7 de jun. de 2011

Bem Vindo ao Vale Sagrado dos Incas

O vale sagrado dos incas fica numa região próxima a cusco e, como tudo naquela região, muito importante para os incas. O Vale é considerado sagrado porque a terra era muito fértil e dava pra plantar de tudo. O lugar todo é muito bonito, até pra quem não gosta de mato, como eu. Saca só:





Mas vamos aos lugares.

Pisac

A primeira parada é a cidade de Pisac. Confesso que não lembro a razão de viver da cidade, mas acho que era um "fazendão" pra plantar comida. Uma história que eu lembrei que o guia contou é que os incas usavam essa curva de nível aí embaixo para aclimatar as plantas. A cada safra o que estava em baixo subia um nível e o que estava em cima descia um degrau. Assim, você conseguiria plantar qualquer coisa em qualquer nível (o que não acontecia naturalmente).




Dá pra notar que era um lugar de menor importância, porque as construções são do dia a dia, com as pedras empilhadas, sem nenhum tipo de preparação. É basicamente um monte de casa popular.














Isso aqui era uma praça utilizada pra alguma coisa que não lembro. deve ser algum ritual.


No entanto tem uma construção que é mais arrumadinha. Essa certamente era um templo de qualquer coisa, porque são as pedras preparadas. Só não me pergunte o que é....




Uma outra coisa muito legal é que nas montanhas em volta tem alguns cemitérios incas. Os mortos eram enterrados nas montanhas. Só que aí veio o homem branco (sempre ele) e arrancou os restos mortais de lá. Mas saca só o esquema (cada buraquinho na montanha é uma cova):




Depois de ir para as ruinas, você é levado a conhecer a cidade, um povo supostamente ainda inca. Pra mim, tem todo mundo a mesma cara e é uma desculpa pra eles venderem artesanato (sim, tem uma feira lá).













Ollantaytambo

Esse lugar, até onde me lembro, era um "hotel" pra galera que viajava descansar. Tinha alguma coisa a mais, lógico, mas eu não lembro. Só lembro que a escadaria da penha é fichinha comparado a subir essa merda toda aí embaixo a mais de 3.000 metros de altitude.




Na medida que você vai subindo o guia para e dá algumas explicações (sim, porque se ele for direto todo mundo morre). Uma das que ele explicou é que na montanha do outro lado do vale ficava o estoque de comida. Não dá pra ver direito, mas é numa construção que tá lá no meio da pedra, no meio da foto:




Nesse pedaço aí que a galera ficava hospedada. Como as pedras estão bonitinhas, essa deve ser a parte dos ricos e importantes:


No topo da montanha tem uma parte de rituais. A primeira foto mostra pedras cerimoniais. A segunda, mostra uma parede que supostamente tem um puma, uma serpente e um condor. Eu não consegui ver nada disso...




Do outro lado direito era a casa dos pobres:


Como não dava pra ficar buscando comida do outro lado do vale toda hora, tinha um mini-estoque pro pessoal sobreviver. São essas casas aí embaixo:


Láááááááá embaixo fica o resto das casas e tem um templo da água. É realmente impressioannte como esse povo sabia lidar com a água. Eu não vi fonte nenhuma de água por ali (só no rio, que fica num nível mais baixo). A primeira foto foi tirada do meio da montanha:











Chinchero

A última parada da viagem é Chinchero. Antes de rodar pela cidade, você para em um lugar em que é explicado como são feitas as famosas roupas de alpaca e como são feitas as tintas que as colorem. Tudo, lógico, com o intuito de vender umas malhas para os turistas. Mas o esquema é realmente interessante, porque as cores são todas de coisas naturais (semente, terra, etc).






De lá, pode-se passear pelo povoado. No dia que fomos, era final de carnaval pra eles (e para a bahia, já que no sábado seguinte ao carnaval). Aí estava acontecendo um monte de danças e celebrações típicas.












Não podia tirar foto dentro da igreja, mas a gente sempre dá um jeitinho. Não que tenha muita coisa pra ver, porque ela era bem simples.





6 de jun. de 2011

Bem Vindo a Sacsayhuamán, Tambomachay, Qenko e Pukapukara

Nos arredores de Cusco ficam algumas cidades importantes do império Inca. Como eu disse (disse?) no post sobre Cusco, Cusco era a cidade mais importante do império Inca e em volta da cidade ficavam várias localidades importantes. A mais importante delas, era Sacsayhuamán, a cabeça do puma.

Sacsayhuamán

A primeira parada do passeio é o local considerado o ponto mais importante do império Inca. Conhecido como fortaleza de Sacsayhuamán, o local era utilizado para rituais e, pelo que me lembro, era também um local de culto ao sol. Na entrada tem uma foto aérea que mostra a imponência do lugar:


Repararam que tem uma parte que faz ziguezague? POis é, dizem que isso aí era pra representar um raio.

Uma coisa absurdamente impressionante do lugar é o tamanho das pedras e como diabos elas foram parar lá. O pior: elas são perfeitamente encaixadas, saca só:








A pedra maior dessa última foto tem, na parte visivel, 5 metros. Pra baixo tem mais 2. E a penúltima mostra o encaixe perfeito. É muito absurdo.

Tomaí mais um monte de fotos do lugar.

























Tambomachay

Também conhecido como "Banho do Inca", é um templo para cultuar a água. A ligação dos incas com a água é impressionante e a forma como eles lidavam com ela é mais impressionante ainda. Parece que eles tiravam água de pedra. Chega a impressionar os aquedutos que eles criavam, muitos deles subterrâneos e no meio das montanhas. Saca só:










Essa última foto aí mostra um segundo lugar que cuspia água, mas que foi destruído pelos espanhóis (sempre eles).

Qenko

Qenko supostamente é um observatório astrológico. Dá pra ver que era um lugar para a galera mais importante. Diz o guia que lá rolavam altos rituais e em muitos deles tinha sacrifícios. Realmente tem uns altares e uns tronos e na parede da entrada tem uns lugares para colocar as imagens dos "santos". O mais legal é passar no meio das pedras e ver os altares, mas já estava quase de noite e sem flash não deu pra tirar foto de porra nenhuma...

A parte da frente é onde fica o observatório, com o tal lugar pra colocar os "santos" e essa pedra parecendo um símbolo fálico que servia pra alguma coisa que não lembro.









A parte de trás é onde tem os tronos, o altar de sacrifício e a passagem pelo meio das pedras. Achei umas fotos do Véio com flash la de dentro.

















Pukapukara

Não deu tempo da gente ir a Pukapukara. Ficou escuro e não dava pra ver porra nenhuma, então o guia nem entrou. Fiquei puto, porque o cara atrasou pra caralho no começo, mas tudo bem. Basicamente, pelo que ele me explicou quando eu perguntei se a gente não ia lá, era uma fortaleza militar e lugar de passagem para os viajantes. Em vários lugares do império inka existiam pukaras e essa era chamada de puka pela cor das pedras, vermelha.

Consegui tirar uma foto de fora, no dia seguinte, quando fomos para o vale sagrado. Saca só: