27 de jul. de 2011

Adeus, Frei Tuck

Na semana passada fiquei sabendo de uma notícia que me deixou bem chateado. Um dos bares que eu mais gostava, o Frei Tuck (que, estranhamente, eu NUNCA recomendei aqui), fechou as portas. O lugar era muito bacana, com um cardápio de cervejas respeitável (e, de uns tempos pra cá, absurdo de caro). Apesar de pequeno, nos últimos tempos estava ficando bem vazio, o que, aliado a uma alta no valor do aluguel, fez com que tornasse inviável mantê-lo aberto.

Para fechar com chave de ouro os donos resolveram fazer um bota fora. A ideia era pagar 20 conto pra ter comida liberada e tudo, TUDO ia ser vendido. Não podia perder essa chance de despedir e arrebanhar mais uns copos para a minha coleção, a preço de banana. Isso era o que eu achava. Os copos estavam CAROS PRA CARALHO e os mais bonitos já estavam vendidos. Na minha primeira ida à vendinha, estava sóbrio e fiquei espantado. Comprei 2 copos sentindo dor no coração (e no bolso). Na segundfa ida, já bêbado, meus amigos, minhas amigas.... Abri a carteira. Aquela coisa de bêbado que vira rico. Comprei mais CINCO copos. Foi, sem dúvida, muito mais barato que os 2 primeiros (afinal, bêbado mais chato que eu não existe), mas ainda assim foi caro.

O importante é que voltei com SETE copos novos pra casa. Ó só:


O copo da La Trappe foi o mais caro (e bem caro), mas é MUITO FODA. E, de brinde, ainda ganhei uma cerveja (MUITO vencida). Saca só:


É um lugar que vai me trazer lembranças boas. Foram muitas noites passadas lá, muita história pra contar, muitos tuites pelo wifi grátis, um namoro começado (com ex-Xuxu), muita ressaca no dia seguinte e muito, MUITO dinheiro bebido.

Como diria Ezio Auditore, do Assassin's Creed, Requiescat in pace

26 de jul. de 2011

Enquanto isso, no trabalho...

Como aconteceram várias coisas pequenas, que não valem um post, vamos de fatos rápidos...

- Meu chefe voltou de Manaus com um pedido de urgência para os projetos que eu levantei da última vez que estive lá. Agora viramos uma fábrica de propostas;
- Além dessas propostas ainda estou ajudando em uma outra, gigantesca, que vai englobar 3 unidades do cliente. Eu não via tanto zero na minha vida desde que saí da consultoria;
- Dois caras da minha equipe pediram demissão. Um (uma, na verdade) vai fazer mestrado na alemanha. O outro, vai para o cliente;
- Além dos dois caras da minha equipe, na sexta mais dois pediram demissão. Também vão para o cliente;
- Ah, é. Outros 2 passaram no concurso da Petrobras. Só esse mês saíram 6 do escritório de BH. Isso porque a gente está PRECISANDO de gente;
- Lembra do contrato novo de Manaus? Aquele de 3 anos? Pois é, cada dia que passa dá mais dor de cabeça. Culpa da burocracia da minha empresa;
- Cada dia que passa eu ganho mais responsabilidade e menos poder. Está impressionante. eu tento resolver os problemas que jogam pra mim, mas não consigo fazer PORRA NENHUMA, porque não tenho autoridade para tal;
- Essa falta de autoridade está me deixando cada vez mais puto e cada vez com menos vontade de ir trabalhar. Coisa rara. Para vocês terem uma ideia, estou chegando para trabalhar 9 da manhã e não estou me sentido um vagabundo. Mau sinal;
- O gerente de TI mudou de posto. Passou a ser security officer e agora fica vasculhando as máquinas do pessoal e vendo quem está copiando arquivos que não pode para o público. Comprar a porra do meu modem para eu usar em Manaus ele não compra;
- A mudança para o prédio novo atrasou novamente. A nova previsão é 5 de Agosto. Mas o gerente do escritório está chutando que vai ser lá pro fim de agosto, por falta de link de internet. Enquanto isso o puto do gerente de TI fica olhando quem está copiando arquivo no público;
- A galera que já tinha fechado vagas em estacionamentos perto do prédio novo está puta. Estão pagando a toa. Isso porque fizeram um acordo para ter um mega desconto. Devem estar amando esse atraso na mudança;
- Esse mês eu não terei que ir para Manaus!

É, acho que é só. Não tinha muita novidade não, continua a mesma coisa de sempre....

25 de jul. de 2011

Esparroman RECOMENDA: Assassin's Creed: Brotherhood

Quando eu comprei o Assassin's Creed: Brotherhood eu não sabia nada do jogo. Comprei porque me recomendaram o jogo e, bom, porque estava barato. A única coisa que eu sabia era que tinha 2 jogos antes dessa série (tipo o God of War III)

Logo que coloquei o jogo no PS3, meus olhos brilharam: os gráficos do jogo são MUITO fodas. Absurdamente fodas. Isso porque eu estava jogando com o cabo de video porco que vem no PS3. Depois que coloquei um cabo HDMI, meu amigo, minha amiga.... QUE GRÁFICOS! Dá uma sacada nuns screenshots que peguei daqui e daqui:




Eu não conheço Roma, mas meu pai, que conhece, ficou abismado com a qualidade da imagem e com a fidelidade aos lugares turísticos. Aliás, a história é 90% passada em Roma e 9% em Firenze e 1% em Viana (essa na Espanha). A história da franquia é a seguinte: um moleque chamado Desmond é sequestrado para uma série de exames malucos, porque é descendente de caras que fizeram parte dos Assassinos. Através de uma máquina a galera conecta o moleque aos seus ancestrais, tudo para descobri ronde fica a tal Maça do Eden, um artefato poderoso. Em cada um dos jogos o rapaz se conecta a um dos ancestrais e chega mais perto da tal maçã.

Nesse jogo ele se conecta ao Ezio, um cara que viveu em Firenze (no jogo 2, pelo que eu entendi) e que agora está em Roma. A ideia do jogo é retomar Roma dos Borgia, que dominaram a cidade e acabaram com a mesma. À medida que você vai reconquistando a cidade pode reconstruí-la. A cada local que você reconstrói passa a ganhar uma graninha a mais, que é depositada no seu banco (sim, o banco é seu). Mais ou menos no estilo de GTA, que, por trás da história e objetivo principais você pode viver na cidade.

Uma das sequencias de memória mais legais é quando ele se encontra com Leonardo Da Vinci. Duvida? Olha só o screenshot desse encontro, que tireidaqui.


Os dois são amigões de longa data e o Leonardo está preocupado que os Borgia o obrigaram a desenvolver armas de guerra que serão usadas para destruir Roma e conquistar outras partes da Itália. Aquelas famosas armas que a gente vê os desenhos em qualquer programa sobre o Leo. O mais legal de tudo é que você USA a armas durante o jogo. A mais legal delas, sem dúvida, é o tanque. Saca só a imagem que tirei daqui:


A jogabilidade é muito boa. Um problema que eu tenho com jogos de movimentação muito rápida (tipo jogos em primeira pessoa) e que em alguns momentos aconteceram nesse jogo é que fico meio tonto, com dor de cabeça. Mas nada que com o tempo você aprenda a jogar sem sofrer muito. Os controles são muito sensíveis e, em alguns casos, você passa raiva. Mas acho que é mais falta de coordenação motora minha.

Eu gostei tanto do jogo que já comprei o 1 (super promoção na Saraiva! Só 60 ronaldos!) e já estou pensando em comprar o 2 e o 4 (que sai em novembro). Recomendo bastante.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

23 de jul. de 2011

Sumiço

Pois bem, queridos leitores, eu sei que ando sumido. É que, além de estar trabalhando um bocado, desde que eu instalei a minha TV não consigo fazer outra coisa em casa a não ser jogar PS3. É, tô viciado mesmo. Mas acho que agora consegui me libertar, porque acabei o Assassin's Creed: Brotherhood (merece um post só pra ele).

Espero que a programação volte ao normal essa semana.

20 de jul. de 2011

Montada

Para quem é novo no blog, láááááá nos primórdios eu contei a história de quando a minha TV suicidou, depois renasceu e aí finalmente morreu de vez. Essa história me mostrou que pendurar a TV na parede é coisa séria. Como a minha TV nova pesa uma tonelada (apesar de não ter nem 5 cm de espessura) , resolvi investir em um suporte firme.

Olhei um bocado na internet, achei um que tivesse muitos parafusos na parede, fosse de material durável e aguentasse muitos quilos. Achei um que pareceu bom (ainda vinha com nível!) e comprei, já que não tinha achado nada parecido nas lojas de verdade. Esse aqui. Só que como eu e compras na internet não nos damos bem, já me adiantei e mandei entregar na casa da Véia, já que lá tem porteiro 24 horas. Fiquei acompanhando o pedido pela internet e nada de chegar. Resolvi passar na casa da véia. O treco já estava lá há alguns dias... Aliás, até hoje ele não foi entregue, de acordo com o site das americanas....

Pois bem... De posse do suporte, comecei uma operação de guerra para montá-lo com a TV. Sério, foi muito difícil, especialmente porque o Véio ficava lá me apurrinhando. Mede daqui, rabisca dali, fura de lá e depois de TRÊS HORAS entre abrir a embalagem e falar "pronto", eu consegui isso aí embaixo.



A TV é gigantesca, ocupa mais da metade da parede. Compara com o PS3 ali embaixo. E ainda tive o prazer de ver a argentina ser eliminada da copa américa nela. Tá certo que no dia seguinte foi o Brasil, mas essa eliminação eu vi em outra TV, beeeeeem menorzinha.

19 de jul. de 2011

Blogger maldito

Desculpem pelo sumiço. Tinha agendado uns posts aqui no blog no último fim de semana, mas sabe-se lá porque o blogger não publicou. Publiquei um hoje e reagendei os outros.

Isso que dá ficar usando a versão beta...

Saí para comprar um suporte para TV...

E voltei com esses dois aí de baixo.



Culpa do meu pai, que falou "já que estamos no centro, vamos passar no mercado central". Quando ei vi os copos e fiquei namorando ele foi lá e comprou, para aumentar a minha coleção.

Ah, o suporte eu não encontrei (não o que eu queria), aí comprei pela internet...

11 de jul. de 2011

Para pagar a TV

Estava eu no Rio, com meu chefe e um cara da comercial que eu tinha acabado de conhecer, fazendo a passagem do contrato novo que ganhamos (que merece um post só pra ele), quando toca o telefone do meu chefe. Era o gerente do escritório. Ele ficaram conversando uns 5 minutos e aí meu chefe colocou no viva voz e colocou o telefone na mesa.

[parêntesis] meu chefe estava com conjuntivite e eu estava tomando muito cuidado para não pegar: não encostava em absolutamente nada que ele tinha encostado. Por isso ele colocou o telefone na mesa. [/parentesis]

Aí eu falei "oi, chefe. Diga". E o cara começou: "aquele aumento que eu tinha te prometido saiu, a partir de 1o. de Julho". Neste momento, rolou um certo momento de desconforto. Eu não sabia o que fazer e os outros 2 da reunião também não. Aí, antes que o cara continuasse, meu chefe falou: "opa! agora tá todo mundo sabendo. Cerveja por conta dele no aeroporto". Aí o gerente do escritório falou "tá no viva voz? Tira essa porra do viva voz!".

Assim eu fiz e ele me falou meu novo salário. Fiquei feliz, apesar de que ainda acho que pelo que eu trabalho e dou de resultado merecia mais (ninguém está satisfeito com o salário, né?). O lado bom é que vai cobrir certinho o buraco no orçamento feito pela TV. O lado ruim é que um cara que eu tinha acabado de conhecer ficou sabendo que eu ganhei aumento e, provavelmente, vai espalhar a notícia.

