o que me deixou feliz. E o melhor mesmo é que acho que fiz alguma diferença pro pessoal, porque teve gente que já mudou pontos que eu assinalei como oportunidades de melhoria.
E os 3 que me deram feedback também não pegaram leve. Teve bastante coisa que eles me falaram que será útil em outros projetos. Mas o que eu fiquei mais feliz (além das oportunidades de melhoria) é que eles falaram também muitos pontos positivos. Sinal de que estou fazendo a coisa mais ou menos certa.
24 de jun. de 2011
23 de jun. de 2011
Adivinha quem chegou?
Eu já tinha desistido de receber meus jogos antes do natal. Eles tinham saído da gringolândia em meados de MAIO. No site dos correios, eles tinham saído de lá...mas não tinham chegado no brasil. Semana passada, mais ou menos, eles chegaram ao brasil (isso porque veio de avião).
Aí eu chego de viagem e tem um bilhete do Véio em cima da minha mesa:
Ainda bem que eu não fui. Lá pras 10:30 o véio chegou e me entregou um pacote. Eu não acreditei. Eram eles. Todos. Inteirinhos. Olha só:

Ganhei um jogo de brinde ainda (o Red Dead Redemption). O amigo da Raquel mandou, sabe-se lá por que. Deve ser para compensar a demora em postar, hehe.
Agora estou com um problema em mãos: tenho 2 Assassin's Creed: Brotherhood. Um que eu já comecei a jogar e esse aí de cima, lacrado, que eu comprei quando deu merda na entrega da Amazon. Como não faz sentido eu ficar com o jogo, estou colocando-o a venda. Tá realmente novinho, lacrado e tudo mais. Quem quiser comprar (ou souber quem quer comprar), me manda um email: esparroman (arroba) gmail.com. Como só quero recuperar o que gastei, vou vender a preço de custo mesmo: R$ 87,00. Se for de outra cidade, tem que acrescentar o "frete" dos correios.
Oportunidade única! Avisem pros seus amigos!
Aí eu chego de viagem e tem um bilhete do Véio em cima da minha mesa:
Chegou uma correspondência sua no apto da sua tiaSó tinha duas opções: ou eram meus jogos ou a conta da receita federal para pagar os impostos de importação. Eu tentava ligar pro celular do Véio, mas ele estava desligado. Tentava ligar pra minha tia pra descobrir se era grande ou pequeno, mas ela não estava em casa. Cogitei ir lá buscar, mas a preguiça era grande.
Ainda bem que eu não fui. Lá pras 10:30 o véio chegou e me entregou um pacote. Eu não acreditei. Eram eles. Todos. Inteirinhos. Olha só:

Ganhei um jogo de brinde ainda (o Red Dead Redemption). O amigo da Raquel mandou, sabe-se lá por que. Deve ser para compensar a demora em postar, hehe.
Agora estou com um problema em mãos: tenho 2 Assassin's Creed: Brotherhood. Um que eu já comecei a jogar e esse aí de cima, lacrado, que eu comprei quando deu merda na entrega da Amazon. Como não faz sentido eu ficar com o jogo, estou colocando-o a venda. Tá realmente novinho, lacrado e tudo mais. Quem quiser comprar (ou souber quem quer comprar), me manda um email: esparroman (arroba) gmail.com. Como só quero recuperar o que gastei, vou vender a preço de custo mesmo: R$ 87,00. Se for de outra cidade, tem que acrescentar o "frete" dos correios.
Oportunidade única! Avisem pros seus amigos!
21 de jun. de 2011
Bem Vindo ao Peru
Bem Vindo ao Peru
Pois bem, queridos leitores, a série de posts do Peru acabou. Custou, é verdade, mas saiu. Assim como quando fui a Buenos Aires, queria fazer um post geral, com dicas e links para todos os posts. Uma versão resumida e sem fotos.
Lima
Lima é uma cidade grande, como São Paulo e Rio. E como elas, tem bastante coisa para ver. Se você não conseguir um stop grande, recomendo passar só pelo centro mesmo. Aqui tem um mapa com um bom caminho a seguir (tinha feito um, como fiz em BsAs, mas esse ficou mais completo e fui o que gerou o post).
Lá tem alguns sitios arqueológicos que eu não fui por falta de tempo. Talvez tenha que ficar mais tempo se quiser visitar todos. São esses aqui:
- Huaca Huallamarca
- Huaca Pucllana ou Juliana
- Complexo Arqueológico de Pachacámac
Tem também um parque com 13 fontes luminosas que parece ser bacana. Não consegui ir, por falta de tempo, mas pra quem quiser ver, é esse aqui.
Os passeios para as famosas linhas de nazca saem sempre de Lima. Não vá achando que é barato e nem que você consegue as ver do avião (eu, pelo menos, não consegui). Pelo que eu li na internetcha, é coisa de um dia inteiro. Mais informações sobre Lima e coisas para visitar, aqui.
Hotel na cidade é mais ou menos caro. Me falaram pra ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade e tem os melhores restaurantes. Lá eu encontrei um hotel muito bom e relativamente barato, o Runcu. Se não me engano foi 89 dólares a diária. Ele é pequeno, então é bom reservar com alguma antecedência. Se você for passar mais de 3 dias na cidade eles fazem o translado de e para o aeroporto, o que economiza uns 40 dolares (20 cada trecho).
Aliás, ao chegar ao aeroporto recomendo o “Taxi Green”. O pessoal fica logo depois da porta de desembarque e não são careiros. Você pode até tentar negociar o preço (eu não tentei, por ingenuidade). Se o cara fizer um bom serviço, veja se ele anima te levar de volta ao aeroporto quando for para Cusco (ou voltar para o Brasil).
Outra dica boa para quem quiser trocar dinheiro logo que chegar: pesquise as casas de câmbio. A primeira que se vê, logo que sai do avião, costuma ter a pior cotação E cobra uma taxa. Dentro da sala de desembarque mesmo tem outras casas que não cobram taxas e tem cotação um pouco melhor.
Não lembro se falei isso no post, mas taxi “normal” em Lima é tudo caquento e o trânsito caótico. Eu achei que fosse morrer umas 20 vezes (de verdade). E sempre, SEMPRE negocie o preço. Aliás, isso vale para tudo, inclusive lojas. Barato mesmo só comida (prato feito custa uns 10 soles, mais ou menos 6 reais).
Cusco
Cusco em si é um lugar que não tem muita coisa pra fazer (apesar de eu ter conseguido fazer um post cheio de coisas). Fica tudo mais ou menos perto e acho que em um dia você consegue matar tudo o que tem pra ver (sem parar para compras, lógico). Fiz um mapa com as coisas pra ver, estilo BsAs, só não tem as informações de preço, porque sinceramente eu não lembro. Só que lá é um ótimo lugar para servir de base para os outros passeios de um dia, então vale a pena ficar mais tempo por lá.
Tem um city tour que é legal, porque vai nas 2 principais atrações da cidade (a catedral e o sítio arqueológico de Quorikancha) e vai nos sítios arqueológicos ao redor de cusco: Sacsayhuamán, Qenko, Pukapukara e Tambomachay. É passeio de meio dia (que achei bastante corrido) e qualquer lugar te oferece. Só tome cuidado, porque os preços variam muito: de 10 a 25 dólares. Acho que se você chorar consegue baixar bem o preço (só descobri isso depois...). Ah! As entradas pra os lugares são compradas a parte. A catedral é 25 soles, Quorikancha 10 e o boleto turístico, que de dá entrada a todos os outros lugares (e mais alguns outros em cusco) 160 soles, tudo isso só em dinheiro. Esse último é bem pesadinho.
Existe um boleto turístico do circuito religioso, que acho que é uns 50 soles. Inclui a catedral (que sozinha é 25), a igreja jesuita (15), o palácio Arzobispal (15) e a igreja de San Blás, se não me engano (10 ou 15). Se você gosta de igreja (e as de lá são bonitas), deve valer a pena. Esse foi outro que descobri depois, senão teria comprado... Vi no palácio Arzobispal, mas deve vender em qualquer um desses lugares.
Não deixe de ir ao museu inca! A entrada é paga (como tudo em cusco), mas é muito legal. Os outros museus eu não fui porque...não lembro porque, mas deve ser porque era caro, já que tive tempo sobrando.
Mais informações aqui.
Eu fiquei em um hotel muito barato para os padrões cusquenhos: Los Apus Hotel e Mirador. Bem localizado e arrumadinho. Também é bom reservar antes, porque não é dos maiores. O lado bom é que você pode deixar as malas no maleiro quando for para Machu Picchu. Eles também te buscam e levam ao aeroporto, o que te economiza uns.... 5 dolares. Taxi em cusco é MUITO barato, mas tem que barganhar (assim como Lima).
Se você gosta de artesanato, custo tem MUITO lugar pra comprar tralha. E, considerando todos os lugares de visita, é o mais barato. As lojas são sempre a mesma coisa, a variedade de artesanato é pequena. Já o preço varia pra caralho e TEM que pechinchar. A tática de fingir que não está interessado e sair da loja funciona que é uma beleza. Além do mercado de artesanato, tem um monte de outros becos de artesanato, que obviamente não lembro mais onde são, mas andando pela cidade você os acha fácil.
Os restaurantes até que são baratos. Fui em um (Fat Duck) que era baratinho e muito bem servido. Se não me engano tinha prato de 12 a 20 soles (só lembro do preço da alpaca ao molho de champignon: 18 soles).
No dia do city tour, recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome.
Vale Sagrado dos Incas
É um passeio com guia de um dia. Assim como o city tour, os preços variam pra caramba e alguns incluem almoço, outros não. Com almoço tem desde 20 dolares até 35. Também descobri isso tarde demais para chorar. Vai em 4 lugares diferentes: Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Urubamba e as entradas dos lugares está inclusa no boleto turístico. Prepare as pernas, porque é muita montanha pra subir.
Recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome. Se possível, escolham o passeio com almoço incluso. Não sei o quanto é mais caro (estou com 5 dolares na cabeça), mas acho que pagando na hora é mais caro.
