Quando saí de folga, antes do carnaval, o panorama era o seguinte: estava com 2 projetos em Manaus, um terminando no começo de abril (dia 8) e o outro terminando no final de abril (dia 29). Aí viajei, fiquei SETE dias úteis fora e quando volta, tudo mudou.
O projeto que ia acabar no final abril foi para meados de MAIO e o que ia acabar no começo de abril foi para meados de JUNHO. Dizem que é culpa do cliente, que está devendo informações, mas eu divido que seja só isso. Se tá faltando informação e o povo está trabalhando, isso é estimativa errada.
Além disso, fecharam mais dois projetos grandes (4.000 horas de engenharia cada um), mas com prazos de corno: um para final de MAIO e outro para meados de JUNHO. Aquela merda total.
Com esses dois projetos ganhei mais 2 tamagoshis. Por um lado é bom, porque esses, finalmente, vão dar lucro (ainda não acreditei) e tenho mais 2 pessoas pra me ajudar. Por outro é ruim, porque vou ter que ir mais vezes para Manaus.
Para piorar ontem chegou um novo pedido de projeto, maior que os 2 que já entraram, e também com prazo de corno.
Vamos ver se eu consigo matar esses projetos antes, para reduzir o prejuízo e ficar logo livre de Manaus...
14 de abr. de 2011
13 de abr. de 2011
A conta do celular corporativo
Em meados de Julho eu ganhei da empresa um celular corporativo. Desde então, todo mês eu recebo a conta, para conferir e ver se está tudo OK, além de avisar o que é ligação de trabalho e o que é ligação pessoal. Como ainda tenho o meu outro telefone, praticamente todas as ligações são de trabalho, então só verificava se esta tudo certo.
Em TODOS os meses eu encontrava coisa errada: cobrança de roaming (coisa que não deveria acontecer), ligações de DDD com valores absurdos, ligações para pessoas DO PLANO CORPORATIVO sendo cobradas... Aquela beleza. E todo mês eu mandava email para os responsáveis avisando os erros. E no M~es seguinte lá estavam eles novamente na conta.
Já estava de saco cheio de ver aqueles erros e não ver ninguém fazer nada. Estava cansado de ver aquele dinheiro indo para o ralo e, em compensação, ter que pegar vôos em horários fudidos e ficar em hotéis de merda por causa de economia porca de 10 reais. Peguei todas as minhas contas, estudei uma por uma, separando em cada uma delas o que estava errado e montei uma planilha. Em SEIS meses, estavam cobrando errado, SÓ NA MINHA CONTA, quase 800 reais. Imagina na empresa inteira.
Com esse pensamento de "imagina na empresa inteira", perguntei para uma secretária se ela fazia o controle das contas. Ela falou que só de BH (umas 15 pessoas), mas pedi para ela me mandar mesmo assim. Dei uma olhada rápida e vi que ela estava controlando os valores errados, mas que ainda assim era muita coisa. Resolvi investir um tempo estudando os valores. Descobri que, mesmo errado, pagamos, nestes mesmos 6 meses, quase OITO MIL REAIS de roaming. Imagina se fosse o valor certo, bateria em 15 mil fácil. Ah, era para ser ZERO.
Era um festival de erros. Ligações de DDD erradas, ligações entre funcionários sendo cobradas, muito, mas MUITO dinheiro jogado no lixo. Fora que tinha cara que mudou para o Rio, São Paulo, Salvador e Natal com telefone de DDD 31. E a galera do escritório deles pagando DDD para falar com eles. Tudo errado. TUDO.
Muito mais puto do que antes, escrevi um email diretamente para o diretor da empresa. Mostrei os valores, falei que aquilo tudo que estava sendo gasto era só em BH, que ele imaginasse o valor da empresa inteira. E que esse tipo de gasto é simples de cortar e não dói em ninguém (só na claro). E era dinheiro que poderia ser investido em treinamento, bônus, aumento, promoção, logística... E que eu já vinha alertando os responsáveis desde julho.
Lá pras 10:30 da noite o cara respondeu assim: "caraca! Quem está sabendo disso??". O gerente do escritório respondeu, quase 11 da noite, que era fulano e ciclano. E aí o diretor respondeu: "Vá conversei com fulano. Ele vai resolver". Considerando a hora e a forma que ele escreveu, ganhei um inimigo, hehe. Mas em compensação ganhei a atenção do diretor.
Vamos ver se agora eles começam a me escutar mais e ver que tem muita gordura pra queimar antes de cortar treinamento, colocar em hotel na cinelândia e por aí vai...
Em TODOS os meses eu encontrava coisa errada: cobrança de roaming (coisa que não deveria acontecer), ligações de DDD com valores absurdos, ligações para pessoas DO PLANO CORPORATIVO sendo cobradas... Aquela beleza. E todo mês eu mandava email para os responsáveis avisando os erros. E no M~es seguinte lá estavam eles novamente na conta.
Já estava de saco cheio de ver aqueles erros e não ver ninguém fazer nada. Estava cansado de ver aquele dinheiro indo para o ralo e, em compensação, ter que pegar vôos em horários fudidos e ficar em hotéis de merda por causa de economia porca de 10 reais. Peguei todas as minhas contas, estudei uma por uma, separando em cada uma delas o que estava errado e montei uma planilha. Em SEIS meses, estavam cobrando errado, SÓ NA MINHA CONTA, quase 800 reais. Imagina na empresa inteira.
Com esse pensamento de "imagina na empresa inteira", perguntei para uma secretária se ela fazia o controle das contas. Ela falou que só de BH (umas 15 pessoas), mas pedi para ela me mandar mesmo assim. Dei uma olhada rápida e vi que ela estava controlando os valores errados, mas que ainda assim era muita coisa. Resolvi investir um tempo estudando os valores. Descobri que, mesmo errado, pagamos, nestes mesmos 6 meses, quase OITO MIL REAIS de roaming. Imagina se fosse o valor certo, bateria em 15 mil fácil. Ah, era para ser ZERO.
Era um festival de erros. Ligações de DDD erradas, ligações entre funcionários sendo cobradas, muito, mas MUITO dinheiro jogado no lixo. Fora que tinha cara que mudou para o Rio, São Paulo, Salvador e Natal com telefone de DDD 31. E a galera do escritório deles pagando DDD para falar com eles. Tudo errado. TUDO.
Muito mais puto do que antes, escrevi um email diretamente para o diretor da empresa. Mostrei os valores, falei que aquilo tudo que estava sendo gasto era só em BH, que ele imaginasse o valor da empresa inteira. E que esse tipo de gasto é simples de cortar e não dói em ninguém (só na claro). E era dinheiro que poderia ser investido em treinamento, bônus, aumento, promoção, logística... E que eu já vinha alertando os responsáveis desde julho.
Lá pras 10:30 da noite o cara respondeu assim: "caraca! Quem está sabendo disso??". O gerente do escritório respondeu, quase 11 da noite, que era fulano e ciclano. E aí o diretor respondeu: "Vá conversei com fulano. Ele vai resolver". Considerando a hora e a forma que ele escreveu, ganhei um inimigo, hehe. Mas em compensação ganhei a atenção do diretor.
Vamos ver se agora eles começam a me escutar mais e ver que tem muita gordura pra queimar antes de cortar treinamento, colocar em hotel na cinelândia e por aí vai...
12 de abr. de 2011
O tal curso
Eu cheguei a comentar aqui sobre o curso que eu ia dar sobre gerenciamento de projetos. Eram 40 horas de aula para mais ou menos 15 pessoas. Ia ser bastante puxado, porque seriam em média 3 aulas por semana, fora um sábado que seriam mais 3 ou 4 aulas.
Como eu teria o carnaval pra adiantar um monte de aula, achei que estava tranquilo. O problema é que, no carnaval INTEIRO, eu consegui terminar UMA aula. Uma mísera aula. Tá certo que aproveitei um pouco do carnaval pra dormir, fazer mala, fazer mapa, mas o rendimento foi muito menor do que eu esperava.
Aí viajei e no fim de semana e segunda-feira seguinte à viagem fiz mais uma aula. Faltavam só mais....11. Sério, eu nunca fiz tanto slide na minha vida. TODO DIA eu chegava do trabalho e ficava umas 4 horas montando apresentação, inclusive no fim de semana, O DIA INTEIRO. A minha média foi: para cada hora de aula eu gastava 5, 6 fazendo apresentação.
No fim, eu já não aguentava mais. O último dos dias, eu já tinha jogado a toalha e como era uma área de conhecimento que quase não usamos na empresa (aquisições), foi bastante porco, apesar de ser uma das mais difíceis.
Uma coisa que eu (re)descobri é que não sirvo para ser professor. Primeiro, porque eu falo muito alto, aí minha voz vai pro saco. Segundo, porque eu não tenho didática. Terceiro, e mais importante, porque eu não tenho mais joelho. Ficar 3 horas por dia, de pé, acabou com meus surrados joelhos. No sábado, que foi o dia inteiro de pé, eu cheguei em casa e nem queria levantar da cama.
Ainda não tenho o resultado da avaliação do pessoal sobre as minhas aulas, mas tenho certeza que falaram mal, hehe. Quando chegarem eu coloco por aqui.
O lado bom é que se precisar dar outro curso de 40 horas sobre GP já está pronto. O lado ruim é que NUNCA MAIS eu vou ter que dar um curso de 40 horas de GP....
Como eu teria o carnaval pra adiantar um monte de aula, achei que estava tranquilo. O problema é que, no carnaval INTEIRO, eu consegui terminar UMA aula. Uma mísera aula. Tá certo que aproveitei um pouco do carnaval pra dormir, fazer mala, fazer mapa, mas o rendimento foi muito menor do que eu esperava.
Aí viajei e no fim de semana e segunda-feira seguinte à viagem fiz mais uma aula. Faltavam só mais....11. Sério, eu nunca fiz tanto slide na minha vida. TODO DIA eu chegava do trabalho e ficava umas 4 horas montando apresentação, inclusive no fim de semana, O DIA INTEIRO. A minha média foi: para cada hora de aula eu gastava 5, 6 fazendo apresentação.
No fim, eu já não aguentava mais. O último dos dias, eu já tinha jogado a toalha e como era uma área de conhecimento que quase não usamos na empresa (aquisições), foi bastante porco, apesar de ser uma das mais difíceis.
Uma coisa que eu (re)descobri é que não sirvo para ser professor. Primeiro, porque eu falo muito alto, aí minha voz vai pro saco. Segundo, porque eu não tenho didática. Terceiro, e mais importante, porque eu não tenho mais joelho. Ficar 3 horas por dia, de pé, acabou com meus surrados joelhos. No sábado, que foi o dia inteiro de pé, eu cheguei em casa e nem queria levantar da cama.
Ainda não tenho o resultado da avaliação do pessoal sobre as minhas aulas, mas tenho certeza que falaram mal, hehe. Quando chegarem eu coloco por aqui.
O lado bom é que se precisar dar outro curso de 40 horas sobre GP já está pronto. O lado ruim é que NUNCA MAIS eu vou ter que dar um curso de 40 horas de GP....
11 de abr. de 2011
A saga dos jogos
Já faz um tempo, mas lembram da história que contei sobre os jogos que comprei na gringa pra Raquel trazer para mim? Pois é, ela teve novos capítulos. Vamos lá então...
Recapitulando resumidamente: comprei 2 jogos, pedi par entregar na casa onde a Raquel estava, só que o endereço estava errado e eles voltaram para a Amazon. Eu seria reembolsado quando chegassem lá. Fiz um novo pedido, dessa vez de 3 jogos e com o endereço certo. Só que eles foram em pacotes separado e um deles chegou, os outros 2 não, porque não tinha ninguém para receber. A Raquel foi embora e esses 2 jogos estavam perdidos no mundo. Aí eu viajei para o Peru.
A partir daqui é tudo novo.
Durante a viagem tudo o que eu tinha para me comunicar com o mundo era meu celular e só em lugares que tivesse wi-fi, porque não ia gastar milhões de reais com planos de dados nem com lan houses em um país em que todo mundo quer tirar grana sua (sei lá se eles gravam dados meus...). E o meu celular, por algum motivo desconhecido, não estava acessando o Hotmail, meu email oficial para cadastro em sites que vão me mandar spam (como a amazon faz). E o site da Amazon não foi feito para celular, então fica impossível conseguir ver qualquer coisa.
Neste período, tudo o que eu conseguia saber era através da Raquel, que estava conversando com o amigo dela na gringa. E as notícias eram de que ele não parava em casa, logo os jogos não chegavam nunca. Até que, num dos meus últimos dias no Peru, o cara falou que "os pacotes chegaram". Achei estranho, porque imaginei que os 2 jogos fossem chegar juntos, mas deixei pra lá.
Voltei para o Brasil e resolvi ver em que pé estava o meu reembolso dos primeiros 2 jogos que voltaram. Olhei minha fatura do cartão e nada de reembolso. Olhei na amazon e...eles tinham sido entregues. Aí tudo fez sentido: os pacotes eram porque TODOS os jogos chegaram. Ou seja: estava com jogos repetidos. OK, dá pra vender, mas não é bom. Ainda assim, eles estavam na gringolândia.
Como murphy é MUITO meu amigo, ainda fez com que o amigo da Raquel voltasse a trabalhar e os correios lá não funcionam em horários bons. Pelo que eu entendi é tipo banco aqui no brasil: de 10 as 16 de segunda a sexta. E como o povo lá não tem hora de almoço direito, o cara não tinha como mandar os jogos.
Como eu não estava muito a fim de pagar imposto aqui no Brasil, pedi para o cara tirar da embalagem da Amazon e postar em um outro pacote. O cara não estava acostumado com isso e ficou com medo de acharem que era droga e dar merda pra ele. Depois que explicamos a razão ele entendeu e falou que quando desse mandava pra cá.
Aí o tempo passou, passou, passou e nada. E a Raquel, preocupada, começou a mandar email pro cara. Mandou um, nada. Mandou outro, nada. Mandou mais 5, nada. Mandou recado no facebook, nada. O cara simplesmente sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Eu tô apostando que o cara vendeu os jogos, juntou com as 20 doletas que deixei para postagem e gastou tudo em crack. A Raquel acha que não, que o cara só é esquisito mesmo.
Vamos ver se algum dia eu consigo ver esses jogos e tentar diminuir meu prejuízo...
Recapitulando resumidamente: comprei 2 jogos, pedi par entregar na casa onde a Raquel estava, só que o endereço estava errado e eles voltaram para a Amazon. Eu seria reembolsado quando chegassem lá. Fiz um novo pedido, dessa vez de 3 jogos e com o endereço certo. Só que eles foram em pacotes separado e um deles chegou, os outros 2 não, porque não tinha ninguém para receber. A Raquel foi embora e esses 2 jogos estavam perdidos no mundo. Aí eu viajei para o Peru.
A partir daqui é tudo novo.
Durante a viagem tudo o que eu tinha para me comunicar com o mundo era meu celular e só em lugares que tivesse wi-fi, porque não ia gastar milhões de reais com planos de dados nem com lan houses em um país em que todo mundo quer tirar grana sua (sei lá se eles gravam dados meus...). E o meu celular, por algum motivo desconhecido, não estava acessando o Hotmail, meu email oficial para cadastro em sites que vão me mandar spam (como a amazon faz). E o site da Amazon não foi feito para celular, então fica impossível conseguir ver qualquer coisa.
Neste período, tudo o que eu conseguia saber era através da Raquel, que estava conversando com o amigo dela na gringa. E as notícias eram de que ele não parava em casa, logo os jogos não chegavam nunca. Até que, num dos meus últimos dias no Peru, o cara falou que "os pacotes chegaram". Achei estranho, porque imaginei que os 2 jogos fossem chegar juntos, mas deixei pra lá.
Voltei para o Brasil e resolvi ver em que pé estava o meu reembolso dos primeiros 2 jogos que voltaram. Olhei minha fatura do cartão e nada de reembolso. Olhei na amazon e...eles tinham sido entregues. Aí tudo fez sentido: os pacotes eram porque TODOS os jogos chegaram. Ou seja: estava com jogos repetidos. OK, dá pra vender, mas não é bom. Ainda assim, eles estavam na gringolândia.
