26 de ago. de 2006

Dia Cheio

Mal cheguei de viagem e já tive um dia corrido. Acordei 7:30 de matina e fui para o Barro Preto comprar uma calça Jeans. Eu não sou muito fã deste tipo de roupa, tanto que só tinha uma calça deste tipo. Mas como na empresa em que estou prestando consultoria TEM que usar calça jeans, lá fui eu comprar uma outra.

Como meus gastos com roupas serão altos nos próximos dois meses (estou pagando os ternos, calças e blusas que comprei para trabalhar e que não vou usar), resolvi comprar uma calça barata. Até porque ela vai sofrer na empresa em que estou.

Calça comprada (R$ 32,99 e, segundo a minha avó, muito bem gastos, pois a calça é boa), volto para casa para pegar o meu carro e ir para Lagoa Santa. Masantes tive que passar na rodoviária para comprar a minha passagem para Barão de Cocais.

Peguei TODOS os sinais fechados até a rodoviária. E isso porque peguei um caminho mais longo porque no mais curto "tem muito sinal". Só que descobri que tem muito menos que o mais longo. Principalmente se você dá o azar de pegar todos fechados.

Parei no estacionamento e, menos de cinco minutos depois (e 17,30 reais mais pobre, fora o estacionamento) lá estava eu tentando achar o caminho para a Antônio Carlos. Dei uma volta do cão, porque errei uma entrada, mas consegui pegar a boa e velha AC.

E mais uma vez peguei engarrafamento. Só que este foi cabuloso! Estava parado desde o Hospital Belo Horizonte. E tudo por causa daquelas obras malditas para duplicação. Depois do viaduto São Francisco o trânsito voltou a ficar bom.

Isso foi o que eu achava. Na estrada para Lagoa Santa também peguei um engarrafamento sinistro. E da maneira que estava (só um dos lados entupido), achei que era um acidente sinistro. Estava andando a 10 km/h. Sem brincadeira. No fim das contas, eram apenas sinalizadosresna pista. Eu me pergunto... Por que DIABOS sinalizadores fazem com que as pessoas andem a 10 km/h???

Depois de uma hora e quarenta consegui chegar na casa do Joselito lá em LS. Hoje era aniversário do irmão dele, mas ele chamou os bêbados para ir para lá. Rolou um churrasco e depois uma feijoada. Saí de lá empanturrado, porque os pais dele não aceitam "não" como resposta.

Voltei para casa e na volta o trânsito estava até bom, tirando no tal pedaço com sinalizadores. Aconteceu a mesma coisa da ida: pessoas andando a 10 km/h. Mas como eu já estava puto com aquela situação e de saco cheio de engarrafamento, entrei na contra mão e passei pelos maledetos barrulhentos a 80 km/h, gritando "SSSSUUUUCCCCKKKKEEEERRRRRSSSSS" e mais uma meia dúzia de palavões.

Cheguei em casa doido para dormir, mas tinha que fazer o meu RDV para entegar amanhã na empresa e aproveitei para atualizar o blog com os posts salvos no meu pc (alé de olhar meus emails). Isso foi há uma hora e meia atrás...

Agora um comentário final: as obras da chamada linha verde estão um caos. A estrada está muito ruim em alguns pedaços e cheia de desvios cabulosos. Espero que daqui a um ano o resultado valha a pena...

E uma fofoca final: o Ex-Nerd passou em um trainee e também deve sair da empresa. Só que se ele realmente for para lá, terá que mudar de BH. E o "desmanche" do MMV se intensifica... E o abandono da minha ex-empresa também.

Noite de Papo

Depois de chegar de viagem e pegar um engarrafamento do cão, tudo o que eu mais queria era sair para tomar uma cerva e relaxar. Só que os bêbados estavam em um evento da minha antiga empresa, lá no PORCÃO. Com tudo pago.

Como o JOselito também não trabalha mais lá, estava na mesma situação que eu. Acabamos combinando de ir beber um chopp da Krug no Falls (leia post abaixo, em que NÃO recomendo o Botequim Alemão) e depois encontraríamos com o pessoal em alhum lugar.

Chegamos lá e, como sempre, não tinha vaga para estacionar. Mas pelo menos tinha mesa, bem em frente ao tal boteco. Foi bem bacana, porque ficamos conversando sobre a vida e suas reviravoltas. Foi um papo bem cabeça e bem bacana.

Falamos de emprego, trabalho, empresas, namoradas (na verdade a dele, porque eu não tenho), amizades, problemas, possíveis soluções para os problemas... Bem legal. Aí chegou uma amiga dele junto com umas 6 amigas. Elas acabaram ficando pouco, porque iam para a boate que tem lá.

Um pouco mais tarde chegaram os bêbados. Eles falaram que comeram muito, mas que o Porcão não é tudo isso o que dizem. A Consultora me falou muito bem de lá, então vou ter que ir para tirar as minhas próprias conclusões. Só preciso arrumar uma companhia que esteja disposta a gastar uns 70 conto...

Esparroman NÃO Recomenda: Botequim Alemão

Já tinha ido ao Falls umas duas vezes. E sempre é a mesma coisa: lugar lotado, sem lugar para estacionar, depois sem lugar para entrar, uma porcaria. E nas duas vezes sentei perto do Bonabrasa, logo acabei tomando cerveja.

Ontei sentei perto do Botequim Alemão e acabei tomando chopp da Krug. O chopp estava ótimo, o atendimento estava bom (apesar deles ficarem "empurrando" chopp na gente) e o preço não estava dos piores. Alías, tinha até dose dupla de caipirinha, o que prova que nãio estava muito caro.

O problema foi na hora da conta. Estávamos bebendo basicamente eu e o Joselito (6 chopps cada) e o Tio e a Bebinha tomaram um cada um. Só que foram cobrados 17 chopps! E como o cara marca na cartela, não tinha como reclamar.

Pô, o chopp ja é meio carinho (quase 3 conto cada) e os caras ainda roubam na cartela? Isso é palhaçada. Eu voltaria lá brincando, porque gosto muito daquele chopp, mas agora naõ volto mais e ainda NÃO recomendo. Vou fazer campanha contra MESMO.

No fim das contas, não pagamos os 10% e eu ainda reclamei com o garçom, que ficou puto falando que trabalhava honestamente. Para não sair com mais raiva ainda, simplesmente levaneti e fui embora...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

25 de ago. de 2006

E a Semana Acabou

Hoje o dia de trabalho foi tranqüilo. Dei adeus ao meu hotel, cheguei na empresa, rodamos a área, fomos até um lugar reunir com um cara lá para cobrar os resultados dele, que está uma porcaria. Este cara é um enrolado. Já fomos lá umas três vezes e ele sempre está ocupado, não pode fazer nada...

Depois voltamos para a nossa "sala" e tinha dois caras da empresa conversando com dois "branquelos". Os branquelos não eram daqui, com certeza. Mas só um deles que estava falando, o outro só escutava. E vez ou outra ele conversava com o outro gringo, em alemão. Foi bom ver que ainda entendia algumas coisas (as básicas). Mas quando eles começaram a falar mais rápido, não entendi mais nada...

Ok, já sabia que eles eram alemães, mas estranhei, porque o cara falava português muito bem. Não falama "meu cadeira" ou "minha carro". Depois descobri o motivo. Na verdade ele era brasileiro e eo outro que era gringo. Só que ele falava alemão tão bem que não imaginei que pudesse ser brazuca.

Na parte da tarde ficamos ajudando os caras da empresa a entrar com uns dados em um sistema lá, para a grande reunião com o Diretor. Sério, eu não aguentava mais ver o pessoal entrar com dados. Mas fazer o que...

Saímos mais cedo, pois o cara que estava comigo tinha que buscar um documento para poder fazer o crachá definitivo. No fim das contas, 5 horas já estávamos na estrada e por volta de 6:10 estávamos pegando a 381.

Foi só o cara falar que o trânsito estava bom que apareceu o engarrafamento. Uma hora e quarenta depois eu estava colocando os pés dentro de casa. Ou seja: gastei mais tempo para vir de Betim para BH do que de Divinópolis para Betim.

A semana foi bastante produtiva. Ví como vai ser a minha vida a partir de agora. Parece ser legal. Mas eu já estava de saco cheio de ouvir o pessoal "da roça" falar "armoço" e com aquele sotaque de caipira. Fora ter que segurar para não rir com os nomes que apareceram lá, como Fláverson e Alcivandro.

Adeus, Divinópolis

Para despedir de Divinópolis ontem resolvi dar um rolé a pé mesmo pela cidade. Saí andando pelas ruas da cidade sem fazer a menor idéia de onde estava e para onde estava indo. Encontrei uma pracinha bacana, onde os pais levam os filhos para "passear". Bem estilo cidade do interior.

Andando mais um pouco, passei por uma galeria, onde ficam os aborrecentes "revoltados". Mais ou menos igual o Mc Donald's da Savassi aqui em BH. Rodei mais um pouco e acabei caindo na tal faculdade que tinha visto na quarta (perto do boteco onde assistimos o jogo).