Aguas Callientes
Para ir para Águas Callientes só tem um jeito: de trem. Recomendo comprar as passagens com antecedência. Tem uma loja no aeroporto de Lima e uma no centro de Cusco. Eu comprei pela internet, pra não correr o risco de não ter passagem. Eu sei que se você for fazer a trilha inca você não vai até o final da linha e não chega a Águas Calientes, então pode ser que seja mais barato. Têm vários horários e preços. Se você for para dormir (o que eu recomendo fortemente), pegue o trem mais tarde, que é mais barato e sai só uma hora mais tarde. Essa hora não vai fazer falta e o trem é praticamente a mesma coisa.
A cidade é um ovo. É uma rua, basicamente. Mas vale a pena ir um dia antes, ficar de bobeira passeando um pouco e descansando à tarde para o sofrimento de Machu Picchu. Se você quiser, tem as famosas águas termais (que paga, lógico). Eu não entrei, mas tem muita gente que vai.
Eu fiquei num hotel barato (60 dólares só em dinheiro) e muito bom (dei sorte com os hóteis que escolhi): La Pequeña Casita. Se você reserva antes eles te buscam na estação de trem (que é praticamente em frente ao hotel, do outro lado do rio).
Dica: NÃO deixe para trocar dinheiro em Águas Callientes. O câmbio lá é horroroso. A comida é mais cara que Cusco, então compre uns biscoitinhos e jogue na mochila. Eu levei água também (2 litros), mas acho que não era muito mais cara. Talvez valha a pena comprar na cidade mesmo.
Machu Picchu
Se você vai fazer a trilha inca, tem que reservar com muuuuuuita antecedência e acho que só consegue através de agência de turismo. Dêem uma olhada no site. Se for fazer a visita normal, compre a entrada com antecedência também, porque não vende na porta (126 soles, acho e só em dinheiro). Tem uma "loja" em Cusco (um pouco distante do centro, mas nada absurdo) e outra em Águas Calientes. Pode ser no dia anterior mesmo. Também vale a pena comprar a ticket do ônibus que leva até a porta (15,50 dólares e só em dinheiro).
Chegue cedo para aproveitar o dia. Tem um monte de guia na porta e não sei quanto eles cobram, mas acho que vale a pena. Eu "filei" vários guias, hehe. Tem 2 passeios muuuuito longos (2 horas cada), um para cada lado da cidade. Um deles tem hora marcada e quantidade de pessoas limitada (Wayna Picchu). Esse deve valer a pena porque dá pra ver MP de outro ângulo (só isso que deve ter também), mas meu pai não aguentava mais andar. O outro, para a porta do sol, é pegadinha. Lá é a chegada da trilha inca e acho que não tem muita coisa pra ver.
Cuidado com os horários de ônibus. Eles saem com muita frequência, mas mais próximo do horário da saída do trem deve ficar bem cheio e concorrido.
Não deixe para comprar nada, absolutamente NADA em MP. Tudo é absurdamente caro e só vende na porta, que é longe da cidade. O banheiro também é só na entrada e é muito triste ter que usá-lo (além de ser pago, tem que andar pra caramba).
A cidade não é muito grande, andando com calma dá pra rodar tudo (e eu entrei em todos os buracos) em pouco mais de 4 horas. Se for pegar o passeio guiado, guarde um tempo para andar sozinho pela cidade. Recomendo muito ir no dia anterior. Ir e voltar no mesmo dia parece ser bem corrido.
Dentro de cada post deve ter mais dica boa. Escrevi isso aqui no avião, indo pra Manaus, então não deu pra olhar os posts e posso ter esquecido de alguma coisa.
Pois bem, queridos leitores, a série de posts do Peru acabou. Custou, é verdade, mas saiu. Assim como quando fui a Buenos Aires, queria fazer um post geral, com dicas e links para todos os posts. Uma versão resumida e sem fotos.
Lima
Lima é uma cidade grande, como São Paulo e Rio. E como elas, tem bastante coisa para ver. Se você não conseguir um stop grande, recomendo passar só pelo centro mesmo. Aqui tem um mapa com um bom caminho a seguir (tinha feito um, como fiz em BsAs, mas esse ficou mais completo e fui o que gerou o post).
Lá tem alguns sitios arqueológicos que eu não fui por falta de tempo. Talvez tenha que ficar mais tempo se quiser visitar todos. São esses aqui:
- Huaca Huallamarca
- Huaca Pucllana ou Juliana
- Complexo Arqueológico de Pachacámac
Tem também um parque com 13 fontes luminosas que parece ser bacana. Não consegui ir, por falta de tempo, mas pra quem quiser ver, é esse aqui.
Os passeios para as famosas linhas de nazca saem sempre de Lima. Não vá achando que é barato e nem que você consegue as ver do avião (eu, pelo menos, não consegui). Pelo que eu li na internetcha, é coisa de um dia inteiro. Mais informações sobre Lima e coisas para visitar, aqui.
Hotel na cidade é mais ou menos caro. Me falaram pra ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade e tem os melhores restaurantes. Lá eu encontrei um hotel muito bom e relativamente barato, o Runcu. Se não me engano foi 89 dólares a diária. Ele é pequeno, então é bom reservar com alguma antecedência. Se você for passar mais de 3 dias na cidade eles fazem o translado de e para o aeroporto, o que economiza uns 40 dolares (20 cada trecho).
Aliás, ao chegar ao aeroporto recomendo o “Taxi Green”. O pessoal fica logo depois da porta de desembarque e não são careiros. Você pode até tentar negociar o preço (eu não tentei, por ingenuidade). Se o cara fizer um bom serviço, veja se ele anima te levar de volta ao aeroporto quando for para Cusco (ou voltar para o Brasil).
Outra dica boa para quem quiser trocar dinheiro logo que chegar: pesquise as casas de câmbio. A primeira que se vê, logo que sai do avião, costuma ter a pior cotação E cobra uma taxa. Dentro da sala de desembarque mesmo tem outras casas que não cobram taxas e tem cotação um pouco melhor.
Não lembro se falei isso no post, mas taxi “normal” em Lima é tudo caquento e o trânsito caótico. Eu achei que fosse morrer umas 20 vezes (de verdade). E sempre, SEMPRE negocie o preço. Aliás, isso vale para tudo, inclusive lojas. Barato mesmo só comida (prato feito custa uns 10 soles, mais ou menos 6 reais).
Cusco
Cusco em si é um lugar que não tem muita coisa pra fazer (apesar de eu ter conseguido fazer um post cheio de coisas). Fica tudo mais ou menos perto e acho que em um dia você consegue matar tudo o que tem pra ver (sem parar para compras, lógico). Fiz um mapa com as coisas pra ver, estilo BsAs, só não tem as informações de preço, porque sinceramente eu não lembro. Só que lá é um ótimo lugar para servir de base para os outros passeios de um dia, então vale a pena ficar mais tempo por lá.
Tem um city tour que é legal, porque vai nas 2 principais atrações da cidade (a catedral e o sítio arqueológico de Quorikancha) e vai nos sítios arqueológicos ao redor de cusco: Sacsayhuamán, Qenko, Pukapukara e Tambomachay. É passeio de meio dia (que achei bastante corrido) e qualquer lugar te oferece. Só tome cuidado, porque os preços variam muito: de 10 a 25 dólares. Acho que se você chorar consegue baixar bem o preço (só descobri isso depois...). Ah! As entradas pra os lugares são compradas a parte. A catedral é 25 soles, Quorikancha 10 e o boleto turístico, que de dá entrada a todos os outros lugares (e mais alguns outros em cusco) 160 soles, tudo isso só em dinheiro. Esse último é bem pesadinho.
