26 de abr. de 2011

Bem Vindo a Aguas Calientes

Águas Calientes fica no pé do morro onde se encontra Machu Picchu e é um povoado minúsculo que vive em função do turismo. A "cidade" fica encrustada no meio de montanhas e, até onde eu sei, só é possível chegar a ela de trem. Aliás, a viagem é um porre...

Tudo começa na estação de trem de Cusco. Mas calma, não é tão fácil assim. Na estação de trem, você pega uma van (!) que vai te levar até Urumba (ou algo do tipo). São 2 horas de viagem até lá. Culpa da chuva de 2010 que acabou com os trilhos.


Aí, na estação de Urumba (vou chamar assim, ok?) você espera um bocado e pega o trem, felizão.


O trem é ABSURDAMENTE desconfortável. São poltronas que não reclinam e ficam uma de frente pra outra. Aí você tem que disputar espaço com o cara que está na sua frente. Uma merda.


Pelo menos eles dão "lanchinho" no caminho. Mas pelo preço da passagem (55 doletas!) e pelo desconforto tinha que dar era barra de outro.


No caminho você vai o tempo todo com o Rio Urubamba ao seu lado. E em alguns momentos você entende porque que desabou tudo no ano passado. Olha a sinistreza do Rio e do caminho (fora os pedaços em que o trem passa embaixo da montanha, mas não é um tunel...):






No meio do caminho passa pelo início da trilha inca. Só te falo uma coisa: é longe pra caralho de Machu Picchu. Deve ser muito sofrimento essa trilha. Mas a galera tava animadona!




Chegando em Aguas Calientes, como TODOS OS LUGARES no Peru, tem uma feira de artesanato, que ocupa quase 10% da cidade. Duvida? Olha só a foto abaixo, que tem a cidade INTEIRA e, em vermelho, o mercado artesanal.


Cortando a cidade ai meio tem o Rio Aguas Calientes. Ele é MUITO barulhento e bastante nervoso. Olha só o bicho:


Foi ele, inclusive, que acabou com a cidade no ano passado. Dá uma olhada no video que eu peguei no youtube (meu hotel estava pertinho de onde o sujeito estava filmando. Dá até para ver no final da filmagem):


Aliás, por conta desse desastre, a cidade INTEIRA possui indicações de vias de escape, que culminam em zonas de segurança. Isso me deixou "tranquilo"...




Mas voltando à vaca fria, a cidade é um ovo, e não tem muita coisa pra ver. Como toda cidade pequena, tem uma praça central, com uma igreja e a prefeitura. AC tem uma diferença, que nessa praça tem uma estátua do índio Pachacuteq (ou algo parecido), que, se não me engano, foi um dos governantes incas.




















como vocês puderam ver na foto aérea da cidade, ela é basicamente duas ruas. As duas são subidas e escadarias que vão dar no lugar mais famoso da cidade: os banhos termais. Pelo que eu entendi são tipo Caldas Novas, mas me recusei a pagar 10 dinheiros para entrar, dado que não utilizaria as piscinas. Mas olha o caminho até lá e a entrada:








Os incas eram muito ligados a água e dá pra ver isso refletido na cidade. Em tudo quanto é canto tem uma fonte, algumas funcionando, outras não.















Ah! para quem viu o video, essas três últimas fotos são o mesmo local que aparece destruído. Em menos de um ano refizeram tudo.

25 de abr. de 2011

Hotel La Pequenã Casita (Águas Calientes, Peru)

Escolher hotel em Águas Calientes não é uma coisa muito fácil. Como o turuismo é a ÚNICA fonte de renda da cidade, é tudo caro. Quer dizer, tem muito albergue, mas a minha única exigência em hotel é não dividir banheiro com desconhecido, então albergue não é uma opção. Fuçando na internetcha acabei achando um bem recomendado e razoavelmente barato, o Hotel La Pequeña Casita. A diária para 2 pessoas é 60 doletas e só aceitam dinheiro (dólares ou novo sol, mas a conversão pra sol deve ser uma graça).

O hotel é pequeno, tem 14 quartos, mas o quarto é bem grande (pelo menos o que eu fiquei). A localização é excelente: em frente ao ponto de ônibus para Machu Picchu e do outro lado do rio da estação de trem. Isso tem um preço, lógico: o barulho. A porcaria do Rio faz barulho pra caralho e, de madrugada, os ônibus também. Como eu ia acordar cedo pra ir pra MP, o barulho do ônibus não chegou a atrapalhar, mas para quem quer dormir um pouco mais deve ser foda, porque fica um punhado de gente na rua conversando.




Um lado bom é que eles te buscam na estação de trem. O amigão que ia nos pegar demorou um pouco, mas chegou lá com a plaqueta com o meu nome. No caminho até o hotel (3 minutos a pé, no máximo), deu umas dicas da cidade (que é um ovo) e da viagem para MP. Chegamos no hotel, fizemos o check in, pagamos e fomos para o quarto, subindo as escadas (não tem elevador). Pelo menos se tivesse alguma inundação eu estaria seguro.

O quarto me surpreendeu. Não é dos mais novos, mas é grande e confortável. Eram 3 camas grande, muito boas. A TV era meio pequena e, se tiver 3 pessoas no quarto uma delas não consegue ver, pela disposição das camas Dá uma olhada. Tem um cofre e aquecedor, mas não tem frigobar e, pasmem, armário. Só tem dois cabides. Eles sabem que é hotel para uma noite... Olha só:


O banheiro tem um tamanho bom. Fica tudo em um lugar só, como deve ser. O chuveiro é muito bom: água fervente, em abundância e com pressão. Se o bocal do chuveiro fosse maior, seria sensacional.




O ponto fraco do hotel é o café da manhã. MUITO fraco. É basicamente pão, leite, manteiga e queijo. Não deu nem pra me empanturrar para passar o dia tranquilo em MP. Fora que o cara que toma conta do café coloca tudo contadinho e se você vai repetir ele faz cara feia. Como eu não ligo pra isso, comi umas 2 vezes.

Um lado bom do hotel é que se você foi de mala pra Aguas Calientes pode deixar ela no hotel, ir pra MP e pegar a mala de volta na hora de ir para o trem. Como eu fui só de mochila, com 4 litros de água nas costas, não precisei deixar lá. Não sei se é seguro, porque é uma cidade que vive de turistas, mas ninguém vai deixar dinheiro e coisas de valor no hotel, né?

Gostei bastante do hotel e é uma boa pedida para quem for à cidade.

22 de abr. de 2011

Los Apus Hotel & Mirador (Cusco, Peru)

A escolha do hotel em cusco foi bem mais simples do que a de Lima. Como a cidade é pequena e todos os hotéis que eu tinha recomendação ficavam no "centro", busquei o mais barato. No início estava foda: todos com o mesmo preço, lá nas alturas, de mais ou menos 100 doletas. Até que eu achei o Los Apus Hotel & Mirador. elo site o hotel parecia ser bom, as recomendações na internetcha eram boas e o preço, melhor ainda: 49 doletas a diária. Em um quarto para 2 pessoas.

A reserva é feita automaticamente pelo site do hotel, bem profissional. E se você ler bem as entrelinhas ainda descobre que eles te buscam e levam no aeroporto. Não tinha como ser melhor. Tá certo que taxi em cusco é de graça, mas mesmo assim valeu a pena ter alguém me esperando, porque eu naõ conseguiria falar o nome da rua do hotel nem a porrete.

O hotel fica uns 4 quarteirões do centro da cidade e é bem tranquilo de chegar a pé. A região em volta é movimentada, então parece ser seguro, apesar das grades. O hall de entrada é até grande, com algumas mesas que de vez em quando servem o café da manhã e à noite serve de restaurante. Olha só:


Todas as recepcionistas são muito educadas e conseguiam entender meu portunhol. Uma delas, a da noite, ainda ficava escutando uns metalzão e eu filava a música enquanto usava a internet (wi-fi, grátis, mas que era muito ruim dentro do quarto).

O quarto, aliás, é espaçoso. As camas eram muito boas, só achei a TV um pouco pequena. O armário era bom e tinha um cofre, que não usei. Além disso tinha uma escrivaninha que parecia coisa de museu, mas que dava pra usar numa boa. O quarto não tem frigobar, mas tem aquecedor, algo que seria útil em algumas noites, se estivesse funcionando (ou se eu soubesse usar, também pode ser isso).








Um problema muito sério é o barulho, pelo menos do quarto que eu fiquei. Como era DO LADO da recepção e bem na escava, ouvia tudo o que acontecia do lado de fora. E, por algum motivo desconhecido, o pessoal imprimia um monte de coisa a noite, numa impressora matricial que certamente precisava de graxa. Não que chegasse a atrapalhar o sono, mas de vez em quando, vendo TV, eu ficava meio puto. E o piso do quarto de cima era direto no teto, de madeira, então fazia um barulho quando o pessoal de cima andava pelo quarto. Mais uma vez, não chegou a incomodar o sono.

