26 de abr. de 2011

Bem Vindo a Aguas Calientes

Águas Calientes fica no pé do morro onde se encontra Machu Picchu e é um povoado minúsculo que vive em função do turismo. A "cidade" fica encrustada no meio de montanhas e, até onde eu sei, só é possível chegar a ela de trem. Aliás, a viagem é um porre...

Tudo começa na estação de trem de Cusco. Mas calma, não é tão fácil assim. Na estação de trem, você pega uma van (!) que vai te levar até Urumba (ou algo do tipo). São 2 horas de viagem até lá. Culpa da chuva de 2010 que acabou com os trilhos.


Aí, na estação de Urumba (vou chamar assim, ok?) você espera um bocado e pega o trem, felizão.


O trem é ABSURDAMENTE desconfortável. São poltronas que não reclinam e ficam uma de frente pra outra. Aí você tem que disputar espaço com o cara que está na sua frente. Uma merda.


Pelo menos eles dão "lanchinho" no caminho. Mas pelo preço da passagem (55 doletas!) e pelo desconforto tinha que dar era barra de outro.


No caminho você vai o tempo todo com o Rio Urubamba ao seu lado. E em alguns momentos você entende porque que desabou tudo no ano passado. Olha a sinistreza do Rio e do caminho (fora os pedaços em que o trem passa embaixo da montanha, mas não é um tunel...):






No meio do caminho passa pelo início da trilha inca. Só te falo uma coisa: é longe pra caralho de Machu Picchu. Deve ser muito sofrimento essa trilha. Mas a galera tava animadona!




Chegando em Aguas Calientes, como TODOS OS LUGARES no Peru, tem uma feira de artesanato, que ocupa quase 10% da cidade. Duvida? Olha só a foto abaixo, que tem a cidade INTEIRA e, em vermelho, o mercado artesanal.


Cortando a cidade ai meio tem o Rio Aguas Calientes. Ele é MUITO barulhento e bastante nervoso. Olha só o bicho:


Foi ele, inclusive, que acabou com a cidade no ano passado. Dá uma olhada no video que eu peguei no youtube (meu hotel estava pertinho de onde o sujeito estava filmando. Dá até para ver no final da filmagem):


Aliás, por conta desse desastre, a cidade INTEIRA possui indicações de vias de escape, que culminam em zonas de segurança. Isso me deixou "tranquilo"...




Mas voltando à vaca fria, a cidade é um ovo, e não tem muita coisa pra ver. Como toda cidade pequena, tem uma praça central, com uma igreja e a prefeitura. AC tem uma diferença, que nessa praça tem uma estátua do índio Pachacuteq (ou algo parecido), que, se não me engano, foi um dos governantes incas.




















como vocês puderam ver na foto aérea da cidade, ela é basicamente duas ruas. As duas são subidas e escadarias que vão dar no lugar mais famoso da cidade: os banhos termais. Pelo que eu entendi são tipo Caldas Novas, mas me recusei a pagar 10 dinheiros para entrar, dado que não utilizaria as piscinas. Mas olha o caminho até lá e a entrada:








Os incas eram muito ligados a água e dá pra ver isso refletido na cidade. Em tudo quanto é canto tem uma fonte, algumas funcionando, outras não.















Ah! para quem viu o video, essas três últimas fotos são o mesmo local que aparece destruído. Em menos de um ano refizeram tudo.

25 de abr. de 2011

Hotel La Pequenã Casita (Águas Calientes, Peru)

Escolher hotel em Águas Calientes não é uma coisa muito fácil. Como o turuismo é a ÚNICA fonte de renda da cidade, é tudo caro. Quer dizer, tem muito albergue, mas a minha única exigência em hotel é não dividir banheiro com desconhecido, então albergue não é uma opção. Fuçando na internetcha acabei achando um bem recomendado e razoavelmente barato, o Hotel La Pequeña Casita. A diária para 2 pessoas é 60 doletas e só aceitam dinheiro (dólares ou novo sol, mas a conversão pra sol deve ser uma graça).

O hotel é pequeno, tem 14 quartos, mas o quarto é bem grande (pelo menos o que eu fiquei). A localização é excelente: em frente ao ponto de ônibus para Machu Picchu e do outro lado do rio da estação de trem. Isso tem um preço, lógico: o barulho. A porcaria do Rio faz barulho pra caralho e, de madrugada, os ônibus também. Como eu ia acordar cedo pra ir pra MP, o barulho do ônibus não chegou a atrapalhar, mas para quem quer dormir um pouco mais deve ser foda, porque fica um punhado de gente na rua conversando.




Um lado bom é que eles te buscam na estação de trem. O amigão que ia nos pegar demorou um pouco, mas chegou lá com a plaqueta com o meu nome. No caminho até o hotel (3 minutos a pé, no máximo), deu umas dicas da cidade (que é um ovo) e da viagem para MP. Chegamos no hotel, fizemos o check in, pagamos e fomos para o quarto, subindo as escadas (não tem elevador). Pelo menos se tivesse alguma inundação eu estaria seguro.

O quarto me surpreendeu. Não é dos mais novos, mas é grande e confortável. Eram 3 camas grande, muito boas. A TV era meio pequena e, se tiver 3 pessoas no quarto uma delas não consegue ver, pela disposição das camas Dá uma olhada. Tem um cofre e aquecedor, mas não tem frigobar e, pasmem, armário. Só tem dois cabides. Eles sabem que é hotel para uma noite... Olha só:


O banheiro tem um tamanho bom. Fica tudo em um lugar só, como deve ser. O chuveiro é muito bom: água fervente, em abundância e com pressão. Se o bocal do chuveiro fosse maior, seria sensacional.




O ponto fraco do hotel é o café da manhã. MUITO fraco. É basicamente pão, leite, manteiga e queijo. Não deu nem pra me empanturrar para passar o dia tranquilo em MP. Fora que o cara que toma conta do café coloca tudo contadinho e se você vai repetir ele faz cara feia. Como eu não ligo pra isso, comi umas 2 vezes.

Um lado bom do hotel é que se você foi de mala pra Aguas Calientes pode deixar ela no hotel, ir pra MP e pegar a mala de volta na hora de ir para o trem. Como eu fui só de mochila, com 4 litros de água nas costas, não precisei deixar lá. Não sei se é seguro, porque é uma cidade que vive de turistas, mas ninguém vai deixar dinheiro e coisas de valor no hotel, né?

Gostei bastante do hotel e é uma boa pedida para quem for à cidade.

22 de abr. de 2011

Los Apus Hotel & Mirador (Cusco, Peru)

A escolha do hotel em cusco foi bem mais simples do que a de Lima. Como a cidade é pequena e todos os hotéis que eu tinha recomendação ficavam no "centro", busquei o mais barato. No início estava foda: todos com o mesmo preço, lá nas alturas, de mais ou menos 100 doletas. Até que eu achei o Los Apus Hotel & Mirador. elo site o hotel parecia ser bom, as recomendações na internetcha eram boas e o preço, melhor ainda: 49 doletas a diária. Em um quarto para 2 pessoas.

A reserva é feita automaticamente pelo site do hotel, bem profissional. E se você ler bem as entrelinhas ainda descobre que eles te buscam e levam no aeroporto. Não tinha como ser melhor. Tá certo que taxi em cusco é de graça, mas mesmo assim valeu a pena ter alguém me esperando, porque eu naõ conseguiria falar o nome da rua do hotel nem a porrete.

O hotel fica uns 4 quarteirões do centro da cidade e é bem tranquilo de chegar a pé. A região em volta é movimentada, então parece ser seguro, apesar das grades. O hall de entrada é até grande, com algumas mesas que de vez em quando servem o café da manhã e à noite serve de restaurante. Olha só:


Todas as recepcionistas são muito educadas e conseguiam entender meu portunhol. Uma delas, a da noite, ainda ficava escutando uns metalzão e eu filava a música enquanto usava a internet (wi-fi, grátis, mas que era muito ruim dentro do quarto).

O quarto, aliás, é espaçoso. As camas eram muito boas, só achei a TV um pouco pequena. O armário era bom e tinha um cofre, que não usei. Além disso tinha uma escrivaninha que parecia coisa de museu, mas que dava pra usar numa boa. O quarto não tem frigobar, mas tem aquecedor, algo que seria útil em algumas noites, se estivesse funcionando (ou se eu soubesse usar, também pode ser isso).








Um problema muito sério é o barulho, pelo menos do quarto que eu fiquei. Como era DO LADO da recepção e bem na escava, ouvia tudo o que acontecia do lado de fora. E, por algum motivo desconhecido, o pessoal imprimia um monte de coisa a noite, numa impressora matricial que certamente precisava de graxa. Não que chegasse a atrapalhar o sono, mas de vez em quando, vendo TV, eu ficava meio puto. E o piso do quarto de cima era direto no teto, de madeira, então fazia um barulho quando o pessoal de cima andava pelo quarto. Mais uma vez, não chegou a incomodar o sono.

O banheiro é no mesmo esquema do Formule 1: privada, chuveiro e pia separados. Nunca tinha ficado em um hotel assim e descobri que a tal vantagem de duas pessoas poderem fazer coisas ao mesmo tempo não é tanto uma vantagem. Ganha-se alguns minutos de sono, é verdade, mas ter que meditar em um quartinho fechado, apertado, sem nada pra se concentrar é foda. Fora que no chuveiro não tinha onde colocar as roupas usadas e novas, então acabava molhando tudo, principalmente porque o espaço para banho era apertadinho.






O chuveiro, aliás, não era das melhores coisas do mundo não. A água era até bem quente, mas era pouca e com pouca pressão. Fora que no último dia deu alguma merda no sistema de abastecimento de água do hotel e quase fiquei sem tomar banho antes de ir para o aeroporto. Mas resolveram e eu consegui me molhar.

Nos dias em que o café da manhã é no tal mirador, você acaba passando por todo o hotel, porque não tem elevador (bom, eu passava, porque estava no primeiro andar). Ele é bem pequeno, mas limpinho e arrumado. Confesso que quem fica no último andar deve sofrer para carregar as malas.