Existe um boleto turístico do circuito religioso, que acho que é uns 50 soles. Inclui a catedral (que sozinha é 25), a igreja jesuita (15), o palácio Arzobispal (15) e a igreja de San Blás, se não me engano (10 ou 15). Se você gosta de igreja (e as de lá são bonitas), deve valer a pena. Esse foi outro que descobri depois, senão teria comprado... Vi no palácio Arzobispal, mas deve vender em qualquer um desses lugares.
Não deixe de ir ao museu inca! A entrada é paga (como tudo em cusco), mas é muito legal. Os outros museus eu não fui porque...não lembro porque, mas deve ser porque era caro, já que tive tempo sobrando.
Mais informações aqui.
Eu fiquei em um hotel muito barato para os padrões cusquenhos: Los Apus Hotel e Mirador. Bem localizado e arrumadinho. Também é bom reservar antes, porque não é dos maiores. O lado bom é que você pode deixar as malas no maleiro quando for para Machu Picchu. Eles também te buscam e levam ao aeroporto, o que te economiza uns.... 5 dolares. Taxi em cusco é MUITO barato, mas tem que barganhar (assim como Lima).
Se você gosta de artesanato, custo tem MUITO lugar pra comprar tralha. E, considerando todos os lugares de visita, é o mais barato. As lojas são sempre a mesma coisa, a variedade de artesanato é pequena. Já o preço varia pra caralho e TEM que pechinchar. A tática de fingir que não está interessado e sair da loja funciona que é uma beleza. Além do mercado de artesanato, tem um monte de outros becos de artesanato, que obviamente não lembro mais onde são, mas andando pela cidade você os acha fácil.
Os restaurantes até que são baratos. Fui em um (Fat Duck) que era baratinho e muito bem servido. Se não me engano tinha prato de 12 a 20 soles (só lembro do preço da alpaca ao molho de champignon: 18 soles).
No dia do city tour, recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome.
Vale Sagrado dos Incas
É um passeio com guia de um dia. Assim como o city tour, os preços variam pra caramba e alguns incluem almoço, outros não. Com almoço tem desde 20 dolares até 35. Também descobri isso tarde demais para chorar. Vai em 4 lugares diferentes: Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Urubamba e as entradas dos lugares está inclusa no boleto turístico. Prepare as pernas, porque é muita montanha pra subir.
Recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome. Se possível, escolham o passeio com almoço incluso. Não sei o quanto é mais caro (estou com 5 dolares na cabeça), mas acho que pagando na hora é mais caro.
Aguas Callientes
Para ir para Águas Callientes só tem um jeito: de trem. Recomendo comprar as passagens com antecedência. Tem uma loja no aeroporto de Lima e uma no centro de Cusco. Eu comprei pela internet, pra não correr o risco de não ter passagem. Eu sei que se você for fazer a trilha inca você não vai até o final da linha e não chega a Águas Calientes, então pode ser que seja mais barato. Têm vários horários e preços. Se você for para dormir (o que eu recomendo fortemente), pegue o trem mais tarde, que é mais barato e sai só uma hora mais tarde. Essa hora não vai fazer falta e o trem é praticamente a mesma coisa.
A cidade é um ovo. É uma rua, basicamente. Mas vale a pena ir um dia antes, ficar de bobeira passeando um pouco e descansando à tarde para o sofrimento de Machu Picchu. Se você quiser, tem as famosas águas termais (que paga, lógico). Eu não entrei, mas tem muita gente que vai.
Eu fiquei num hotel barato (60 dólares só em dinheiro) e muito bom (dei sorte com os hóteis que escolhi): La Pequeña Casita. Se você reserva antes eles te buscam na estação de trem (que é praticamente em frente ao hotel, do outro lado do rio).
Dica: NÃO deixe para trocar dinheiro em Águas Callientes. O câmbio lá é horroroso. A comida é mais cara que Cusco, então compre uns biscoitinhos e jogue na mochila. Eu levei água também (2 litros), mas acho que não era muito mais cara. Talvez valha a pena comprar na cidade mesmo.
Machu Picchu
Se você vai fazer a trilha inca, tem que reservar com muuuuuuita antecedência e acho que só consegue através de agência de turismo. Dêem uma olhada no site. Se for fazer a visita normal, compre a entrada com antecedência também, porque não vende na porta (126 soles, acho e só em dinheiro). Tem uma "loja" em Cusco (um pouco distante do centro, mas nada absurdo) e outra em Águas Calientes. Pode ser no dia anterior mesmo. Também vale a pena comprar a ticket do ônibus que leva até a porta (15,50 dólares e só em dinheiro).
Chegue cedo para aproveitar o dia. Tem um monte de guia na porta e não sei quanto eles cobram, mas acho que vale a pena. Eu "filei" vários guias, hehe. Tem 2 passeios muuuuito longos (2 horas cada), um para cada lado da cidade. Um deles tem hora marcada e quantidade de pessoas limitada (Wayna Picchu). Esse deve valer a pena porque dá pra ver MP de outro ângulo (só isso que deve ter também), mas meu pai não aguentava mais andar. O outro, para a porta do sol, é pegadinha. Lá é a chegada da trilha inca e acho que não tem muita coisa pra ver.
Cuidado com os horários de ônibus. Eles saem com muita frequência, mas mais próximo do horário da saída do trem deve ficar bem cheio e concorrido.
Não deixe para comprar nada, absolutamente NADA em MP. Tudo é absurdamente caro e só vende na porta, que é longe da cidade. O banheiro também é só na entrada e é muito triste ter que usá-lo (além de ser pago, tem que andar pra caramba).
A cidade não é muito grande, andando com calma dá pra rodar tudo (e eu entrei em todos os buracos) em pouco mais de 4 horas. Se for pegar o passeio guiado, guarde um tempo para andar sozinho pela cidade. Recomendo muito ir no dia anterior. Ir e voltar no mesmo dia parece ser bem corrido.
Dentro de cada post deve ter mais dica boa. Escrevi isso aqui no avião, indo pra Manaus, então não deu pra olhar os posts e posso ter esquecido de alguma coisa.
20 de jun. de 2011
Bem Vindo a Machu Picchu
Uma palavra descreve Machu Picchu: inacreditável. Não, não acredito que lá foi criado por alienígenas, muito menos que seja um lugar místico. Estou falando como engenheiro. É inacreditável que alguém conseguisse construir aquele lugar, que não é tão grande quanto vocês pensam (e eu pensava), ainda mais há mais de 500 anos, sem a tecnologia atual.
Não se tem certeza do que foi MP. Tem correntes que falam que era um lugar religioso, tem correntes que falam que era uma fortaleza militar e outras correntes que falam que era o "palácio" do imperador inca Pachucateq (essa parágrafo eu descobri ontem, em um documentário do NatGeo). Independente da função, o bagulho é sinistro.
Pra dar uma noção de como é o lugar, dá uma olhada no print que tirei Google Earth (que, por sinal, é uma ótima forma de ter uma ideia do lugar. A precisão é incrível).

Crica pra ampliar
O esquema é o seguinte: existem 2 formas de chegar a MP: pelo caminho inca, com 4 dias de caminhada sinistra, passando por maus bocados e passando por esse caminho mais linear, embaixo da foto (opção da minha irmã quando ela foi) ou pegar um busão em Águas Calientes, que vai subir nessa estrada em zigue-zague (opção que eu escolhi). Recomendo a minha opção, apesar de você ficar com o toba na mão o caminho todo, achando que vai cair no barranco.
Quando você chegar à entrada de MP, faça 3 coisas:
1 - Compre bastante água, se você não levou de Águas Calientes (o que eu recomendo fortemente, porque em MP o preço é absurdo);
2 - Compre bastante comida, se você não levou de Águas Calientes (o que eu também recomendo fortemente, porque em MP o preço é absurdo);
3 - Vá ao banheiro, se você foi em Águas Calientes (o que eu mais uma vez recomendo fortemente, porque PAGA pra ir ao banheiro).
A razão é muito simples: a entrada fica bem longe da cidade e só vende água, comida e tem banheiro lá. Você pode sair e entrar quantas vezes quiser de MP, só que perde-se muito tempo indo e voltando e é uma escadaria cabulosa entre a cidade e a entrada.
Recomendo que chegue cedo. Se deixar pra ir tarde, vai pegar muita gente que vai estragar as suas fotos. E logo que chegar, suba até a casa do guardião, que é onde se tira aquelas fotos famosas, fodonas, mostrando a cidade inteira. Ou, se você for amigo de Murphy como eu, você vê isso aqui:

Mas é só andar o dia inteiro que no fim do dia você consegue tirar uma dessas:

Mas deixando o azar de lado, voltemos à historinha. Para construir MP, que, por sinal, fica entre DUAS falhas geológicas, uma de cada lado da montanha, os incas começaram a criar esses degraus desde lááááááááááááá do pé do morro. E em cada degrau tem uma camada de terra fértil, uma camada de areia e uma camada de pedregulhos. Isso, meus amigos, faz com que a água das chuvas torrenciais que caem no verão não levem a cidade embora. A água é filtrada aos poucos e infiltra devagar no solo. Na foto aí de cima dá pra ver, do lado esquerdo.
No ponto mais alto do lado da cidade, fica a tal casa do guardião e a pedra funerária. Esses aí embaixo:




De lá, você tem 3 opções: ir para a porta do sol, ir para a montanha Machupichu ou ir para a cidade. Eu escolhi ir para a porta do sol (que é a chegada da trilha inca). Foi a maior burrice que fiz. O começo do caminho é assim:

Aí eu andei, andei, andei e só via gente na direção contrária à minha. Depois de uns 20 minutos perguntei para uma menina (em inglês): "Tá longe?". A resposta dela foi "Tá longe pra caralho" (sério. Ela meteu um fuckin' no meio da frase). Olhei pro Véio, falei que tava longe pra caralho e perguntei o que ele queria fazer. "Já andei muito pra desistir", falou ele. Agradeci a menina e ela falou "boa sorte". Senti o pior.
Continuamos andando mais uns 10 minutos e chegamos a uma construção de pedra. "Aleluia!", pensei. Era isso aí embaixo:



Aí eu vejo mais gente chegando. Caí na besteira de perguntar se ali era a porta do sol. O cara falou que não, que ainda faltava mais meia hora, mais ou menos. Olhei para o meu pai, expliquei a situação e falei: "vamos fingir que isso é a porta do sol?". Ele aceitou e voltamos. Isso porque se era mais meia hora para ir, tinha mais UMA HORA para voltar. Perder 2 horas só pra ver a porta do sol não dava....
Voltamos para MP e fizemos o caminho previsto no mapinha que se pega na entrada. A próxima parada foi a porta de entrada da cidade. Dizia um guia que estavamos seguindo que é a única entrada da cidade, que é murada por todos os lados. Eu truco, porque vi altas formas de entrar na cidade...

Aí você começa a andar pelo cemitério e pelas tumbas dos "pobres" e, pouco depois, das tumbas reais (as que parecem casas). Mas só se sabe que são tumbas se alguém falar, porque parece uma construção como qualquer outra.





Andando mais um pouco no caminho você chega no setor dos templos. Confesso que só lembro do nome do templo das três janelas (por motivos óbvios, como vocês vão ver nas fotos).



Andando mais um pouco chega o observatório astronômico. Uma coisa muito sinistra que ouvi o guia que estávamos seguindo falando foi o seguinte: cada lado dessa pedra aí diferente está alinhada com um ponto cardial e, mais sinistro ainda, em cada um desses pontos tem uma montanha das mais altas da redondeza. É como se MP tivesse sido criada ali de propósito e essa pedra no encontro entre as 4 montanhas (que, na cultura inca, são deuses, os APUs).







Em vários lugares da cidade tem buracos nas paredes como esse aí de baixo. Se não me engano são 14. Isso são fontes de água "canalizada". Sim, os incas CANALIZAVAM um rio que tem ali por perto e só com a gravidade levavam água para vários lugares da cidade, pra ter água sem ter que andar muito. Catei todas as fontes que achei e coloquei aí embaixo.





Na verdade, existem também as fontes "oficiais", que ficam perto do templo do sol (vou falar dele mais embaixo). Essas fontes levam água pra um monte de lugar através de canaletas. Saca só:







Voltando ao caminho normal... Andando depois do observatório você passa pelo centrão da cidade e a praça sagrada (a primeira foto). Olha só.



Andando mais um pouco você chega na pedra cerimonial. Ela tem esse formato por uma razão simples: para representar as montanhas, que, como eu disse, são deuses. De cada lado dessa pedra tem casinhas, que não sei o que são, mas deviam ser usadas nas cerimônias.


Pertinho dessa pedra tem o caminho pra Wayna Picchu. Essa é aquela montanha que dá pra ber nas primeiras fotos láááááá do outro lado do mundo. Eu já tinha caído na pegadinha de sair da cidade uma vez, não cairia novamente. Mas pra você que quiser ir lá, fique esperto: tem horários marcados e grupos de poucas pessoas (12, acho). E pela plaquinha, são 2 horas de caminhada e tem que estar em forma. Se não me engano, lá tem uma casinha, uma ponte e uns lugares onde se estocava comida.


Continuando a caminhada, passa-se por um monte de casas genéricas, que realmente não lembro o que eram.



Mais um pouco pra frente ficam as casas de três portas, que deviam ser importantes, mas não faço a menor ideia de qual seja. Nem bonitas elas são...



Andando mais um pouco chega-se ao lugar mais viajado da história: o condor. A história é a seguinte: os mortos importantes eram mumificados e colocados na parte de trás do condor, que levava as almas para o céu. Até aí, beleza. O difícil é conseguir ver o condor nessas pedras aí embaixo. Se você usar muitas drogas deve dar pra ver, mas a ideia é que a cabeça do bicho tá no chão e as asas são essas pedras em V. As múmias ficam nos quadrados na parede do fundo. Saca só:


Pertinho do condor fica a casa do inca. Pelo que eu lembro, é a casa do imperador. Tem até uma "cama" que era usada pra alguma coisa que não lembro.



O próximo ponto é o templo do sol. É, sem dúvida, a construção mais bonita. Repare o encaixe perfeito das pedras nas fotos. Não lembro a função de cada uma, mas lembro que tinha uma parte embaixo e outra em cima. Saca só:










Fechando a brincadeira fica os depósitos. São essas casinhas aí do fundo, onde ficavam sei lá o que, mas deve ser comida.



No meio das coisas aí de cima dá pra ver algumas coisas curiosas. Olha só:





Tá achando que só porque é uma cidade planejada não tem coisa bizarra? Saca só:

Galão e mangueira

Escada (e um varal "natural", que é da estrutura da casa)

Folha de coca

Fiação pra iluminar a casa do guardião

Não sei bem o que é isso, mas tem espalhado pra tudo quanto é lugar
Não se tem certeza do que foi MP. Tem correntes que falam que era um lugar religioso, tem correntes que falam que era uma fortaleza militar e outras correntes que falam que era o "palácio" do imperador inca Pachucateq (essa parágrafo eu descobri ontem, em um documentário do NatGeo). Independente da função, o bagulho é sinistro.
Pra dar uma noção de como é o lugar, dá uma olhada no print que tirei Google Earth (que, por sinal, é uma ótima forma de ter uma ideia do lugar. A precisão é incrível).
Crica pra ampliar
O esquema é o seguinte: existem 2 formas de chegar a MP: pelo caminho inca, com 4 dias de caminhada sinistra, passando por maus bocados e passando por esse caminho mais linear, embaixo da foto (opção da minha irmã quando ela foi) ou pegar um busão em Águas Calientes, que vai subir nessa estrada em zigue-zague (opção que eu escolhi). Recomendo a minha opção, apesar de você ficar com o toba na mão o caminho todo, achando que vai cair no barranco.
Quando você chegar à entrada de MP, faça 3 coisas:
1 - Compre bastante água, se você não levou de Águas Calientes (o que eu recomendo fortemente, porque em MP o preço é absurdo);
2 - Compre bastante comida, se você não levou de Águas Calientes (o que eu também recomendo fortemente, porque em MP o preço é absurdo);
3 - Vá ao banheiro, se você foi em Águas Calientes (o que eu mais uma vez recomendo fortemente, porque PAGA pra ir ao banheiro).
A razão é muito simples: a entrada fica bem longe da cidade e só vende água, comida e tem banheiro lá. Você pode sair e entrar quantas vezes quiser de MP, só que perde-se muito tempo indo e voltando e é uma escadaria cabulosa entre a cidade e a entrada.
Recomendo que chegue cedo. Se deixar pra ir tarde, vai pegar muita gente que vai estragar as suas fotos. E logo que chegar, suba até a casa do guardião, que é onde se tira aquelas fotos famosas, fodonas, mostrando a cidade inteira. Ou, se você for amigo de Murphy como eu, você vê isso aqui:
Mas é só andar o dia inteiro que no fim do dia você consegue tirar uma dessas:
Mas deixando o azar de lado, voltemos à historinha. Para construir MP, que, por sinal, fica entre DUAS falhas geológicas, uma de cada lado da montanha, os incas começaram a criar esses degraus desde lááááááááááááá do pé do morro. E em cada degrau tem uma camada de terra fértil, uma camada de areia e uma camada de pedregulhos. Isso, meus amigos, faz com que a água das chuvas torrenciais que caem no verão não levem a cidade embora. A água é filtrada aos poucos e infiltra devagar no solo. Na foto aí de cima dá pra ver, do lado esquerdo.
No ponto mais alto do lado da cidade, fica a tal casa do guardião e a pedra funerária. Esses aí embaixo:



De lá, você tem 3 opções: ir para a porta do sol, ir para a montanha Machupichu ou ir para a cidade. Eu escolhi ir para a porta do sol (que é a chegada da trilha inca). Foi a maior burrice que fiz. O começo do caminho é assim:

Aí eu andei, andei, andei e só via gente na direção contrária à minha. Depois de uns 20 minutos perguntei para uma menina (em inglês): "Tá longe?". A resposta dela foi "Tá longe pra caralho" (sério. Ela meteu um fuckin' no meio da frase). Olhei pro Véio, falei que tava longe pra caralho e perguntei o que ele queria fazer. "Já andei muito pra desistir", falou ele. Agradeci a menina e ela falou "boa sorte". Senti o pior.
Continuamos andando mais uns 10 minutos e chegamos a uma construção de pedra. "Aleluia!", pensei. Era isso aí embaixo:



Aí eu vejo mais gente chegando. Caí na besteira de perguntar se ali era a porta do sol. O cara falou que não, que ainda faltava mais meia hora, mais ou menos. Olhei para o meu pai, expliquei a situação e falei: "vamos fingir que isso é a porta do sol?". Ele aceitou e voltamos. Isso porque se era mais meia hora para ir, tinha mais UMA HORA para voltar. Perder 2 horas só pra ver a porta do sol não dava....
Voltamos para MP e fizemos o caminho previsto no mapinha que se pega na entrada. A próxima parada foi a porta de entrada da cidade. Dizia um guia que estavamos seguindo que é a única entrada da cidade, que é murada por todos os lados. Eu truco, porque vi altas formas de entrar na cidade...

Aí você começa a andar pelo cemitério e pelas tumbas dos "pobres" e, pouco depois, das tumbas reais (as que parecem casas). Mas só se sabe que são tumbas se alguém falar, porque parece uma construção como qualquer outra.





Andando mais um pouco no caminho você chega no setor dos templos. Confesso que só lembro do nome do templo das três janelas (por motivos óbvios, como vocês vão ver nas fotos).



Andando mais um pouco chega o observatório astronômico. Uma coisa muito sinistra que ouvi o guia que estávamos seguindo falando foi o seguinte: cada lado dessa pedra aí diferente está alinhada com um ponto cardial e, mais sinistro ainda, em cada um desses pontos tem uma montanha das mais altas da redondeza. É como se MP tivesse sido criada ali de propósito e essa pedra no encontro entre as 4 montanhas (que, na cultura inca, são deuses, os APUs).







Em vários lugares da cidade tem buracos nas paredes como esse aí de baixo. Se não me engano são 14. Isso são fontes de água "canalizada". Sim, os incas CANALIZAVAM um rio que tem ali por perto e só com a gravidade levavam água para vários lugares da cidade, pra ter água sem ter que andar muito. Catei todas as fontes que achei e coloquei aí embaixo.



Na verdade, existem também as fontes "oficiais", que ficam perto do templo do sol (vou falar dele mais embaixo). Essas fontes levam água pra um monte de lugar através de canaletas. Saca só:



Voltando ao caminho normal... Andando depois do observatório você passa pelo centrão da cidade e a praça sagrada (a primeira foto). Olha só.



Andando mais um pouco você chega na pedra cerimonial. Ela tem esse formato por uma razão simples: para representar as montanhas, que, como eu disse, são deuses. De cada lado dessa pedra tem casinhas, que não sei o que são, mas deviam ser usadas nas cerimônias.


Pertinho dessa pedra tem o caminho pra Wayna Picchu. Essa é aquela montanha que dá pra ber nas primeiras fotos láááááá do outro lado do mundo. Eu já tinha caído na pegadinha de sair da cidade uma vez, não cairia novamente. Mas pra você que quiser ir lá, fique esperto: tem horários marcados e grupos de poucas pessoas (12, acho). E pela plaquinha, são 2 horas de caminhada e tem que estar em forma. Se não me engano, lá tem uma casinha, uma ponte e uns lugares onde se estocava comida.
Continuando a caminhada, passa-se por um monte de casas genéricas, que realmente não lembro o que eram.



Mais um pouco pra frente ficam as casas de três portas, que deviam ser importantes, mas não faço a menor ideia de qual seja. Nem bonitas elas são...



Andando mais um pouco chega-se ao lugar mais viajado da história: o condor. A história é a seguinte: os mortos importantes eram mumificados e colocados na parte de trás do condor, que levava as almas para o céu. Até aí, beleza. O difícil é conseguir ver o condor nessas pedras aí embaixo. Se você usar muitas drogas deve dar pra ver, mas a ideia é que a cabeça do bicho tá no chão e as asas são essas pedras em V. As múmias ficam nos quadrados na parede do fundo. Saca só:


Pertinho do condor fica a casa do inca. Pelo que eu lembro, é a casa do imperador. Tem até uma "cama" que era usada pra alguma coisa que não lembro.



O próximo ponto é o templo do sol. É, sem dúvida, a construção mais bonita. Repare o encaixe perfeito das pedras nas fotos. Não lembro a função de cada uma, mas lembro que tinha uma parte embaixo e outra em cima. Saca só:







Fechando a brincadeira fica os depósitos. São essas casinhas aí do fundo, onde ficavam sei lá o que, mas deve ser comida.
No meio das coisas aí de cima dá pra ver algumas coisas curiosas. Olha só:




Tá achando que só porque é uma cidade planejada não tem coisa bizarra? Saca só:
Galão e mangueira

Escada (e um varal "natural", que é da estrutura da casa)
Folha de coca

Fiação pra iluminar a casa do guardião

Não sei bem o que é isso, mas tem espalhado pra tudo quanto é lugar
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