Como murphy é MUITO meu amigo, ainda fez com que o amigo da Raquel voltasse a trabalhar e os correios lá não funcionam em horários bons. Pelo que eu entendi é tipo banco aqui no brasil: de 10 as 16 de segunda a sexta. E como o povo lá não tem hora de almoço direito, o cara não tinha como mandar os jogos.
Como eu não estava muito a fim de pagar imposto aqui no Brasil, pedi para o cara tirar da embalagem da Amazon e postar em um outro pacote. O cara não estava acostumado com isso e ficou com medo de acharem que era droga e dar merda pra ele. Depois que explicamos a razão ele entendeu e falou que quando desse mandava pra cá.
Aí o tempo passou, passou, passou e nada. E a Raquel, preocupada, começou a mandar email pro cara. Mandou um, nada. Mandou outro, nada. Mandou mais 5, nada. Mandou recado no facebook, nada. O cara simplesmente sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Eu tô apostando que o cara vendeu os jogos, juntou com as 20 doletas que deixei para postagem e gastou tudo em crack. A Raquel acha que não, que o cara só é esquisito mesmo.
Vamos ver se algum dia eu consigo ver esses jogos e tentar diminuir meu prejuízo...
10 de abr. de 2011
Colocando a vida em ordem
Cóf cóf
É muita poeira acumulada no blog.
Mas voltei. Finalmente acabou o curso e quero ficar pelo menos um mês se abrir o power point. Sim, eu sei que não vou conseguir, porque vou para Manaus depois da Semana Santa, mas pelo menos uma semana sem olhar para ele eu quero ficar.
O grande problema é que tinha tanta coisa acumulada para eu fazer que voltar a escrever regularmente vai demorar mais um pouquinho. É contabilidade do mês passado, imposto de renda, arrumar o quarto, que tem coisa da viagem espalhada por tudo quanto é lado, arrumar as fotos (que AINDA não vi como ficaram), lavar me tênis, que ainda está podre, sujo e fedido da viagem e mais e mais coisas.
Para piorar, Abril vai ser um mês agitado. Ontem tive um aniversário de criança, semana que vem um casamento, depois feriadão e depois Manaus. Mas eu tenho fé que vou conseguir fazer tudo o que preciso.
Vou tentar aproveitar os momentos de descanso pra escrever uma ou outra coisa aqui, mas sobre a viagem vai demorar mais um pouco. Vou fazer uma lista de posts que pretendo escrever, para não esquecer de nada.
Acreditem que um dia sai.
É muita poeira acumulada no blog.
Mas voltei. Finalmente acabou o curso e quero ficar pelo menos um mês se abrir o power point. Sim, eu sei que não vou conseguir, porque vou para Manaus depois da Semana Santa, mas pelo menos uma semana sem olhar para ele eu quero ficar.
O grande problema é que tinha tanta coisa acumulada para eu fazer que voltar a escrever regularmente vai demorar mais um pouquinho. É contabilidade do mês passado, imposto de renda, arrumar o quarto, que tem coisa da viagem espalhada por tudo quanto é lado, arrumar as fotos (que AINDA não vi como ficaram), lavar me tênis, que ainda está podre, sujo e fedido da viagem e mais e mais coisas.
Para piorar, Abril vai ser um mês agitado. Ontem tive um aniversário de criança, semana que vem um casamento, depois feriadão e depois Manaus. Mas eu tenho fé que vou conseguir fazer tudo o que preciso.
Vou tentar aproveitar os momentos de descanso pra escrever uma ou outra coisa aqui, mas sobre a viagem vai demorar mais um pouco. Vou fazer uma lista de posts que pretendo escrever, para não esquecer de nada.
Acreditem que um dia sai.
24 de mar. de 2011
Vivo
Pois bem, queridos leitores, eu estou vivo. Sobrevivi aos morros e escadas do Peru, mas vai demorar muito pra eu voltar a escrever aqui.
As apresentações para o curso que estou dando estão tomando todo o meu tempo, inclusive fins de semana. Para dar uma idéia do quão fudido eu estou, ainda não consegui ver as fotos da viagem e meu quarto está uma zona.
Espero que daqui umas duas semana eu esteja mais tranquilo e volte a escrever aqui...
As apresentações para o curso que estou dando estão tomando todo o meu tempo, inclusive fins de semana. Para dar uma idéia do quão fudido eu estou, ainda não consegui ver as fotos da viagem e meu quarto está uma zona.
Espero que daqui umas duas semana eu esteja mais tranquilo e volte a escrever aqui...
21 de mar. de 2011
Vou de TAP, cê sabe...
Eu não lembro se já falei aqui, mas em Outubro que são as minhas férias oficiais deste ano. Este período sem trabalhar depois do carnaval foi só folgas das muitas horas extras que eu faço durante o ano. E para esse ano eu decidi visitar a minha irmã e aproveitar para conhecer o velho continente.
As minhas muitas viagens do ano passado me garantiram milhas suficiente para conseguir ir e voltar para lá sem pagar um puto. Isso, na verdade, se a Gol não fosse uma merda e fizesse acordo de merda com as empresas parceiras. Quando fui tentar marcas as passagens usando milhas do Smiles simplesmente não tinha vôos. Para OUTUBRO. Isso foi em FEVEREIRO. Sério, ou a galera está com muito mais milhas do que eu imaginava ou deve ter um assento por vôo nas companhias parceiras.
A solução foi simples: comprar a passagem com meu querido cartão de crédito e vender as milhas que eu tenho. Um colega de trabalho conhece um cara que compra milhas e o cara estava oferecendo 270 reais por cada 10.000. Com as 70.000 que eu usaria para ir pra Suiça, daria quase 1900 ronaldos, mais ou menos o preço de uma passagem para lá.
Como o cara não paga tudo de uma vez, só à medida que vai arrumando clientes, não dava para esperar para comprar a minha passagem. Aí fui na internetcha e comecei a garimpar passagens. Achei a preços bons, próximos aos 1900. Aí o Véio teve a idéia de procurar em agência de viagem, que divide em mais vezes e ainda fixa o câmbio na hora da venda. Ele foi no conhecido dele e estava pouca coisa mais cara. Só de dividir e não correr o risco de daqui 3 meses o dolar subir pra 3 conto, já valia a pena.
Aproveitei meu último dia de trabalho antes das férias, saí mais cedo e fui na agência. Escolhi os vôos, da TAP, e dei os dados do cartão para a compra. O vôo é excelente: BH -> Lisboa -> Zurich. Você tem idéia de quantas horas são economizadas só de não ter que ir para o Galeão ou para Guarulhos? São pelo menos umas 4. Em um vôo de longa duração, isso significa diminuir de 20 para 16 horas dentro de avião e aeroporto. Numa volta de viagem, faz TODA a diferença.
Sai da agência felizão com a minha compra e fui pra casa terminar de trabalhar. Aí estava eu escrevendo o penúltimo dos emails (às 7:10 da noite) quando meu celular toca. Era a mulher da agência falando que tinha dado problema no meu cartão. Não tinha passado. Ela perguntou se estava com limite para o valor inteiro da passagem, porque mesmo dividinto tinha que ter os 2 mil de limite disponíveis. "Ué, estranho, acabou de virar o mês, meu limite tá tranqui...putaquepariu, clonaram meu cartão! Malditos sites de compra na internet", pensei na hora. "Fulana, me dá 5 minutos! Já te ligo de volta.", disse eu afobado para a mulher. Aí ela me falou que ia embora 7:30 e que se não conseguisse fazer a compra eu perderia a reserva e, provavelmente pagaria mais caro pela passagem. Só me deixou mais confortável....
Ai liguei desesperadamente para o banco. Os menus eram intermináveis e a cada botão apertado mais muitos segundos escutando para saber o que digitar. Depois de muito escutar, cheguei no ponto que eu queria, Falar com o atendente. "DIgite sua senha de atendimento de 4 digitos". "4 digitos? Minha senha tem 6 digitos. Que merda é essa?", pensei. Sem resposta, fiquei sem digitar nada, para ver se me passavam automaticamente. Não adiantou.
Liguei, tentei outras opções, deu a mesma coisa. Aí liguei no SAC. Foi mais ou menos assim: "Pelamordedeuseuprecisofazerumacompraedeuproblemanomeucartaoeotelefonedobancomepedeumasenhaqueueunaotenhomesalvamoça". A mulher falou que era só eu não digitar as informações da minha conta no começo do atendimento que funcionava. Fui lá, fiz isso e realmente funcionou.
A mulher me atendeu eu eu já fui atropelando "pelamordedeusprecisofazerumacompraeocartaonaopassouquequeaconteceu? clonarammeucartaoetorrarammeulimite?" Aí, calmamente, a mulher foi olhar o que tinha acontecido. O limite estava intacto, mas que na hora de fazer a compra deram uma data de validade errada, aí voltou. "Porra, que agência é essa que só tenta uma vez?", pensei. Mas aí já era 7:28. "Fudeu", pensei.
Liguei pra mulher só pra desencargo, certamente ela não estaria mais lá numa sexta-feira, véspera de carnaval. Me assutei quando ela atendeu. Expliquei o que aconteceu e ela falou que ia pedir pra tentarem novamente, e me ligava de volta dando o resultado. Passaram 5 minutos, nada. Passaram mais 5 minutos, nada. Cinco minutos depois resolvi ligar para ela. Nada. O celular estava desligado. Lógico que ela já tinha ido embora.
Aí, para a minha surpresa, 5 minutos depois ela me ligou. Falou que realmente tinha um problema de digitação na validade e que provavelmente funcionaria dessa vez, mas que no dia seguinte me avisava se tinha funcionado ou não. Já me espantou a mulher ter feito hora extra num dia tão atípico, não ia fazer a mulher ficar lá esperando o resultado. Afinal, eu tinha feito uma compra minutos antes, não tinha como ser problema no cartão. Tinha que ser erro humano mesmo.
No dia seguinte, de manhã, liguei só para confirmar se estava tudo OK. Ela estava em atendimento, mas quando a pessoa que atendeu falou o meu nome, lá do fundo, ela gritou "deu certo!". Aí eu fiquei mais tranquilo. Mas só vou ficar tranquilão mesmo quando estiver com a passagem em mãos.
As minhas muitas viagens do ano passado me garantiram milhas suficiente para conseguir ir e voltar para lá sem pagar um puto. Isso, na verdade, se a Gol não fosse uma merda e fizesse acordo de merda com as empresas parceiras. Quando fui tentar marcas as passagens usando milhas do Smiles simplesmente não tinha vôos. Para OUTUBRO. Isso foi em FEVEREIRO. Sério, ou a galera está com muito mais milhas do que eu imaginava ou deve ter um assento por vôo nas companhias parceiras.
A solução foi simples: comprar a passagem com meu querido cartão de crédito e vender as milhas que eu tenho. Um colega de trabalho conhece um cara que compra milhas e o cara estava oferecendo 270 reais por cada 10.000. Com as 70.000 que eu usaria para ir pra Suiça, daria quase 1900 ronaldos, mais ou menos o preço de uma passagem para lá.
Como o cara não paga tudo de uma vez, só à medida que vai arrumando clientes, não dava para esperar para comprar a minha passagem. Aí fui na internetcha e comecei a garimpar passagens. Achei a preços bons, próximos aos 1900. Aí o Véio teve a idéia de procurar em agência de viagem, que divide em mais vezes e ainda fixa o câmbio na hora da venda. Ele foi no conhecido dele e estava pouca coisa mais cara. Só de dividir e não correr o risco de daqui 3 meses o dolar subir pra 3 conto, já valia a pena.
Aproveitei meu último dia de trabalho antes das férias, saí mais cedo e fui na agência. Escolhi os vôos, da TAP, e dei os dados do cartão para a compra. O vôo é excelente: BH -> Lisboa -> Zurich. Você tem idéia de quantas horas são economizadas só de não ter que ir para o Galeão ou para Guarulhos? São pelo menos umas 4. Em um vôo de longa duração, isso significa diminuir de 20 para 16 horas dentro de avião e aeroporto. Numa volta de viagem, faz TODA a diferença.
Sai da agência felizão com a minha compra e fui pra casa terminar de trabalhar. Aí estava eu escrevendo o penúltimo dos emails (às 7:10 da noite) quando meu celular toca. Era a mulher da agência falando que tinha dado problema no meu cartão. Não tinha passado. Ela perguntou se estava com limite para o valor inteiro da passagem, porque mesmo dividinto tinha que ter os 2 mil de limite disponíveis. "Ué, estranho, acabou de virar o mês, meu limite tá tranqui...putaquepariu, clonaram meu cartão! Malditos sites de compra na internet", pensei na hora. "Fulana, me dá 5 minutos! Já te ligo de volta.", disse eu afobado para a mulher. Aí ela me falou que ia embora 7:30 e que se não conseguisse fazer a compra eu perderia a reserva e, provavelmente pagaria mais caro pela passagem. Só me deixou mais confortável....
Ai liguei desesperadamente para o banco. Os menus eram intermináveis e a cada botão apertado mais muitos segundos escutando para saber o que digitar. Depois de muito escutar, cheguei no ponto que eu queria, Falar com o atendente. "DIgite sua senha de atendimento de 4 digitos". "4 digitos? Minha senha tem 6 digitos. Que merda é essa?", pensei. Sem resposta, fiquei sem digitar nada, para ver se me passavam automaticamente. Não adiantou.
Liguei, tentei outras opções, deu a mesma coisa. Aí liguei no SAC. Foi mais ou menos assim: "Pelamordedeuseuprecisofazerumacompraedeuproblemanomeucartaoeotelefonedobancomepedeumasenhaqueueunaotenhomesalvamoça". A mulher falou que era só eu não digitar as informações da minha conta no começo do atendimento que funcionava. Fui lá, fiz isso e realmente funcionou.
A mulher me atendeu eu eu já fui atropelando "pelamordedeusprecisofazerumacompraeocartaonaopassouquequeaconteceu? clonarammeucartaoetorrarammeulimite?" Aí, calmamente, a mulher foi olhar o que tinha acontecido. O limite estava intacto, mas que na hora de fazer a compra deram uma data de validade errada, aí voltou. "Porra, que agência é essa que só tenta uma vez?", pensei. Mas aí já era 7:28. "Fudeu", pensei.
Liguei pra mulher só pra desencargo, certamente ela não estaria mais lá numa sexta-feira, véspera de carnaval. Me assutei quando ela atendeu. Expliquei o que aconteceu e ela falou que ia pedir pra tentarem novamente, e me ligava de volta dando o resultado. Passaram 5 minutos, nada. Passaram mais 5 minutos, nada. Cinco minutos depois resolvi ligar para ela. Nada. O celular estava desligado. Lógico que ela já tinha ido embora.
Aí, para a minha surpresa, 5 minutos depois ela me ligou. Falou que realmente tinha um problema de digitação na validade e que provavelmente funcionaria dessa vez, mas que no dia seguinte me avisava se tinha funcionado ou não. Já me espantou a mulher ter feito hora extra num dia tão atípico, não ia fazer a mulher ficar lá esperando o resultado. Afinal, eu tinha feito uma compra minutos antes, não tinha como ser problema no cartão. Tinha que ser erro humano mesmo.
No dia seguinte, de manhã, liguei só para confirmar se estava tudo OK. Ela estava em atendimento, mas quando a pessoa que atendeu falou o meu nome, lá do fundo, ela gritou "deu certo!". Aí eu fiquei mais tranquilo. Mas só vou ficar tranquilão mesmo quando estiver com a passagem em mãos.
18 de mar. de 2011
Hotel Formule 1 (Belo Horizonte, MG)
"Ué, hotel de BH? O que aconteceu?", deve estar pensando você, leitor mais atento. Calma, queridos leitores, não fui chutado de casa. A minha avó do Rio teve que fazer uma cirurgia de catarata e preferiu ficar em um hotel (não ia aguentar subir e descer as escadas do meu prédio todo dia). Como ela não queria gastar dinheiro, escolheu um hotel digno e barato, o Formule 1 (que, na minha opinião, nem é tão barato assim, pelo que oferece).
O quarto é, sem dúvida, o menor que eu já entrei. E sem dúvida foi projetado por um engenheiro que jogou muito tetris na vida, porque é realmente tudo encaixado. Sem brincadeira. Saca só o espaço:

Isso aí é 95% do quarto. Cabem 3 pessoas, duas na cama de casal e uma na cama de cima. A bancada mal came um notebook e a TV é bem pequena. O banheiro inexiste. São 3 módulos separados: a casinha, o chuveiro e a pia. Saca só:



E aí o esquema é o seguinte: na direita da pia fica o chuveiro e atrás dos dois a casinha. O lado bom é que dá pra alguém fazer as suas necessidades enquanto o outro toma banho e o terceiro escova os dentes. Não sei dizer se o chuveiro é bom, mas minha avó falou que até dá pra tomar banho.
Sentiu falta do armário? É porque não tem mesmo. São só aqueles 3 cabides da primeira foto. Achou o quarto escuro? é porque só tem aquela luminária ali mesmo, além de uma lâmpada na pia e uma embaixo da TV, para a bancada.
O café da manhã é pago, não tem telefone no quarto e nem frigobar.
Isso tudo aí por 109 ronaldos a diária. Sinceramente acho um absurdo. Mas melhor que ficar no centrão, em algum pulgueiro. Pelo menos é limpo.
O quarto é, sem dúvida, o menor que eu já entrei. E sem dúvida foi projetado por um engenheiro que jogou muito tetris na vida, porque é realmente tudo encaixado. Sem brincadeira. Saca só o espaço:

Isso aí é 95% do quarto. Cabem 3 pessoas, duas na cama de casal e uma na cama de cima. A bancada mal came um notebook e a TV é bem pequena. O banheiro inexiste. São 3 módulos separados: a casinha, o chuveiro e a pia. Saca só:



E aí o esquema é o seguinte: na direita da pia fica o chuveiro e atrás dos dois a casinha. O lado bom é que dá pra alguém fazer as suas necessidades enquanto o outro toma banho e o terceiro escova os dentes. Não sei dizer se o chuveiro é bom, mas minha avó falou que até dá pra tomar banho.
Sentiu falta do armário? É porque não tem mesmo. São só aqueles 3 cabides da primeira foto. Achou o quarto escuro? é porque só tem aquela luminária ali mesmo, além de uma lâmpada na pia e uma embaixo da TV, para a bancada.
O café da manhã é pago, não tem telefone no quarto e nem frigobar.
Isso tudo aí por 109 ronaldos a diária. Sinceramente acho um absurdo. Mas melhor que ficar no centrão, em algum pulgueiro. Pelo menos é limpo.
17 de mar. de 2011
Avaliação de desempenho
Na semana antes do carnaval foi a minha vez de tomar a avaliação de desempenho na empresa. Para a minha avaliação foi o meu chefe e o chefe do meu chefe, também conhecido com Gerente do Escritório. Eu tive uma vantagem muito grande em relação aos meus avaliados: eu já sabia o que uma nota significaria (ruim, regular, bom, muito bom ou outstanding), então assim iniciasse a reunião eu já bateria o olho na nota e tiraria as minhas conclusões. Isso, os meus chefes sabiam, então não fizeram rodeios. O que eles não sabiam é que eu já sabia qual seria a minha classificação ANTES de ir para a reunião.
Meus amigos, isso me deu uma vantagem gigante. É como ir para uma negociação de contrato já sabendo o quanto o cara tem de verba, que ele está desesperado para comprar e que você é o melhor (ou único) fornecedor. Você pode apertar o cara até conseguir o que você quer e, dependendo da situação, pode ser até um pouco sádico, vendo o cara sofrer (o que não é boa prática, ok? Não façam isso, porque o cara pode ficar puto e descontar depois).
Com a informação que eu tinha em mãos, me preparei como nunca. A mesma planilha que eu utilizava para avaliar meus pupilos eu usei para me avaliar. Fui justo e sincero, mas embasado. Assim como na maioria dos itens me dei nota máxima (afinal, para as perguntas da avaliação a resposta era realmente "sempre é verdade"), em outros me dei umas notas não muito agradáveis, porque realmente não fui bem (como no item de feedback, que eu sabia que não tinha dado quase nenhum feedback para o pessoal).
O problema é que quando começou a reunião eu escutei umas coisas que ninguém havia me falado antes, e fiquei meio abalado (o que foi bom, porque é oportunidade de melhoria). Mas continuei firme e aí fomos passar ponto a ponto da avaliação. Eu tomei várias surpresas. Em alguns itens que tinha certeza que levaria nota baixa meu chefe me deu nota máxima (gestão de pessoas, por exemplo, foi nota máxima em todos os itens) e em outros que eu tinha certeza que ia mandar bem levei umas notas maromeno. Nas que eu realmente achei que não merecia aquela nota máxima convenci a baixá-las. E nas que estavam maromeno contra-argumentei.
Tem um ponto, no entanto, que gerou discórdia. Na verdade, foram 2 e eles estão ligados à minha situação na empresa, de fim de namoro, como eu disse outro dia. O primeiro ponto foi relacionado a estar alinhado com os valores da empresa e o segundo a trabalhar com entusiasmo. Basicamente se resume a querer mudar coisas na empresa e estar trabalhando a média carga. Aí, meu amigo, eu abri a caixa de ferramenta.
Falei que eu queria mudar as coisas na empresa porque eu já tinha passado por várias empresas, principalmente quando era consultor, e já tinha visto como era o mundo lá fora, coisa que as pessoas da alta cúpula da empresa não vivenciou, porque TODOS entraram como estagiários na empresa. E dei até um exemplo esdrúxulo, mas que os fez entender: os dois são de outros estados e conheciam só a mulheres de outros estados. Eles achavam que as mulheres eram no máximo aquilo ali que eles conheciam, e que estava bom. Só que quando vieram apara Minas, ficaram loucos, porque viram que tem coisa muito melhor por aí (desculpem, leitoras de outros estados, mas isso é unanimidade entre as pessoas que vêm de outros lugares para minas).
Complementei falando que realmente eu briguei muito por mudanças no ano passado, mas que já tinha desistido, porque dar murro em ponta de faca só machuca a sua mão, com a faca não acontece nada. E que isso me tomou muita energia, que a empresa não merecia mais que eu fizesse isso por ela. E aí dei outro exemplo, do fim de namoro. E falei tudo: que estava de saco cheio, desmotivado, cansado e que, mesmo trabalhando com a minha carga mais baixa ainda fazia mais que 90% das pessoas da minha posição. Só não falei em sair, mas isso ficou implícito.
Resultado da brincadeira: para tentar me motivar, meu chefe ficou babando meu ovo e o gerente do escritório também. Falaram que é importante que eu mostre coisas melhores de outras empresas e blábláblá e que eles realmente vêem que eu estou mais preparado para o cargo, tanto que já planejaram um aumento para mim e que seria na meuica do ano. Mais espantoso ainda foi já terem passado uma idéia do percentual (por volta de 8%, além do dissídio).
Isso, eu realmente não esperava. Como acabei de ser promovido, não imaginei que fosse ter um aumento esse ano. Eu não posso reclamar que ganho mau, apesar de achar que mereço mais, mas tem muita gente das categorias de base que merecem aumento e promoção. Não adianta brigar também, porque de nada adianta eu ficar felizão com meu salário se quem realmente faz o projeto estiver puto e sair da empresa. Eu só estaria criando um problema para mim (teoria dos jogos nos ensinando que serve para mais coisa além do que só para pegar mulher).
Saí da reunião satisfeito. Vi pontos de melhoria que nunca tinha pensado e ninguém havia me dito antes, soltei o verbo e deixei bem claro que estava insatisfeito e que fiquei puto com algumas coisas que aconteceram no ano passado e por ficar sabendo que vou ter um aumento.
Meus amigos, isso me deu uma vantagem gigante. É como ir para uma negociação de contrato já sabendo o quanto o cara tem de verba, que ele está desesperado para comprar e que você é o melhor (ou único) fornecedor. Você pode apertar o cara até conseguir o que você quer e, dependendo da situação, pode ser até um pouco sádico, vendo o cara sofrer (o que não é boa prática, ok? Não façam isso, porque o cara pode ficar puto e descontar depois).
Com a informação que eu tinha em mãos, me preparei como nunca. A mesma planilha que eu utilizava para avaliar meus pupilos eu usei para me avaliar. Fui justo e sincero, mas embasado. Assim como na maioria dos itens me dei nota máxima (afinal, para as perguntas da avaliação a resposta era realmente "sempre é verdade"), em outros me dei umas notas não muito agradáveis, porque realmente não fui bem (como no item de feedback, que eu sabia que não tinha dado quase nenhum feedback para o pessoal).
O problema é que quando começou a reunião eu escutei umas coisas que ninguém havia me falado antes, e fiquei meio abalado (o que foi bom, porque é oportunidade de melhoria). Mas continuei firme e aí fomos passar ponto a ponto da avaliação. Eu tomei várias surpresas. Em alguns itens que tinha certeza que levaria nota baixa meu chefe me deu nota máxima (gestão de pessoas, por exemplo, foi nota máxima em todos os itens) e em outros que eu tinha certeza que ia mandar bem levei umas notas maromeno. Nas que eu realmente achei que não merecia aquela nota máxima convenci a baixá-las. E nas que estavam maromeno contra-argumentei.
Tem um ponto, no entanto, que gerou discórdia. Na verdade, foram 2 e eles estão ligados à minha situação na empresa, de fim de namoro, como eu disse outro dia. O primeiro ponto foi relacionado a estar alinhado com os valores da empresa e o segundo a trabalhar com entusiasmo. Basicamente se resume a querer mudar coisas na empresa e estar trabalhando a média carga. Aí, meu amigo, eu abri a caixa de ferramenta.
Falei que eu queria mudar as coisas na empresa porque eu já tinha passado por várias empresas, principalmente quando era consultor, e já tinha visto como era o mundo lá fora, coisa que as pessoas da alta cúpula da empresa não vivenciou, porque TODOS entraram como estagiários na empresa. E dei até um exemplo esdrúxulo, mas que os fez entender: os dois são de outros estados e conheciam só a mulheres de outros estados. Eles achavam que as mulheres eram no máximo aquilo ali que eles conheciam, e que estava bom. Só que quando vieram apara Minas, ficaram loucos, porque viram que tem coisa muito melhor por aí (desculpem, leitoras de outros estados, mas isso é unanimidade entre as pessoas que vêm de outros lugares para minas).
Complementei falando que realmente eu briguei muito por mudanças no ano passado, mas que já tinha desistido, porque dar murro em ponta de faca só machuca a sua mão, com a faca não acontece nada. E que isso me tomou muita energia, que a empresa não merecia mais que eu fizesse isso por ela. E aí dei outro exemplo, do fim de namoro. E falei tudo: que estava de saco cheio, desmotivado, cansado e que, mesmo trabalhando com a minha carga mais baixa ainda fazia mais que 90% das pessoas da minha posição. Só não falei em sair, mas isso ficou implícito.
Resultado da brincadeira: para tentar me motivar, meu chefe ficou babando meu ovo e o gerente do escritório também. Falaram que é importante que eu mostre coisas melhores de outras empresas e blábláblá e que eles realmente vêem que eu estou mais preparado para o cargo, tanto que já planejaram um aumento para mim e que seria na meuica do ano. Mais espantoso ainda foi já terem passado uma idéia do percentual (por volta de 8%, além do dissídio).
Isso, eu realmente não esperava. Como acabei de ser promovido, não imaginei que fosse ter um aumento esse ano. Eu não posso reclamar que ganho mau, apesar de achar que mereço mais, mas tem muita gente das categorias de base que merecem aumento e promoção. Não adianta brigar também, porque de nada adianta eu ficar felizão com meu salário se quem realmente faz o projeto estiver puto e sair da empresa. Eu só estaria criando um problema para mim (teoria dos jogos nos ensinando que serve para mais coisa além do que só para pegar mulher).
Saí da reunião satisfeito. Vi pontos de melhoria que nunca tinha pensado e ninguém havia me dito antes, soltei o verbo e deixei bem claro que estava insatisfeito e que fiquei puto com algumas coisas que aconteceram no ano passado e por ficar sabendo que vou ter um aumento.
16 de mar. de 2011
Misery Bear
Estava eu trabalhando quando chegou um email da Raquel, falando mais ou menos assim: "cuidado com seu futuro ahah" e o link para o video abaixo
Eu vi, chorando de rir e me imaginando na situação. Mas aí veio outro email, falando "vai com fe na lista. lembrei de vc, ele eh mt azarado. murphy gosta mais dele q d vc hah", com o seguinte link.
Juro que em alguns eu chorei de rir. E realmente consegui me ver em muitas das situações. O triste é o pessoal ver isso e lembrar de você...
Eu vi, chorando de rir e me imaginando na situação. Mas aí veio outro email, falando "vai com fe na lista. lembrei de vc, ele eh mt azarado. murphy gosta mais dele q d vc hah", com o seguinte link.
Juro que em alguns eu chorei de rir. E realmente consegui me ver em muitas das situações. O triste é o pessoal ver isso e lembrar de você...
15 de mar. de 2011
Novos jogos
Quando acabei o God Of War 3 fiquei morrendo de vontade de jogar o 1 e o 2, que foram remasterizados para o PS3 em um único disco. Sabendo que a Raquel estava na gringolândia pedi encarecidamente para que ela trouxesse para mim. Ela falou que dava um jeito de caber na mala, então comecei a procurar os jogos nos sites gringos.
No meio da procura fiquei sabendo de um site que tinha preço dos EUA, só que entregavam no Brasil por QUATRO DÓLARES e não pagava imposto (a offerhouse. Aí vi que os jogos que eu estava pensando em comprar estavam muito baratos ali para gastar com a chance de comprar na gringa. Solução: comprar os lançamentos e jogos caros pela Raquel e os jogos normais pelo site.
Os jogos que pedi pra Raquel trazer foram Assassin`s Creed: Brotherhood (US$ 34.99!) e Call of Duty: Black Ops (US$53.99). O Call of Duty não foi tão mais barato assim (no site tava 59 doletas), mas o Assassin's Creed tá de graça. Em qualquer outro site estava 59 doletas.
Aí, Murphy, meu brother, resolveu pregar uma pegadinha. O endereço que a Raquel havia me dado estava incompleto e os jogos não chegaram. Pior: vão retornar para a Amazon e, dizem, devolverão meu dinheiro em até 4 semanas. Depois, lógico, que eu tiver que pagar por eles. E que se eu quisesse os jogos teria que pedir novamente.
Foi o que decidi fazer. Voltei na amazon para refazer os pedidos e LÓGICO que estava tudo mais caro. O AC subiu para US$ 49,90 (QUINZE DÓLARES A MAIS) e o Black Ops até estava mais barato, mas não era passível de entrega expressa. Como a Raquel já estava indo embora, não tinha como comprá-lo. A solução foi comprar o Modern Warfare 2, que estava US$ 39,90. Pelo menos consegui convencê-la a comprar o GoW Collection, por US$ 23,99.
Depois que eu fiz a compra que vi que eles seriam entregues em pacotes diferentes. O primeiro deles, só com o AC, chegou no dia marcado e tinha gente pra receber. Sucesso total. Já o segundo pacote, com o GoW Collection e o CoD, foi no dia seguinte. E no dia seguinte não tinha ninguém pra receber. E no dia seguinte ao dia seguinte, a Raquel foi embora, sem os jogos, já que estes simplesmente sumiram. É, sumiram. O site dos correios americano diz simplesmente o seguinte:
Delivered, March 04, 2011, 7:43 am
Forwarded to a different address, March 04, 2011, 11:16 am
Aí eu te pergunto: encaminhado PRA QUEM? PRA ONDE? O pessoal da Amazon disse que eu tenho que ir ao post office mais próximo ver o que aconteceu. Aí eu falei que o post office mais próximo devia estar há uns 10 mil km da minha casa e então me mandaram esperar para ver o que acontece.
Na pior das hipótesis os jogos estão em alguma agência dos correios esperando alguém ir buscá-los. E aí vou ter que pedir ajuda para o amigo da Raquel, que pegará os jogos e mandará para mim via correio (mais 20 doletas...). Na melhor ele voltou pra Amazon e eles vão me devolver o dinheiro em até 4 semanas.
Vamos ver o que acontece...
No meio da procura fiquei sabendo de um site que tinha preço dos EUA, só que entregavam no Brasil por QUATRO DÓLARES e não pagava imposto (a offerhouse. Aí vi que os jogos que eu estava pensando em comprar estavam muito baratos ali para gastar com a chance de comprar na gringa. Solução: comprar os lançamentos e jogos caros pela Raquel e os jogos normais pelo site.
Os jogos que pedi pra Raquel trazer foram Assassin`s Creed: Brotherhood (US$ 34.99!) e Call of Duty: Black Ops (US$53.99). O Call of Duty não foi tão mais barato assim (no site tava 59 doletas), mas o Assassin's Creed tá de graça. Em qualquer outro site estava 59 doletas.
Aí, Murphy, meu brother, resolveu pregar uma pegadinha. O endereço que a Raquel havia me dado estava incompleto e os jogos não chegaram. Pior: vão retornar para a Amazon e, dizem, devolverão meu dinheiro em até 4 semanas. Depois, lógico, que eu tiver que pagar por eles. E que se eu quisesse os jogos teria que pedir novamente.
Foi o que decidi fazer. Voltei na amazon para refazer os pedidos e LÓGICO que estava tudo mais caro. O AC subiu para US$ 49,90 (QUINZE DÓLARES A MAIS) e o Black Ops até estava mais barato, mas não era passível de entrega expressa. Como a Raquel já estava indo embora, não tinha como comprá-lo. A solução foi comprar o Modern Warfare 2, que estava US$ 39,90. Pelo menos consegui convencê-la a comprar o GoW Collection, por US$ 23,99.
Depois que eu fiz a compra que vi que eles seriam entregues em pacotes diferentes. O primeiro deles, só com o AC, chegou no dia marcado e tinha gente pra receber. Sucesso total. Já o segundo pacote, com o GoW Collection e o CoD, foi no dia seguinte. E no dia seguinte não tinha ninguém pra receber. E no dia seguinte ao dia seguinte, a Raquel foi embora, sem os jogos, já que estes simplesmente sumiram. É, sumiram. O site dos correios americano diz simplesmente o seguinte:
Delivered, March 04, 2011, 7:43 am
Forwarded to a different address, March 04, 2011, 11:16 am
Aí eu te pergunto: encaminhado PRA QUEM? PRA ONDE? O pessoal da Amazon disse que eu tenho que ir ao post office mais próximo ver o que aconteceu. Aí eu falei que o post office mais próximo devia estar há uns 10 mil km da minha casa e então me mandaram esperar para ver o que acontece.
Na pior das hipótesis os jogos estão em alguma agência dos correios esperando alguém ir buscá-los. E aí vou ter que pedir ajuda para o amigo da Raquel, que pegará os jogos e mandará para mim via correio (mais 20 doletas...). Na melhor ele voltou pra Amazon e eles vão me devolver o dinheiro em até 4 semanas.
Vamos ver o que acontece...
14 de mar. de 2011
Fim de namoro
Sabe aquela fase final de namoro, em que você sente que as coisas já não estão legais, que os defeitos aparecem mais que as qualidades e que você sabe que está naquela só por comodidade? Você ainda gosta da sua namorada, mas o namoro em si já não está legal e se aparecer alguma coisa melhor você termina o namoro na hora e embarca na nova empreitada sem nem pensar? Pois é, estou assim com a minha empresa.
Eu adoro o meu trabalho. Já falei aqui antes que Gerenciamento de Projeto é o que eu gosto de fazer e, recentemente, descobri que gosto também de gerenciar pessoas (apesar de odiar pessoas, vai entender). E na empresa eu consigo fazer isso bem. Tá certo que hora eu gerencio projetos, hora eu gerencio pessoas. As duas coisas ao mesmo tempo eu ainda não consegui fazer direito. Mas pelo menos consigo trabalhar com as duas coisas. Só que a minha relação com a empresa já está no fim.
Eu já cansei de dar murro em ponta de faca. Eu tento mudar as coisas que não estão legais, mas não consigo. Eu já cansei de ter que ficar cobrando o pessoal do administrativos para que eles façam os seus trabalhos direito. Eu já cansei de tentar mudar a cabeça das pessoas mais velhas da empresa, tentando mostrar que existe um mundo fora do fantástico mundo de bob que eles vivem (e que é uma hipocrisia TREMENDA). Cansei de dar o sangue no mês para conseguir aumentar o faturamento e ver torneiras metafóricas abertas, jogando dinheiro fora. Ou o que é pior: não conseguir faturar por causa de alguém do ADM que esqueceu de emitir a nota fiscal (sério, já aconteceu). Cansei de NÃO ser cobrado por um faturamento que escorregou ou um aumento de custo no projeto.
Porra, que empresa é essa? Fica regulando miséria em centavos de passagens para viagens de projeto, mas torra dinheiro com taxi, perde faturamento de mais de milhão e fica passando a mão na cabeça do setor responsável porque, coitados, tiveram que engolir o SAP TRÊS MESES ATRÁS e estão com dificuldades. Tem um diretor de projetos que quer saber quantos documentos foram emitidos por mês, mas não reclama que tem projeto dando margem de -100%. Que tem uma diretora de RH que fica sentada, encolhida, de braços e pernas cruzadas em uma apresentação para a empresa. Que reclama que seu custo está alto, mas usa engenheiros para fazer papel de cadista. QUE MERDA É ESSA, MEU POVO?
Será que não tem ninguém vendo isso? Será que, assim como o PT antes de entrar na presidência, o que eu estou pedindo é algo impossível de fazer e que eu só vou ver isso quando chegar ao poder? Será que existe uma força maior que impede que tudo isso que eu reclamo seja implementado? Será que essa empresa que eu trabalho é só uma fachada de um grupo maior? Ou será que o buraco é mais embaixo e a empresa tem só mais alguns meses de vida e eu que não vi isso ainda?
Fato é que diante de todos esses problemas eu resolvi que eu precisava voltar a dormir e ter vida. Para isso, liguei o foda-se total. Se está gastando mais que o previsto porque tem gente desalocada, foda-se. Se está atrasando o projeto porque toda hora alguém me pede um recurso emprestado, foda-se. Se eu não consigo fazer o trabalho para hoje porque eu fiquei em reunião o dia inteiro, foda-se. Se eu não consigo trabalhar porque estou desmotivado, foda-se.
Essa última frase é a que mais me preocupa. Quando estou no trabalho, normalmente, sou ligado em 220. Nos últimos 2 meses, estou trabalhando com uma pilha de 1,5 volts. E nem é recarregável, nem alcalina, que dura mais. Eu estou claramente abatido e são raros os dias em que eu NÃO quero ir trabalhar, o que é muito raro, dado que sou viciado em trabalho.
Pode ser que seja realmente cansado, e férias resolvam o meu problema. Ou desilusão com esse projeto, que eu trabalho, trabalho, trabalho e o resultado não vem, mas porque não vai vir mesmo, porque vendemos mal e um novo projeto resolva isso. OU então realmente chegou o fim do relacionamento e é hora de terminar, o que seria bom para os dois. Eu, encontraria um novo lugar que me fizesse trabalhar com vontade, motivação e no meu ritmo normal. E a minha empresa poderia dar o meu cargo e meu salário a alguém que estivesse com vontade de aparecer e com motivação.
O problema é que eu não sei de nenhum lugar que me oferecesse o que eu tenho hoje: um salário razoavel, bons benefícios e, principalmente, a oportunidade de trabalhar com o que eu gosto. Fora que passo parte do tempo em BH e parte do tempo viajando, o que eu já descobri que é o que eu quero da vida. Ficar o tempo todo em BH me deixa maluco e o tempo todo fora de BH cansado.
Vamos ver o que essas curtas férias podem fazer por mim.
Eu adoro o meu trabalho. Já falei aqui antes que Gerenciamento de Projeto é o que eu gosto de fazer e, recentemente, descobri que gosto também de gerenciar pessoas (apesar de odiar pessoas, vai entender). E na empresa eu consigo fazer isso bem. Tá certo que hora eu gerencio projetos, hora eu gerencio pessoas. As duas coisas ao mesmo tempo eu ainda não consegui fazer direito. Mas pelo menos consigo trabalhar com as duas coisas. Só que a minha relação com a empresa já está no fim.
Eu já cansei de dar murro em ponta de faca. Eu tento mudar as coisas que não estão legais, mas não consigo. Eu já cansei de ter que ficar cobrando o pessoal do administrativos para que eles façam os seus trabalhos direito. Eu já cansei de tentar mudar a cabeça das pessoas mais velhas da empresa, tentando mostrar que existe um mundo fora do fantástico mundo de bob que eles vivem (e que é uma hipocrisia TREMENDA). Cansei de dar o sangue no mês para conseguir aumentar o faturamento e ver torneiras metafóricas abertas, jogando dinheiro fora. Ou o que é pior: não conseguir faturar por causa de alguém do ADM que esqueceu de emitir a nota fiscal (sério, já aconteceu). Cansei de NÃO ser cobrado por um faturamento que escorregou ou um aumento de custo no projeto.
Porra, que empresa é essa? Fica regulando miséria em centavos de passagens para viagens de projeto, mas torra dinheiro com taxi, perde faturamento de mais de milhão e fica passando a mão na cabeça do setor responsável porque, coitados, tiveram que engolir o SAP TRÊS MESES ATRÁS e estão com dificuldades. Tem um diretor de projetos que quer saber quantos documentos foram emitidos por mês, mas não reclama que tem projeto dando margem de -100%. Que tem uma diretora de RH que fica sentada, encolhida, de braços e pernas cruzadas em uma apresentação para a empresa. Que reclama que seu custo está alto, mas usa engenheiros para fazer papel de cadista. QUE MERDA É ESSA, MEU POVO?
Será que não tem ninguém vendo isso? Será que, assim como o PT antes de entrar na presidência, o que eu estou pedindo é algo impossível de fazer e que eu só vou ver isso quando chegar ao poder? Será que existe uma força maior que impede que tudo isso que eu reclamo seja implementado? Será que essa empresa que eu trabalho é só uma fachada de um grupo maior? Ou será que o buraco é mais embaixo e a empresa tem só mais alguns meses de vida e eu que não vi isso ainda?
Fato é que diante de todos esses problemas eu resolvi que eu precisava voltar a dormir e ter vida. Para isso, liguei o foda-se total. Se está gastando mais que o previsto porque tem gente desalocada, foda-se. Se está atrasando o projeto porque toda hora alguém me pede um recurso emprestado, foda-se. Se eu não consigo fazer o trabalho para hoje porque eu fiquei em reunião o dia inteiro, foda-se. Se eu não consigo trabalhar porque estou desmotivado, foda-se.
Essa última frase é a que mais me preocupa. Quando estou no trabalho, normalmente, sou ligado em 220. Nos últimos 2 meses, estou trabalhando com uma pilha de 1,5 volts. E nem é recarregável, nem alcalina, que dura mais. Eu estou claramente abatido e são raros os dias em que eu NÃO quero ir trabalhar, o que é muito raro, dado que sou viciado em trabalho.
Pode ser que seja realmente cansado, e férias resolvam o meu problema. Ou desilusão com esse projeto, que eu trabalho, trabalho, trabalho e o resultado não vem, mas porque não vai vir mesmo, porque vendemos mal e um novo projeto resolva isso. OU então realmente chegou o fim do relacionamento e é hora de terminar, o que seria bom para os dois. Eu, encontraria um novo lugar que me fizesse trabalhar com vontade, motivação e no meu ritmo normal. E a minha empresa poderia dar o meu cargo e meu salário a alguém que estivesse com vontade de aparecer e com motivação.
O problema é que eu não sei de nenhum lugar que me oferecesse o que eu tenho hoje: um salário razoavel, bons benefícios e, principalmente, a oportunidade de trabalhar com o que eu gosto. Fora que passo parte do tempo em BH e parte do tempo viajando, o que eu já descobri que é o que eu quero da vida. Ficar o tempo todo em BH me deixa maluco e o tempo todo fora de BH cansado.
Vamos ver o que essas curtas férias podem fazer por mim.
11 de mar. de 2011
O alien da zoreba
Lááááááá em outubro do ano passado apareceu uma espinha no lóbulo da minha orelha direita. Tava pequenininha, ainda meio vermelha, mas não resisti e tasquei a mão nela. Saiu algum sangue, nada de pus, e ainda criou uma casquinha. Uma semana depois, a maldita ainda estava lá, só que maior. E foi crescendo, crescendo, crescendo... Como meu pai estava pra voltar de viagem, esperei ele chegar, mostrei para ele e ele falou que não era nada, que deixasse quieto que um dia resolvia.
O tempo passou, o treco continuou crescendo e eu sem paciência falei: "fura essa merda". Ele foi lá no armário de remédios, catou uma agulha e enfiou na bolinha. Sério: saiu muito sangue durante uns 20 minutos. Sem exagero. E eu espremia pra ver se saia mais alguma coisa e nada. Só sangue. A bolinha ficou parecendo uma uva passa, mas continuou lá.
Passadas mais algumas semana e a merda da bolinha voltou a crescer. Eu marquei um médico, mas só tinha vaga pra lá de fevereiro (estava em DEZEMBRO). Pacientemente eu esperei até dia 5 de janeiro, quando meu pai voltou de férias e eu falei para ele furar o treco novamente. Ele estava meio relutante, mas eu falei que se ele não furasse eu ia furar. Aí ele foi e furou. Saiu O DOBRO de sangue que da primeira vez. E novamente nada além disso.
Mais uma vez ficou aquela uva passa, toda enrugada. Só que dessa vez a bolinha cresceu rápido pra caramba. Estava muito grande quando finalmente chegou o dia de ir ao médico. Tava assim ó:

Não dá pra ter noção, mas estava com mais de meio centímetro pra fora da orelha. E eu tinha acabado de sair do banho, por isso que está meio molhado
Fui lá, esperei uma hora e, cinco minutos depois já estava fora da sala dele, com a cirurgia marcada para 3 dias depois. A primeira impressão dele era um hemangioma, mas após a cirurgia ele ia mandar para biopsia.
No dia da cirurgia fui lá, muito cedo, esperei quase uma hora, deitei, tomei a anestesia, vi que ele estava puxando a minha orelha e uns 10 minutos depois "pronto, tirei. Agora é costurar a orelha". Sério. Eu nunca tinha tomado anestesia que não fosse para dente, fiquei abismado. Não senti NADA. Nem a pressão do bisturi. Achei aquilo muito sinistro. Só senti um cheiro de carne queimada quando ele cauterizou os vasos. Mais nada.
Saí de lá com um curativo no lugar e fui trabalhar em casa, só colocando gelo. Dois dias depois voltei para ele dar uma olhada nos pontos (uma hora de espera para QUARENTA E CINCO SEGUNDOS de atendimento). Ele realmente só olhou, viu que tava tudo bem e marcou para eu tirar os pontos uma semana depois. Na época, tava assim:

Reparem que ainda estava inchado. E reparem também que eu cortei o cabelo
No dia marcado, peguei o resultado da biopsia, fui até a sala dele entreguei o papel. O resultado da biopsia falou que era realmente hemangioma, mas que não precisava me preocupar que era benigno. Fez umas piadinhas, tirou os pontos e... acabou. Aí, depois de uma semana, ficou assim:

Praticamente novo.
Só espero que não apareça outro....
O tempo passou, o treco continuou crescendo e eu sem paciência falei: "fura essa merda". Ele foi lá no armário de remédios, catou uma agulha e enfiou na bolinha. Sério: saiu muito sangue durante uns 20 minutos. Sem exagero. E eu espremia pra ver se saia mais alguma coisa e nada. Só sangue. A bolinha ficou parecendo uma uva passa, mas continuou lá.
Passadas mais algumas semana e a merda da bolinha voltou a crescer. Eu marquei um médico, mas só tinha vaga pra lá de fevereiro (estava em DEZEMBRO). Pacientemente eu esperei até dia 5 de janeiro, quando meu pai voltou de férias e eu falei para ele furar o treco novamente. Ele estava meio relutante, mas eu falei que se ele não furasse eu ia furar. Aí ele foi e furou. Saiu O DOBRO de sangue que da primeira vez. E novamente nada além disso.
Mais uma vez ficou aquela uva passa, toda enrugada. Só que dessa vez a bolinha cresceu rápido pra caramba. Estava muito grande quando finalmente chegou o dia de ir ao médico. Tava assim ó:
Não dá pra ter noção, mas estava com mais de meio centímetro pra fora da orelha. E eu tinha acabado de sair do banho, por isso que está meio molhado
Fui lá, esperei uma hora e, cinco minutos depois já estava fora da sala dele, com a cirurgia marcada para 3 dias depois. A primeira impressão dele era um hemangioma, mas após a cirurgia ele ia mandar para biopsia.
No dia da cirurgia fui lá, muito cedo, esperei quase uma hora, deitei, tomei a anestesia, vi que ele estava puxando a minha orelha e uns 10 minutos depois "pronto, tirei. Agora é costurar a orelha". Sério. Eu nunca tinha tomado anestesia que não fosse para dente, fiquei abismado. Não senti NADA. Nem a pressão do bisturi. Achei aquilo muito sinistro. Só senti um cheiro de carne queimada quando ele cauterizou os vasos. Mais nada.
Saí de lá com um curativo no lugar e fui trabalhar em casa, só colocando gelo. Dois dias depois voltei para ele dar uma olhada nos pontos (uma hora de espera para QUARENTA E CINCO SEGUNDOS de atendimento). Ele realmente só olhou, viu que tava tudo bem e marcou para eu tirar os pontos uma semana depois. Na época, tava assim:
Reparem que ainda estava inchado. E reparem também que eu cortei o cabelo
No dia marcado, peguei o resultado da biopsia, fui até a sala dele entreguei o papel. O resultado da biopsia falou que era realmente hemangioma, mas que não precisava me preocupar que era benigno. Fez umas piadinhas, tirou os pontos e... acabou. Aí, depois de uma semana, ficou assim:
Praticamente novo.
Só espero que não apareça outro....
10 de mar. de 2011
Demitir ou nao demitir, eis a questao
Esqueci de comentar aqui, mas toda a minha reclamação de estar absurdamente sobrecarregado me rendeu mais um tamagoshi, mas esse realmente para me ajudar, ao contrário do que está em Manaus, que está lá pra marcar território e do que está em BH, que só agora entendeu qual o papel dele no projeto. Só ganhei o cara, na verdade, porque um projeto de PMO acabou e precisavam alocar o cara em algum lugar enquanto renovava o contrato.
Quando me "entregou" o sujeito, o gerente de BH falou: " não deixe ele fazer hora extra porque já tivemos problemas com ele e cuidado, porque ele gosta de uma sombra". Um dia depois eu entendi o que ele quis dizer com isso. O cara é absurdamente coceba. Pra sentir o ritmo do cara, passei uma tarefa idiota, que tomaria uma hora de qualquer pessoa que sabe usar o excel. O cara levou 2 dias. E fez errado.
Depois, passei uma tarefa no project. Era tarefa para umas 4 horas (colocar os recursos no cronograma, que tem umas 200 linhas). O cara levou mais um dia. Já sem paciência, fui ver em que pé estava. Fui até o computador dele e ele já tinha terminado, estava esperando eu passar mais coisa pra ele. Aí perguntei um treco e ele foi ABRIR O PROJECT. Antes, no entanto, deu uns 4 alt+tab porque achou que estava aberto. Aí apareceu planilha de custos pessoais, yahoo mail, uol e mais alguma coisa que não lembro...
Não aguentei e fui conversar com meu chefe. Falei que tava foda, o cara tava demorando pra caralho para entregar as coisas, que eram muito bestas. Que terminou o trabalho e não foi procurar mais e que não estava me ajudando quase nada. Aí meu chefe falou que naquele dia era a avaliação de desempenho dele e que ou o cara seria demitido ou entraria na linha.
Na manhã do dia seguinte, recebo uma mensagem do meu chefe. "Precisamos conversar sobre as tarefas do Fulano". Pensei o pior, mas segurei a onda para passar qualquer coisa pro cara e o tratei normalmente. Quando meu chefe chegou (estava no cliente), fomos conversar. Resumidamente, o cara não aceitou que é ruim (acha até que é muito foda) e que a culpa é da empresa, que não passa desafios para ele.
Como só estava trabalhando com ele, achei que poderia ser desmotivação, até porque estava realmente passando coisas idiotas para ele. Mas antes que pudesse sentir ressentimento meu chefe me falou que aquilo era balela, porque todo mundo reclama dele e que já deram 200 mil chances para o cara e que só não mandaram embora porque ele teve filho há pouco tempo (um ano e pouquinho). Só que a paciência da empresa esgotou e, diante das palavras do cara, resolvemos dar mais uma chance. Aí meu chefe falou palavras que não vou esquecer nunca:
Na hora, abri um sorriso de orelha a orelha. Me senti o capitão nascimento e meu diabinho já ficou feliz. Mas poucos segundos depois lembrei que o cara não podia fazer hora extra. Alertei meu chefe e ele falou: "é, então não dá. Mas passa tarefas difíceis pra ele.".
E assim foi. Comecei a apertar o cara e passar tarefas que estavam na minha lista de pendência há meses (literalmente). Surpreendentemente, o cara respondeu bem às tarefas. Tá certo que eu passei tudo mastigado pra ele, mas pelo menos ele começou a fazer em menos tempo e veio pedir novas tarefas quando terminava as antigas.
Ainda assim, é um cara bem fraco de serviço e pode ser fogo de palha, mas confesso que ele está me ajudando e desafogando. Por isso fica a dúvida: demite ou não demite? Vamos ver quanto tempo dura e se ele melhora. Se não melhorar, por mim vai pra rua. É um dinheiro razoável que poderia ser usado para dar aumentos a umas 5 pessoas ou até mesmo contratar alguém bom de serviço.
Quando me "entregou" o sujeito, o gerente de BH falou: " não deixe ele fazer hora extra porque já tivemos problemas com ele e cuidado, porque ele gosta de uma sombra". Um dia depois eu entendi o que ele quis dizer com isso. O cara é absurdamente coceba. Pra sentir o ritmo do cara, passei uma tarefa idiota, que tomaria uma hora de qualquer pessoa que sabe usar o excel. O cara levou 2 dias. E fez errado.
Depois, passei uma tarefa no project. Era tarefa para umas 4 horas (colocar os recursos no cronograma, que tem umas 200 linhas). O cara levou mais um dia. Já sem paciência, fui ver em que pé estava. Fui até o computador dele e ele já tinha terminado, estava esperando eu passar mais coisa pra ele. Aí perguntei um treco e ele foi ABRIR O PROJECT. Antes, no entanto, deu uns 4 alt+tab porque achou que estava aberto. Aí apareceu planilha de custos pessoais, yahoo mail, uol e mais alguma coisa que não lembro...
Não aguentei e fui conversar com meu chefe. Falei que tava foda, o cara tava demorando pra caralho para entregar as coisas, que eram muito bestas. Que terminou o trabalho e não foi procurar mais e que não estava me ajudando quase nada. Aí meu chefe falou que naquele dia era a avaliação de desempenho dele e que ou o cara seria demitido ou entraria na linha.
Na manhã do dia seguinte, recebo uma mensagem do meu chefe. "Precisamos conversar sobre as tarefas do Fulano". Pensei o pior, mas segurei a onda para passar qualquer coisa pro cara e o tratei normalmente. Quando meu chefe chegou (estava no cliente), fomos conversar. Resumidamente, o cara não aceitou que é ruim (acha até que é muito foda) e que a culpa é da empresa, que não passa desafios para ele.
Como só estava trabalhando com ele, achei que poderia ser desmotivação, até porque estava realmente passando coisas idiotas para ele. Mas antes que pudesse sentir ressentimento meu chefe me falou que aquilo era balela, porque todo mundo reclama dele e que já deram 200 mil chances para o cara e que só não mandaram embora porque ele teve filho há pouco tempo (um ano e pouquinho). Só que a paciência da empresa esgotou e, diante das palavras do cara, resolvemos dar mais uma chance. Aí meu chefe falou palavras que não vou esquecer nunca:
Sabe tropa de elite? Aquela cena do treinamento? Pois é, faz ele pedir pra sair.
Na hora, abri um sorriso de orelha a orelha. Me senti o capitão nascimento e meu diabinho já ficou feliz. Mas poucos segundos depois lembrei que o cara não podia fazer hora extra. Alertei meu chefe e ele falou: "é, então não dá. Mas passa tarefas difíceis pra ele.".
E assim foi. Comecei a apertar o cara e passar tarefas que estavam na minha lista de pendência há meses (literalmente). Surpreendentemente, o cara respondeu bem às tarefas. Tá certo que eu passei tudo mastigado pra ele, mas pelo menos ele começou a fazer em menos tempo e veio pedir novas tarefas quando terminava as antigas.
Ainda assim, é um cara bem fraco de serviço e pode ser fogo de palha, mas confesso que ele está me ajudando e desafogando. Por isso fica a dúvida: demite ou não demite? Vamos ver quanto tempo dura e se ele melhora. Se não melhorar, por mim vai pra rua. É um dinheiro razoável que poderia ser usado para dar aumentos a umas 5 pessoas ou até mesmo contratar alguém bom de serviço.
9 de mar. de 2011
Notebook novo (mas da empresa)
Dia desses aí pra trás cheguei na empresa e vi um monte de caixas da Dell na recepção. "Uia, computador novo", pensei. Como o meu notebook atual da empresa está meio capenga, precisando de uma formatada, fui ver se conseguiria , ao invés de formatar, pegar um novo e entregar o atual para alguém menos graduado.
Na primeira tentativa, não consegui. Eram só 4 notebooks, e a preferência era para os gerentes. Fiquei triste, mas voltei para a minha mesa sabendo que pelo menos era só formatar o meu que ficava bom novamente.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, um ou dois dias depois um dos gerentes foi convidado para ir para o Rio, logo não ganharia mais notebook. E o meu tamagoshi de Manaus, que ganharia o note que estava com ele, ficaria com o note novo. No momento em que fiquei sabendo já interceptei o notebook. Falei com o gerente do escritório: "ó, o fulano não precisa de uma maquina dessa não. No cliente ele usa máquina dos caras e mesmo em reuniões dá para ele se virar com a que eu uso. Deixa esse note comigo que vai ser mais útil". O cara concordou e falou que eu poderia ficar com ele.
O meu note atual é um Dell Latitude D630, core 2 Duo, 2 Gb de RAM, 80 Gb de HD guenta bem o tranco, mas me faz passar raiva de vez em quando (ele dá umas travadas de 5 minutos, mas acho que é software). O novo, meu amigo, é um Latitude E6410, Core i5, 4 Gb de RAM, 250 Gb de HD, webcam, leitor de cartão SD, a porra toda. Fora que é bem mais leve e a tela com resolução bem melhor.
Foi a troca do ano.
Na primeira tentativa, não consegui. Eram só 4 notebooks, e a preferência era para os gerentes. Fiquei triste, mas voltei para a minha mesa sabendo que pelo menos era só formatar o meu que ficava bom novamente.
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, um ou dois dias depois um dos gerentes foi convidado para ir para o Rio, logo não ganharia mais notebook. E o meu tamagoshi de Manaus, que ganharia o note que estava com ele, ficaria com o note novo. No momento em que fiquei sabendo já interceptei o notebook. Falei com o gerente do escritório: "ó, o fulano não precisa de uma maquina dessa não. No cliente ele usa máquina dos caras e mesmo em reuniões dá para ele se virar com a que eu uso. Deixa esse note comigo que vai ser mais útil". O cara concordou e falou que eu poderia ficar com ele.
O meu note atual é um Dell Latitude D630, core 2 Duo, 2 Gb de RAM, 80 Gb de HD guenta bem o tranco, mas me faz passar raiva de vez em quando (ele dá umas travadas de 5 minutos, mas acho que é software). O novo, meu amigo, é um Latitude E6410, Core i5, 4 Gb de RAM, 250 Gb de HD, webcam, leitor de cartão SD, a porra toda. Fora que é bem mais leve e a tela com resolução bem melhor.
Foi a troca do ano.
8 de mar. de 2011
Malas prontas
Pois bem, queridos leitores, chegou a data da minha esperada viagem. A mala está pronta, os passaportes em mãos e os roteiros de viagem impressos. Agora é só madrugar amanhã e ir para o Aeroporto e curtir merecidas férias.
Assim como ano passado, não vou deixá-los na mão e escrevi um bocado de posts para estes dias que ficarei sem internet. Não vou aprovar os comentários, mas podem fazê-los que assim que voltar coloco a vida virtual em dia.
Aguardem alguns Bem vindos e 2as casas. Até a volta!
Assim como ano passado, não vou deixá-los na mão e escrevi um bocado de posts para estes dias que ficarei sem internet. Não vou aprovar os comentários, mas podem fazê-los que assim que voltar coloco a vida virtual em dia.
Aguardem alguns Bem vindos e 2as casas. Até a volta!
7 de mar. de 2011
Alimentando um Tamagoshi
Eu já comentei aqui há algum tempo que tenho 2 tamagoshis no novo projeto: um em Manaus e um em BH. O de Manaus serve para marcar território e fazer novas prospecções comerciais e o de BH era para ser meu braço direito. O "era" é porque ele não fez quase nada do que deveria, mas por culpa minha.
Quando eu entrei na empresa, em 2008, fui para um projeto que, com a crise, acabou não sendo renovado pelo cliente. Com isso, acabaram me alocando para ser o braço direito do meu chefe atual, ajudando na gestão, qualidade, SMS e tudo mais o que aparecesse. Como eu era novato na empresa, dei muito sangue, estudei, corri atrás e isso me projetou na empresa.
Quando começou este projeto grande de Manaus colocaram um cara para ser o meu braço direito, ajudando e aprendendo. Quando me entregaram o cara vieram com aquele velho papo de que "ele é muito bom tecnicamente, logo será um ótimo gerente" (o famoso efeito ralo). Só que, assim como meu chefe fez comigo "tem que fazer tal coisa, se vira aí", fiz com o cara. E o cara não conseguiu fazer. Não é culpa dele. Eu já tinha alguma bagagem gerencial e estava alocado só para a gestão. O cara não tinha nenhum conhecimento gerencial e ainda estava fazendo documentos técnicos.
Eu sabia disso, mas estava atolado de trabalho e, erroneamente, não dei atenção pro cara. Achei que ele ia se virar como eu me virei. Fora que dei a função, mas não dei a responsabilidade. Ele não se sentiu dono do negócio. Só vi isso depois de muito tempo, quando eu estava em Manaus e um cara de outro projeto alocou um cara de elétrica na equipe de Automação. Aí, comecei a mudar o jogo. Mandei um email para todo mundo avisando que o projeto era do Fulano e que ele que era o responsável pelas decisões e em seguida mandei um email para ele avisando que assim que eu voltasse de Manaus passaria a acompanhá-lo mais de perto. A resposta dele? O email abaixo:
O primeiro email, na verdade, surtiu mais efeito para ele do que para os outros. Ele entendeu que o problema era dele e que ele não podia simplesmente falar "não sei" ou "olha com fulano". O segundo, serviu para mostrar que apesar de estar completamente fudido eu estava lá para ajudá-lo. Além disso, ele resolveu correr atrás do atraso, estudando para a certificação PMP (que ele não vai poder tirar por agora, mas que vai ajudá-lo a fazer um trabalho melhor). E como vou dar o curso de GP quando eu voltar, ele vai participar e aprender um pouco mais.
Gostei da mudança de postura do cara. Tomara que não seja efeito Halo e que ele realmente vire um bom lider. O único problema é que logo depois ele saiu de férias, antes mesmo de eu voltar de Manaus. Vamos ver se ele vai conseguir segurar a onda nessa semana que vou ficar fora.
Quando eu entrei na empresa, em 2008, fui para um projeto que, com a crise, acabou não sendo renovado pelo cliente. Com isso, acabaram me alocando para ser o braço direito do meu chefe atual, ajudando na gestão, qualidade, SMS e tudo mais o que aparecesse. Como eu era novato na empresa, dei muito sangue, estudei, corri atrás e isso me projetou na empresa.
Quando começou este projeto grande de Manaus colocaram um cara para ser o meu braço direito, ajudando e aprendendo. Quando me entregaram o cara vieram com aquele velho papo de que "ele é muito bom tecnicamente, logo será um ótimo gerente" (o famoso efeito ralo). Só que, assim como meu chefe fez comigo "tem que fazer tal coisa, se vira aí", fiz com o cara. E o cara não conseguiu fazer. Não é culpa dele. Eu já tinha alguma bagagem gerencial e estava alocado só para a gestão. O cara não tinha nenhum conhecimento gerencial e ainda estava fazendo documentos técnicos.
Eu sabia disso, mas estava atolado de trabalho e, erroneamente, não dei atenção pro cara. Achei que ele ia se virar como eu me virei. Fora que dei a função, mas não dei a responsabilidade. Ele não se sentiu dono do negócio. Só vi isso depois de muito tempo, quando eu estava em Manaus e um cara de outro projeto alocou um cara de elétrica na equipe de Automação. Aí, comecei a mudar o jogo. Mandei um email para todo mundo avisando que o projeto era do Fulano e que ele que era o responsável pelas decisões e em seguida mandei um email para ele avisando que assim que eu voltasse de Manaus passaria a acompanhá-lo mais de perto. A resposta dele? O email abaixo:
Inicialmente estou gostando desta parte de poder auxiliar o pessoal em distribuir tarefas, fazer a interface com o cliente, agendar reuniões, apontar caminhos para as atividades, etc. Porém em alguns pontos preciso de algumas dicas, como por exemplo:
- Principais pontos a serem observados pra distribuir as tarefas para o pessoal;
- Frequência de atualização do cronograma;
- Principais pontos de atualização no share-point durante suas férias;
- Melhor forma de otimizar o Gerenciamento de e-mails (nunca recebi tanto e-mail e entendi porque você recebe 100 e-mails/dia);
- Dicas de sua experiência em projetos (malandragem em reuniões, atas, etc.).
Comecei firme no Grupo de Estudos do PMP e pretendo continuar a estudar nas férias pra não perder o ritmo da turma.
O primeiro email, na verdade, surtiu mais efeito para ele do que para os outros. Ele entendeu que o problema era dele e que ele não podia simplesmente falar "não sei" ou "olha com fulano". O segundo, serviu para mostrar que apesar de estar completamente fudido eu estava lá para ajudá-lo. Além disso, ele resolveu correr atrás do atraso, estudando para a certificação PMP (que ele não vai poder tirar por agora, mas que vai ajudá-lo a fazer um trabalho melhor). E como vou dar o curso de GP quando eu voltar, ele vai participar e aprender um pouco mais.
Gostei da mudança de postura do cara. Tomara que não seja efeito Halo e que ele realmente vire um bom lider. O único problema é que logo depois ele saiu de férias, antes mesmo de eu voltar de Manaus. Vamos ver se ele vai conseguir segurar a onda nessa semana que vou ficar fora.
4 de mar. de 2011
Esparroman RECOMENDA: God of War 3
Quando eu comprei meu PS3 perguntei pra deus e o mundo quais jogos comprar. Cada um falou alguns jogos, mas tem um jogo que foi unânime: God of War 3. Mesmo sem saber nada sobre o jogo, resolvi comprar. Não tinha como ser ruim.
Quando o jogo e o video game chegaram, foi o primeiro que joguei. A primeira impressão foi "caralho, que gráficos!". As historinhas entre os momentos de porrada são elaboradas e curtas, mas absurdamente detalhadas. Nos momentos de porrada "normais" os detalhes são um pouco menores (ainda assim, muito bem feitos), mas nas horas dos chefões (os deuses), os gráficos são MUITO fodas.

Não é só de belezas e de porrada que vive o jogo. Em muitos momentos fiquei alguns bons minutos tentando descobrir como "passar de fase", porque tem alguns quebra-cabeças que te fazem queimar fosfato. Além disso, algumas tarefas exigem muita coordenação motora e agilidade, como na fase do "Guitar Hero" ou nas fases de vôo perto da Chain of Olympus.
Na hora da porrada, Kratos mostra como ser mau. As formas de matar dele são muito cruéis, em alguns momentos lembrando filmes do Tarantino, com sangue voando para tudo quanto é lado, o que me fez gostar mais ainda do jogo e colocá-lo como para maiores de 18 anos. Olha só:

Falando em "maiores de 18 anos", uma das cenas mais bem feitas (graficamente falando) é o encontro com Afrodite. Tentei tirar fotos, mas não fui capaz de tirar nada bom, então recorri ao google (pode ver só os 4 primeiros minutos):
Se você viu mais de 3 minutos do video, viu que se você erra os comandos, é como se mandasse mal com a Afrodite e ela tira onda com a sua cara.
Só teve uma coisa do jogo que me deixou triste: achei ele meio curto. Tá certo que devem ter sido umas 20 horas de jogo (provavelmente mais), mas estou acostumado a GTA 4, que já tenho umas 50 horas de jogo e estou nos 30% ainda. Mesmo assim, achei o jogo sensacional e recomendo muito a todos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Quando o jogo e o video game chegaram, foi o primeiro que joguei. A primeira impressão foi "caralho, que gráficos!". As historinhas entre os momentos de porrada são elaboradas e curtas, mas absurdamente detalhadas. Nos momentos de porrada "normais" os detalhes são um pouco menores (ainda assim, muito bem feitos), mas nas horas dos chefões (os deuses), os gráficos são MUITO fodas.

Não é só de belezas e de porrada que vive o jogo. Em muitos momentos fiquei alguns bons minutos tentando descobrir como "passar de fase", porque tem alguns quebra-cabeças que te fazem queimar fosfato. Além disso, algumas tarefas exigem muita coordenação motora e agilidade, como na fase do "Guitar Hero" ou nas fases de vôo perto da Chain of Olympus.
Na hora da porrada, Kratos mostra como ser mau. As formas de matar dele são muito cruéis, em alguns momentos lembrando filmes do Tarantino, com sangue voando para tudo quanto é lado, o que me fez gostar mais ainda do jogo e colocá-lo como para maiores de 18 anos. Olha só:

Falando em "maiores de 18 anos", uma das cenas mais bem feitas (graficamente falando) é o encontro com Afrodite. Tentei tirar fotos, mas não fui capaz de tirar nada bom, então recorri ao google (pode ver só os 4 primeiros minutos):
Se você viu mais de 3 minutos do video, viu que se você erra os comandos, é como se mandasse mal com a Afrodite e ela tira onda com a sua cara.
Só teve uma coisa do jogo que me deixou triste: achei ele meio curto. Tá certo que devem ter sido umas 20 horas de jogo (provavelmente mais), mas estou acostumado a GTA 4, que já tenho umas 50 horas de jogo e estou nos 30% ainda. Mesmo assim, achei o jogo sensacional e recomendo muito a todos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
3 de mar. de 2011
Transmitindo conhecimento
Dia desses aí pra trás uma das meninas com que em já trabalhei na empresa foi me procurar. O pessoal do escritório estava começando um gupo de estudos para fazer a prova do PMP e ela queria participar, aí veio pedir umas dicas. Conversa vai, conversa vem, eu pergunto: olha só, você está me pedindo essas dicas, mas você já viu se você PODE fazer a prova?
Para quem não sabe, para fazer se candidatar a fazer a prova são necessários alguns requisitos, como 4500 horas gerenciando projeto em 36 meses se você tiver diploma (se não tiver são mais horas e mais meses), ter participado de um curso de 35 horas de gestão de projetos, entre outras coisas.
Ela disse que podia, que já tinha tudo, as horas, os meses, o curso que ela fez...opa. Não foi de 35 horas. Aí ela foi ver com o pessoal se eles também tinham o curso, porque dependendo da resposta, valia a pena fazer um com mais gente, dentro da empresa. Alguns dias depois, me liga uma mulher do Rio, perguntando se eu poderia dar um curso de GP para o pessoal da empresa que está querendo se certificar. Na hora pensei "caralho, 40 horas de curso, tô fudido", mas aí pensei que é uma chance de revisar os estudos e ganhar uns PDUs, aí acabei aceitando.
A minha sorte é que não é uma semana inteira de curso. O meu azar são os dias e horários: de 7 as 10 da manhã nas terças e quintas e sábado, o dia inteiro. Vou aproveitar e convidar um pessoal que eu acho que vale a pena fazer o curso, inclusive um dos meus tamagoshis. Aí todo mundo sai ganhando.
Agora deixa eu ir lá preparar as apresentações, porque o curso será depois da minha folga e ainda tenho que fazer os roteiros da viagem...
Para quem não sabe, para fazer se candidatar a fazer a prova são necessários alguns requisitos, como 4500 horas gerenciando projeto em 36 meses se você tiver diploma (se não tiver são mais horas e mais meses), ter participado de um curso de 35 horas de gestão de projetos, entre outras coisas.
Ela disse que podia, que já tinha tudo, as horas, os meses, o curso que ela fez...opa. Não foi de 35 horas. Aí ela foi ver com o pessoal se eles também tinham o curso, porque dependendo da resposta, valia a pena fazer um com mais gente, dentro da empresa. Alguns dias depois, me liga uma mulher do Rio, perguntando se eu poderia dar um curso de GP para o pessoal da empresa que está querendo se certificar. Na hora pensei "caralho, 40 horas de curso, tô fudido", mas aí pensei que é uma chance de revisar os estudos e ganhar uns PDUs, aí acabei aceitando.
A minha sorte é que não é uma semana inteira de curso. O meu azar são os dias e horários: de 7 as 10 da manhã nas terças e quintas e sábado, o dia inteiro. Vou aproveitar e convidar um pessoal que eu acho que vale a pena fazer o curso, inclusive um dos meus tamagoshis. Aí todo mundo sai ganhando.
Agora deixa eu ir lá preparar as apresentações, porque o curso será depois da minha folga e ainda tenho que fazer os roteiros da viagem...
2 de mar. de 2011
Cena urbana bizarra
Savassi. Contorno com Prudente de Morais. Meio dia. Um sol de rachar, calor brotando do chão. Hora do almoço. Saio para almoçar e vejo, numa ilha para atravessar a rua, um cara. Essa ilha aqui:

Tá vendo no meio da ilha um ponto preto? É uma placa de trânsito. Nessa condição toda citada acima, tinha um sujeito, sem camisa, suando horrores, CHUTANDO A PLACA. Na verdade, o cara estava dando caneladas no poste que sustenta a placa.
Tem muita gente maluca nessa BH...