8 de jul. de 2011

Quando eu tive que me explicar

Estava la eu, trabalhando pra caralho, preocupado com os nove (sim, NOVE) projetos que o cliente pediu ate o fim de setembro (cada um de umas 8 pessoas) quando pinga um email de reuniao no meu outlook: "Project review".

Fui olhar o que era e vi um monte de nome de gente grande: o presidente da empesa, o diretor de operacoes, o diretor de engenharia, o diretor comercial, o diretor financeiro, recem admitido (e da matriz do grupo, la da gringa). Na hora eu soube: nao era coisa boa.

Resumidamente os caras queriam que meu chefe apresentasse o resultado do contrato. Contrato esse que comecou uma merda, mas que com muito suor comecou a dar resultado (e MUITO resultado). Mas para eles pedirem isso, alguma coisa estava errada.

Comecamos a trabalhar na apresentacao, tomando o maximo cuidado possivel, revendo todos os numeros. Ai foi aquela merda: quanto mais mexia, mais fedia... O resultado, que supostamente estava fantastico, na verdade estava uma merda.

Serio, eu quase fechei o notebook e fui pra casa. Os dados da apresentacao anterior, do mes passado, estavam absurdamente errados. Fora que em um mes o resultado piorou consideravelmente por conta de retrabalhos causados por caquinha da equipe do Rio.

Mas a verdade era aquela e nao tinha como escapar: tinha que ajoelhar no milho e colocar a mao na mesa. Pedimos as passagensa para o Rio, rezamos e entramos no aviao no fantastico voo de 6 da matina.

Eu ja desacostumei com essa historia de entrar no aviao e 40 minutos depois descer. Agora eu to acostumado a ficar 4 horas dentro do busao com asas.

Chegamos para a reuniao e comecamos a apresentar. O gringo viu os numeros e comecou a perguntar que porra era aquela (sim, em portugues e com essas palavras). Contamos a historinha, as razoes do resultado ruim e ai ouvi uma coisa que em tres anos nunca tinha ouvido: "e o que voces vao fazer para recuperar?".

Nessa frase o cara me ganhou. Finalmente alguem estava cobrando RESULTADOS. Logico, tomei uma porrada, mas o cara nao queria desculpas, queria acoes de correcao!

Falamos o que estava previsto fazermos e qual era o resultado esperado com essas acoes, e ele ficou convencido.

Voltei pra casa mais de 10 da noite, mas feliz porque vi uma luzinha laaaaaaaa no fim do tunel.

6 de jul. de 2011

Aumentando a coleção

A Raquel fez uma promoção da Backer em que ela distribuiria 2 conjuntos de cerveja e um copo da cervejaria. Quando eu vi a foto do copo, falei: "esse copo vai ser meu". Enchi o saco dela pra ganhar, mas ela falou que teria que ser através da promoção.

Vendo que não ganharia o copo no social, participei da promoção. E não é que eu ganhei? Tá certo que eram 3 pessoas participando por 3 prêmios, mas, pô, eu ganhei o copo. Só que eu estava em Manaus, então não tinha como eu ir buscar.

A galera da Backer foi muito gente boa e entregou na minha casa. Aí, quando cheguei de viagem, ele estava lá me esperando. Ó só (foto péssima das péssimas):


Achei páia 2 coisas: uma que o copo foi o diferente do que estava na foto da promoção. Outra (e mais grave) é que o copo veio com defeito. Lá no canto superior esquerdo tem uma pontinha sem tinta. Para pessoas normais, não faria diferença. Pra mim, foi uma gafe terrível. É esse o sistema de qualidade deles?

Aí eu reclamei muito no twitter e o pessoal da Backer falou que vai trocar. Deu uma confusão danada hoje nessa troca (eu não estava em casa, o copo com problema estava em outro lugar), vamos ver se amanhã sai.

Update: O pessoal me entregou o copo novo, lá em casa. Show de bola, olha só:

5 de jul. de 2011

TV nova

Lembra que eu falei que se eu ganhasse aumento compraria uma TV nova? Pois é, comprei antes mesmo do aumento. É que a minha tia foi comprar uma TV nova (a dela queimou) e meu pai uma máquina de lavar nova (a dele estragou). Era a chance de eu conseguir um mega desconto na minha TV, já que todo mundo ia comprar junto.

E assim foi. Consegui um descontão (eu sei que poderia ter sido maior) e a TV foi lindamente entregue aqui em casa. Olha só (tá na caixa porque é tão grande que não tenho onde apoiar. Vou ter que pendurar na parede):


Não vi ninguém reclamando dela na internet. Espero, portanto, que seja boa. :)

O único problema é que veio com o modelo novo de tomada e não pude nem testar. Maldito governo brasileiro que inventou essa merda.

4 de jul. de 2011

Cliente babaca

Na minha vida de consultor eu sofri muito com cliente. Como lidávamos com pessoas que normalmente eram contra o projeto (afinal, nosso trabalho era mudar a forma como eles trabalhavam), eu já estava acostumado a tomar porrada, ouvir o que não precisava e engolir uns sapos.

Aí mudei de área, fui trabalhar com engenharia e, normalmente, todo mundo é a favor da implantação dos projetos. Pra facilitar ainda mais a minha vida, nestes quase 3 anos (caralho, passou rápido) eu dei sorte de ter trabalhado só com cliente gente boa. Todo mundo tratava bem e considerava a minha empresa parceira no trabalho.

Até a semana passada.

Estava eu em Manaus, “matando um leão por dia”, quando um cara bate no meu ombro e fala “vamos fazer uma reunião sobre o projeto X. Vamos lá?”. E lá fui eu, sem ter a MÍNIMA idéia de qual seria o assunto (isso é muito comum quando estou por lá) e sem muito conhecimento do projeto, porque quem está cuidando dele é meu chefe.

Cheguei na reunião e já estavam na mesa 3 pessoas. Me apresentaram pra elas e os caras já começaram a reclamar do cronograma (que não fui eu que fiz e não sou eu que atualizo):

- Toda vez que eu recebo um cronograma está de uma forma;
- Toda vez tem coisa pra arrumar;
- Já falei que tem que ter tal coisa;
- Já falei que não pode ter LEG;

Deixei eles falaram a vontade, pra depois tentar entender o problema. E assim foi por uns 5 minutos. Aí, quando eles acabaram, resolvi dividir o problema em partes. E fui questionando cada um dos pontos e ouvindo que eles queriam. Em alguns pontos, fazia até sentido (eu mesmo já tinha reclamado). Em outros, eu discordava. Aí tentei argumentar:

- Olha, com relação a tal coisa eu não concordo. Não tem nada de errado nisso, segundo as boas práticas de GP.

Acho que um dos caras se sentiu ofendido. Deve ter achado que eu estava falando que ele não sabia porra nenhuma daquilo (o que eu até acho que é verdade). Aí soltou a seguinte frase:

- Você não tem que achar nada. Você está trabalhando para a [empresa] e o que a [empresa] falar para você fazer, você faça.

E continuou, mas já falando para o sujeito que me levou para a reunião (a partir deste momento ele passou a me ignorar):

- Eu já tenho mais de 20 anos de experiência. Eu sei como funcionam as coisas. Não tem que achar nada. Não tem que discordar de nada. É pra fazer do jeito que a gente mandar.

E assim ele falou mais umas três vezes.

Juro que não sei como mantive a compostura. Acho que foram meus anos de consultoria que me ensinaram a respirar muito fundo e ficar quieto nessas situações. Mas a minha vontade era de partir pro bate-boca.

Mas aí, muito calmamente, falei:

- OK. Eu faço do jeito que você quiser. Mas ninguém me passou um procedimento falando como fazer e o que pode e o que não pode fazer. Sem isso, não tem como fazermos da forma que vocês esperam.

Quebrei as pernas do cara. Ele não tinha procedimento, não tinha modelo, não tinha nada. A verdade é que algum ser superior já deve ter dado porrada nele sobre esses pontos e ele não questionou, só fez. Aí a resposta dele foi a mais tosca da história:

- Não tem modelo nem procedimento. Você vá fazendo da forma que a gente falar pra fazer.
- OK. Farei assim. Mas é bom deixar claro que, sem o procedimento, TODA VEZ que eu mandar o cronograma vai ter coisa “errada”.

Aí ele começou a esbravejar, reclamar e tudo mais, mas eu já tinha ligado o foda-se há muito tempo....

1 de jul. de 2011

Coelhadas

Fatos que ocorreram nos últimos tempos, mas que não valem um post.

- Como vocês devem ter percebido, passei as últimas 2 semanas em Manaus. Isso porque o tamagoshi tirou férias e alguém tinha que cobri-lo;
- A primeira das semanas foi uma bosta: fui pra lá por causa de uma reunião completamente inútil. Não fiquei direto porque tinha um feriadão no meio;
- Meu chefe tentou me convencer a ficar em Manaus no feriado. A tática dele foi falar que ia acontecer o festival de Parintins bem no período. Minha resposta pra ele: “Vê se eu vou querer ver desfile de escola de samba do amazonas!”;
- Como o cara tirou férias, me mandaram ficar no quarto dele, pra economizar. Eu não gostei da idéia, mas como estava tudo limpinho e as roupas de camas foram trocadas, não importei;
- O cara levou coisa pra caralho pra Manaus. O quarto dele tem de tudo;
- Aliás, aproveitei as caixas de som que ele levou e espetei no meu notebook. Rapá, elas são boas. E descobri que caixas de som boas fazem TODA a diferença. Descobri sons novos em músicas que eu já escutava há mais de 10 anos;
- Agora a trip tem aviões Embraer 190. É basicamente a mesma coisa que os 175, só que mais compridos;
- Os aviões novos na verdade são velhos. Devem ter comprado de alguma outra empresa. E eles têm telas em todas as poltronas. Pena que elas não funcionam;
- Na ida da primeira semana não foi ninguém ao meu lado. Na volta, tinha um moleque que assim que sentou começou a berrar com o irmão que estava atrás. A minha sorte é que ele trocou de lugar;
- A mulher que sentou no lugar dele tinha mais ou menos a minha idade e absolutamente TODOS os gadgets da Apple: iPod (shuffle 4), iPhone (o 4), iPad (o 2). Deve ter um MacBook também, só não exibiu;
- Quase apaixonei pela mulher: ela estava jogando Angry Birds. Eu não tinha visto, só reparei quando o pássaro amarelo falou “óióé”;
- Além disso, ela também começou a assistir umas séries que ela pegou na locadora torrent. Uma das séries que ela assistiu foi Big Bang Theory. Aí ela assistiu Grey’s Anatomy e todo o meu amor por ela acabou;
- As minhas viagens de avião têm sido muito úteis: uso as 4 horas de vôo para trabalhar na ida e para escrever posts na volta. Tem vez que eu até consigo escrever posts na ida. Assim a viagem torna-se menos sofrida (mas ainda assim é um saco);
- Porra, agora que eu vi: a velhinha que está na minha frente tem um Macbook. Ela deve ter os seus bons 65 a 70 anos;
- Voltando.... Esse ano a minha empresa vai fazer a festa junina no escritório. Sério. E na verdade vai ser num final de tarde de um dia de trabalho. Adivinha quem estará em Manaus no dia;
- Uns 3 dias antes de eu viajar pra Manaus na primeira semana sonhei que eu tinha sofrido um acidente de avião. Pior: era um avião da Trip. Pela primeira vez na vida fiquei com medo de voar, mas foi só por alguns minutos;
- Resolvi que é hora de começar a procurar um apartamento pra comprar. Eu queria juntar uma grana boa para dar de entrada, mas estava foda: toda vez que eu chegava ao valor que queria juntar os preços dos apartamentos tinham aumentado. O problema é que a minha capacidade de juntar dinheiro é uma progressão aritmética e os preços dos apartamentos estão numa progressão geométrica;
- Aproveitei que o Véio é um aposentado que não faz porra nenhuma e passei pra ele a tarefa de fazer uma triagem de apartamentos. Passei alguns requisitos e restrições e falei “se vira”. Até que ele achou uns anúncios bons. Falta ir visitar e ver de qualé;
- Reparei que as minhas calças começaram a encolher. Sinal de que está na hora de fechar a boca e voltar a fazer exercícios;
- Já escrevi uns 6 posts, mas ainda falta mais de uma hora para chegar em BH.