Falando em café da manhã, o do hotel é o ponto fraco. Não é ruim, tem até algumas opções de comida, mas os atendentes, vou te falar. TODOS os dias acabava alguma coisa e os caras (2) não repunham. Eu tinha que ir lá pedir par eles. Mas ficavam lá, batendo papo, e a porcaria das bandejas vazias. Uma tristeza. Assim como o pão, que era sempre do dia anterior e sempre duro. Pelo menos o ovo mexido é feito na hora e quando colocado no pão acabava esquentando um pouco.

Uma coisa muito boa no hotel é que você pode deixar as suas malas nele quando for para Machu Picchu. Eles pegam no quarto, colocam no maleiro e, no dia que você voltar, elas já estão te esperando no quarto. Muito legal e, teoricamente, seguro. Lógico que recomendo não deixar nada de valor, porque, sabe como é... país pobre... turistas...

No geral, o hotel é ótimo. Fiquei lá umas 7 noites e não tive nenhum problema grave. Pelo preço que pagamos, vale MUITO a pena. Só recomendo que quem for tente pegar um quarto do segundo ou terceiro andares, porque no primeiro andar o barulho pode incomodar.

21 de abr. de 2011

Hotel Runcu (Lima, Peru)

Quando comecei a procurar hotéis para ficar em Lima, me falaram para ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade. Para uma noite só, como eu fiquei, isso é a maior besteira. Vale muito mais a pena ficar próximo do centro. Como eu não sabia disso, comecei a caçar hotéis baratos no bairro. Sério: TODOS os que eu olhava eram na faixa de 100 doletas a diária. Até que caí no site do Hotel Runcu.

O hotel é muito bem recomendado em todos os sites de hotel e era mais barato que os outros: 84 doletas a diária. Além de ser mais barato, ele ainda tem uma vantagem enorme: é novíssimo. Olha só a entrada dele (foto muito mal tirada):


O hotel é bem pequeno: são uns 4 andares, com uns 4 quartos por andar. A recepção é pequenininha e até meio apertada, mas todo o resto do hotel é espaçoso. Dá uma olhada no lugar dos computadores (acesso grátis) e a sala de convivência (ou o que quer que isso seja). Repare que lá no fundo das fotos tem uma área aberta de convivência, bem aconchegante.








Os quartos também são razoavelmente grandes. O colchão é bem macia, o que não faz o meu gosto, mas muita gente gosta. Tem TV a cabo e internetcha sem fio (que não funfou no meu celular, não sei porque).




O banheiro é o padrão de hotel. O chuveiro é bom, mas nada espetacular. Tem bastante água, mas não lembro de ter muita pressão.




A única coisa que senti falta no quarto foi um frigobar, mas acho que isso não é comum no Peru, porque nenhum dos 3 hotéis que fiquei tinha. Também não tinha ar condicionado, só um ventilador de teto, mas não me fez falta. A noite esfria um pouco e dá pra dormir tranquilo.

O café da manhã é meio diferente. Eles te dão um papelzinho no dia anterior para você escolher 3 das 9 opções que tem e a hora que pretende tomar café. Escolhi achando que só teria aquilo de café da manhã. Aí no dia seguinte encontrei isso aqui na mesa do café:




Os pratos já ficam prontos, esperando pelo dono, com um bilhetinho de bom dia, com seu nome e quarto. Olhei aquilo, achei legal, mas também achei que ia ficar com fome rapidinho. Mas o cara começou a trazer os acompanhamentos: 3 tipos de pão, torrada, ovos, leite, café, suco... Coisa pra caramba. Saí empanturrado.

E o mais legal é que o restaurante fica no topo do prédio, aí se tem essa vista:




E pode-se sentar do lado de dentro ou do lado de fora:




Eu achei o hotel muito bom, até mesmo para passar mais de uma noite. Todo mundo muito educado, café da manhã bom, quarto confortável e internet grátis. O preço é meio salgado, é verdade, mas ainda assim é mais barato que a média do bairro de miraflores.

20 de abr. de 2011

5 anos de reclamações

Sim, sim, queridos leitores, hoje é aniversário deste local de reclamações. Cinco anos de reclamações... quem diria! Nunca achei que fosse tão longe.

E nesse 5 anos, já passei por 3 empresas, um namoro de quase 3 anos, dois carros, um video game, duas TVs, 7 celulares, 16 clientes (se não errei a conta), 23 projetos (idem), 3 países, 36 hotéis e 40 cidades.

Os posts vem raleando, mas continuam. As reclamações, essas sim tem aumentado, cada vez mais. Os leitores continuam os 10 de sempre (pelo menos eu acho). Vez ou outra cai um desavisado aqui, mas que vai embora rapidinho.

Para manter a tradição, fiz um contadorDeAnos++ no título do blog (momento do "aaaaaaaaaahhhhh! Então é isso!!!! Que tosco..."). Como agendei esse post, pode ser que não tenha sido atualizado ainda.

E vamo que vamo que já estou quase chegando nos 7 anos que o primo falou no primeiro aniversário do bog....

19 de abr. de 2011

Quando meu carro ficou preso

Desde que fui promovido ganhei uma vaga no estacionamento do prédio da empresa. Apesar de morar perto do trabalho, não é perto o suficiente para ir a pé para o trabalho, porque chegaria todo suado, então a vaga foi muito bem vinda e utilizada. Meus gastos com ônibus eram bastante altos para o pequeno trajeto casa-trabalho.

Na sexta passada o pessoal combinou de ir num bar perto do trabalho e, como dezenas de outras vezes, acabei deixando o carro no estacionamento, para buscar na hora de ir embora. Isso porque a minha idéia era ficar até umas 9:30, 10 da noite. Mal sabia eu que o treco renderia e eu sairia do bar quase 2 da matina....

Caminhei até o prédio, já sabendo que provavelmente não deixariam com que eu entrasse de volta para pegar o carro, mas já tinha a desculpa na ponta da língua "viajei a trabalho, tive que deixar o carro aí, o vôo atrasou, preciso pegá-lo". Quando cheguei na portaria, fiquei olhando lá pra dentro e não via ninguém. A luz até estava acesa, mas computador e os monitores de video desligados. "Fudeu", pensei.

Tentei bater no vidro, tentei gritar pela porta, nada adiantou. Depois de um tempo, cheguei a conclusão que não adiantaria, meu carro dormiria lá. Como essa hora não teria mais ônibus, resolvi ir de taxi pra casa. Como também não vi nenhum taxi, resolvi voltar a pé pra casa. Uma loucura, dado que eu estava com um notebook e 2 smartphones na mochila... Mas já estava tão tarde para os padrões de BH que nem ladrão tinha mais na rua (pelo menos no caminho até a minha casa).

No dia seguinte, fui lá tentar resgatar o meu carro. Era um dia que eu PRECISARIA do meu carro, pois teria um churrasco e um casamento, com direito a festa. Ou eu gastaria muito mais tempo indo de ônibus, não conseguindo aproveitar muito do churrasco, ou gastaria um fortuna de taxi (cada um dos eventos era em um canto de BH).

Cheguei na empresa, consegui entrar. fui até o estacionamento, peguei meu carro e...não consegui sair. Estava tendo OBRAS NO ESTACIONAMENTO. Sério, fiquei muito puto. As rampas de acesso estavam todas quebradas, algumas já com cimento fresco. Frustrado, voltei para a minha vaga, deixei meu carro e fui para o churrasco, que até era perto do trabalho.

Lá para as 5:30, voltei no trabalho pra ver se conseguiria resgatar o carro. Nada. O cimento e a tinta ainda estavam frescos, não podia sair de carro. Voltei pra casa, puto, mas aí lembrei do pior: meu terno estava na casa da minha tia. Ou seja: mais um lugar para passar. Mas lembrei que meu pai poderia estar por lá e liguei para ele. Sorte minha, ele estava. E levou o meu terno pra casa.

Pensando em como ir para o casório, lembrei de uma amiga que mora perto de casa e que já dei carona milhares de vezes. Nem precisei pedir muito: ela se ofereceu para dar carona. Resultado do dia: não gastei nem um centavo com taxi. Mas ainda estava sem meu carro.

No domingo voltei na empresa para tentar resgatar o carro. Eu já sabia que as obras estavam terminadas e que isso não seria um problema. O problema, na verdade, é que NÃO PODE entrar no prédio no domingo sem autorização. E óbvio que eu não tinha pedido. Teria que mandar bem na lábia, o que naõ seria muito difícil, dado que todos os porteiros me conhecem e era só para tirar o carro lá de dentro. Só que murphy é meu amigão e o porteiro que estava lá era novo...

Consegui convencer o cara a me deixar entrar, mas não foi fácil. Tive que mostrar crachá, documento do carro, falar em que vaga eu estava, em que andar, explicar que foi culpa da obra do dia anterior e que eu precisaria do carro no dia...

Fato é que eu consegui tirar o carro e aprendi que, se for passar das 10 da noite no buteco, tenho que resgata-lo no estacionamento.

18 de abr. de 2011

PMP por mais 5 anos (pelo menos)

Quando você é aprovado no exame PMP, assim como alguns exames de proficiência em idiomas (como o TOEFL, acho), você ganha a certificação por um período determinado de tempo (no caso do PMP, 3 anos). Para manter a certificação após estes três anos e "renovar" por mais 3 anos, você tem 2 opções:

- Fazer novamente a prova;
- Ganhar 60 ou mais PDUs.

Obviamente que a primeira opção, além de ser MUITO mais cara, é MUITO mais difícil. Vale lembrar a quantidade de horas que gastei com os estudos para a prova. Afinal, saber o PMBOK de cabo a rabo não significa que você consegue passar na prova. A segunda opção, de ganhar PDUs, é muito mais simples e tem o objetivo de garantir que você continua tendo contato com gerenciamento de projetos e continua estudando.

Parece simples, né? Mas não é bem assim. Os parâmetros do PMI são meio malucos: se você trabalhar com GP, durante um ano inteirinho, vivenciando a bagaça, sofrendo 240 dias por ano com a pressão por prazos, custos e escopo, ganha 5 PDUs. Se fizer um curso de um dia bem vagabundo, que não vai acrescentar porra nenhuma na sua vida, você ganha OITO PDUs. Vai entender...

Pois bem, desde que me certifiquei, em maio do ano passado, comecei a frequentar os encontros do PMI-MG, fazer cursos, escutar podcasts sobre GP, tudo para conseguir juntar meus 60 PDUs desde ciclo. Mal sabia eu que, com o curso que dei, conseguiria quase todos os PDUs que precisava. Eu já tinha 40 antes do curso, agora, tenho 85. Isso porque nem coloquei todos os PDUs que ganhei. Parei no 85 porque a categoria de "devolver para a comunidade" limita a 45 PDUs por ciclo.

Com isso, nos próximos 5 anos eu continuo sendo um PMP (2 deste ciclo e mais 3 do próximo). Não quer dizer que com isso vou congelar os estudos. Só não vou ter que ficar me matando para ganhar PDUs (pelo menos até 2013).

Dureza mesmo é ter que pagar a taxa de renovação da certificação: 150 doletas...

15 de abr. de 2011

Festa de criança

Depois de muitos anos, fui convidado para uma festa de aniversário de criança, da filha de 2 anos de uma amiga minha. Estava com muita preguiça de ir, mas acabei indo. Cheguei no lugar quase uma hora depois da hora marcada e, para minha surpresa, não tinha quase NINGUÉM! Inclusive os pais e a aniversariante.

Basicamente estava a avó da aniversariante, um casal com um melequento e um casal sem melequento. Aí cheguei, coloquei o presente em cima da minha mesa e sentei. Olhei para os lados e não via ninguém com presente. Achei aquilo muito estranho, mas imaginei que fosse pessoas da familia, então deixei pra lá.

Pouco depois chega uma amiga minha. Ela estava com presente, então fiquei tranquilo. Aí ela foi cumprimentar as pessoas e quando chegou na mesa...não tinha mais presente, mas tinha docinhos! Achei aquilo estranho e ela me explicou que o mundo tinha mudado. Agora a molecada não abre mais presente na cara do tio, para não fazer cara feia. Você coloca seu nome no presente, joga numa caixa e mais tarde, sozinha, a criança abre a presentaiada. E a mesa de doces, que era sagrada, tem um espaço para guloseimas, para a galera segurar a onda e não roubar brigadeiro.

O resto, continuava a mesma coisa: Xuxa continua sendo a música da festa (nem sabia que ela ainda lançava música nova. Já deve estar no "Xuxa só para baixinhos 35"), continua tendo brincadeiras idiotas e comida, MUITA comida. Além, lógico, dos melequentos gritando, correndo, empurrando, esbarrando... Aquela visão do inferno.

Eu já estava de saco cheio daquela pirralhada e de barriga estufada de tanto comer, mas tinha que ficar até o fim por causa do parabéns e dos doces (isso não mudou). Depois de muito sofrimento rolou o parabéns e os brigadeiros e afins foram liberados.

Meu amigo, minha amiga... QUE DOCES! Nessa hora eu esqueci os melequentos gritando e me empanturrei de tanto comer. Tava saindo doce pela orelha. Tinha um que era tipo um brigadeiro cru, que eu comia de colherada. Foram uns 4 potinhos. Brigadeiro eu trouxe uns 6 pra casa, fora umas 4 paçocas e um cup cake fenomenal. Finalmente toda aquela espera tinha se pagado.

Achei que no dia seguinte teria uma diarréia fenomenal, mas por sorte não aconteceu. Fiquei até mais animado de ir a outros aniversários de criança.

14 de abr. de 2011

Projetos intermináveis

Quando saí de folga, antes do carnaval, o panorama era o seguinte: estava com 2 projetos em Manaus, um terminando no começo de abril (dia 8) e o outro terminando no final de abril (dia 29). Aí viajei, fiquei SETE dias úteis fora e quando volta, tudo mudou.

O projeto que ia acabar no final abril foi para meados de MAIO e o que ia acabar no começo de abril foi para meados de JUNHO. Dizem que é culpa do cliente, que está devendo informações, mas eu divido que seja só isso. Se tá faltando informação e o povo está trabalhando, isso é estimativa errada.

Além disso, fecharam mais dois projetos grandes (4.000 horas de engenharia cada um), mas com prazos de corno: um para final de MAIO e outro para meados de JUNHO. Aquela merda total.

Com esses dois projetos ganhei mais 2 tamagoshis. Por um lado é bom, porque esses, finalmente, vão dar lucro (ainda não acreditei) e tenho mais 2 pessoas pra me ajudar. Por outro é ruim, porque vou ter que ir mais vezes para Manaus.

Para piorar ontem chegou um novo pedido de projeto, maior que os 2 que já entraram, e também com prazo de corno.

Vamos ver se eu consigo matar esses projetos antes, para reduzir o prejuízo e ficar logo livre de Manaus...

13 de abr. de 2011

A conta do celular corporativo

Em meados de Julho eu ganhei da empresa um celular corporativo. Desde então, todo mês eu recebo a conta, para conferir e ver se está tudo OK, além de avisar o que é ligação de trabalho e o que é ligação pessoal. Como ainda tenho o meu outro telefone, praticamente todas as ligações são de trabalho, então só verificava se esta tudo certo.

Em TODOS os meses eu encontrava coisa errada: cobrança de roaming (coisa que não deveria acontecer), ligações de DDD com valores absurdos, ligações para pessoas DO PLANO CORPORATIVO sendo cobradas... Aquela beleza. E todo mês eu mandava email para os responsáveis avisando os erros. E no M~es seguinte lá estavam eles novamente na conta.

Já estava de saco cheio de ver aqueles erros e não ver ninguém fazer nada. Estava cansado de ver aquele dinheiro indo para o ralo e, em compensação, ter que pegar vôos em horários fudidos e ficar em hotéis de merda por causa de economia porca de 10 reais. Peguei todas as minhas contas, estudei uma por uma, separando em cada uma delas o que estava errado e montei uma planilha. Em SEIS meses, estavam cobrando errado, SÓ NA MINHA CONTA, quase 800 reais. Imagina na empresa inteira.

Com esse pensamento de "imagina na empresa inteira", perguntei para uma secretária se ela fazia o controle das contas. Ela falou que só de BH (umas 15 pessoas), mas pedi para ela me mandar mesmo assim. Dei uma olhada rápida e vi que ela estava controlando os valores errados, mas que ainda assim era muita coisa. Resolvi investir um tempo estudando os valores. Descobri que, mesmo errado, pagamos, nestes mesmos 6 meses, quase OITO MIL REAIS de roaming. Imagina se fosse o valor certo, bateria em 15 mil fácil. Ah, era para ser ZERO.

Era um festival de erros. Ligações de DDD erradas, ligações entre funcionários sendo cobradas, muito, mas MUITO dinheiro jogado no lixo. Fora que tinha cara que mudou para o Rio, São Paulo, Salvador e Natal com telefone de DDD 31. E a galera do escritório deles pagando DDD para falar com eles. Tudo errado. TUDO.

Muito mais puto do que antes, escrevi um email diretamente para o diretor da empresa. Mostrei os valores, falei que aquilo tudo que estava sendo gasto era só em BH, que ele imaginasse o valor da empresa inteira. E que esse tipo de gasto é simples de cortar e não dói em ninguém (só na claro). E era dinheiro que poderia ser investido em treinamento, bônus, aumento, promoção, logística... E que eu já vinha alertando os responsáveis desde julho.

Lá pras 10:30 da noite o cara respondeu assim: "caraca! Quem está sabendo disso??". O gerente do escritório respondeu, quase 11 da noite, que era fulano e ciclano. E aí o diretor respondeu: "Vá conversei com fulano. Ele vai resolver". Considerando a hora e a forma que ele escreveu, ganhei um inimigo, hehe. Mas em compensação ganhei a atenção do diretor.

Vamos ver se agora eles começam a me escutar mais e ver que tem muita gordura pra queimar antes de cortar treinamento, colocar em hotel na cinelândia e por aí vai...

12 de abr. de 2011

O tal curso

Eu cheguei a comentar aqui sobre o curso que eu ia dar sobre gerenciamento de projetos. Eram 40 horas de aula para mais ou menos 15 pessoas. Ia ser bastante puxado, porque seriam em média 3 aulas por semana, fora um sábado que seriam mais 3 ou 4 aulas.

Como eu teria o carnaval pra adiantar um monte de aula, achei que estava tranquilo. O problema é que, no carnaval INTEIRO, eu consegui terminar UMA aula. Uma mísera aula. Tá certo que aproveitei um pouco do carnaval pra dormir, fazer mala, fazer mapa, mas o rendimento foi muito menor do que eu esperava.

Aí viajei e no fim de semana e segunda-feira seguinte à viagem fiz mais uma aula. Faltavam só mais....11. Sério, eu nunca fiz tanto slide na minha vida. TODO DIA eu chegava do trabalho e ficava umas 4 horas montando apresentação, inclusive no fim de semana, O DIA INTEIRO. A minha média foi: para cada hora de aula eu gastava 5, 6 fazendo apresentação.

No fim, eu já não aguentava mais. O último dos dias, eu já tinha jogado a toalha e como era uma área de conhecimento que quase não usamos na empresa (aquisições), foi bastante porco, apesar de ser uma das mais difíceis.

Uma coisa que eu (re)descobri é que não sirvo para ser professor. Primeiro, porque eu falo muito alto, aí minha voz vai pro saco. Segundo, porque eu não tenho didática. Terceiro, e mais importante, porque eu não tenho mais joelho. Ficar 3 horas por dia, de pé, acabou com meus surrados joelhos. No sábado, que foi o dia inteiro de pé, eu cheguei em casa e nem queria levantar da cama.

Ainda não tenho o resultado da avaliação do pessoal sobre as minhas aulas, mas tenho certeza que falaram mal, hehe. Quando chegarem eu coloco por aqui.

O lado bom é que se precisar dar outro curso de 40 horas sobre GP já está pronto. O lado ruim é que NUNCA MAIS eu vou ter que dar um curso de 40 horas de GP....

11 de abr. de 2011

A saga dos jogos

Já faz um tempo, mas lembram da história que contei sobre os jogos que comprei na gringa pra Raquel trazer para mim? Pois é, ela teve novos capítulos. Vamos lá então...

Recapitulando resumidamente: comprei 2 jogos, pedi par entregar na casa onde a Raquel estava, só que o endereço estava errado e eles voltaram para a Amazon. Eu seria reembolsado quando chegassem lá. Fiz um novo pedido, dessa vez de 3 jogos e com o endereço certo. Só que eles foram em pacotes separado e um deles chegou, os outros 2 não, porque não tinha ninguém para receber. A Raquel foi embora e esses 2 jogos estavam perdidos no mundo. Aí eu viajei para o Peru.

A partir daqui é tudo novo.

Durante a viagem tudo o que eu tinha para me comunicar com o mundo era meu celular e só em lugares que tivesse wi-fi, porque não ia gastar milhões de reais com planos de dados nem com lan houses em um país em que todo mundo quer tirar grana sua (sei lá se eles gravam dados meus...). E o meu celular, por algum motivo desconhecido, não estava acessando o Hotmail, meu email oficial para cadastro em sites que vão me mandar spam (como a amazon faz). E o site da Amazon não foi feito para celular, então fica impossível conseguir ver qualquer coisa.

Neste período, tudo o que eu conseguia saber era através da Raquel, que estava conversando com o amigo dela na gringa. E as notícias eram de que ele não parava em casa, logo os jogos não chegavam nunca. Até que, num dos meus últimos dias no Peru, o cara falou que "os pacotes chegaram". Achei estranho, porque imaginei que os 2 jogos fossem chegar juntos, mas deixei pra lá.

Voltei para o Brasil e resolvi ver em que pé estava o meu reembolso dos primeiros 2 jogos que voltaram. Olhei minha fatura do cartão e nada de reembolso. Olhei na amazon e...eles tinham sido entregues. Aí tudo fez sentido: os pacotes eram porque TODOS os jogos chegaram. Ou seja: estava com jogos repetidos. OK, dá pra vender, mas não é bom. Ainda assim, eles estavam na gringolândia.

Como murphy é MUITO meu amigo, ainda fez com que o amigo da Raquel voltasse a trabalhar e os correios lá não funcionam em horários bons. Pelo que eu entendi é tipo banco aqui no brasil: de 10 as 16 de segunda a sexta. E como o povo lá não tem hora de almoço direito, o cara não tinha como mandar os jogos.

Como eu não estava muito a fim de pagar imposto aqui no Brasil, pedi para o cara tirar da embalagem da Amazon e postar em um outro pacote. O cara não estava acostumado com isso e ficou com medo de acharem que era droga e dar merda pra ele. Depois que explicamos a razão ele entendeu e falou que quando desse mandava pra cá.

Aí o tempo passou, passou, passou e nada. E a Raquel, preocupada, começou a mandar email pro cara. Mandou um, nada. Mandou outro, nada. Mandou mais 5, nada. Mandou recado no facebook, nada. O cara simplesmente sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Eu tô apostando que o cara vendeu os jogos, juntou com as 20 doletas que deixei para postagem e gastou tudo em crack. A Raquel acha que não, que o cara só é esquisito mesmo.

Vamos ver se algum dia eu consigo ver esses jogos e tentar diminuir meu prejuízo...

10 de abr. de 2011

Colocando a vida em ordem

Cóf cóf

É muita poeira acumulada no blog.

Mas voltei. Finalmente acabou o curso e quero ficar pelo menos um mês se abrir o power point. Sim, eu sei que não vou conseguir, porque vou para Manaus depois da Semana Santa, mas pelo menos uma semana sem olhar para ele eu quero ficar.

O grande problema é que tinha tanta coisa acumulada para eu fazer que voltar a escrever regularmente vai demorar mais um pouquinho. É contabilidade do mês passado, imposto de renda, arrumar o quarto, que tem coisa da viagem espalhada por tudo quanto é lado, arrumar as fotos (que AINDA não vi como ficaram), lavar me tênis, que ainda está podre, sujo e fedido da viagem e mais e mais coisas.

Para piorar, Abril vai ser um mês agitado. Ontem tive um aniversário de criança, semana que vem um casamento, depois feriadão e depois Manaus. Mas eu tenho fé que vou conseguir fazer tudo o que preciso.

Vou tentar aproveitar os momentos de descanso pra escrever uma ou outra coisa aqui, mas sobre a viagem vai demorar mais um pouco. Vou fazer uma lista de posts que pretendo escrever, para não esquecer de nada.

Acreditem que um dia sai.

24 de mar. de 2011

Vivo

Pois bem, queridos leitores, eu estou vivo. Sobrevivi aos morros e escadas do Peru, mas vai demorar muito pra eu voltar a escrever aqui.

As apresentações para o curso que estou dando estão tomando todo o meu tempo, inclusive fins de semana. Para dar uma idéia do quão fudido eu estou, ainda não consegui ver as fotos da viagem e meu quarto está uma zona.

Espero que daqui umas duas semana eu esteja mais tranquilo e volte a escrever aqui...

21 de mar. de 2011

Vou de TAP, cê sabe...

Eu não lembro se já falei aqui, mas em Outubro que são as minhas férias oficiais deste ano. Este período sem trabalhar depois do carnaval foi só folgas das muitas horas extras que eu faço durante o ano. E para esse ano eu decidi visitar a minha irmã e aproveitar para conhecer o velho continente.

As minhas muitas viagens do ano passado me garantiram milhas suficiente para conseguir ir e voltar para lá sem pagar um puto. Isso, na verdade, se a Gol não fosse uma merda e fizesse acordo de merda com as empresas parceiras. Quando fui tentar marcas as passagens usando milhas do Smiles simplesmente não tinha vôos. Para OUTUBRO. Isso foi em FEVEREIRO. Sério, ou a galera está com muito mais milhas do que eu imaginava ou deve ter um assento por vôo nas companhias parceiras.