Rodando mais um pouco comecei a percener que estava entrando em um lugar meio deserto, então resolvi voltar para a parte "civilizada" da cidade. E caí em frente um clube. Bem no centro da cidade. Algo como o Minas I. E o cheiro de piscina e sauna me deu uma vontade incrível de nadar, mas como o hotel não tem estas "facilidades", fiquei na vontade mesmo.

Voltei para o hotel e, antes de subir para o quarto, parei para ver os meus emails. Descobri que talvez não tenha que fazer via sacra semana que vem, mas ainda não está decidido. O foda é que o N3 não decide nada e definitivamente ele não é um usuário de email...

Aliás, estou começando a acreditar que ninguém do projeto de Divinópolis é acostumado a comunicar por email. Será que os caras não entendem que com email os gastos com celular diminuem não? Que tipo de consultores em gestão são estes???

Já o cara de Barão parece estar mais "antenado". Respondeu um email meu NO DIA que mandei e ainda me mandou MSN, GTalk e Skype. Muito bom. Pelo menos com ele sei que posso comunicar de forma mais barata...

24 de ago. de 2006

O Pau Comeu

Hoje o dia também foi bem tranquilão. Tivemos duas reuniões. Numa delas (a da manhã) eram pessoas de uma única equipe, então foi bem tranquilo. Pessoas conversando sem stress, tentando achar a solução para um problema.

Estava tão calmo que eu dei umas pescadas hororosas! E acho que todo mundo viu, porque estava na ponta da mesa. Essa sala de reuniões é impressionante. É só eu entrar nela que me dá sono. E é só eu sair que o sono passa!

Na parte da tarde rolou uma reunião que foi punk. Basicamente eram os chefes de todas as equipes discutindo quem iria pagar um negócio que deu problema. Nunca ví tanta gente tirando o dele da reta. Ninguém queria nem mesmo dividir a brincadeira. E um dos carinhas lá levou ferro, porque vai pagar tudo...

Esta reunião lembrou as minhas reuniões de comissão de formatura. E este carinha que pagou a "conta" me lembrou eu. E eu ví o tanto que eu sou chato e o tanto que as pessoas deveriam ficar putas comigo. Eu já não estava mais agüentando o cara reclamar (mesmo ele tendo razão) e não aceitando algumas horas que estava errado.

O dia pode ter sido "perdido" em termos de aprendizado em consultoria, mas pelo menos ví que tenho que mudar este aspecto na minha vida...

A Grande Divinópolis

Ontem foi bacana a noite, pois fomos a um bar assistir o jogo do Cruzeiro. Sem comentários sobre o jogo. Mas deu para ver um pouco da cidade a noite. O hotel em que estou é bem no centrão da cidade e é como o centro de qualquer cidade "média".

Lojas (como a "Casa da Bíblia"), bancos (o meu querido BB), gente andando para todos os lados a qualquer momento. E bem perto tem uns bares também. Agora uma coisa que me impressionou muito é que aqui o trânsito é completamente sem lei.

As ruas não tem marcação nenhuma no chão, são mão dupla em alguns pedaços e mão única em outros (sem indicação da mudança), o povo dirige sem a menor noção de espaço/tempo, é realmente muito complicado para alguém de fora.

Os quatro N6 (incluindo eu) que foram ver o jogo. Além de nós estava um amigo de um dos N6, o que mora aqui. Primeiro passamos em um que estava meio cheio e com aquela cara de boteco (nada contra). Mas não dava para ver o jogo.

Aí fomos para um outro bar, mais arrumado (e perto de uma faculdade). Primeiro fato: Divinópolis tem MUITA mulher e muitas realmente bonitas. A menina daqui que fez treinamento comigo não nega isso. Era a mais bonita da "turma".

Sentamos no boteco (entre duas mesas só com mulheres), bem em frente ao telão. Tudo o que o bar tem de binito ele não tem de qualidade de atendimento. Eu não bebi nada, mas o povo que estava comigo estava puto, porque o garçon não passava na mesa. Pedimos um treco para comer e demorou mais de 45 minutos. De verdade, deu para ver o primeiro tempo inteiro e nada do treco chegar.

Depois do jogo, viemos embora para casa, putos com o resultado. Mas deu para ver um bocado de gente bacana e conhecer a "grande Divinópolis".

Tirei duas fotos da cidade, uma de cada lado do meu quarto (de manhã). Seguem as fotos (que não ficaram muito boas, por causa da Janela).

A Grande Divinópolis - fotos tiradas do quarto do hotel

23 de ago. de 2006

Dia Normal de Trabalho

Hoje o dia foi bem tranqüilo. Todo mundo foi dando bolo no N6 e acabamos não fzendo quase nada. Fomos a uma reunião (que durou uns 10 minutos), almoçamos, voltamos para a sala e durante umas duas horas tivemos uma outra reunião, fazendo a mesma coisa que ontem a tarde.