Bom, acho que é isso. Deixa eu trabalhar então, porque acabaram os assuntos para postar...

30 de jun. de 2011

Sono em Manaus

Nos últimos tempos eu tenho dormido bem mal. Tem semanas que eu acordo todos os dias às 3 da manhã e não consigo dormir mais. Nas semanas em que eu durmo bem, são “só” duas noites mal dormidas. E não vá achando que isso não acontece nos fins de semana: a insônia não escolhe dia para atormentar .

Muito estranhamente, nas últimas 3 ou 4 vezes que fui para Manaus eu dormi o sono dos deuses: mais de 8 horas dormidas seguidamente. Tem dia que eu durmo tão bem que lá pras 2 da manhã eu acordo, SEM SONO, e completamente descansado. Aí vejo que são 2 da manhã e volto a dormir rapidinho, coisa que NUNCA aconteceu em BH.

Aliás, um fato que ainda não consegui entender é o tempo em Manaus. Eu durmo um 15 minutos e parece que foram horas de sono. Acho que o tempo passa mais devagar por lá. Na segunda passada, dia que cheguei, eu acordei umas 4 vezes, sempre achando que já tinha dormido demais (mas completamente descansado, volto a dizer). É MUITO estranho.

Não é nem falar que é o fuso horário, ou algo do tipo. Meus horários não mudam nada, porque o cliente começa a trabalhar uma hora antes que eu começo em BH (ou seja, começamos juntos, apesar do horário ser diferente). E como ele começa uma hora antes, também almoça uma hora antes.

Só pode ter um motivo pra isso acontecer: em Manaus eu desligo do trabalho, já que a conexão é uma bosta e eu não consigo fazer nada na rede (e “tudo” da empresa fica nos servidores, no Rio).

Já começo a cogitar mudar para Manaus para conseguir dormir melhor.

Se bem que....não vale a pena. Deixa pra lá.

29 de jun. de 2011

Novo contrato

Pois bem, queridos leitores. Eu achando que ficaria livre de Manaus no fim deste ano e fui avisado pelo gerente do cliente que ele vai renovar o contrato por mais um ano. Acho que até já tinha falado isso por aqui. Mas como a desgraça quando vem, vem em balde, aí fiquei sabendo umas semanas pra trás que ganhamos OUTRO contrato. Contrato esse de TRÊS anos, com direito a renovação. É muita tristeza pra uma pessoa só.

Esse contrato não começou tão desgraçado como o outro, porque o gerente do cliente já mandou avisar que é pra ficar comigo e com meu chefe, pra não dar confusão. O problema é que envolveria contratar 2 caras que já trabalham com ele e os salário que eles querem ganhar está muito acima do que a gente previa pagar. Um deles, inclusive, queria ganhar mais do que eu (e olha que o cara é técnico e tem poucos anos a mais que eu). Confusão sinistra, mas resolvida da pior forma: um dos caras ficou sem aumento. Ficou puto, óbvio.

Agora que eles foram contratados, basta gerenciar esse pessoal...de BH. Sim, eles vão ficar em Manaus e nós vamos continuar em BH. De tempos em tempos lá vou eu pra Manaus ver como estão as coisas e entregar milhões de papéis, revisar os documentos que eles geram, controlar ponto... Como diria o Milton Leite, “que beleza”.

Um ponto que eu fico feliz é que o cliente está gostando do nosso trabalho. O que eu fico triste é que enquanto estiver debaixo da asa do meu chefe não terei muita chance de crescer, ainda mais com esses contratos que não acabam...

28 de jun. de 2011

Comigo o papo é reto

Um dia depois desse episódio das vagas do post anterior eu resolvi que estava na hora de pedir aumento. Afinal, eu tenho trabalhado pra caralho, fazendo o trabalho de umas 3 pessoas e, pior, trabalho de quem está no cargo acima do meu (como se isso fosse novidade pra mim). Além disso, andei descobrindo que tem engenheiro junior, que tem MUITO menos responsabilidade que eu, ganhando pouco a menos que eu (como se isso fosse novidade pra mim).

Como eu iria para Manaus na semana seguinte e o gerente do escritório iria viajar no dia seguinte, mandei um email pra ele sendo direto: “preciso conversar com você antes de você viajar. O ideal é que seja hoje, porque passarei duas semanas em Manaus”. Imediatamente o telefone do meu chefe ligou. Eu senti que estava falando de mim e que foi mais ou menos assim a conversa:

- Que merda de email é esse do Esparroman?
- Email? Não recebi.
- Ele me mandou um email aqui querendo conversar. Que porra é essa?
- Não to sabendo de nada não.
- Tá bom.

Aí tocou o meu telefone: “desce aí, que só posso conversar se for agora”. E lá fui eu.

Cheguei na mesa dele e fomos para a sala de reunião. Já sentei e comecei a metralhar:

- Na minha avaliação de desempenho você falou que eu ia receber aumento esse ano. Quando vai ser?
- Primeiro de Julho.
- E quanto vai ser?
- 8% fora dissídio.

Fiz umas contas rápidas de cabeça e cheguei num valor aproximado de quanto seria. É bem menos do que eu acho que mereço, mas seria um aumento bruto até bom. Eu só esqueci que o governo comeria boa parte dele e que o líquido seria quase pífio. Se eu tivesse pensado nisso na hora talvez tivesse chorado mais. Mas aí continuei.

- Você sabe que eu tenho trabalhado pra caralho, só projeto rabo e que já estou fazendo a função do cargo acima do meu, né?
- Sei.
- E aí? Num tá na hora de uma promoção não?
- Olha, você acabou de ser promovido. Ainda é cedo pra pensar nisso. Eu acho que uma época boa é final do ano que vem, pra ganhar maturidade.

Na hora eu concordei, com o argumento de que acabei de ser promovido, mas fiquei meio puto com o prazo para a promoção. Ainda mais que eu estou com o trabalho do cargo superior desde que fui promovido. E que antes disso, fiquei quase dois anos fazendo o papel que eu deveria estar fazendo agora. Mas deixei pra lá, porque não era hora de discutir isso. Talvez no início do ano que vem, ou quando entrarem mais projetos.

Assim como fiquei sem acreditar na minha promoção e só acreditei quando pingou na minha conta, ainda não estou contando com esse aumento. Só vou acreditar quando pingar na conta. Mas já fiz planos para essa migalha que vai entrar a mais: comprar uma mega TV fodástica de 46”. Mas só se puder dividir em 10 vezes sem juros, para caber no meu novo orçamento.

Torçam por mim.

27 de jun. de 2011

Mudança

Não lembro se já comentei por aqui, mas a minha empresa está de mudança. O tão querido e excelente lugar onde trabalhamos na savassi vai ser trocado por um único andar, gigante, em um prédio no centro. Sim, no centro. Ao lado do minascentro, colado no mercado central.

O lugar é meio barra pesada a noite, horário que eu costumo sair do trabalho. E como a quantidade de vagas no prédio é limitada, ranquearam a galera por cargo e por tempo de casa e adivinha quem ficou sem vaga... Enquanto isso, meus coleguinhas que não fazem porra nenhuma, estão com projetos mamão com açúcar e blábláblá ficaram com vagas, porque têm mais tempo de casa.

Eu fiquei muito puto e na hora mandei a real pro meu chefe: “arruma alguém pra dividir o trabalho comigo, porque eu não vou mais fazer hora extra e correr o risco de ser assaltado. Eu trabalho por 3 e tenho que ficar até tarde por isso, então vou passar a trabalhar por 1 para sair as 5 da tarde enquanto ainda está claro”. Falei isso e fui embora, pra não render muito. Eu sei que não adiantava eu reclamar, não tinha outra forma de ranquear o pessoal sem ferir os egos, mas já que eu vou me fuder, que alguém que tenha vaga afunde na merda comigo.

A princípio, não vai mudar nada, porque tem uns 3 projetos terminando antes da nossa mudança e, teoricamente, vou ficar mais tranqüilo. O problema é que devem entrar mais uns 5 nos próximos meses e aí vai cair tudo no colo do titio aqui. Aí, amigões, vai ter que rolar reforma agrária e redistribuir os projetos.

A princípio a mudança será no final de julho. Eu juro que quero ver como é que vamos sobreviver, já que a infra de TI não estará completamente pronta e os links de internet/rede vão mudar para lá ou antes ou depois da gente, logo ficaremos pelo menos uma semana incomunicáveis.

Haja modem 3G pra salvar a galera....

24 de jun. de 2011

Feedback de projeto

Desde meu último projeto em Manaus (aquele do ano passado) eu tenho tentado fazer reuniões de feedback ao término dos projetos. Como o primeiro dos projetos deste contrato novo terminou “agora” (faz mais de um mês) resolvi fazer o feedback do pessoal que trabalhou no projeto.

Como foram nada menos que 46 pessoas que trabalharam no projeto, muitas com participações breves (teve gente que trabalhou menos de um dia), tive que fazer um pareto com o lançamento de horas do pessoal e usar a regra do 80/20. Quem estava entre os 80% do total de horas do projeto ganhou feedback. O resto vai ficou pra próxima.

Para não ser injusto com ninguém, chamei 3 pessoas para palpitar e me ajudar, mas em momentos distintos, para um não influenciar no outro. Além disso, ainda pedi para esses 3 (os mais experientes e que estavam mais ligados diretamente ao pessoal) para que preparassem o meu feedback também.

Depois de muito esforço consegui reunir informações dos 80% e montei o feedback deles. Chamei meu chefe pra conversar e mostrei para ele o que ia falar de cada um. Foi bem legal, porque ele tinha a mesma impressão que eu e que o resto do pessoal (as opiniões bateram na maioria dos casos). Aí eu me senti pronto para chamar o pessoal pra conversar.

Marquei sessões individuais de 45 minutos com cada um deles e agendei uma sala de reunião por vários dias (eram 2 pessoas por dia). Teve gente que “ganhou” feedback e teve gente que “levou” feedback. Um deles, especialmente, levou um feedback muito bem dado. Isso porque o gerente do escritório mandou bater no menino. Eu até acho que não bati com muita força, porque ele começou a trabalhar com um cara que é muito rígido e que vai colocá-lo na linha.

No geral, acho que o pessoal gostou da idéia e gostou de ter uma reunião de feedback após o projeto. Algumas pessoas até elogiaram essa prática, o que me deixou feliz. E o melhor mesmo é que acho que fiz alguma diferença pro pessoal, porque teve gente que já mudou pontos que eu assinalei como oportunidades de melhoria.

E os 3 que me deram feedback também não pegaram leve. Teve bastante coisa que eles me falaram que será útil em outros projetos. Mas o que eu fiquei mais feliz (além das oportunidades de melhoria) é que eles falaram também muitos pontos positivos. Sinal de que estou fazendo a coisa mais ou menos certa.

23 de jun. de 2011

Adivinha quem chegou?

Eu já tinha desistido de receber meus jogos antes do natal. Eles tinham saído da gringolândia em meados de MAIO. No site dos correios, eles tinham saído de lá...mas não tinham chegado no brasil. Semana passada, mais ou menos, eles chegaram ao brasil (isso porque veio de avião).

Aí eu chego de viagem e tem um bilhete do Véio em cima da minha mesa:

Chegou uma correspondência sua no apto da sua tia
Só tinha duas opções: ou eram meus jogos ou a conta da receita federal para pagar os impostos de importação. Eu tentava ligar pro celular do Véio, mas ele estava desligado. Tentava ligar pra minha tia pra descobrir se era grande ou pequeno, mas ela não estava em casa. Cogitei ir lá buscar, mas a preguiça era grande.

Ainda bem que eu não fui. Lá pras 10:30 o véio chegou e me entregou um pacote. Eu não acreditei. Eram eles. Todos. Inteirinhos. Olha só:


Ganhei um jogo de brinde ainda (o Red Dead Redemption). O amigo da Raquel mandou, sabe-se lá por que. Deve ser para compensar a demora em postar, hehe.

Agora estou com um problema em mãos: tenho 2 Assassin's Creed: Brotherhood. Um que eu já comecei a jogar e esse aí de cima, lacrado, que eu comprei quando deu merda na entrega da Amazon. Como não faz sentido eu ficar com o jogo, estou colocando-o a venda. Tá realmente novinho, lacrado e tudo mais. Quem quiser comprar (ou souber quem quer comprar), me manda um email: esparroman (arroba) gmail.com. Como só quero recuperar o que gastei, vou vender a preço de custo mesmo: R$ 87,00. Se for de outra cidade, tem que acrescentar o "frete" dos correios.

Oportunidade única! Avisem pros seus amigos!

21 de jun. de 2011

Bem Vindo ao Peru

Bem Vindo ao Peru

Pois bem, queridos leitores, a série de posts do Peru acabou. Custou, é verdade, mas saiu. Assim como quando fui a Buenos Aires, queria fazer um post geral, com dicas e links para todos os posts. Uma versão resumida e sem fotos.

Lima

Lima é uma cidade grande, como São Paulo e Rio. E como elas, tem bastante coisa para ver. Se você não conseguir um stop grande, recomendo passar só pelo centro mesmo. Aqui tem um mapa com um bom caminho a seguir (tinha feito um, como fiz em BsAs, mas esse ficou mais completo e fui o que gerou o post).

Lá tem alguns sitios arqueológicos que eu não fui por falta de tempo. Talvez tenha que ficar mais tempo se quiser visitar todos. São esses aqui:

- Huaca Huallamarca
- Huaca Pucllana ou Juliana
- Complexo Arqueológico de Pachacámac

Tem também um parque com 13 fontes luminosas que parece ser bacana. Não consegui ir, por falta de tempo, mas pra quem quiser ver, é esse aqui.

Os passeios para as famosas linhas de nazca saem sempre de Lima. Não vá achando que é barato e nem que você consegue as ver do avião (eu, pelo menos, não consegui). Pelo que eu li na internetcha, é coisa de um dia inteiro. Mais informações sobre Lima e coisas para visitar, aqui.

Hotel na cidade é mais ou menos caro. Me falaram pra ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade e tem os melhores restaurantes. Lá eu encontrei um hotel muito bom e relativamente barato, o Runcu. Se não me engano foi 89 dólares a diária. Ele é pequeno, então é bom reservar com alguma antecedência. Se você for passar mais de 3 dias na cidade eles fazem o translado de e para o aeroporto, o que economiza uns 40 dolares (20 cada trecho).

Aliás, ao chegar ao aeroporto recomendo o “Taxi Green”. O pessoal fica logo depois da porta de desembarque e não são careiros. Você pode até tentar negociar o preço (eu não tentei, por ingenuidade). Se o cara fizer um bom serviço, veja se ele anima te levar de volta ao aeroporto quando for para Cusco (ou voltar para o Brasil).

Outra dica boa para quem quiser trocar dinheiro logo que chegar: pesquise as casas de câmbio. A primeira que se vê, logo que sai do avião, costuma ter a pior cotação E cobra uma taxa. Dentro da sala de desembarque mesmo tem outras casas que não cobram taxas e tem cotação um pouco melhor.

Não lembro se falei isso no post, mas taxi “normal” em Lima é tudo caquento e o trânsito caótico. Eu achei que fosse morrer umas 20 vezes (de verdade). E sempre, SEMPRE negocie o preço. Aliás, isso vale para tudo, inclusive lojas. Barato mesmo só comida (prato feito custa uns 10 soles, mais ou menos 6 reais).

Cusco

Cusco em si é um lugar que não tem muita coisa pra fazer (apesar de eu ter conseguido fazer um post cheio de coisas). Fica tudo mais ou menos perto e acho que em um dia você consegue matar tudo o que tem pra ver (sem parar para compras, lógico). Fiz um mapa com as coisas pra ver, estilo BsAs, só não tem as informações de preço, porque sinceramente eu não lembro. Só que lá é um ótimo lugar para servir de base para os outros passeios de um dia, então vale a pena ficar mais tempo por lá.

Tem um city tour que é legal, porque vai nas 2 principais atrações da cidade (a catedral e o sítio arqueológico de Quorikancha) e vai nos sítios arqueológicos ao redor de cusco: Sacsayhuamán, Qenko, Pukapukara e Tambomachay. É passeio de meio dia (que achei bastante corrido) e qualquer lugar te oferece. Só tome cuidado, porque os preços variam muito: de 10 a 25 dólares. Acho que se você chorar consegue baixar bem o preço (só descobri isso depois...). Ah! As entradas pra os lugares são compradas a parte. A catedral é 25 soles, Quorikancha 10 e o boleto turístico, que de dá entrada a todos os outros lugares (e mais alguns outros em cusco) 160 soles, tudo isso só em dinheiro. Esse último é bem pesadinho.

Existe um boleto turístico do circuito religioso, que acho que é uns 50 soles. Inclui a catedral (que sozinha é 25), a igreja jesuita (15), o palácio Arzobispal (15) e a igreja de San Blás, se não me engano (10 ou 15). Se você gosta de igreja (e as de lá são bonitas), deve valer a pena. Esse foi outro que descobri depois, senão teria comprado... Vi no palácio Arzobispal, mas deve vender em qualquer um desses lugares.