A solução foi simples: comprar a passagem com meu querido cartão de crédito e vender as milhas que eu tenho. Um colega de trabalho conhece um cara que compra milhas e o cara estava oferecendo 270 reais por cada 10.000. Com as 70.000 que eu usaria para ir pra Suiça, daria quase 1900 ronaldos, mais ou menos o preço de uma passagem para lá.

Como o cara não paga tudo de uma vez, só à medida que vai arrumando clientes, não dava para esperar para comprar a minha passagem. Aí fui na internetcha e comecei a garimpar passagens. Achei a preços bons, próximos aos 1900. Aí o Véio teve a idéia de procurar em agência de viagem, que divide em mais vezes e ainda fixa o câmbio na hora da venda. Ele foi no conhecido dele e estava pouca coisa mais cara. Só de dividir e não correr o risco de daqui 3 meses o dolar subir pra 3 conto, já valia a pena.

Aproveitei meu último dia de trabalho antes das férias, saí mais cedo e fui na agência. Escolhi os vôos, da TAP, e dei os dados do cartão para a compra. O vôo é excelente: BH -> Lisboa -> Zurich. Você tem idéia de quantas horas são economizadas só de não ter que ir para o Galeão ou para Guarulhos? São pelo menos umas 4. Em um vôo de longa duração, isso significa diminuir de 20 para 16 horas dentro de avião e aeroporto. Numa volta de viagem, faz TODA a diferença.

Sai da agência felizão com a minha compra e fui pra casa terminar de trabalhar. Aí estava eu escrevendo o penúltimo dos emails (às 7:10 da noite) quando meu celular toca. Era a mulher da agência falando que tinha dado problema no meu cartão. Não tinha passado. Ela perguntou se estava com limite para o valor inteiro da passagem, porque mesmo dividinto tinha que ter os 2 mil de limite disponíveis. "Ué, estranho, acabou de virar o mês, meu limite tá tranqui...putaquepariu, clonaram meu cartão! Malditos sites de compra na internet", pensei na hora. "Fulana, me dá 5 minutos! Já te ligo de volta.", disse eu afobado para a mulher. Aí ela me falou que ia embora 7:30 e que se não conseguisse fazer a compra eu perderia a reserva e, provavelmente pagaria mais caro pela passagem. Só me deixou mais confortável....

Ai liguei desesperadamente para o banco. Os menus eram intermináveis e a cada botão apertado mais muitos segundos escutando para saber o que digitar. Depois de muito escutar, cheguei no ponto que eu queria, Falar com o atendente. "DIgite sua senha de atendimento de 4 digitos". "4 digitos? Minha senha tem 6 digitos. Que merda é essa?", pensei. Sem resposta, fiquei sem digitar nada, para ver se me passavam automaticamente. Não adiantou.

Liguei, tentei outras opções, deu a mesma coisa. Aí liguei no SAC. Foi mais ou menos assim: "Pelamordedeuseuprecisofazerumacompraedeuproblemanomeucartaoeotelefonedobancomepedeumasenhaqueueunaotenhomesalvamoça". A mulher falou que era só eu não digitar as informações da minha conta no começo do atendimento que funcionava. Fui lá, fiz isso e realmente funcionou.

A mulher me atendeu eu eu já fui atropelando "pelamordedeusprecisofazerumacompraeocartaonaopassouquequeaconteceu? clonarammeucartaoetorrarammeulimite?" Aí, calmamente, a mulher foi olhar o que tinha acontecido. O limite estava intacto, mas que na hora de fazer a compra deram uma data de validade errada, aí voltou. "Porra, que agência é essa que só tenta uma vez?", pensei. Mas aí já era 7:28. "Fudeu", pensei.

Liguei pra mulher só pra desencargo, certamente ela não estaria mais lá numa sexta-feira, véspera de carnaval. Me assutei quando ela atendeu. Expliquei o que aconteceu e ela falou que ia pedir pra tentarem novamente, e me ligava de volta dando o resultado. Passaram 5 minutos, nada. Passaram mais 5 minutos, nada. Cinco minutos depois resolvi ligar para ela. Nada. O celular estava desligado. Lógico que ela já tinha ido embora.

Aí, para a minha surpresa, 5 minutos depois ela me ligou. Falou que realmente tinha um problema de digitação na validade e que provavelmente funcionaria dessa vez, mas que no dia seguinte me avisava se tinha funcionado ou não. Já me espantou a mulher ter feito hora extra num dia tão atípico, não ia fazer a mulher ficar lá esperando o resultado. Afinal, eu tinha feito uma compra minutos antes, não tinha como ser problema no cartão. Tinha que ser erro humano mesmo.

No dia seguinte, de manhã, liguei só para confirmar se estava tudo OK. Ela estava em atendimento, mas quando a pessoa que atendeu falou o meu nome, lá do fundo, ela gritou "deu certo!". Aí eu fiquei mais tranquilo. Mas só vou ficar tranquilão mesmo quando estiver com a passagem em mãos.