Só que hoje eu fui o "escrivão" e tive que anotar tudo o que ficou definido, passando para o computador logo depois da reunião (mais uma vez porque não tinha nada para fazer). Não teve nenhum dia que eu fiquei até tarde na empresa. Espero que continue assim lá em Barão de Cocais.

Falando na cidade maledeta, já arrumaram o meu treinamento de segurança e o hotel. Pelo que falaram, este é o único hotel da cidade e é disputadíssimo, porque lá é cheio de empresas. Só espero que seja razoável...

Já descobri como fazer para que me reembolsem a botina dos infernos. Aliás, meu calcanhar está cada dia pior por causa dela... Hoje até sangrou no machucado. Vou passar numa farmácia qualquer para comprar algodão e esparadrapo.

O pessoal que teve treinamento comigo está marcando de encontrar sexta-feira. Era quinta, mas o cara que está aqui comigo pediu para ser na sexta, para ele e eu podermos ir. Só que eu não vou poder ir! Eles que se entendam...

Hoje vou assistir o jogo do cruzeiro com o pessoal do projeto. Todo mundo aqui é cruzeirense. Só espero que ganhe... Mesmo o N3 não estando mais aqui esta semana, não vou beber. Afinal de contas, não é porque eu mudei de empresa que vou mudar as minhas resoluções de ressaca (beber durante a semana, por exemplo).

22 de ago. de 2006

Melhor Hotel de Divinópolis?

Uma das meninas que fez treinamento comigo é daqui de Divinópolis e, segundo ela, o hotel em que estamos é o melhor da cidade. Se este é o melhor da cidade, não quero nem ver o pior! Bem que a Consultora falou que "ser o melhor da cidade" não queria dizer nada.

Mas o hotel não é ruim, longe disso. Aliás, para mim está mais que bom. Não precisa mais que isso não. Ele tem uns problemas graves, como não ter internet no quarto (mesmo que fosse paga, deveria ter, dado que é cheio de executivos aqui).

Ter que ficar lá embaixo, na entrada do hotel, esperando o povo acabar de usar e saber que todo mundo está vendo o que você está fazendo (durante 15 minutos) é foda. Como tenho uns 500 emails e vários floods para ler, não dá tempo.

Já o café da manhã... É fantástico! Quer dizer, é normal para um hotel bom, mas como estou acostumado a abrir a geladeira pela manhã e não ter nada para comer...

O quarto, agora que está dividido, também é bacana. Tirei umas fotos ontem, mas como ele não é grande o suficiente, não deu para pegar tudo. O chuveiro é um espetáculo! Sério, nunca ví um chuveiro tão bom. Seguem algumas fotos.

Vista das camas da parte "com TV" do quarto
Vista da TV e da escrivaninha
Vista da mesa do lado "sem TV" do quarto (o que eu estava)
Vista da cama do lado "sem TV" do quarto (o que eu estava)

Mas considerando o que me espera em Barão, vou aproveitar o máximo possível deste aqui...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

Trabalhando como Consultor

Hoje eu posso falar de verdade que tive meu primeiro dia de trabalho como consultor. Colocaram a gente para "seguir" um dos N6 que já está na empresa há mais tempo. E ficamos lá vendo o cara trabalhar. Ele começou rodando com a gente na empresa para ver comé que as coisas funcionam. Bem bacana. Aí "participamos" de umas duas reuniões e já deu a hora do almoço.

Segundo o pessoal o rango hoje estava meio punk na empresa então resolvemos almoçar fora. Depois fui descobrir que era dobradinha. Eu adoro dobradinha! Poderia muito bem ter comido lá e ter poupado dinheiro. Mas como a minha empresa deve reembolsar, não fiquei tão puto. E além disso eu comi churrasco, então tá valendo.

Foi até bom almoçar fora porque deu para ver a cidade um pouco mais. Eu tirei umas fotos da cidade da janela do quarto hoje de manhã, mas não dá para ver muito. A bateria já subiu no telhado, então não deve para tirar mais nenhuma (esqueci o carregador).

Na parte da tarde o N3 apareceu e ficou ajudando no trabalho. Nesta parte, era um trabalho em que pudemos dar umas opiniões, perguntar coisas, então foi bem legal. O problema é que um dos caras da empresa não era muito objetivo, então não rendeu tanto quanto esperávamos.

E o melhor do dia foi quando cheguei no hotel e tirei a maldita botina de 53 conto, que estava comendo o meu pé, perto do tendão de Aquiles...