Tá vendo no meio da ilha um ponto preto? É uma placa de trânsito. Nessa condição toda citada acima, tinha um sujeito, sem camisa, suando horrores, CHUTANDO A PLACA. Na verdade, o cara estava dando caneladas no poste que sustenta a placa.
Tem muita gente maluca nessa BH...
1 de mar. de 2011
Avaliando a equipe
Todo começo de ano a minha empresa faz uma avaliação de desempenho dos funcionários, seguido de um feedback. Esta avaliação, teoricamente, é o que define o seu futuro no ano: promoções, aumento de salário, mudança de função e até demissão e é composta de algumas perguntas em que você fala se nunca é verdade, na maioria das vezes é verdade, às vezes é verdade, às vezes não, na maioria das vezes é verdade e sempre é verdade.
Antes, o negócio era muito esdrúxulo: um gerente avaliava todo mundo que trabalhou com ele. Muitas vezes o cara tinha 60 pessoas debaixo dele e, fazer esta avaliação com critério era impossível. Esse ano resolveram pulverizar um pouco mais. O gerente do escritório avaliou os gerentes e os consultores. Os gerentes avaliaram os líderes, os especialistas e seniores. Os líderes e especialistas avaliaram o resto e, quando era preciso, pediam ajuda a quem estava mais perto do pessoal de mais baixa patente (como os estagiários).
Como eu passei metade do ano no Rio, tive que avaliar só o pessoal da minha equipe do projeto de Manaus (o pequeno, porque o desse ano já está com umas 40 pessoas). Foram 6 pessoas para avaliar, sendo que, para cada item do questionário é necessário que você explique porque está dando aquela nota. Muito legal, mas extremamente trabalhoso. Eu gastei mais de uma hora com cada um (isso porque juniores e estagiários têm menos perguntas para responder e só tinha isso na minha equipe), o que me tomou uma tarde/noite de sábado e uma manhã de domingo.
O legal de fazer estas avaliações da equipe é que você acaba tirando lições aprendidas para você mesmo, porque vê que alguns dos problemas foi VOCÊ que causou. Um exemplo? Um estagiário teve desempenho abaixo do esperado porque VOCÊ não passou nenhuma atividade desafiadora para ele. Outra coisa legal é que você vai ter que dar um conselho para uma pessoa sendo que VOCÊ faz errado. Um exemplo? Trabalhar menos.
Depois de feitas as avaliações, que devem ser discutidas com um segundo avaliador, é marcada a reunião de feedback. Nesta, você leva a sua avaliação do sujeito e ele leva a auto-avaliação dele. E aí vai sendo passado ponto a ponto o que é bom, o que tem que melhorar e assim vai. E nessas reuniões você também vê lições aprendidas, além de levar umas porradas. Como, por exemplo, o cara que trabalha demais. Falei com ele que ele tinha que trabalhar menos, que não tinha necessidade dele ficar tanto tempo na empresa, que se ele estivesse sobrecarregado deveria avisar e começar a falar "não" para as pessoas. Sabe o que ele me disse? "Ué, mas você não pode falar isso. Você é meu líder e é meu exemplo. Chega aqui 8 da manhã e sai 7 da noite todo dia.".
No geral, as reuniões têm sido boas. O pessoal tem aceitado bem os pontos de melhoria e, se fizerem o que falamos, será excelente pra empresa (e para mim também, lógico). E eu também estou aprendendo bastante e, no meio do caminho, acabei mudando a minha própria auto-avaliação, no item que fala de feedback. Só percebi que eu não dava feedback pra equipe quando estava preparando as avaliações e fazendo as reuniões...
Antes, o negócio era muito esdrúxulo: um gerente avaliava todo mundo que trabalhou com ele. Muitas vezes o cara tinha 60 pessoas debaixo dele e, fazer esta avaliação com critério era impossível. Esse ano resolveram pulverizar um pouco mais. O gerente do escritório avaliou os gerentes e os consultores. Os gerentes avaliaram os líderes, os especialistas e seniores. Os líderes e especialistas avaliaram o resto e, quando era preciso, pediam ajuda a quem estava mais perto do pessoal de mais baixa patente (como os estagiários).
Como eu passei metade do ano no Rio, tive que avaliar só o pessoal da minha equipe do projeto de Manaus (o pequeno, porque o desse ano já está com umas 40 pessoas). Foram 6 pessoas para avaliar, sendo que, para cada item do questionário é necessário que você explique porque está dando aquela nota. Muito legal, mas extremamente trabalhoso. Eu gastei mais de uma hora com cada um (isso porque juniores e estagiários têm menos perguntas para responder e só tinha isso na minha equipe), o que me tomou uma tarde/noite de sábado e uma manhã de domingo.
O legal de fazer estas avaliações da equipe é que você acaba tirando lições aprendidas para você mesmo, porque vê que alguns dos problemas foi VOCÊ que causou. Um exemplo? Um estagiário teve desempenho abaixo do esperado porque VOCÊ não passou nenhuma atividade desafiadora para ele. Outra coisa legal é que você vai ter que dar um conselho para uma pessoa sendo que VOCÊ faz errado. Um exemplo? Trabalhar menos.
Depois de feitas as avaliações, que devem ser discutidas com um segundo avaliador, é marcada a reunião de feedback. Nesta, você leva a sua avaliação do sujeito e ele leva a auto-avaliação dele. E aí vai sendo passado ponto a ponto o que é bom, o que tem que melhorar e assim vai. E nessas reuniões você também vê lições aprendidas, além de levar umas porradas. Como, por exemplo, o cara que trabalha demais. Falei com ele que ele tinha que trabalhar menos, que não tinha necessidade dele ficar tanto tempo na empresa, que se ele estivesse sobrecarregado deveria avisar e começar a falar "não" para as pessoas. Sabe o que ele me disse? "Ué, mas você não pode falar isso. Você é meu líder e é meu exemplo. Chega aqui 8 da manhã e sai 7 da noite todo dia.".
No geral, as reuniões têm sido boas. O pessoal tem aceitado bem os pontos de melhoria e, se fizerem o que falamos, será excelente pra empresa (e para mim também, lógico). E eu também estou aprendendo bastante e, no meio do caminho, acabei mudando a minha própria auto-avaliação, no item que fala de feedback. Só percebi que eu não dava feedback pra equipe quando estava preparando as avaliações e fazendo as reuniões...
28 de fev. de 2011
Esparroman Foi: Peixe Boi
Sendo bem sincero eu fui no peixe boi há tanto tempo que não lembro de muitos detalhes. Principalmente porque eu já cheguei lá meio bêbado, pois fui em um dia que tive um evento antes. O que eu lembro com certeza foi que saí com uma impressão boa. Mas vamos lá apertar a memória....
Pra começar não tem foto. Primeiro porque as fotos que eu tinha tirado sumiram do meu celular e depois porque o bar é mais recente que o Google Street View. E também não tem link, porque não encontrei o site oficial, mas fica na Rua Pium-í, 807. Resumidamente, o lugar é grande, uma área coberta (onde devia ser a casa que antes existia lá) e uma varanda aberta. A decoração é simples, sem frescuras.
Que eu me lembre, o atendimento é bom, mesmo com o bar cheio (eram poucas mesas vazias). A comida é excelente, mas acho que vem pouco. Não sei dizer ser é caro, porque cheguei muuuuuito depois do pessoal e, quando a conta chegou, me falaram para deixar 15 conto que tava bom. Pelo que eu li na internetcha, é meio carinho, principalmente a cerveja. Falando em cerveja, uma coisa eu lembro: era MUITO gelada. E como estava bastante calor no dia desceu bem.
Eu me lembro de ter visto muitas mulheres no dia, mas não sei falar a proporção. O que eu lembro é que eram arrumadas (o que não quer dizer que eram bonitas). Eu estava de bermuda e tênis, hehe.
Não cheguei a ir ao banheiro, mas me disseram que é limpo.
Estacionamento é algo impossível. A rua Pium-i é lotada de bares, botecos e restaurantes, então ou você chega cedo ou para longe pra cacete, e sempre com flanelinha. Por ser razoavelmente perto da minha casa e eu já saber disso eu fui a pé.
Vou tentar voltar lá em breve, dessa vez sóbrio, para tirar melhores conclusões...
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Pra começar não tem foto. Primeiro porque as fotos que eu tinha tirado sumiram do meu celular e depois porque o bar é mais recente que o Google Street View. E também não tem link, porque não encontrei o site oficial, mas fica na Rua Pium-í, 807. Resumidamente, o lugar é grande, uma área coberta (onde devia ser a casa que antes existia lá) e uma varanda aberta. A decoração é simples, sem frescuras.
Que eu me lembre, o atendimento é bom, mesmo com o bar cheio (eram poucas mesas vazias). A comida é excelente, mas acho que vem pouco. Não sei dizer ser é caro, porque cheguei muuuuuito depois do pessoal e, quando a conta chegou, me falaram para deixar 15 conto que tava bom. Pelo que eu li na internetcha, é meio carinho, principalmente a cerveja. Falando em cerveja, uma coisa eu lembro: era MUITO gelada. E como estava bastante calor no dia desceu bem.
Eu me lembro de ter visto muitas mulheres no dia, mas não sei falar a proporção. O que eu lembro é que eram arrumadas (o que não quer dizer que eram bonitas). Eu estava de bermuda e tênis, hehe.
Não cheguei a ir ao banheiro, mas me disseram que é limpo.
Estacionamento é algo impossível. A rua Pium-i é lotada de bares, botecos e restaurantes, então ou você chega cedo ou para longe pra cacete, e sempre com flanelinha. Por ser razoavelmente perto da minha casa e eu já saber disso eu fui a pé.
Vou tentar voltar lá em breve, dessa vez sóbrio, para tirar melhores conclusões...
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
27 de fev. de 2011
Adrianópolis Apart Hotel (Manaus, AM)
Na última vez que fui para Manaus, no começo desse mês, fiquei em um hotel diferente, o Adrianópolis Apart Hotel. Tinha tudo para ser o melhor hotel que já fiquei na cidade: era um apart num dos melhores bairros de Manaus e tem um cara da equipe morando lá. Devíamos ser tratados como reis. Mas não fomos...
O hotel, fisicamente falando, é realmente muito bom. O quarto é bem grande, com sala, cozinha, varanda, todos com tamanho razoável. Dá uma olhada na sala, que possui uma mesa de verdade para jantar (mas que para trabalhar é meio ruim), um sofá bacanudo, uma poltrona e Tv com mesa de centro:

Colado com a sala ficava a cozinha, no melhor estilo apart: bancadinha para comer e muito equipada (fogão completo, com forno, sugar, pia com armário e um frigobar). Embaixo da bancada ainda tinha uma prateleira para colocar coisas, tipo uma micro-dispensa e no armário já tinha pratos e talheres. Reza a lenda que você pode pedir panelas emprestadas para cozinhar.

O quarto é grande, com um a cama boa, armário gigante e lugar para colocar a mala e TV (que não dá pra ver na foto, porque está acima de onde eu tirei a foto). Olha só:

O banheiro é pequeno. O chuveiro tem água quente, só que é difícil pra caramba tomar banho: ele joga a água para todos os lados, menos para baixo. Você tem que ficar buscando a água. Fora que ele alaga se você busca um pouco mais de água e de pressão.

Até agora, poucas reclamações, né? É que preferi colocar todas juntas, porque foi tudo problema de SERVIÇO. Vamos a elas:
- O quarto é imundo. Andei descalço por 5 minutos e meu pé ficou preto. Pedi encarecidamente na recepção para limparem o quarto TODO OS DIAS e em NENHUM DELES limparam. No banheiro, tinha cabelo de mulher na parede, o chão estava esbranquiçado (típico de que está muito tempo sendo usado sem lavar). Chegou a me dar um certo nojo (e olha que eu não sou fresco). A roupa de cama parecia ser lavada e recém-trocada, mas tinha uma mancha de sujeira que me incomodou;
- A TV do quarto não tinha controle. Eu pedi para colocarem todos os dias, mas também não tive sucesso;
- A TV da sala não funcionava. Na verdade era o aparelho da NET que não funcionava, mas também não resolveram;
- Já o controle do ar condicionado da sala, que não estava funcionando, mas eu não reclamei, trocaram. Vai entender. Mas ele fazia um barulho fenomenal;
- No banheiro, não foram repostos sabonetes e shampoos. E olha que eu fiquei lá 5 dias;
- Isso não é bem serviço, mas as lâmpadas utilizadas são MUITO fracas. Tipo 25 Watts. De noite é uma tristeza, tem que acender todas as luzes para tentar enxergar bem. Para trabalhar é foda;
- Na sala, são raras as tomadas. Tem UMA ao lado da mesa, que é usada para uma luminária. Tive que desligar para ligar o note, mas com a luz fraca do hotel sofri muito;
- O serviço de quarto é uma porcaria. Pedi um cheeseburguer no primeiro dia e levou quase UMA HORA para entregarem (sério: pão, carne, queijo, alfaçe e uma rodela de tomate. UMA HORA). E, lógico, chegou frio.
Já o café da manhã é muito bom. Farto, com opções e ainda tinha uma mulher preparando omeletes, ovos mexidos e tapiocas doces e salgadas. O único problema é a luz fraca, que dificulta MUITO enxerga o que tem de opções. Cheguei a cogitar levar uma lanterna (sem brincadeira).
Diz que o hotel tem piscina, sala de ginástica e outras coisas do gênero. Acabei esquecendo de conferir (fora que a semana foi bem puxada). Da próxima vez que eu for eu tiro umas fotos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O hotel, fisicamente falando, é realmente muito bom. O quarto é bem grande, com sala, cozinha, varanda, todos com tamanho razoável. Dá uma olhada na sala, que possui uma mesa de verdade para jantar (mas que para trabalhar é meio ruim), um sofá bacanudo, uma poltrona e Tv com mesa de centro:

Colado com a sala ficava a cozinha, no melhor estilo apart: bancadinha para comer e muito equipada (fogão completo, com forno, sugar, pia com armário e um frigobar). Embaixo da bancada ainda tinha uma prateleira para colocar coisas, tipo uma micro-dispensa e no armário já tinha pratos e talheres. Reza a lenda que você pode pedir panelas emprestadas para cozinhar.

O quarto é grande, com um a cama boa, armário gigante e lugar para colocar a mala e TV (que não dá pra ver na foto, porque está acima de onde eu tirei a foto). Olha só:

O banheiro é pequeno. O chuveiro tem água quente, só que é difícil pra caramba tomar banho: ele joga a água para todos os lados, menos para baixo. Você tem que ficar buscando a água. Fora que ele alaga se você busca um pouco mais de água e de pressão.