Não deixe de ir ao museu inca! A entrada é paga (como tudo em cusco), mas é muito legal. Os outros museus eu não fui porque...não lembro porque, mas deve ser porque era caro, já que tive tempo sobrando.

Mais informações aqui.

Eu fiquei em um hotel muito barato para os padrões cusquenhos: Los Apus Hotel e Mirador. Bem localizado e arrumadinho. Também é bom reservar antes, porque não é dos maiores. O lado bom é que você pode deixar as malas no maleiro quando for para Machu Picchu. Eles também te buscam e levam ao aeroporto, o que te economiza uns.... 5 dolares. Taxi em cusco é MUITO barato, mas tem que barganhar (assim como Lima).

Se você gosta de artesanato, custo tem MUITO lugar pra comprar tralha. E, considerando todos os lugares de visita, é o mais barato. As lojas são sempre a mesma coisa, a variedade de artesanato é pequena. Já o preço varia pra caralho e TEM que pechinchar. A tática de fingir que não está interessado e sair da loja funciona que é uma beleza. Além do mercado de artesanato, tem um monte de outros becos de artesanato, que obviamente não lembro mais onde são, mas andando pela cidade você os acha fácil.

Os restaurantes até que são baratos. Fui em um (Fat Duck) que era baratinho e muito bem servido. Se não me engano tinha prato de 12 a 20 soles (só lembro do preço da alpaca ao molho de champignon: 18 soles).

No dia do city tour, recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome.

Vale Sagrado dos Incas

É um passeio com guia de um dia. Assim como o city tour, os preços variam pra caramba e alguns incluem almoço, outros não. Com almoço tem desde 20 dolares até 35. Também descobri isso tarde demais para chorar. Vai em 4 lugares diferentes: Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Urubamba e as entradas dos lugares está inclusa no boleto turístico. Prepare as pernas, porque é muita montanha pra subir.

Recomendo muito que levem água de Cusco. Nas paradas é bem mais caro. Levem também um biscoitinho pra enganar a fome. Se possível, escolham o passeio com almoço incluso. Não sei o quanto é mais caro (estou com 5 dolares na cabeça), mas acho que pagando na hora é mais caro.

Aguas Callientes

Para ir para Águas Callientes só tem um jeito: de trem. Recomendo comprar as passagens com antecedência. Tem uma loja no aeroporto de Lima e uma no centro de Cusco. Eu comprei pela internet, pra não correr o risco de não ter passagem. Eu sei que se você for fazer a trilha inca você não vai até o final da linha e não chega a Águas Calientes, então pode ser que seja mais barato. Têm vários horários e preços. Se você for para dormir (o que eu recomendo fortemente), pegue o trem mais tarde, que é mais barato e sai só uma hora mais tarde. Essa hora não vai fazer falta e o trem é praticamente a mesma coisa.

A cidade é um ovo. É uma rua, basicamente. Mas vale a pena ir um dia antes, ficar de bobeira passeando um pouco e descansando à tarde para o sofrimento de Machu Picchu. Se você quiser, tem as famosas águas termais (que paga, lógico). Eu não entrei, mas tem muita gente que vai.

Eu fiquei num hotel barato (60 dólares só em dinheiro) e muito bom (dei sorte com os hóteis que escolhi): La Pequeña Casita. Se você reserva antes eles te buscam na estação de trem (que é praticamente em frente ao hotel, do outro lado do rio).

Dica: NÃO deixe para trocar dinheiro em Águas Callientes. O câmbio lá é horroroso. A comida é mais cara que Cusco, então compre uns biscoitinhos e jogue na mochila. Eu levei água também (2 litros), mas acho que não era muito mais cara. Talvez valha a pena comprar na cidade mesmo.


Machu Picchu

Se você vai fazer a trilha inca, tem que reservar com muuuuuuita antecedência e acho que só consegue através de agência de turismo. Dêem uma olhada no site. Se for fazer a visita normal, compre a entrada com antecedência também, porque não vende na porta (126 soles, acho e só em dinheiro). Tem uma "loja" em Cusco (um pouco distante do centro, mas nada absurdo) e outra em Águas Calientes. Pode ser no dia anterior mesmo. Também vale a pena comprar a ticket do ônibus que leva até a porta (15,50 dólares e só em dinheiro).

Chegue cedo para aproveitar o dia. Tem um monte de guia na porta e não sei quanto eles cobram, mas acho que vale a pena. Eu "filei" vários guias, hehe. Tem 2 passeios muuuuito longos (2 horas cada), um para cada lado da cidade. Um deles tem hora marcada e quantidade de pessoas limitada (Wayna Picchu). Esse deve valer a pena porque dá pra ver MP de outro ângulo (só isso que deve ter também), mas meu pai não aguentava mais andar. O outro, para a porta do sol, é pegadinha. Lá é a chegada da trilha inca e acho que não tem muita coisa pra ver.

Cuidado com os horários de ônibus. Eles saem com muita frequência, mas mais próximo do horário da saída do trem deve ficar bem cheio e concorrido.

Não deixe para comprar nada, absolutamente NADA em MP. Tudo é absurdamente caro e só vende na porta, que é longe da cidade. O banheiro também é só na entrada e é muito triste ter que usá-lo (além de ser pago, tem que andar pra caramba).

A cidade não é muito grande, andando com calma dá pra rodar tudo (e eu entrei em todos os buracos) em pouco mais de 4 horas. Se for pegar o passeio guiado, guarde um tempo para andar sozinho pela cidade. Recomendo muito ir no dia anterior. Ir e voltar no mesmo dia parece ser bem corrido.

Dentro de cada post deve ter mais dica boa. Escrevi isso aqui no avião, indo pra Manaus, então não deu pra olhar os posts e posso ter esquecido de alguma coisa.