O banheiro é no mesmo esquema do Formule 1: privada, chuveiro e pia separados. Nunca tinha ficado em um hotel assim e descobri que a tal vantagem de duas pessoas poderem fazer coisas ao mesmo tempo não é tanto uma vantagem. Ganha-se alguns minutos de sono, é verdade, mas ter que meditar em um quartinho fechado, apertado, sem nada pra se concentrar é foda. Fora que no chuveiro não tinha onde colocar as roupas usadas e novas, então acabava molhando tudo, principalmente porque o espaço para banho era apertadinho.






O chuveiro, aliás, não era das melhores coisas do mundo não. A água era até bem quente, mas era pouca e com pouca pressão. Fora que no último dia deu alguma merda no sistema de abastecimento de água do hotel e quase fiquei sem tomar banho antes de ir para o aeroporto. Mas resolveram e eu consegui me molhar.

Nos dias em que o café da manhã é no tal mirador, você acaba passando por todo o hotel, porque não tem elevador (bom, eu passava, porque estava no primeiro andar). Ele é bem pequeno, mas limpinho e arrumado. Confesso que quem fica no último andar deve sofrer para carregar as malas.






Falando em café da manhã, o do hotel é o ponto fraco. Não é ruim, tem até algumas opções de comida, mas os atendentes, vou te falar. TODOS os dias acabava alguma coisa e os caras (2) não repunham. Eu tinha que ir lá pedir par eles. Mas ficavam lá, batendo papo, e a porcaria das bandejas vazias. Uma tristeza. Assim como o pão, que era sempre do dia anterior e sempre duro. Pelo menos o ovo mexido é feito na hora e quando colocado no pão acabava esquentando um pouco.

Uma coisa muito boa no hotel é que você pode deixar as suas malas nele quando for para Machu Picchu. Eles pegam no quarto, colocam no maleiro e, no dia que você voltar, elas já estão te esperando no quarto. Muito legal e, teoricamente, seguro. Lógico que recomendo não deixar nada de valor, porque, sabe como é... país pobre... turistas...

No geral, o hotel é ótimo. Fiquei lá umas 7 noites e não tive nenhum problema grave. Pelo preço que pagamos, vale MUITO a pena. Só recomendo que quem for tente pegar um quarto do segundo ou terceiro andares, porque no primeiro andar o barulho pode incomodar.

21 de abr. de 2011

Hotel Runcu (Lima, Peru)

Quando comecei a procurar hotéis para ficar em Lima, me falaram para ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade. Para uma noite só, como eu fiquei, isso é a maior besteira. Vale muito mais a pena ficar próximo do centro. Como eu não sabia disso, comecei a caçar hotéis baratos no bairro. Sério: TODOS os que eu olhava eram na faixa de 100 doletas a diária. Até que caí no site do Hotel Runcu.

O hotel é muito bem recomendado em todos os sites de hotel e era mais barato que os outros: 84 doletas a diária. Além de ser mais barato, ele ainda tem uma vantagem enorme: é novíssimo. Olha só a entrada dele (foto muito mal tirada):


O hotel é bem pequeno: são uns 4 andares, com uns 4 quartos por andar. A recepção é pequenininha e até meio apertada, mas todo o resto do hotel é espaçoso. Dá uma olhada no lugar dos computadores (acesso grátis) e a sala de convivência (ou o que quer que isso seja). Repare que lá no fundo das fotos tem uma área aberta de convivência, bem aconchegante.








Os quartos também são razoavelmente grandes. O colchão é bem macia, o que não faz o meu gosto, mas muita gente gosta. Tem TV a cabo e internetcha sem fio (que não funfou no meu celular, não sei porque).




O banheiro é o padrão de hotel. O chuveiro é bom, mas nada espetacular. Tem bastante água, mas não lembro de ter muita pressão.




A única coisa que senti falta no quarto foi um frigobar, mas acho que isso não é comum no Peru, porque nenhum dos 3 hotéis que fiquei tinha. Também não tinha ar condicionado, só um ventilador de teto, mas não me fez falta. A noite esfria um pouco e dá pra dormir tranquilo.

O café da manhã é meio diferente. Eles te dão um papelzinho no dia anterior para você escolher 3 das 9 opções que tem e a hora que pretende tomar café. Escolhi achando que só teria aquilo de café da manhã. Aí no dia seguinte encontrei isso aqui na mesa do café:




Os pratos já ficam prontos, esperando pelo dono, com um bilhetinho de bom dia, com seu nome e quarto. Olhei aquilo, achei legal, mas também achei que ia ficar com fome rapidinho. Mas o cara começou a trazer os acompanhamentos: 3 tipos de pão, torrada, ovos, leite, café, suco... Coisa pra caramba. Saí empanturrado.

E o mais legal é que o restaurante fica no topo do prédio, aí se tem essa vista:




E pode-se sentar do lado de dentro ou do lado de fora:




Eu achei o hotel muito bom, até mesmo para passar mais de uma noite. Todo mundo muito educado, café da manhã bom, quarto confortável e internet grátis. O preço é meio salgado, é verdade, mas ainda assim é mais barato que a média do bairro de miraflores.

20 de abr. de 2011

5 anos de reclamações

Sim, sim, queridos leitores, hoje é aniversário deste local de reclamações. Cinco anos de reclamações... quem diria! Nunca achei que fosse tão longe.

E nesse 5 anos, já passei por 3 empresas, um namoro de quase 3 anos, dois carros, um video game, duas TVs, 7 celulares, 16 clientes (se não errei a conta), 23 projetos (idem), 3 países, 36 hotéis e 40 cidades.

Os posts vem raleando, mas continuam. As reclamações, essas sim tem aumentado, cada vez mais. Os leitores continuam os 10 de sempre (pelo menos eu acho). Vez ou outra cai um desavisado aqui, mas que vai embora rapidinho.

Para manter a tradição, fiz um contadorDeAnos++ no título do blog (momento do "aaaaaaaaaahhhhh! Então é isso!!!! Que tosco..."). Como agendei esse post, pode ser que não tenha sido atualizado ainda.

E vamo que vamo que já estou quase chegando nos 7 anos que o primo falou no primeiro aniversário do bog....

19 de abr. de 2011

Quando meu carro ficou preso

Desde que fui promovido ganhei uma vaga no estacionamento do prédio da empresa. Apesar de morar perto do trabalho, não é perto o suficiente para ir a pé para o trabalho, porque chegaria todo suado, então a vaga foi muito bem vinda e utilizada. Meus gastos com ônibus eram bastante altos para o pequeno trajeto casa-trabalho.

Na sexta passada o pessoal combinou de ir num bar perto do trabalho e, como dezenas de outras vezes, acabei deixando o carro no estacionamento, para buscar na hora de ir embora. Isso porque a minha idéia era ficar até umas 9:30, 10 da noite. Mal sabia eu que o treco renderia e eu sairia do bar quase 2 da matina....

Caminhei até o prédio, já sabendo que provavelmente não deixariam com que eu entrasse de volta para pegar o carro, mas já tinha a desculpa na ponta da língua "viajei a trabalho, tive que deixar o carro aí, o vôo atrasou, preciso pegá-lo". Quando cheguei na portaria, fiquei olhando lá pra dentro e não via ninguém. A luz até estava acesa, mas computador e os monitores de video desligados. "Fudeu", pensei.

Tentei bater no vidro, tentei gritar pela porta, nada adiantou. Depois de um tempo, cheguei a conclusão que não adiantaria, meu carro dormiria lá. Como essa hora não teria mais ônibus, resolvi ir de taxi pra casa. Como também não vi nenhum taxi, resolvi voltar a pé pra casa. Uma loucura, dado que eu estava com um notebook e 2 smartphones na mochila... Mas já estava tão tarde para os padrões de BH que nem ladrão tinha mais na rua (pelo menos no caminho até a minha casa).

No dia seguinte, fui lá tentar resgatar o meu carro. Era um dia que eu PRECISARIA do meu carro, pois teria um churrasco e um casamento, com direito a festa. Ou eu gastaria muito mais tempo indo de ônibus, não conseguindo aproveitar muito do churrasco, ou gastaria um fortuna de taxi (cada um dos eventos era em um canto de BH).

Cheguei na empresa, consegui entrar. fui até o estacionamento, peguei meu carro e...não consegui sair. Estava tendo OBRAS NO ESTACIONAMENTO. Sério, fiquei muito puto. As rampas de acesso estavam todas quebradas, algumas já com cimento fresco. Frustrado, voltei para a minha vaga, deixei meu carro e fui para o churrasco, que até era perto do trabalho.

Lá para as 5:30, voltei no trabalho pra ver se conseguiria resgatar o carro. Nada. O cimento e a tinta ainda estavam frescos, não podia sair de carro. Voltei pra casa, puto, mas aí lembrei do pior: meu terno estava na casa da minha tia. Ou seja: mais um lugar para passar. Mas lembrei que meu pai poderia estar por lá e liguei para ele. Sorte minha, ele estava. E levou o meu terno pra casa.

Pensando em como ir para o casório, lembrei de uma amiga que mora perto de casa e que já dei carona milhares de vezes. Nem precisei pedir muito: ela se ofereceu para dar carona. Resultado do dia: não gastei nem um centavo com taxi. Mas ainda estava sem meu carro.

No domingo voltei na empresa para tentar resgatar o carro. Eu já sabia que as obras estavam terminadas e que isso não seria um problema. O problema, na verdade, é que NÃO PODE entrar no prédio no domingo sem autorização. E óbvio que eu não tinha pedido. Teria que mandar bem na lábia, o que naõ seria muito difícil, dado que todos os porteiros me conhecem e era só para tirar o carro lá de dentro. Só que murphy é meu amigão e o porteiro que estava lá era novo...

Consegui convencer o cara a me deixar entrar, mas não foi fácil. Tive que mostrar crachá, documento do carro, falar em que vaga eu estava, em que andar, explicar que foi culpa da obra do dia anterior e que eu precisaria do carro no dia...

Fato é que eu consegui tirar o carro e aprendi que, se for passar das 10 da noite no buteco, tenho que resgata-lo no estacionamento.

18 de abr. de 2011

PMP por mais 5 anos (pelo menos)

Quando você é aprovado no exame PMP, assim como alguns exames de proficiência em idiomas (como o TOEFL, acho), você ganha a certificação por um período determinado de tempo (no caso do PMP, 3 anos). Para manter a certificação após estes três anos e "renovar" por mais 3 anos, você tem 2 opções:

- Fazer novamente a prova;
- Ganhar 60 ou mais PDUs.

Obviamente que a primeira opção, além de ser MUITO mais cara, é MUITO mais difícil. Vale lembrar a quantidade de horas que gastei com os estudos para a prova. Afinal, saber o PMBOK de cabo a rabo não significa que você consegue passar na prova. A segunda opção, de ganhar PDUs, é muito mais simples e tem o objetivo de garantir que você continua tendo contato com gerenciamento de projetos e continua estudando.

Parece simples, né? Mas não é bem assim. Os parâmetros do PMI são meio malucos: se você trabalhar com GP, durante um ano inteirinho, vivenciando a bagaça, sofrendo 240 dias por ano com a pressão por prazos, custos e escopo, ganha 5 PDUs. Se fizer um curso de um dia bem vagabundo, que não vai acrescentar porra nenhuma na sua vida, você ganha OITO PDUs. Vai entender...

Pois bem, desde que me certifiquei, em maio do ano passado, comecei a frequentar os encontros do PMI-MG, fazer cursos, escutar podcasts sobre GP, tudo para conseguir juntar meus 60 PDUs desde ciclo. Mal sabia eu que, com o curso que dei, conseguiria quase todos os PDUs que precisava. Eu já tinha 40 antes do curso, agora, tenho 85. Isso porque nem coloquei todos os PDUs que ganhei. Parei no 85 porque a categoria de "devolver para a comunidade" limita a 45 PDUs por ciclo.

Com isso, nos próximos 5 anos eu continuo sendo um PMP (2 deste ciclo e mais 3 do próximo). Não quer dizer que com isso vou congelar os estudos. Só não vou ter que ficar me matando para ganhar PDUs (pelo menos até 2013).

Dureza mesmo é ter que pagar a taxa de renovação da certificação: 150 doletas...

15 de abr. de 2011

Festa de criança

Depois de muitos anos, fui convidado para uma festa de aniversário de criança, da filha de 2 anos de uma amiga minha. Estava com muita preguiça de ir, mas acabei indo. Cheguei no lugar quase uma hora depois da hora marcada e, para minha surpresa, não tinha quase NINGUÉM! Inclusive os pais e a aniversariante.

Basicamente estava a avó da aniversariante, um casal com um melequento e um casal sem melequento. Aí cheguei, coloquei o presente em cima da minha mesa e sentei. Olhei para os lados e não via ninguém com presente. Achei aquilo muito estranho, mas imaginei que fosse pessoas da familia, então deixei pra lá.

Pouco depois chega uma amiga minha. Ela estava com presente, então fiquei tranquilo. Aí ela foi cumprimentar as pessoas e quando chegou na mesa...não tinha mais presente, mas tinha docinhos! Achei aquilo estranho e ela me explicou que o mundo tinha mudado. Agora a molecada não abre mais presente na cara do tio, para não fazer cara feia. Você coloca seu nome no presente, joga numa caixa e mais tarde, sozinha, a criança abre a presentaiada. E a mesa de doces, que era sagrada, tem um espaço para guloseimas, para a galera segurar a onda e não roubar brigadeiro.

O resto, continuava a mesma coisa: Xuxa continua sendo a música da festa (nem sabia que ela ainda lançava música nova. Já deve estar no "Xuxa só para baixinhos 35"), continua tendo brincadeiras idiotas e comida, MUITA comida. Além, lógico, dos melequentos gritando, correndo, empurrando, esbarrando... Aquela visão do inferno.

Eu já estava de saco cheio daquela pirralhada e de barriga estufada de tanto comer, mas tinha que ficar até o fim por causa do parabéns e dos doces (isso não mudou). Depois de muito sofrimento rolou o parabéns e os brigadeiros e afins foram liberados.

Meu amigo, minha amiga... QUE DOCES! Nessa hora eu esqueci os melequentos gritando e me empanturrei de tanto comer. Tava saindo doce pela orelha. Tinha um que era tipo um brigadeiro cru, que eu comia de colherada. Foram uns 4 potinhos. Brigadeiro eu trouxe uns 6 pra casa, fora umas 4 paçocas e um cup cake fenomenal. Finalmente toda aquela espera tinha se pagado.

Achei que no dia seguinte teria uma diarréia fenomenal, mas por sorte não aconteceu. Fiquei até mais animado de ir a outros aniversários de criança.

14 de abr. de 2011

Projetos intermináveis

Quando saí de folga, antes do carnaval, o panorama era o seguinte: estava com 2 projetos em Manaus, um terminando no começo de abril (dia 8) e o outro terminando no final de abril (dia 29). Aí viajei, fiquei SETE dias úteis fora e quando volta, tudo mudou.

O projeto que ia acabar no final abril foi para meados de MAIO e o que ia acabar no começo de abril foi para meados de JUNHO. Dizem que é culpa do cliente, que está devendo informações, mas eu divido que seja só isso. Se tá faltando informação e o povo está trabalhando, isso é estimativa errada.

Além disso, fecharam mais dois projetos grandes (4.000 horas de engenharia cada um), mas com prazos de corno: um para final de MAIO e outro para meados de JUNHO. Aquela merda total.

Com esses dois projetos ganhei mais 2 tamagoshis. Por um lado é bom, porque esses, finalmente, vão dar lucro (ainda não acreditei) e tenho mais 2 pessoas pra me ajudar. Por outro é ruim, porque vou ter que ir mais vezes para Manaus.

Para piorar ontem chegou um novo pedido de projeto, maior que os 2 que já entraram, e também com prazo de corno.

Vamos ver se eu consigo matar esses projetos antes, para reduzir o prejuízo e ficar logo livre de Manaus...

13 de abr. de 2011

A conta do celular corporativo

Em meados de Julho eu ganhei da empresa um celular corporativo. Desde então, todo mês eu recebo a conta, para conferir e ver se está tudo OK, além de avisar o que é ligação de trabalho e o que é ligação pessoal. Como ainda tenho o meu outro telefone, praticamente todas as ligações são de trabalho, então só verificava se esta tudo certo.

Em TODOS os meses eu encontrava coisa errada: cobrança de roaming (coisa que não deveria acontecer), ligações de DDD com valores absurdos, ligações para pessoas DO PLANO CORPORATIVO sendo cobradas... Aquela beleza. E todo mês eu mandava email para os responsáveis avisando os erros. E no M~es seguinte lá estavam eles novamente na conta.

Já estava de saco cheio de ver aqueles erros e não ver ninguém fazer nada. Estava cansado de ver aquele dinheiro indo para o ralo e, em compensação, ter que pegar vôos em horários fudidos e ficar em hotéis de merda por causa de economia porca de 10 reais. Peguei todas as minhas contas, estudei uma por uma, separando em cada uma delas o que estava errado e montei uma planilha. Em SEIS meses, estavam cobrando errado, SÓ NA MINHA CONTA, quase 800 reais. Imagina na empresa inteira.

Com esse pensamento de "imagina na empresa inteira", perguntei para uma secretária se ela fazia o controle das contas. Ela falou que só de BH (umas 15 pessoas), mas pedi para ela me mandar mesmo assim. Dei uma olhada rápida e vi que ela estava controlando os valores errados, mas que ainda assim era muita coisa. Resolvi investir um tempo estudando os valores. Descobri que, mesmo errado, pagamos, nestes mesmos 6 meses, quase OITO MIL REAIS de roaming. Imagina se fosse o valor certo, bateria em 15 mil fácil. Ah, era para ser ZERO.

Era um festival de erros. Ligações de DDD erradas, ligações entre funcionários sendo cobradas, muito, mas MUITO dinheiro jogado no lixo. Fora que tinha cara que mudou para o Rio, São Paulo, Salvador e Natal com telefone de DDD 31. E a galera do escritório deles pagando DDD para falar com eles. Tudo errado. TUDO.

Muito mais puto do que antes, escrevi um email diretamente para o diretor da empresa. Mostrei os valores, falei que aquilo tudo que estava sendo gasto era só em BH, que ele imaginasse o valor da empresa inteira. E que esse tipo de gasto é simples de cortar e não dói em ninguém (só na claro). E era dinheiro que poderia ser investido em treinamento, bônus, aumento, promoção, logística... E que eu já vinha alertando os responsáveis desde julho.

Lá pras 10:30 da noite o cara respondeu assim: "caraca! Quem está sabendo disso??". O gerente do escritório respondeu, quase 11 da noite, que era fulano e ciclano. E aí o diretor respondeu: "Vá conversei com fulano. Ele vai resolver". Considerando a hora e a forma que ele escreveu, ganhei um inimigo, hehe. Mas em compensação ganhei a atenção do diretor.

Vamos ver se agora eles começam a me escutar mais e ver que tem muita gordura pra queimar antes de cortar treinamento, colocar em hotel na cinelândia e por aí vai...

12 de abr. de 2011

O tal curso

Eu cheguei a comentar aqui sobre o curso que eu ia dar sobre gerenciamento de projetos. Eram 40 horas de aula para mais ou menos 15 pessoas. Ia ser bastante puxado, porque seriam em média 3 aulas por semana, fora um sábado que seriam mais 3 ou 4 aulas.

Como eu teria o carnaval pra adiantar um monte de aula, achei que estava tranquilo. O problema é que, no carnaval INTEIRO, eu consegui terminar UMA aula. Uma mísera aula. Tá certo que aproveitei um pouco do carnaval pra dormir, fazer mala, fazer mapa, mas o rendimento foi muito menor do que eu esperava.

Aí viajei e no fim de semana e segunda-feira seguinte à viagem fiz mais uma aula. Faltavam só mais....11. Sério, eu nunca fiz tanto slide na minha vida. TODO DIA eu chegava do trabalho e ficava umas 4 horas montando apresentação, inclusive no fim de semana, O DIA INTEIRO. A minha média foi: para cada hora de aula eu gastava 5, 6 fazendo apresentação.

No fim, eu já não aguentava mais. O último dos dias, eu já tinha jogado a toalha e como era uma área de conhecimento que quase não usamos na empresa (aquisições), foi bastante porco, apesar de ser uma das mais difíceis.

Uma coisa que eu (re)descobri é que não sirvo para ser professor. Primeiro, porque eu falo muito alto, aí minha voz vai pro saco. Segundo, porque eu não tenho didática. Terceiro, e mais importante, porque eu não tenho mais joelho. Ficar 3 horas por dia, de pé, acabou com meus surrados joelhos. No sábado, que foi o dia inteiro de pé, eu cheguei em casa e nem queria levantar da cama.

Ainda não tenho o resultado da avaliação do pessoal sobre as minhas aulas, mas tenho certeza que falaram mal, hehe. Quando chegarem eu coloco por aqui.

O lado bom é que se precisar dar outro curso de 40 horas sobre GP já está pronto. O lado ruim é que NUNCA MAIS eu vou ter que dar um curso de 40 horas de GP....

11 de abr. de 2011

A saga dos jogos

Já faz um tempo, mas lembram da história que contei sobre os jogos que comprei na gringa pra Raquel trazer para mim? Pois é, ela teve novos capítulos. Vamos lá então...

Recapitulando resumidamente: comprei 2 jogos, pedi par entregar na casa onde a Raquel estava, só que o endereço estava errado e eles voltaram para a Amazon. Eu seria reembolsado quando chegassem lá. Fiz um novo pedido, dessa vez de 3 jogos e com o endereço certo. Só que eles foram em pacotes separado e um deles chegou, os outros 2 não, porque não tinha ninguém para receber. A Raquel foi embora e esses 2 jogos estavam perdidos no mundo. Aí eu viajei para o Peru.

A partir daqui é tudo novo.

Durante a viagem tudo o que eu tinha para me comunicar com o mundo era meu celular e só em lugares que tivesse wi-fi, porque não ia gastar milhões de reais com planos de dados nem com lan houses em um país em que todo mundo quer tirar grana sua (sei lá se eles gravam dados meus...). E o meu celular, por algum motivo desconhecido, não estava acessando o Hotmail, meu email oficial para cadastro em sites que vão me mandar spam (como a amazon faz). E o site da Amazon não foi feito para celular, então fica impossível conseguir ver qualquer coisa.

Neste período, tudo o que eu conseguia saber era através da Raquel, que estava conversando com o amigo dela na gringa. E as notícias eram de que ele não parava em casa, logo os jogos não chegavam nunca. Até que, num dos meus últimos dias no Peru, o cara falou que "os pacotes chegaram". Achei estranho, porque imaginei que os 2 jogos fossem chegar juntos, mas deixei pra lá.

Voltei para o Brasil e resolvi ver em que pé estava o meu reembolso dos primeiros 2 jogos que voltaram. Olhei minha fatura do cartão e nada de reembolso. Olhei na amazon e...eles tinham sido entregues. Aí tudo fez sentido: os pacotes eram porque TODOS os jogos chegaram. Ou seja: estava com jogos repetidos. OK, dá pra vender, mas não é bom. Ainda assim, eles estavam na gringolândia.

Como murphy é MUITO meu amigo, ainda fez com que o amigo da Raquel voltasse a trabalhar e os correios lá não funcionam em horários bons. Pelo que eu entendi é tipo banco aqui no brasil: de 10 as 16 de segunda a sexta. E como o povo lá não tem hora de almoço direito, o cara não tinha como mandar os jogos.

Como eu não estava muito a fim de pagar imposto aqui no Brasil, pedi para o cara tirar da embalagem da Amazon e postar em um outro pacote. O cara não estava acostumado com isso e ficou com medo de acharem que era droga e dar merda pra ele. Depois que explicamos a razão ele entendeu e falou que quando desse mandava pra cá.

Aí o tempo passou, passou, passou e nada. E a Raquel, preocupada, começou a mandar email pro cara. Mandou um, nada. Mandou outro, nada. Mandou mais 5, nada. Mandou recado no facebook, nada. O cara simplesmente sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Eu tô apostando que o cara vendeu os jogos, juntou com as 20 doletas que deixei para postagem e gastou tudo em crack. A Raquel acha que não, que o cara só é esquisito mesmo.

Vamos ver se algum dia eu consigo ver esses jogos e tentar diminuir meu prejuízo...

10 de abr. de 2011

Colocando a vida em ordem

Cóf cóf

É muita poeira acumulada no blog.

Mas voltei. Finalmente acabou o curso e quero ficar pelo menos um mês se abrir o power point. Sim, eu sei que não vou conseguir, porque vou para Manaus depois da Semana Santa, mas pelo menos uma semana sem olhar para ele eu quero ficar.

O grande problema é que tinha tanta coisa acumulada para eu fazer que voltar a escrever regularmente vai demorar mais um pouquinho. É contabilidade do mês passado, imposto de renda, arrumar o quarto, que tem coisa da viagem espalhada por tudo quanto é lado, arrumar as fotos (que AINDA não vi como ficaram), lavar me tênis, que ainda está podre, sujo e fedido da viagem e mais e mais coisas.

Para piorar, Abril vai ser um mês agitado. Ontem tive um aniversário de criança, semana que vem um casamento, depois feriadão e depois Manaus. Mas eu tenho fé que vou conseguir fazer tudo o que preciso.

Vou tentar aproveitar os momentos de descanso pra escrever uma ou outra coisa aqui, mas sobre a viagem vai demorar mais um pouco. Vou fazer uma lista de posts que pretendo escrever, para não esquecer de nada.

Acreditem que um dia sai.

24 de mar. de 2011

Vivo

Pois bem, queridos leitores, eu estou vivo. Sobrevivi aos morros e escadas do Peru, mas vai demorar muito pra eu voltar a escrever aqui.

As apresentações para o curso que estou dando estão tomando todo o meu tempo, inclusive fins de semana. Para dar uma idéia do quão fudido eu estou, ainda não consegui ver as fotos da viagem e meu quarto está uma zona.

Espero que daqui umas duas semana eu esteja mais tranquilo e volte a escrever aqui...

21 de mar. de 2011

Vou de TAP, cê sabe...

Eu não lembro se já falei aqui, mas em Outubro que são as minhas férias oficiais deste ano. Este período sem trabalhar depois do carnaval foi só folgas das muitas horas extras que eu faço durante o ano. E para esse ano eu decidi visitar a minha irmã e aproveitar para conhecer o velho continente.

As minhas muitas viagens do ano passado me garantiram milhas suficiente para conseguir ir e voltar para lá sem pagar um puto. Isso, na verdade, se a Gol não fosse uma merda e fizesse acordo de merda com as empresas parceiras. Quando fui tentar marcas as passagens usando milhas do Smiles simplesmente não tinha vôos. Para OUTUBRO. Isso foi em FEVEREIRO. Sério, ou a galera está com muito mais milhas do que eu imaginava ou deve ter um assento por vôo nas companhias parceiras.

A solução foi simples: comprar a passagem com meu querido cartão de crédito e vender as milhas que eu tenho. Um colega de trabalho conhece um cara que compra milhas e o cara estava oferecendo 270 reais por cada 10.000. Com as 70.000 que eu usaria para ir pra Suiça, daria quase 1900 ronaldos, mais ou menos o preço de uma passagem para lá.

Como o cara não paga tudo de uma vez, só à medida que vai arrumando clientes, não dava para esperar para comprar a minha passagem. Aí fui na internetcha e comecei a garimpar passagens. Achei a preços bons, próximos aos 1900. Aí o Véio teve a idéia de procurar em agência de viagem, que divide em mais vezes e ainda fixa o câmbio na hora da venda. Ele foi no conhecido dele e estava pouca coisa mais cara. Só de dividir e não correr o risco de daqui 3 meses o dolar subir pra 3 conto, já valia a pena.

Aproveitei meu último dia de trabalho antes das férias, saí mais cedo e fui na agência. Escolhi os vôos, da TAP, e dei os dados do cartão para a compra. O vôo é excelente: BH -> Lisboa -> Zurich. Você tem idéia de quantas horas são economizadas só de não ter que ir para o Galeão ou para Guarulhos? São pelo menos umas 4. Em um vôo de longa duração, isso significa diminuir de 20 para 16 horas dentro de avião e aeroporto. Numa volta de viagem, faz TODA a diferença.

Sai da agência felizão com a minha compra e fui pra casa terminar de trabalhar. Aí estava eu escrevendo o penúltimo dos emails (às 7:10 da noite) quando meu celular toca. Era a mulher da agência falando que tinha dado problema no meu cartão. Não tinha passado. Ela perguntou se estava com limite para o valor inteiro da passagem, porque mesmo dividinto tinha que ter os 2 mil de limite disponíveis. "Ué, estranho, acabou de virar o mês, meu limite tá tranqui...putaquepariu, clonaram meu cartão! Malditos sites de compra na internet", pensei na hora. "Fulana, me dá 5 minutos! Já te ligo de volta.", disse eu afobado para a mulher. Aí ela me falou que ia embora 7:30 e que se não conseguisse fazer a compra eu perderia a reserva e, provavelmente pagaria mais caro pela passagem. Só me deixou mais confortável....

Ai liguei desesperadamente para o banco. Os menus eram intermináveis e a cada botão apertado mais muitos segundos escutando para saber o que digitar. Depois de muito escutar, cheguei no ponto que eu queria, Falar com o atendente. "DIgite sua senha de atendimento de 4 digitos". "4 digitos? Minha senha tem 6 digitos. Que merda é essa?", pensei. Sem resposta, fiquei sem digitar nada, para ver se me passavam automaticamente. Não adiantou.

Liguei, tentei outras opções, deu a mesma coisa. Aí liguei no SAC. Foi mais ou menos assim: "Pelamordedeuseuprecisofazerumacompraedeuproblemanomeucartaoeotelefonedobancomepedeumasenhaqueueunaotenhomesalvamoça". A mulher falou que era só eu não digitar as informações da minha conta no começo do atendimento que funcionava. Fui lá, fiz isso e realmente funcionou.

A mulher me atendeu eu eu já fui atropelando "pelamordedeusprecisofazerumacompraeocartaonaopassouquequeaconteceu? clonarammeucartaoetorrarammeulimite?" Aí, calmamente, a mulher foi olhar o que tinha acontecido. O limite estava intacto, mas que na hora de fazer a compra deram uma data de validade errada, aí voltou. "Porra, que agência é essa que só tenta uma vez?", pensei. Mas aí já era 7:28. "Fudeu", pensei.

Liguei pra mulher só pra desencargo, certamente ela não estaria mais lá numa sexta-feira, véspera de carnaval. Me assutei quando ela atendeu. Expliquei o que aconteceu e ela falou que ia pedir pra tentarem novamente, e me ligava de volta dando o resultado. Passaram 5 minutos, nada. Passaram mais 5 minutos, nada. Cinco minutos depois resolvi ligar para ela. Nada. O celular estava desligado. Lógico que ela já tinha ido embora.

Aí, para a minha surpresa, 5 minutos depois ela me ligou. Falou que realmente tinha um problema de digitação na validade e que provavelmente funcionaria dessa vez, mas que no dia seguinte me avisava se tinha funcionado ou não. Já me espantou a mulher ter feito hora extra num dia tão atípico, não ia fazer a mulher ficar lá esperando o resultado. Afinal, eu tinha feito uma compra minutos antes, não tinha como ser problema no cartão. Tinha que ser erro humano mesmo.

No dia seguinte, de manhã, liguei só para confirmar se estava tudo OK. Ela estava em atendimento, mas quando a pessoa que atendeu falou o meu nome, lá do fundo, ela gritou "deu certo!". Aí eu fiquei mais tranquilo. Mas só vou ficar tranquilão mesmo quando estiver com a passagem em mãos.

18 de mar. de 2011

Hotel Formule 1 (Belo Horizonte, MG)

"Ué, hotel de BH? O que aconteceu?", deve estar pensando você, leitor mais atento. Calma, queridos leitores, não fui chutado de casa. A minha avó do Rio teve que fazer uma cirurgia de catarata e preferiu ficar em um hotel (não ia aguentar subir e descer as escadas do meu prédio todo dia). Como ela não queria gastar dinheiro, escolheu um hotel digno e barato, o Formule 1 (que, na minha opinião, nem é tão barato assim, pelo que oferece).

O quarto é, sem dúvida, o menor que eu já entrei. E sem dúvida foi projetado por um engenheiro que jogou muito tetris na vida, porque é realmente tudo encaixado. Sem brincadeira. Saca só o espaço:


Isso aí é 95% do quarto. Cabem 3 pessoas, duas na cama de casal e uma na cama de cima. A bancada mal came um notebook e a TV é bem pequena. O banheiro inexiste. São 3 módulos separados: a casinha, o chuveiro e a pia. Saca só:






E aí o esquema é o seguinte: na direita da pia fica o chuveiro e atrás dos dois a casinha. O lado bom é que dá pra alguém fazer as suas necessidades enquanto o outro toma banho e o terceiro escova os dentes. Não sei dizer se o chuveiro é bom, mas minha avó falou que até dá pra tomar banho.

Sentiu falta do armário? É porque não tem mesmo. São só aqueles 3 cabides da primeira foto. Achou o quarto escuro? é porque só tem aquela luminária ali mesmo, além de uma lâmpada na pia e uma embaixo da TV, para a bancada.

O café da manhã é pago, não tem telefone no quarto e nem frigobar.

Isso tudo aí por 109 ronaldos a diária. Sinceramente acho um absurdo. Mas melhor que ficar no centrão, em algum pulgueiro. Pelo menos é limpo.

17 de mar. de 2011

Avaliação de desempenho

Na semana antes do carnaval foi a minha vez de tomar a avaliação de desempenho na empresa. Para a minha avaliação foi o meu chefe e o chefe do meu chefe, também conhecido com Gerente do Escritório. Eu tive uma vantagem muito grande em relação aos meus avaliados: eu já sabia o que uma nota significaria (ruim, regular, bom, muito bom ou outstanding), então assim iniciasse a reunião eu já bateria o olho na nota e tiraria as minhas conclusões. Isso, os meus chefes sabiam, então não fizeram rodeios. O que eles não sabiam é que eu já sabia qual seria a minha classificação ANTES de ir para a reunião.

Meus amigos, isso me deu uma vantagem gigante. É como ir para uma negociação de contrato já sabendo o quanto o cara tem de verba, que ele está desesperado para comprar e que você é o melhor (ou único) fornecedor. Você pode apertar o cara até conseguir o que você quer e, dependendo da situação, pode ser até um pouco sádico, vendo o cara sofrer (o que não é boa prática, ok? Não façam isso, porque o cara pode ficar puto e descontar depois).

Com a informação que eu tinha em mãos, me preparei como nunca. A mesma planilha que eu utilizava para avaliar meus pupilos eu usei para me avaliar. Fui justo e sincero, mas embasado. Assim como na maioria dos itens me dei nota máxima (afinal, para as perguntas da avaliação a resposta era realmente "sempre é verdade"), em outros me dei umas notas não muito agradáveis, porque realmente não fui bem (como no item de feedback, que eu sabia que não tinha dado quase nenhum feedback para o pessoal).

O problema é que quando começou a reunião eu escutei umas coisas que ninguém havia me falado antes, e fiquei meio abalado (o que foi bom, porque é oportunidade de melhoria). Mas continuei firme e aí fomos passar ponto a ponto da avaliação. Eu tomei várias surpresas. Em alguns itens que tinha certeza que levaria nota baixa meu chefe me deu nota máxima (gestão de pessoas, por exemplo, foi nota máxima em todos os itens) e em outros que eu tinha certeza que ia mandar bem levei umas notas maromeno. Nas que eu realmente achei que não merecia aquela nota máxima convenci a baixá-las. E nas que estavam maromeno contra-argumentei.

Tem um ponto, no entanto, que gerou discórdia. Na verdade, foram 2 e eles estão ligados à minha situação na empresa, de fim de namoro, como eu disse outro dia. O primeiro ponto foi relacionado a estar alinhado com os valores da empresa e o segundo a trabalhar com entusiasmo. Basicamente se resume a querer mudar coisas na empresa e estar trabalhando a média carga. Aí, meu amigo, eu abri a caixa de ferramenta.

Falei que eu queria mudar as coisas na empresa porque eu já tinha passado por várias empresas, principalmente quando era consultor, e já tinha visto como era o mundo lá fora, coisa que as pessoas da alta cúpula da empresa não vivenciou, porque TODOS entraram como estagiários na empresa. E dei até um exemplo esdrúxulo, mas que os fez entender: os dois são de outros estados e conheciam só a mulheres de outros estados. Eles achavam que as mulheres eram no máximo aquilo ali que eles conheciam, e que estava bom. Só que quando vieram apara Minas, ficaram loucos, porque viram que tem coisa muito melhor por aí (desculpem, leitoras de outros estados, mas isso é unanimidade entre as pessoas que vêm de outros lugares para minas).

Complementei falando que realmente eu briguei muito por mudanças no ano passado, mas que já tinha desistido, porque dar murro em ponta de faca só machuca a sua mão, com a faca não acontece nada. E que isso me tomou muita energia, que a empresa não merecia mais que eu fizesse isso por ela. E aí dei outro exemplo, do fim de namoro. E falei tudo: que estava de saco cheio, desmotivado, cansado e que, mesmo trabalhando com a minha carga mais baixa ainda fazia mais que 90% das pessoas da minha posição. Só não falei em sair, mas isso ficou implícito.

Resultado da brincadeira: para tentar me motivar, meu chefe ficou babando meu ovo e o gerente do escritório também. Falaram que é importante que eu mostre coisas melhores de outras empresas e blábláblá e que eles realmente vêem que eu estou mais preparado para o cargo, tanto que já planejaram um aumento para mim e que seria na meuica do ano. Mais espantoso ainda foi já terem passado uma idéia do percentual (por volta de 8%, além do dissídio).

Isso, eu realmente não esperava. Como acabei de ser promovido, não imaginei que fosse ter um aumento esse ano. Eu não posso reclamar que ganho mau, apesar de achar que mereço mais, mas tem muita gente das categorias de base que merecem aumento e promoção. Não adianta brigar também, porque de nada adianta eu ficar felizão com meu salário se quem realmente faz o projeto estiver puto e sair da empresa. Eu só estaria criando um problema para mim (teoria dos jogos nos ensinando que serve para mais coisa além do que só para pegar mulher).

Saí da reunião satisfeito. Vi pontos de melhoria que nunca tinha pensado e ninguém havia me dito antes, soltei o verbo e deixei bem claro que estava insatisfeito e que fiquei puto com algumas coisas que aconteceram no ano passado e por ficar sabendo que vou ter um aumento.

16 de mar. de 2011

Misery Bear

Estava eu trabalhando quando chegou um email da Raquel, falando mais ou menos assim: "cuidado com seu futuro ahah" e o link para o video abaixo



Eu vi, chorando de rir e me imaginando na situação. Mas aí veio outro email, falando "vai com fe na lista. lembrei de vc, ele eh mt azarado. murphy gosta mais dele q d vc hah", com o seguinte link.

Juro que em alguns eu chorei de rir. E realmente consegui me ver em muitas das situações. O triste é o pessoal ver isso e lembrar de você...

15 de mar. de 2011

Novos jogos

Quando acabei o God Of War 3 fiquei morrendo de vontade de jogar o 1 e o 2, que foram remasterizados para o PS3 em um único disco. Sabendo que a Raquel estava na gringolândia pedi encarecidamente para que ela trouxesse para mim. Ela falou que dava um jeito de caber na mala, então comecei a procurar os jogos nos sites gringos.

No meio da procura fiquei sabendo de um site que tinha preço dos EUA, só que entregavam no Brasil por QUATRO DÓLARES e não pagava imposto (a offerhouse. Aí vi que os jogos que eu estava pensando em comprar estavam muito baratos ali para gastar com a chance de comprar na gringa. Solução: comprar os lançamentos e jogos caros pela Raquel e os jogos normais pelo site.

Os jogos que pedi pra Raquel trazer foram Assassin`s Creed: Brotherhood (US$ 34.99!) e Call of Duty: Black Ops (US$53.99). O Call of Duty não foi tão mais barato assim (no site tava 59 doletas), mas o Assassin's Creed tá de graça. Em qualquer outro site estava 59 doletas.

Aí, Murphy, meu brother, resolveu pregar uma pegadinha. O endereço que a Raquel havia me dado estava incompleto e os jogos não chegaram. Pior: vão retornar para a Amazon e, dizem, devolverão meu dinheiro em até 4 semanas. Depois, lógico, que eu tiver que pagar por eles. E que se eu quisesse os jogos teria que pedir novamente.

Foi o que decidi fazer. Voltei na amazon para refazer os pedidos e LÓGICO que estava tudo mais caro. O AC subiu para US$ 49,90 (QUINZE DÓLARES A MAIS) e o Black Ops até estava mais barato, mas não era passível de entrega expressa. Como a Raquel já estava indo embora, não tinha como comprá-lo. A solução foi comprar o Modern Warfare 2, que estava US$ 39,90. Pelo menos consegui convencê-la a comprar o GoW Collection, por US$ 23,99.

Depois que eu fiz a compra que vi que eles seriam entregues em pacotes diferentes. O primeiro deles, só com o AC, chegou no dia marcado e tinha gente pra receber. Sucesso total. Já o segundo pacote, com o GoW Collection e o CoD, foi no dia seguinte. E no dia seguinte não tinha ninguém pra receber. E no dia seguinte ao dia seguinte, a Raquel foi embora, sem os jogos, já que estes simplesmente sumiram. É, sumiram. O site dos correios americano diz simplesmente o seguinte:

Delivered, March 04, 2011, 7:43 am
Forwarded to a different address, March 04, 2011, 11:16 am

Aí eu te pergunto: encaminhado PRA QUEM? PRA ONDE? O pessoal da Amazon disse que eu tenho que ir ao post office mais próximo ver o que aconteceu. Aí eu falei que o post office mais próximo devia estar há uns 10 mil km da minha casa e então me mandaram esperar para ver o que acontece.

Na pior das hipótesis os jogos estão em alguma agência dos correios esperando alguém ir buscá-los. E aí vou ter que pedir ajuda para o amigo da Raquel, que pegará os jogos e mandará para mim via correio (mais 20 doletas...). Na melhor ele voltou pra Amazon e eles vão me devolver o dinheiro em até 4 semanas.

Vamos ver o que acontece...

14 de mar. de 2011

Fim de namoro

Sabe aquela fase final de namoro, em que você sente que as coisas já não estão legais, que os defeitos aparecem mais que as qualidades e que você sabe que está naquela só por comodidade? Você ainda gosta da sua namorada, mas o namoro em si já não está legal e se aparecer alguma coisa melhor você termina o namoro na hora e embarca na nova empreitada sem nem pensar? Pois é, estou assim com a minha empresa.

Eu adoro o meu trabalho. Já falei aqui antes que Gerenciamento de Projeto é o que eu gosto de fazer e, recentemente, descobri que gosto também de gerenciar pessoas (apesar de odiar pessoas, vai entender). E na empresa eu consigo fazer isso bem. Tá certo que hora eu gerencio projetos, hora eu gerencio pessoas. As duas coisas ao mesmo tempo eu ainda não consegui fazer direito. Mas pelo menos consigo trabalhar com as duas coisas. Só que a minha relação com a empresa já está no fim.

Eu já cansei de dar murro em ponta de faca. Eu tento mudar as coisas que não estão legais, mas não consigo. Eu já cansei de ter que ficar cobrando o pessoal do administrativos para que eles façam os seus trabalhos direito. Eu já cansei de tentar mudar a cabeça das pessoas mais velhas da empresa, tentando mostrar que existe um mundo fora do fantástico mundo de bob que eles vivem (e que é uma hipocrisia TREMENDA). Cansei de dar o sangue no mês para conseguir aumentar o faturamento e ver torneiras metafóricas abertas, jogando dinheiro fora. Ou o que é pior: não conseguir faturar por causa de alguém do ADM que esqueceu de emitir a nota fiscal (sério, já aconteceu). Cansei de NÃO ser cobrado por um faturamento que escorregou ou um aumento de custo no projeto.

Porra, que empresa é essa? Fica regulando miséria em centavos de passagens para viagens de projeto, mas torra dinheiro com taxi, perde faturamento de mais de milhão e fica passando a mão na cabeça do setor responsável porque, coitados, tiveram que engolir o SAP TRÊS MESES ATRÁS e estão com dificuldades. Tem um diretor de projetos que quer saber quantos documentos foram emitidos por mês, mas não reclama que tem projeto dando margem de -100%. Que tem uma diretora de RH que fica sentada, encolhida, de braços e pernas cruzadas em uma apresentação para a empresa. Que reclama que seu custo está alto, mas usa engenheiros para fazer papel de cadista. QUE MERDA É ESSA, MEU POVO?

Será que não tem ninguém vendo isso? Será que, assim como o PT antes de entrar na presidência, o que eu estou pedindo é algo impossível de fazer e que eu só vou ver isso quando chegar ao poder? Será que existe uma força maior que impede que tudo isso que eu reclamo seja implementado? Será que essa empresa que eu trabalho é só uma fachada de um grupo maior? Ou será que o buraco é mais embaixo e a empresa tem só mais alguns meses de vida e eu que não vi isso ainda?

Fato é que diante de todos esses problemas eu resolvi que eu precisava voltar a dormir e ter vida. Para isso, liguei o foda-se total. Se está gastando mais que o previsto porque tem gente desalocada, foda-se. Se está atrasando o projeto porque toda hora alguém me pede um recurso emprestado, foda-se. Se eu não consigo fazer o trabalho para hoje porque eu fiquei em reunião o dia inteiro, foda-se. Se eu não consigo trabalhar porque estou desmotivado, foda-se.

Essa última frase é a que mais me preocupa. Quando estou no trabalho, normalmente, sou ligado em 220. Nos últimos 2 meses, estou trabalhando com uma pilha de 1,5 volts. E nem é recarregável, nem alcalina, que dura mais. Eu estou claramente abatido e são raros os dias em que eu NÃO quero ir trabalhar, o que é muito raro, dado que sou viciado em trabalho.

Pode ser que seja realmente cansado, e férias resolvam o meu problema. Ou desilusão com esse projeto, que eu trabalho, trabalho, trabalho e o resultado não vem, mas porque não vai vir mesmo, porque vendemos mal e um novo projeto resolva isso. OU então realmente chegou o fim do relacionamento e é hora de terminar, o que seria bom para os dois. Eu, encontraria um novo lugar que me fizesse trabalhar com vontade, motivação e no meu ritmo normal. E a minha empresa poderia dar o meu cargo e meu salário a alguém que estivesse com vontade de aparecer e com motivação.

O problema é que eu não sei de nenhum lugar que me oferecesse o que eu tenho hoje: um salário razoavel, bons benefícios e, principalmente, a oportunidade de trabalhar com o que eu gosto. Fora que passo parte do tempo em BH e parte do tempo viajando, o que eu já descobri que é o que eu quero da vida. Ficar o tempo todo em BH me deixa maluco e o tempo todo fora de BH cansado.

Vamos ver o que essas curtas férias podem fazer por mim.

11 de mar. de 2011

O alien da zoreba

Lááááááá em outubro do ano passado apareceu uma espinha no lóbulo da minha orelha direita. Tava pequenininha, ainda meio vermelha, mas não resisti e tasquei a mão nela. Saiu algum sangue, nada de pus, e ainda criou uma casquinha. Uma semana depois, a maldita ainda estava lá, só que maior. E foi crescendo, crescendo, crescendo... Como meu pai estava pra voltar de viagem, esperei ele chegar, mostrei para ele e ele falou que não era nada, que deixasse quieto que um dia resolvia.

O tempo passou, o treco continuou crescendo e eu sem paciência falei: "fura essa merda". Ele foi lá no armário de remédios, catou uma agulha e enfiou na bolinha. Sério: saiu muito sangue durante uns 20 minutos. Sem exagero. E eu espremia pra ver se saia mais alguma coisa e nada. Só sangue. A bolinha ficou parecendo uma uva passa, mas continuou lá.

Passadas mais algumas semana e a merda da bolinha voltou a crescer. Eu marquei um médico, mas só tinha vaga pra lá de fevereiro (estava em DEZEMBRO). Pacientemente eu esperei até dia 5 de janeiro, quando meu pai voltou de férias e eu falei para ele furar o treco novamente. Ele estava meio relutante, mas eu falei que se ele não furasse eu ia furar. Aí ele foi e furou. Saiu O DOBRO de sangue que da primeira vez. E novamente nada além disso.

Mais uma vez ficou aquela uva passa, toda enrugada. Só que dessa vez a bolinha cresceu rápido pra caramba. Estava muito grande quando finalmente chegou o dia de ir ao médico. Tava assim ó:


Não dá pra ter noção, mas estava com mais de meio centímetro pra fora da orelha. E eu tinha acabado de sair do banho, por isso que está meio molhado

Fui lá, esperei uma hora e, cinco minutos depois já estava fora da sala dele, com a cirurgia marcada para 3 dias depois. A primeira impressão dele era um hemangioma, mas após a cirurgia ele ia mandar para biopsia.

No dia da cirurgia fui lá, muito cedo, esperei quase uma hora, deitei, tomei a anestesia, vi que ele estava puxando a minha orelha e uns 10 minutos depois "pronto, tirei. Agora é costurar a orelha". Sério. Eu nunca tinha tomado anestesia que não fosse para dente, fiquei abismado. Não senti NADA. Nem a pressão do bisturi. Achei aquilo muito sinistro. Só senti um cheiro de carne queimada quando ele cauterizou os vasos. Mais nada.

Saí de lá com um curativo no lugar e fui trabalhar em casa, só colocando gelo. Dois dias depois voltei para ele dar uma olhada nos pontos (uma hora de espera para QUARENTA E CINCO SEGUNDOS de atendimento). Ele realmente só olhou, viu que tava tudo bem e marcou para eu tirar os pontos uma semana depois. Na época, tava assim:


Reparem que ainda estava inchado. E reparem também que eu cortei o cabelo

No dia marcado, peguei o resultado da biopsia, fui até a sala dele entreguei o papel. O resultado da biopsia falou que era realmente hemangioma, mas que não precisava me preocupar que era benigno. Fez umas piadinhas, tirou os pontos e... acabou. Aí, depois de uma semana, ficou assim:


Praticamente novo.

Só espero que não apareça outro....

10 de mar. de 2011

Demitir ou nao demitir, eis a questao

Esqueci de comentar aqui, mas toda a minha reclamação de estar absurdamente sobrecarregado me rendeu mais um tamagoshi, mas esse realmente para me ajudar, ao contrário do que está em Manaus, que está lá pra marcar território e do que está em BH, que só agora entendeu qual o papel dele no projeto. Só ganhei o cara, na verdade, porque um projeto de PMO acabou e precisavam alocar o cara em algum lugar enquanto renovava o contrato.

Quando me "entregou" o sujeito, o gerente de BH falou: " não deixe ele fazer hora extra porque já tivemos problemas com ele e cuidado, porque ele gosta de uma sombra". Um dia depois eu entendi o que ele quis dizer com isso. O cara é absurdamente coceba. Pra sentir o ritmo do cara, passei uma tarefa idiota, que tomaria uma hora de qualquer pessoa que sabe usar o excel. O cara levou 2 dias. E fez errado.

Depois, passei uma tarefa no project. Era tarefa para umas 4 horas (colocar os recursos no cronograma, que tem umas 200 linhas). O cara levou mais um dia. Já sem paciência, fui ver em que pé estava. Fui até o computador dele e ele já tinha terminado, estava esperando eu passar mais coisa pra ele. Aí perguntei um treco e ele foi ABRIR O PROJECT. Antes, no entanto, deu uns 4 alt+tab porque achou que estava aberto. Aí apareceu planilha de custos pessoais, yahoo mail, uol e mais alguma coisa que não lembro...

Não aguentei e fui conversar com meu chefe. Falei que tava foda, o cara tava demorando pra caralho para entregar as coisas, que eram muito bestas. Que terminou o trabalho e não foi procurar mais e que não estava me ajudando quase nada. Aí meu chefe falou que naquele dia era a avaliação de desempenho dele e que ou o cara seria demitido ou entraria na linha.

Na manhã do dia seguinte, recebo uma mensagem do meu chefe. "Precisamos conversar sobre as tarefas do Fulano". Pensei o pior, mas segurei a onda para passar qualquer coisa pro cara e o tratei normalmente. Quando meu chefe chegou (estava no cliente), fomos conversar. Resumidamente, o cara não aceitou que é ruim (acha até que é muito foda) e que a culpa é da empresa, que não passa desafios para ele.

Como só estava trabalhando com ele, achei que poderia ser desmotivação, até porque estava realmente passando coisas idiotas para ele. Mas antes que pudesse sentir ressentimento meu chefe me falou que aquilo era balela, porque todo mundo reclama dele e que já deram 200 mil chances para o cara e que só não mandaram embora porque ele teve filho há pouco tempo (um ano e pouquinho). Só que a paciência da empresa esgotou e, diante das palavras do cara, resolvemos dar mais uma chance. Aí meu chefe falou palavras que não vou esquecer nunca:

Sabe tropa de elite? Aquela cena do treinamento? Pois é, faz ele pedir pra sair.


Na hora, abri um sorriso de orelha a orelha. Me senti o capitão nascimento e meu diabinho já ficou feliz. Mas poucos segundos depois lembrei que o cara não podia fazer hora extra. Alertei meu chefe e ele falou: "é, então não dá. Mas passa tarefas difíceis pra ele.".

E assim foi. Comecei a apertar o cara e passar tarefas que estavam na minha lista de pendência há meses (literalmente). Surpreendentemente, o cara respondeu bem às tarefas. Tá certo que eu passei tudo mastigado pra ele, mas pelo menos ele começou a fazer em menos tempo e veio pedir novas tarefas quando terminava as antigas.

Ainda assim, é um cara bem fraco de serviço e pode ser fogo de palha, mas confesso que ele está me ajudando e desafogando. Por isso fica a dúvida: demite ou não demite? Vamos ver quanto tempo dura e se ele melhora. Se não melhorar, por mim vai pra rua. É um dinheiro razoável que poderia ser usado para dar aumentos a umas 5 pessoas ou até mesmo contratar alguém bom de serviço.

9 de mar. de 2011

Notebook novo (mas da empresa)

Dia desses aí pra trás cheguei na empresa e vi um monte de caixas da Dell na recepção. "Uia, computador novo", pensei. Como o meu notebook atual da empresa está meio capenga, precisando de uma formatada, fui ver se conseguiria , ao invés de formatar, pegar um novo e entregar o atual para alguém menos graduado.

Na primeira tentativa, não consegui. Eram só 4 notebooks, e a preferência era para os gerentes. Fiquei triste, mas voltei para a minha mesa sabendo que pelo menos era só formatar o meu que ficava bom novamente.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, um ou dois dias depois um dos gerentes foi convidado para ir para o Rio, logo não ganharia mais notebook. E o meu tamagoshi de Manaus, que ganharia o note que estava com ele, ficaria com o note novo. No momento em que fiquei sabendo já interceptei o notebook. Falei com o gerente do escritório: "ó, o fulano não precisa de uma maquina dessa não. No cliente ele usa máquina dos caras e mesmo em reuniões dá para ele se virar com a que eu uso. Deixa esse note comigo que vai ser mais útil". O cara concordou e falou que eu poderia ficar com ele.

O meu note atual é um Dell Latitude D630, core 2 Duo, 2 Gb de RAM, 80 Gb de HD guenta bem o tranco, mas me faz passar raiva de vez em quando (ele dá umas travadas de 5 minutos, mas acho que é software). O novo, meu amigo, é um Latitude E6410, Core i5, 4 Gb de RAM, 250 Gb de HD, webcam, leitor de cartão SD, a porra toda. Fora que é bem mais leve e a tela com resolução bem melhor.

Foi a troca do ano.

8 de mar. de 2011

Malas prontas

Pois bem, queridos leitores, chegou a data da minha esperada viagem. A mala está pronta, os passaportes em mãos e os roteiros de viagem impressos. Agora é só madrugar amanhã e ir para o Aeroporto e curtir merecidas férias.

Assim como ano passado, não vou deixá-los na mão e escrevi um bocado de posts para estes dias que ficarei sem internet. Não vou aprovar os comentários, mas podem fazê-los que assim que voltar coloco a vida virtual em dia.

Aguardem alguns Bem vindos e 2as casas. Até a volta!

7 de mar. de 2011

Alimentando um Tamagoshi

Eu já comentei aqui há algum tempo que tenho 2 tamagoshis no novo projeto: um em Manaus e um em BH. O de Manaus serve para marcar território e fazer novas prospecções comerciais e o de BH era para ser meu braço direito. O "era" é porque ele não fez quase nada do que deveria, mas por culpa minha.

Quando eu entrei na empresa, em 2008, fui para um projeto que, com a crise, acabou não sendo renovado pelo cliente. Com isso, acabaram me alocando para ser o braço direito do meu chefe atual, ajudando na gestão, qualidade, SMS e tudo mais o que aparecesse. Como eu era novato na empresa, dei muito sangue, estudei, corri atrás e isso me projetou na empresa.

Quando começou este projeto grande de Manaus colocaram um cara para ser o meu braço direito, ajudando e aprendendo. Quando me entregaram o cara vieram com aquele velho papo de que "ele é muito bom tecnicamente, logo será um ótimo gerente" (o famoso efeito ralo). Só que, assim como meu chefe fez comigo "tem que fazer tal coisa, se vira aí", fiz com o cara. E o cara não conseguiu fazer. Não é culpa dele. Eu já tinha alguma bagagem gerencial e estava alocado só para a gestão. O cara não tinha nenhum conhecimento gerencial e ainda estava fazendo documentos técnicos.

Eu sabia disso, mas estava atolado de trabalho e, erroneamente, não dei atenção pro cara. Achei que ele ia se virar como eu me virei. Fora que dei a função, mas não dei a responsabilidade. Ele não se sentiu dono do negócio. Só vi isso depois de muito tempo, quando eu estava em Manaus e um cara de outro projeto alocou um cara de elétrica na equipe de Automação. Aí, comecei a mudar o jogo. Mandei um email para todo mundo avisando que o projeto era do Fulano e que ele que era o responsável pelas decisões e em seguida mandei um email para ele avisando que assim que eu voltasse de Manaus passaria a acompanhá-lo mais de perto. A resposta dele? O email abaixo:

Inicialmente estou gostando desta parte de poder auxiliar o pessoal em distribuir tarefas, fazer a interface com o cliente, agendar reuniões, apontar caminhos para as atividades, etc. Porém em alguns pontos preciso de algumas dicas, como por exemplo:

- Principais pontos a serem observados pra distribuir as tarefas para o pessoal;
- Frequência de atualização do cronograma;
- Principais pontos de atualização no share-point durante suas férias;
- Melhor forma de otimizar o Gerenciamento de e-mails (nunca recebi tanto e-mail e entendi porque você recebe 100 e-mails/dia);
- Dicas de sua experiência em projetos (malandragem em reuniões, atas, etc.).

Comecei firme no Grupo de Estudos do PMP e pretendo continuar a estudar nas férias pra não perder o ritmo da turma.


O primeiro email, na verdade, surtiu mais efeito para ele do que para os outros. Ele entendeu que o problema era dele e que ele não podia simplesmente falar "não sei" ou "olha com fulano". O segundo, serviu para mostrar que apesar de estar completamente fudido eu estava lá para ajudá-lo. Além disso, ele resolveu correr atrás do atraso, estudando para a certificação PMP (que ele não vai poder tirar por agora, mas que vai ajudá-lo a fazer um trabalho melhor). E como vou dar o curso de GP quando eu voltar, ele vai participar e aprender um pouco mais.

Gostei da mudança de postura do cara. Tomara que não seja efeito Halo e que ele realmente vire um bom lider. O único problema é que logo depois ele saiu de férias, antes mesmo de eu voltar de Manaus. Vamos ver se ele vai conseguir segurar a onda nessa semana que vou ficar fora.