Ah é... Hoje descobri que só poderei ir para Barão de Cocais na terça, porque é o único dia que tem treinamento de segurança. "Beleza, segunda livre!", pensei. Que nada. A situação piorou. Vou vir para Divinópolis na segunda, voltar para BH (na segunda mesmo), ir para Barão na terça, voltar para BH na terça mesmo, vir para Divinópolis na quarta (vai ter um super-treinamento com a equipe dos dois projetos e mais uns faixas-pretas da estatística), voltar para BH ainda na quarta, ir para Barão na quinta e voltar para BH na Sexta.

É brincadeira... E o melhor de tudo é ver a cara do pessoal da empresa daqui quando falam que eu vou ficar em Barão. É aquela cara de "sinto muito" ou então "se fudeu". Mas tudo bem... Acho que eu agüento.

21 de ago. de 2006

Começou Mal...

E hoje foi o meu primeiro dia como Consultor de verdade. Acordei as 2:40, mas levantei as 4:20. Fui tomar banho igual um zumbi e 5:30 já estava no carro, à caminho da "roça". Estava tranquila a estrada, mas pegamos uma neblina sinistra. Para chegar ao hotel então foi uma luta, porque as placas são uma porcaria e tivemos que pedir ajuda umas três vezes (fora as vezes que nos perdemos e tivemos que ficar dando voltas).

Chegando ao hotel, fizemos o checkin e fomos para o quarto. O primeiro susto: só tinha uma cama de casal e eram 2 no quarto. Mas apareceu uma outra cama, escondida. No cara e coroa lógico que não fiquei com a cama de casal... Pegamos um taxi e fomos para a empresa, que é bem perto do hotel. E aí começou o martírio.

Precisavamos de uma penca de documentos para conseguir entrar na empresa, além de um treinamento de segurança que era dado lá mesmo. Os documentos não chegavam de jeito nenhum. Aí eles chegaram, mas estavam ilegíveis (problemas no fax). Mandaram novamente e finalmente conseguimos entrar. A sorte é que o treinamento atrasou quase meia hora.

Fomos para o treinamento e, uns 10 minutos depois já estávamos fazendo a prova. Treinamento porco aquele... E prova ridícula... E teve uns 7 que conseguiram não passar. Mas pareciam ser pessoas sem muita instrução e considerando o treinamento, era até aceitável não passar.

Fomos então encontrar as pessoas do projeto. A galera é gente boa. Já tinhamos visto quase todos enquanto esperávamos na portaria, mas tinha um que não passou pela gente. E esse era um cara que foi da minha faculdade. Sério, o cara vende o peixe dele impressionantemente ("Olha só que espetáculo esta planilha. Ficou muito boa!"). Tá certo que a plinilha ficou bacana, mas o car estava se exibindo demais.

Na hora do almoço comecei a ver que rango não é o forte na empresa. Era arroz, feijão, pirê de batata e carne. Acho que tinha farinha e uma alfafa, mas não sei onde o povo arrumou. Depois aproveitamos para pegar os EPI's. Só que eles naõ deram a bota, então saímos para comprar. Fato: estou R$ 53,00 mais pobre... Espero ser reembolsado.

Voltamos para a sala e o nosso chefe (que será chamado de N3, por ser do nível 3 daquela hierarquia que citei outro dia) começou a explicar o projeto. Sério, eu estava quase dormindo. Já estava com sono e o cara ainda falava devagar quase parando, bem baixinho... Foi foda ficar acordado.

Viemos para o hotel e a galera do projeto nos levou para comer...em uma PADARIA! Tá certo que comí um mega-sanduba, mas não sei se vai dar certo comer lá todo dia... E agora a noite descobri que não tem internet no quarto, só UM computador no saguão do hotel e durante 15 minutos. Vai ser complicado...

Ah, nós arrumamos um quarto conjudado, então não vou ter nem que olhar para a cara que está no meu quarto. Só que como tinha perdido no cara e coroa, fiquei na parte sem TV. Mas tudo bem, porque o N3 já mandou a gente estudar um bocado de coisas, mas acho que não vou agüentar e vou dormir...

Parabéns Joselito

Ontem rolou um almoço de aniversário na casa do Joselito. Tinha um pessoal que estudou comigo, a Bebinha e uns amigos dele de mil novecentos e guaraná com rolha. O rango estava muito bom. Rolou um frango a tucupi, lasanha e vários doces de Cupuaçu. Os doces eu dispensei, porque cupuaçu é muito ruim...

Depois do rango ficamos lá batendo papo e um pouco mais tarde fui ao cinema com a Consultora e mais um casal amigo dela (que é muito gente boa, por sinal). Fomos ver Velozes e furiosos 3. A história é horrorosa. Mas as imagens são fantásticas. Acho que se você assistir ao filme no "mudo" e colocar umas músicas no lugar deve ser realmente muito bom.

Saímos de lá e fomos comer Japa. Não pretendia comer nada, pois ainda estava com o almoço no estômago, mas como tinha consumação, fui "obrigado" a comer. Saí de lá umas 9:30, pois tinha que acordar cedo para a minha viagem para Divinópolis. Claro que demorei para dormir, ficando acordado até as 11, mais ou menos. E lá para 2:40 acordei e não consegui dormir mais...

Mas pelo menos o meu último domingo sendo morador de BH foi bom!

Fora do Ar

Por motivos de força maior ficarei sem postar até voltar à BH. Mas fiquem tanquilos que estou criando os posts no meu notebook e vou colocar tudo nos respectivos dias...

20 de ago. de 2006

Divinópolis, aí vou Eu

Mala pronta, notebook na mochila de acampar, despertador acertado para 4:20 da matina. Tudo preparado para a minha primeira semana de trabalho no novo emprego. Quer dizer, primeira semana de treinamento no cliente.

Esta semana vou para Divinópolis e não para Barão de Cocais, para ter treinamento junto com o trainee que vai ficar em Divinópolis. É mais barato mandar os dois para o mesmo lugar e colocar só uma pessoa para dar treinamento...

A mala está lotada de coisas. Na verdade, ela é pequena, então parece que tem muita coisa mas não tem. E ainda bem que a minha mochila do notebook parece de acampar, porque nela eu coloquei muita coisa (até teclado tem lá). Mas apesar de ser grande, ela é mal dividida. Tive que fazer uma logística sinistra para caber tudo e não ficar parecendo uma tartaruga.

Estou levando a minha máquina, para tirar umas fotos. Basta saber se a bateria vai aguentar tirar mais que 5, porque ela já está muito viciada. Se ela aguentar eu coloco algumas aqui. Me desejem sorte!

Agora eu vou comer um pato a tucupi na casa do Joselito, para comemorar o aniversário dele. E depois devo ir ao cinema com a Consultora (se ela não me der o cano novamente).

19 de ago. de 2006

Fim de Jogo

Ontem acabei esquecendo de comentar que finalmente terminou o treinamento. E com essa correria de alocação, sem sber direito para onde ia, como ia, onde ficar, etc, fiquei realmente cansado nestes últimos dias. Principalmente considerando que desde sexta passada não durmo direito (por razões diversas).

Cheguei em casa para combinar com o pessoal para onde íamos, mas o povo estava enrolando muito (como sempre). Mas no fim das contas acabou que umas 8:30 eles me ligaram avisando que estavam no Bar do Doca.

Até tinha falado com a Consultora para ela me ligar se tivesse alguma proposta para sair, mas dado que ela não me ligou imagino que os amigos dela não deram o cano nela (no fim das contas acho que foi até bom, porque não sei se seria uma boa companhia ontem, dado meu estado "morto-vivo").

Eu tava morrendo de vontade de dormir, mas fui lá ver o pessoal e conhecer o boteco. Apesar de ser perto da minha casa nunca tinha entrado lá. E ainda bem que não tinha entrado. Pegamos uma mesa lá no fundo, tava muito quente (fora a barulheira).

Tomei uns 6 copos de cerveja e o sono que já era grande aumentou, então resolvi voltar para casa. Tá certo que já era meia noite, mas eu costumava aguentar mais. O problema é que acordei cedo hoje, então continuo com sono....

Mas para fechar a época de treinamneto com o pé direito, vamos a alguns fatos rápidos:

  • De todos os treinamentos que tive, o que aprendi mais foi o que um cara deu no lugar da mulher narradora de futebol. O que menos aprendi foi o da narradora de futebol;
  • Tenho lápis, caneta, régua e apontador para o resto da minha vida;
  • Não sei onde colocar tanto livro e apostila, mas sei que não vou ler todos;
  • Ganhei uma penca de certificados dos treinamentos, inclusive o de etiqueta empresarial;
  • Ter treinamento com pessoas "velhas" não é muito bom. Eles têm muita experiência e querem contar 200 mil casos, o que acaba deixando a "aula" devagar;
  • O instrutor do último treinamento, só para engenheiros, deu uma dicas muito boas de como manter a sanidade mental e "dinheirística";
  • Acho que vou realmente gostar do meu novo emprego!

  • Ah é... Esqueci de comentar outra coisa: o nosso querido vice-presidente estava em BH na quarta, quinta e sexta desta semana. O prédio dele é perto do meu e nunca ví tanto policial junto na rua.

    Era polícia Civil, Militar, Federal, Operações Especiais, gente a paisana e uma ambulância da SAMU 24 horas por dia na esquina do prédio dele. Com isso o trânsito ficou uma porcaria, principalmente nos momentos em que ele estava chegando ou saindo. Mas como hoje estava tranquilo, acho que ele já foi embora...

    18 de ago. de 2006

    Tá Melhorando...

    Hoje as coisas começaram a se fechar. Já sei para onde vou esta semana e semana que vem, então já é um começo... Conversei com os níveis 1 e 3 e ficou decidido que esta semana vou realmente para Divinópolis, ficar a semana inteira lá, em no melhor hotel da cidade (segundo uma menina que mora lá). Só que vou ter que dividir o quarto com o cara que vai trabalhar lá.

    O problema vai ser ir para lá... Tem ônibus desde 4:00 e sai um a cada meia hora. Mas segundo a mulher da empresa de balaio, a estrada está em reforma e está levando cerca de 2:40 para chegar lá. Com isso, eu teria que sair daqui de BH às 5 da matina.

    Eu e o outro cara estamos pensando em ir de carro e pagar do nosso bolso mesmo. Pelo menos nesta primeira semana, para saber onde diabos é a empresa e tudo mais. Não será tão caro assim (pelo menos assim esperamos) e poderemos acordar um pouco mais tarde.

    Já na semana que vem a história muda um pouco. Já sei que realmente será em Barão de Cocais. E PARECE que realmente vou ficar a semana inteira lá. Mas o problema será para ir. Só tem balaio a partir das 6 da matina e não chegaria às 8:00 na empresa. Nem se o motorista correr MUITO.

    Mais aí o problema já não é mais meu. A empresa que se vire... Só que o hotel lá deve ser um lixo, daqueles com baratas e tudo mais no quarto. A cidade tem 25.000 habitantes......

    Fato é que se for realmente para ficar a semana fora, não importo tanto de ir para Barão de Cocais. Poderia ser bem melhor, mas não é de todo ruim... O problema mesmo é ir e voltar todo dia.

    Mas vamos aguardar a próxima semana...

    17 de ago. de 2006

    SOCORRO!!!

    Sabe quando você cai de para-quedas em um lugar e não faz a menor idéia do que está acontecendo muito menos o que deve fazer? Pois é, é assim que estou me sentindo.

    Imagine uma hierarquia de 6 níveis, sendo que eu (o mais chulé), sou o nível 6 e o nível 1 é a empresa. Pois bem... Recebi um email ontem do nível 1 falando da minha alocação e que deveria procurar um cara do nível 2 para obter maiores informações.

    Mandei um email para o cara do nível 2 e também um para um cara no nível 1 (o que me mandou o email de alocação). O cara no nível 2 mandou procurar um cara do nível 3 e o cara do nível 1 me mandou procurar outro cara do nível 1.

    O cara do nível 3 me falou que realmente vou e volto todo dia, mas que na primeira semana vou ficar em DIVINÓPOLIS, fazendo mais treinamento. Aí o aluno pondera e pergunta: Divinópolis está exatamente à mesma distância de BH que Barão de Cocais. Porque diabos em um lugar fica a semana inteira e no outro vai e volta todo dia??

    O problema é que o outro cara do nível 1 falou que eu VOU para Barão e VOU ficar a semana inteira lá, voltando nas sextas-feiras. Na verdade, eu deduzi isso, porque o cara escreve mal pra cacete. Definitivamente ele não conhece ponto e muito menos vírgula.

    Agravante: tudo isso terá que ser resolvido AMANHÃ, porque quem vai comprar a passagem do balaio sou EU (pelo menos não é no meu carro) e tenho que estar onde quer que seja na segunda de manhã! Agora imagina que legal eu pegando um balaio todo arrumadinho (primeiro dia, sabe como é), com uma mala E um notebook nas costas. Vai ser lindo...

    Mas o melhor de tudo ainda não contei... Sabe porque diabos isso tudo está acontecendo? Porque não estava previsto um trainee neste projeto e não podem cobrar minhas horas/gastos do cliente. Ou seja, estou indo para um buraco sinistro porque não tinham onde me alocar.

    Tô falando... Caí na pegadassa! Sai de mim Murphy!

