27 de abr. de 2011

Bem Vindo a Lima

Fiquei muito pouco tempo em Lima. Foi basicamente uma tarde, já que meu vôo chegou no aeroporto quase meio dia e eu teria que estar no aeroporto na manhã seguinte. Este pouco tempo, no entanto, foi suficiente para dar um belo rolé pela cidade. Fiquei sem ver muita coisa, lógico, mas consegui ter uma visão geral do centro.

Lima é uma cidade grande, como São Paulo e Rio, e tem seus 9 milhões de habitantes. O aeroporto, o melhor da américa do sul, segundo estudos (eu truco) fica bem distante do centro e ir de lá até o hotel me custou 20 doletas. Por mais que eu chorasse, ninguém diminuia o valor. Pelo menos era um carro bom (coisa rara em Lima) e um motorista educado no trânsito (coisa quase inexistente em Lima). Sério, o trânsito me Lima é caótico, MUITO pior que o de Manaus. Mas isso é assunto pra outro post. Mas olha a frente do aeroporto aí:


Até tirei umas fotos da cidade, mas como não sabia o que era, vou deixar pra lá. Vamos direto para o centro, onde ainda lembro mais ou menos o que são as coisas. Na praça principal (a Plaza de Armas) fica a sede do governo, a catedral da cidade (gigante), a prefeitura e a casa do bispo, nessa ordem nas fotos abaixo, além de algumas fotos da praça em si.












O palácio do governo e a prefeitura não podiam entrar e a igreja e a casa do bispo pagavam pra entrar (e não podia tirar fotos!). Como a minha religião não permite que eu pague para entrar em igrejas, desisti de entrar. Mas como não podia deixar vocês sem fotos, voltei na hora da missa e lasquei de tirar fotos. Olha só como ela é por dentro:


















Atrás do palácio do governo (numa rua lateral na verdade), fica a casa da literatura peruana. Como não pagava pra entrar, entrei.








Seguindo o mapa da cidade, bem em frente tinha o tal restaurante cordano, que eu não sei o que é, mas deve ser famoso. O prédio, na verdade, está caindo aos pedaços (é o vermelho, mas tirei foto pegando o prédio do lado também, que não é nada especial)...


O próximo item do mapa era a casa de 13 portas, que também não sei o que é, mas lasquei de tirar fotos. No caminho, umas casas bonitinha.






No fim da rua tinha 2 itens do mapa, a igreja de São Francisco (que ou estava fechada ou pagava para entrar) e a casa pilatos, que mais uma vez não sei o que é (aliás, a maioria das coisas eu na~sei o que é. Na época eu li a respeito, hoje não lembro mais).






Andando mais um pouco pela cidade encontramos a igreja de La Merced, que não pagava para entrar, mas que pagava para entrar no convento/museu, onde ficam os restos mortais dos 3 santos peruanos Não entrei no convento, mas consegui tirar umas fotos ali dentro, mesmo não podendo (inclusive dos crânios dos santos).


















Mas andanças pela cidade e passamos pelos correios, hotel bolivar, o club nacional, teatro Colon, colado nele, a escola de belas artes. A última foto é a Casa Roosevelt.












Andando mais um pouco chegamos em mais uma igreja, que juro que não lembro o nome, mas pelos meus mapas acho que é a de São Pedro.










Logo ali perto chegamos no Museu Andrés Castillo. Não tinha muita coisa, mas o prédio em sí é legal, principalmente na parte que mostra as escavações que fizeram com os pisos antigos do lugar.










Mais algumas andanças e passamos por uma praça com uma igreja que TIVE que tirar foto. Olha que beleza...




Aí voltamos para o mapa e chegamos em alguns lugares que infelizmente já estavam fechados, porque já era mais de 6 da tarde. Mas como já estava por lá, tirei fotos: Palácio de Justiça, museu de arte italiana, museu de arte de Lima e o museu histórico militar.










Achou que não ia ter bizarrices, né? Se enganou. Uma coisa que eu achei muito sinistra foi a quantidade de policial armado até os dentes na rua, com direito a caveirão e "chuveirão". Olha só:




Numa das igrejas, tinha um "ralo" bem no meio das cadeiras:


Na mesma igreja tinha uma coisa que depois eu descobri ser muito comum por lá: velas elétricas. Você coloca a moedinha e a "vela" acende. Só não sei quanto tempo fica acesa.


O McDonalds de lá vende FRANGO FRITO. Duvida?

26 de abr. de 2011

Bem Vindo a Aguas Calientes

Águas Calientes fica no pé do morro onde se encontra Machu Picchu e é um povoado minúsculo que vive em função do turismo. A "cidade" fica encrustada no meio de montanhas e, até onde eu sei, só é possível chegar a ela de trem. Aliás, a viagem é um porre...

Tudo começa na estação de trem de Cusco. Mas calma, não é tão fácil assim. Na estação de trem, você pega uma van (!) que vai te levar até Urumba (ou algo do tipo). São 2 horas de viagem até lá. Culpa da chuva de 2010 que acabou com os trilhos.


Aí, na estação de Urumba (vou chamar assim, ok?) você espera um bocado e pega o trem, felizão.


O trem é ABSURDAMENTE desconfortável. São poltronas que não reclinam e ficam uma de frente pra outra. Aí você tem que disputar espaço com o cara que está na sua frente. Uma merda.


Pelo menos eles dão "lanchinho" no caminho. Mas pelo preço da passagem (55 doletas!) e pelo desconforto tinha que dar era barra de outro.


No caminho você vai o tempo todo com o Rio Urubamba ao seu lado. E em alguns momentos você entende porque que desabou tudo no ano passado. Olha a sinistreza do Rio e do caminho (fora os pedaços em que o trem passa embaixo da montanha, mas não é um tunel...):






No meio do caminho passa pelo início da trilha inca. Só te falo uma coisa: é longe pra caralho de Machu Picchu. Deve ser muito sofrimento essa trilha. Mas a galera tava animadona!




Chegando em Aguas Calientes, como TODOS OS LUGARES no Peru, tem uma feira de artesanato, que ocupa quase 10% da cidade. Duvida? Olha só a foto abaixo, que tem a cidade INTEIRA e, em vermelho, o mercado artesanal.


Cortando a cidade ai meio tem o Rio Aguas Calientes. Ele é MUITO barulhento e bastante nervoso. Olha só o bicho:


Foi ele, inclusive, que acabou com a cidade no ano passado. Dá uma olhada no video que eu peguei no youtube (meu hotel estava pertinho de onde o sujeito estava filmando. Dá até para ver no final da filmagem):


Aliás, por conta desse desastre, a cidade INTEIRA possui indicações de vias de escape, que culminam em zonas de segurança. Isso me deixou "tranquilo"...




Mas voltando à vaca fria, a cidade é um ovo, e não tem muita coisa pra ver. Como toda cidade pequena, tem uma praça central, com uma igreja e a prefeitura. AC tem uma diferença, que nessa praça tem uma estátua do índio Pachacuteq (ou algo parecido), que, se não me engano, foi um dos governantes incas.




















como vocês puderam ver na foto aérea da cidade, ela é basicamente duas ruas. As duas são subidas e escadarias que vão dar no lugar mais famoso da cidade: os banhos termais. Pelo que eu entendi são tipo Caldas Novas, mas me recusei a pagar 10 dinheiros para entrar, dado que não utilizaria as piscinas. Mas olha o caminho até lá e a entrada:








Os incas eram muito ligados a água e dá pra ver isso refletido na cidade. Em tudo quanto é canto tem uma fonte, algumas funcionando, outras não.















Ah! para quem viu o video, essas três últimas fotos são o mesmo local que aparece destruído. Em menos de um ano refizeram tudo.

25 de abr. de 2011

Hotel La Pequenã Casita (Águas Calientes, Peru)

Escolher hotel em Águas Calientes não é uma coisa muito fácil. Como o turuismo é a ÚNICA fonte de renda da cidade, é tudo caro. Quer dizer, tem muito albergue, mas a minha única exigência em hotel é não dividir banheiro com desconhecido, então albergue não é uma opção. Fuçando na internetcha acabei achando um bem recomendado e razoavelmente barato, o Hotel La Pequeña Casita. A diária para 2 pessoas é 60 doletas e só aceitam dinheiro (dólares ou novo sol, mas a conversão pra sol deve ser uma graça).

O hotel é pequeno, tem 14 quartos, mas o quarto é bem grande (pelo menos o que eu fiquei). A localização é excelente: em frente ao ponto de ônibus para Machu Picchu e do outro lado do rio da estação de trem. Isso tem um preço, lógico: o barulho. A porcaria do Rio faz barulho pra caralho e, de madrugada, os ônibus também. Como eu ia acordar cedo pra ir pra MP, o barulho do ônibus não chegou a atrapalhar, mas para quem quer dormir um pouco mais deve ser foda, porque fica um punhado de gente na rua conversando.




Um lado bom é que eles te buscam na estação de trem. O amigão que ia nos pegar demorou um pouco, mas chegou lá com a plaqueta com o meu nome. No caminho até o hotel (3 minutos a pé, no máximo), deu umas dicas da cidade (que é um ovo) e da viagem para MP. Chegamos no hotel, fizemos o check in, pagamos e fomos para o quarto, subindo as escadas (não tem elevador). Pelo menos se tivesse alguma inundação eu estaria seguro.

O quarto me surpreendeu. Não é dos mais novos, mas é grande e confortável. Eram 3 camas grande, muito boas. A TV era meio pequena e, se tiver 3 pessoas no quarto uma delas não consegue ver, pela disposição das camas Dá uma olhada. Tem um cofre e aquecedor, mas não tem frigobar e, pasmem, armário. Só tem dois cabides. Eles sabem que é hotel para uma noite... Olha só:


O banheiro tem um tamanho bom. Fica tudo em um lugar só, como deve ser. O chuveiro é muito bom: água fervente, em abundância e com pressão. Se o bocal do chuveiro fosse maior, seria sensacional.




O ponto fraco do hotel é o café da manhã. MUITO fraco. É basicamente pão, leite, manteiga e queijo. Não deu nem pra me empanturrar para passar o dia tranquilo em MP. Fora que o cara que toma conta do café coloca tudo contadinho e se você vai repetir ele faz cara feia. Como eu não ligo pra isso, comi umas 2 vezes.

Um lado bom do hotel é que se você foi de mala pra Aguas Calientes pode deixar ela no hotel, ir pra MP e pegar a mala de volta na hora de ir para o trem. Como eu fui só de mochila, com 4 litros de água nas costas, não precisei deixar lá. Não sei se é seguro, porque é uma cidade que vive de turistas, mas ninguém vai deixar dinheiro e coisas de valor no hotel, né?

Gostei bastante do hotel e é uma boa pedida para quem for à cidade.