    Mas vamos a alguns fatos rápidos (para não perder o costume):

  • Este treinamento está parecendo aula de maternal. Toda hora tem exercício e o cara distribui folha e canetinha para a gente "desenhar";
  • Um dos caras que ia ficar em BH foi avisado que ia para CUIABÁ. Mas hoje já avisaram que ele vai ficar em BH mesmo, mas em outro projeto;
  • Várias pessoas vão ficar em BH, Contagem e Betim. Um vai para Pirassununga e um para uma cidade minúscula do RS (não é o mesmo cara que vai para gravataí). Um outro vai para Cuiabá, no lugar do cara que trocou 3 vezes de projeto;
  • Hoje fui ao banco e, ao tirar o extrato da minha conta, tive 2 ótimas notícias: pagaram as minhas horas da antiga empresa (quase um Mês de salário de gente) e caiu 1/3 do meu auxílio-sobrevivência (não dá para considerar isso salário) do novo emprego;
  • Por enquanto não vou ter que trocar de operadora de Celular. E com isso também não vou trocar de aparelho (mesmo ele estando um lixo);
  • Lembra todas aquelas roupas que eu comprei? Pois é, não vou usar nenhuma. Lá na empresa que estou indo rola uniforme. Em compensação, se for ficar a semana inteira lá vou ter que comprar uma mala...
  • 16 de ago. de 2006

    Tô na Merda

    Saiu a minha alocação. Foi pior do que eu imaginava... Não vou ficar em BH, não vou para o Sul, não vou para o Nordeste, nem para o Norte e muito menos para São Paulo/Rio. Vou para Barão de Cocais.

    Aí o aluno pergunta: "Onde diabos é isso?". Eu respondo: no interior de Minas, uns 100 km de BH. É um daqueles casos que é perto demais para ficar a semana fora e longe demais para ir e voltar todo dia. Mas eu vou ir e voltar todo dia (só espero que não seja no meu carro).

    Segundo o pessoal, de ônibus são aproximadamente 2 h para ir e outras 2 h para voltar. Ou seja: 4 horas do meu dia subiram no telhado. Fora o cansaço da viagem. Mas a boa notícia (pelo menos espero que seja assim) é que não vou fazer hora extra na empresa, porque o ônibus (espero que seja ônibus) tem hora para sair. Talvez faça em casa, mas é menos pior...

    A maioria do pessoal já está sabendo para onde vai: quatro vão trabalhar em BH mesmo (dois em cada projeto), uma vai para Gravataí, um para Divinópolis e o Fodão vai pra Europa (e ele ainda estava em dúvida se ia ou não).

    É... Comecei bem... Pelo menos vou ter uma semana de "folga". Teoricamente começo no dia 21. Tá certo que eu queria viajar, mas era de avião!

    Último Treinamento

    Hoje começou o tal treinamento só para engenheiros. O cara que está dando o treinamento é gente boa, explica muito bem e é amigo do meu antigo chefe. Da maneira que ele está indo acho que vamos acabar antes na sexta. Não vai ter "matéria" até as 5 da tarde não... E olha que ele nem está correndo não. Está até devagar.

    Nós ganhamos mais um livro e mais uma apostila. Fiz as contas rapidinho e eles investiram mais ou menos R$ 170,00 só em livros com a gente. Fora as apostilas (que são baratas) e os cursos, que são uns 1000 conto cada. Mas o diabo da bíblia branca eles não dão... E custa R$ 70,00 (mas nós da empresa temos desconto).

    O Fodão foi "convidado" para ir para um projeto nas oropa. Ligaram para ele no meio do treinamento e falaram que ele tinha que dar a resposta até depois do almoço. O cara tava perdidão, não sabia o que fazia. Se fosse eu, ia fácil, mas o cara está com medo de "abandonar" o projeto dele aqui em BH. Ainda assim, uma oportunidade dessas não aparece todo dia...

    15 de ago. de 2006

    Ah, Ressaca....

    O churrasco ontem foi bacana. Mas acordar hoje não foi não... Depois de dois meses voltei a ter uma ressaca sinistra. Mas vamos a alguns fatos rápidos:

  • O pessoal todo falou que eu tenho cara de ser tranquilo (definitivamente eles não me conhecem direito);
  • Dois caras já sabem que são os líderes dos projetos em que vão trabalhar (e provavelmente eles vão para bibocas sinistras);
  • O Faixa Verde conseguiu a proeza de quebrar o vidro da churrasqueira (que era a gás);
  • O prédio onde foi o churras é um dos mais doidos que eu já vi. A piscina é de chorar;
  • O cara que falou que ia tomar conta da churrasqueira definitivamente não sabe fazer churrasco. Sou mais o meu;
  • A dona da casa ficou muito bêbada e foi dormir, deixando a gente lá sozinhos;
  • Um cara levou uma caixa de doces da fábrica da mãe dele. Claro que eu trouxe embora;
  • Amanhã o pessoal vai lebar os notebooks para eu ajudar a configurar o leitor de digital (entre outras coisas);
  • Mesmo ficando dois meses sem beber direito ainda continuo sendo o benchmark;
  • Continuo bebendo rápido;
  • Voltei bêbado dirigindo para casa (o que ODEIO fazer);
  • Como sempre fui o último a ir embora.