Até agora, poucas reclamações, né? É que preferi colocar todas juntas, porque foi tudo problema de SERVIÇO. Vamos a elas:
- O quarto é imundo. Andei descalço por 5 minutos e meu pé ficou preto. Pedi encarecidamente na recepção para limparem o quarto TODO OS DIAS e em NENHUM DELES limparam. No banheiro, tinha cabelo de mulher na parede, o chão estava esbranquiçado (típico de que está muito tempo sendo usado sem lavar). Chegou a me dar um certo nojo (e olha que eu não sou fresco). A roupa de cama parecia ser lavada e recém-trocada, mas tinha uma mancha de sujeira que me incomodou;
- A TV do quarto não tinha controle. Eu pedi para colocarem todos os dias, mas também não tive sucesso;
- A TV da sala não funcionava. Na verdade era o aparelho da NET que não funcionava, mas também não resolveram;
- Já o controle do ar condicionado da sala, que não estava funcionando, mas eu não reclamei, trocaram. Vai entender. Mas ele fazia um barulho fenomenal;
- No banheiro, não foram repostos sabonetes e shampoos. E olha que eu fiquei lá 5 dias;
- Isso não é bem serviço, mas as lâmpadas utilizadas são MUITO fracas. Tipo 25 Watts. De noite é uma tristeza, tem que acender todas as luzes para tentar enxergar bem. Para trabalhar é foda;
- Na sala, são raras as tomadas. Tem UMA ao lado da mesa, que é usada para uma luminária. Tive que desligar para ligar o note, mas com a luz fraca do hotel sofri muito;
- O serviço de quarto é uma porcaria. Pedi um cheeseburguer no primeiro dia e levou quase UMA HORA para entregarem (sério: pão, carne, queijo, alfaçe e uma rodela de tomate. UMA HORA). E, lógico, chegou frio.
Já o café da manhã é muito bom. Farto, com opções e ainda tinha uma mulher preparando omeletes, ovos mexidos e tapiocas doces e salgadas. O único problema é a luz fraca, que dificulta MUITO enxerga o que tem de opções. Cheguei a cogitar levar uma lanterna (sem brincadeira).
Diz que o hotel tem piscina, sala de ginástica e outras coisas do gênero. Acabei esquecendo de conferir (fora que a semana foi bem puxada). Da próxima vez que eu for eu tiro umas fotos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
24 de fev. de 2011
Cavaleiro do Apocalipse
Várias pessoas já me falaram que eu sou muito pessimista e que só vejo o lado negativo das coisas. No trabalho, normalmente, isso é visto como uma coisa boa, porque eu consigo "prever" o que vai dar merda e consigo fazer um plano B para a situação. Na verdade, o que eu faço é uma análise de riscos. O problema é que eu faço isso com TUDO e O TEMPO TODO. Em uma conversa boba, de buteco, eu consigo ver os riscos se formando. Tipo essa propaganda abaixo:
Várias vezes eu me sinto o cavaleiro do apocalipse. A pessoa está lá, toda empolgada falando sobre alguma coisa que ela está pensando em fazer e eu vou lá e jogo aquela ducha de água fria: "mas você já pensou em tal coisa?". A pessoa fica puta e eu fico com a estigma de pessimista. Não é que eu não tenha achado legal para caralho, é só que eu estou vendo o que pode dar errado para ajudar a pessoa a ter um plano de mitigação do risco.
Não, eu não sou normal. Sim, eu tenho que mudar. Pelo menos para parar de fazer essas análises com os planos de outras pessoas...
Várias vezes eu me sinto o cavaleiro do apocalipse. A pessoa está lá, toda empolgada falando sobre alguma coisa que ela está pensando em fazer e eu vou lá e jogo aquela ducha de água fria: "mas você já pensou em tal coisa?". A pessoa fica puta e eu fico com a estigma de pessimista. Não é que eu não tenha achado legal para caralho, é só que eu estou vendo o que pode dar errado para ajudar a pessoa a ter um plano de mitigação do risco.
Não, eu não sou normal. Sim, eu tenho que mudar. Pelo menos para parar de fazer essas análises com os planos de outras pessoas...
23 de fev. de 2011
Técnica do quarto arrumado
Essa técnica é para os leitores bagunceiros aprenderem como se portar em um hotel. Nas minhas inúmeras viagens, já vi muita coisa que acontece em hotel e já conversei com muita gente que se hospeda em hotel e que trabalha em hotel. Com essa bagagem, cheguei a uma conclusão simples: deixe sempre o seu quarto arrumado.
Assim que chegar ao quarto, retire as suas camisas da mala e pendure no armário. Lá deve ser o máximo de espaço que você deve ocupar com roupas além da sua mala. Na medida em que for usando as roupas, vá colocando-as em cima da mala (do lado de fora mesmo), dobradas. O tênis / sapato também podem ficar fora da mala, lógico. Não deixe a roupa espalhada pelo quarto, depois vou contar a razão.
Já os seus apetrechos (notebook, celular, carteira, coisas de banho, etc) devem estar sempre em um mesmo lugar, de preferência guardados. NUNCA deixe sua carteira e seu telefone dando sopa. São coisas pequenas e que você pode esquecer facilmente. O notebook, apesar de ser maiorzinho, também merece um cuidado especial. O ideal é prendê-lo com aqueles cadeados, que não garantem nada, mas dificultam o roubo.
Jogue tudo o que for lixo no lixo. Não deixe nada que for lixo fora do lixo. Isso evita que coisas importantes sejam jogadas fora sem você querer. Resto de comida, pratos sujos, e utensílios de cozinha utilizados devem ser colocados do lado de fora do quarto assim que terminarem as refeições.
As razões para tanta recomendação? Vamos lá...
- Já teve um consultor que comprou alguma coisa com o cartão de crédito e quando chegou no quarto, enfiou a mão no bolso e pegou o cartão com a nota fiscal e outros papéis amassados e colocou em cima da mesa do quarto. Saiu para trabalhar e quando voltou, a pilha de papeis não estava mais lá, assim como o cartão de crédito. A faxineira achou que era lixo e jogou tudo fora.
- Um cara da minha equipe foi para o Rio e, como não ia usar o cartão do ticket a semana inteira deixou em cima da mesa do quarto, para não correr risco de perder ou ser roubado e foi trabalhar. Quando voltou pra BH, foi tentar usar o cartão e não tinha saldo. Entrou na página da ticket e viu que ele foi gasto em estabelecimentos do Rio. A arrumadeira pegou o cartão, usou, e colocou de volta no lugar.
- Já teve caso de cara da minha empresa que teve o notebook roubado DENTRO DO QUARTO. Deixou lá, foi jantar e quando voltou não estava mais. Alguém entrou no quarto e levou o computador.
- Uma vez dividi quarto com um cara muito bagunceiro. Era roupa espalhada no quarto inteiro. Uma semana, ele largou um pé de meia no quarto e não viu. Só reparou quando chegou em casa. Teve uma outra semana que esqueceu uma cueca.
- Conversando com uma arrumadeira do quarto de BSB, em um dos finais de semana que estava com preguiça de sair do quarto, ela me falou que quando pega um quarto organizado como o meu estava era "obrigada" a arrumar o quarto, porque sabia que se tivesse alguma coisa fora do lugar eu veria. Quando era um quarto que estava uma zona ela só arrumava a cama e dava por satisfeita.
- Nessa mesma linha de pensamento, mas levando para o lado ladrão: se você deixa o quarto arrumado, se roubarem alguma coisa você sentirá falta. Se está tudo espalhado, se pegarem alguma coisa pode demorar para você perceber (ou nem perceber).
E aí? Alguém já teve problema desse tipo no quarto do hotel?
Assim que chegar ao quarto, retire as suas camisas da mala e pendure no armário. Lá deve ser o máximo de espaço que você deve ocupar com roupas além da sua mala. Na medida em que for usando as roupas, vá colocando-as em cima da mala (do lado de fora mesmo), dobradas. O tênis / sapato também podem ficar fora da mala, lógico. Não deixe a roupa espalhada pelo quarto, depois vou contar a razão.
Já os seus apetrechos (notebook, celular, carteira, coisas de banho, etc) devem estar sempre em um mesmo lugar, de preferência guardados. NUNCA deixe sua carteira e seu telefone dando sopa. São coisas pequenas e que você pode esquecer facilmente. O notebook, apesar de ser maiorzinho, também merece um cuidado especial. O ideal é prendê-lo com aqueles cadeados, que não garantem nada, mas dificultam o roubo.
Jogue tudo o que for lixo no lixo. Não deixe nada que for lixo fora do lixo. Isso evita que coisas importantes sejam jogadas fora sem você querer. Resto de comida, pratos sujos, e utensílios de cozinha utilizados devem ser colocados do lado de fora do quarto assim que terminarem as refeições.
As razões para tanta recomendação? Vamos lá...
- Já teve um consultor que comprou alguma coisa com o cartão de crédito e quando chegou no quarto, enfiou a mão no bolso e pegou o cartão com a nota fiscal e outros papéis amassados e colocou em cima da mesa do quarto. Saiu para trabalhar e quando voltou, a pilha de papeis não estava mais lá, assim como o cartão de crédito. A faxineira achou que era lixo e jogou tudo fora.
- Um cara da minha equipe foi para o Rio e, como não ia usar o cartão do ticket a semana inteira deixou em cima da mesa do quarto, para não correr risco de perder ou ser roubado e foi trabalhar. Quando voltou pra BH, foi tentar usar o cartão e não tinha saldo. Entrou na página da ticket e viu que ele foi gasto em estabelecimentos do Rio. A arrumadeira pegou o cartão, usou, e colocou de volta no lugar.
- Já teve caso de cara da minha empresa que teve o notebook roubado DENTRO DO QUARTO. Deixou lá, foi jantar e quando voltou não estava mais. Alguém entrou no quarto e levou o computador.
- Uma vez dividi quarto com um cara muito bagunceiro. Era roupa espalhada no quarto inteiro. Uma semana, ele largou um pé de meia no quarto e não viu. Só reparou quando chegou em casa. Teve uma outra semana que esqueceu uma cueca.
- Conversando com uma arrumadeira do quarto de BSB, em um dos finais de semana que estava com preguiça de sair do quarto, ela me falou que quando pega um quarto organizado como o meu estava era "obrigada" a arrumar o quarto, porque sabia que se tivesse alguma coisa fora do lugar eu veria. Quando era um quarto que estava uma zona ela só arrumava a cama e dava por satisfeita.
- Nessa mesma linha de pensamento, mas levando para o lado ladrão: se você deixa o quarto arrumado, se roubarem alguma coisa você sentirá falta. Se está tudo espalhado, se pegarem alguma coisa pode demorar para você perceber (ou nem perceber).
E aí? Alguém já teve problema desse tipo no quarto do hotel?
22 de fev. de 2011
Esparroman RECOMENDA: Shaved Tight Pussy
A razão de eu ter ido ao Studio Bar foi, na verdade, ver o show do Shaved Tight Pussy (não achei link em lugar nenhum). A banda, recomendada pela minha querida amiga Consultora, é cover do Stone Temple Pilots e é do namorado de uma amiga dela, o Ex-Leo Nastácia (hoje conhecido como Leozinho, pois saiu da banda).
A história do cara é a seguinte: ele tocou com o Tianastácias durante 10 anos, inclusive na fase que a banda fez sucesso. Aí deu briga e ele acabou saindo (ou foi saído, não sei). Juntou outros amigos e resolveu formar o STP, para fazer cover do Stone Temple Pilots.
Como eles não conseguiram achar um vocalista, acabam convidando um diferente para cada show. No dia que eles tocaram no SB devia ser alguma ocasião especial, porque tinha uns 4 vocalistas diferentes, cada um cantando um conjunto de músicas. Neste dia trocou até o baixista em alguns momentos. [Update] Blogueiro burro, não sabe de nada (e entendeu tudo errado). A banda possui 4 vocalistas que se alternam entre as músicas. Obrigado, Consultora (mas que trocou o baixista em algumas músicas, isso trocou). [/Update]
Os caras são MUITO bons. Tocam bem pra caralho. Uma pena que o vocal estava meio baixo e não estava dando pra ouvir direito. Do meio do show pra frente acho que alguém avisou e melhorou bem o som. As músicas, pouco conhecidas de 90% das pessoas que estavam lá, são boas (afinal, é Stone Temple Pilots) e o pessoal só cantou a plenos pulmões em uma ou duas músicas, as mais famosas (tipo "Plush").
O show durou bem umas 2 horas e tocaram muitas músicas. Do meio pro fim, eu já bem embreagado, estava "sentido" as músicas e delirei com os acordes, que estavam sendo bem executados. Os vocais, apesar de serrem variáveis, também não deixaram a desejar.
Apesar de saber que de um show para outro não deve ter muita diferença, quando tiver outro show eu vou. Recomendo muito.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
A história do cara é a seguinte: ele tocou com o Tianastácias durante 10 anos, inclusive na fase que a banda fez sucesso. Aí deu briga e ele acabou saindo (ou foi saído, não sei). Juntou outros amigos e resolveu formar o STP, para fazer cover do Stone Temple Pilots.
Os caras são MUITO bons. Tocam bem pra caralho. Uma pena que o vocal estava meio baixo e não estava dando pra ouvir direito. Do meio do show pra frente acho que alguém avisou e melhorou bem o som. As músicas, pouco conhecidas de 90% das pessoas que estavam lá, são boas (afinal, é Stone Temple Pilots) e o pessoal só cantou a plenos pulmões em uma ou duas músicas, as mais famosas (tipo "Plush").
O show durou bem umas 2 horas e tocaram muitas músicas. Do meio pro fim, eu já bem embreagado, estava "sentido" as músicas e delirei com os acordes, que estavam sendo bem executados. Os vocais, apesar de serrem variáveis, também não deixaram a desejar.
Apesar de saber que de um show para outro não deve ter muita diferença, quando tiver outro show eu vou. Recomendo muito.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
21 de fev. de 2011
Esparroman Foi: Studio Bar
Fui ao Studio Bar pela primeira vez esse ano, mas ele já existe há muito tempo. Ficou fechado por um período, mas depois de reaberto o lugar ficou sensacional (não sei como era antes). Basicamente é uma casa antiga transformada em uma casa de show (tinha tirado fotos, mas já sabem, né? Então pedi ajuda ao Google Street View).

São vários ambientes e chega a ser meio "labiríntico". A decoração das paredes é toda em grafite e tem algumas guitarras e posters pendurados, bastante legal.Nas partes abertas, não tem mágica: se o dia está quente, o calor é infernal (como era o caso). São alguns ambientes abertos, com um bar, algumas mesas e uma parte descoberta, que vira o fumódromo.
Na parte fechada, o ar condicionado é potente. O palco é razoável e o som muito bom, apesar de ter um pouco de eco. A pista é até grande e em uma das laterais tem mesas para quem quer se sentar. Na outra lateral do palco fica um dos 3 bares. Ele é tão alto que eu tinha que esticar o braço para conseguir entregar a comanda pras atendentes. No fundo, um mezanino, também com mesas e outro bar.
O banheiro fica na parte aberta e é muito estranho. É basicamente um mictório calha gigantesco, com uns 10 metros pra mais e lááááááá no fundo uma casinha com uma privada. No começo da noite é bem limpo, mas depois que enche, fica meio porco. A privada, no dia que eu fui, foi inutilizada por vômito.
O valor da entrada varia, no dia que eu fui era 25 ronaldos para homem e 20 para mulher (bem caro) e as bebidas também não são picolé: 5 ronaldos a heineken long neck (que ainda te garante dor de cabeça no dia seguinte). Como era um dia muito quente, tomei umas 7 e minha conta no fim da noite foi uma graça. Pelo menos aceita cartão de crédito (Visa com certeza e acho que Master também), então empurrei a conta para o mês seguinte.
A proporção homem mulher varia muito durante a noite. Quando cheguei achei que estava no paraíso: tinha MUITA mulher e pouco homem, apesar de estar vazio. Sem exageiro: a proporção era 70/30 M/H. Com o tempo os cuecas foram chegando e igualou. Mais para o fim da noite a coisa inverteu e ficou uns 35/65 M/H.
Como cheguei cedo, estacionar não foi tão difícil (mas parei em outro quarteirão, num lugar meio escuro e que me deixou preocupado), mas imagino que estacionar no quarteirão seja impossível. Tem muito flanelinha (onde eu parei não tinha) e deve ser daquele tipo que cobra adiantado, porque quando sai (umas 3 da matina) já não tinha mais ninguém tomando conta dos carros.
O lugar é muito bacana e dizem que os shows são sempre bons (vou falar sobre o show do dia em outro post), mas o lugar é meio caro. Se fosse mais barato (pelo menos a entrada), iria com muito mais frequencia, mas ficar pagando 25 conto toda semana só pra usar o banheiro não dá.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
São vários ambientes e chega a ser meio "labiríntico". A decoração das paredes é toda em grafite e tem algumas guitarras e posters pendurados, bastante legal.Nas partes abertas, não tem mágica: se o dia está quente, o calor é infernal (como era o caso). São alguns ambientes abertos, com um bar, algumas mesas e uma parte descoberta, que vira o fumódromo.
Na parte fechada, o ar condicionado é potente. O palco é razoável e o som muito bom, apesar de ter um pouco de eco. A pista é até grande e em uma das laterais tem mesas para quem quer se sentar. Na outra lateral do palco fica um dos 3 bares. Ele é tão alto que eu tinha que esticar o braço para conseguir entregar a comanda pras atendentes. No fundo, um mezanino, também com mesas e outro bar.
O banheiro fica na parte aberta e é muito estranho. É basicamente um mictório calha gigantesco, com uns 10 metros pra mais e lááááááá no fundo uma casinha com uma privada. No começo da noite é bem limpo, mas depois que enche, fica meio porco. A privada, no dia que eu fui, foi inutilizada por vômito.
O valor da entrada varia, no dia que eu fui era 25 ronaldos para homem e 20 para mulher (bem caro) e as bebidas também não são picolé: 5 ronaldos a heineken long neck (que ainda te garante dor de cabeça no dia seguinte). Como era um dia muito quente, tomei umas 7 e minha conta no fim da noite foi uma graça. Pelo menos aceita cartão de crédito (Visa com certeza e acho que Master também), então empurrei a conta para o mês seguinte.
A proporção homem mulher varia muito durante a noite. Quando cheguei achei que estava no paraíso: tinha MUITA mulher e pouco homem, apesar de estar vazio. Sem exageiro: a proporção era 70/30 M/H. Com o tempo os cuecas foram chegando e igualou. Mais para o fim da noite a coisa inverteu e ficou uns 35/65 M/H.
Como cheguei cedo, estacionar não foi tão difícil (mas parei em outro quarteirão, num lugar meio escuro e que me deixou preocupado), mas imagino que estacionar no quarteirão seja impossível. Tem muito flanelinha (onde eu parei não tinha) e deve ser daquele tipo que cobra adiantado, porque quando sai (umas 3 da matina) já não tinha mais ninguém tomando conta dos carros.
O lugar é muito bacana e dizem que os shows são sempre bons (vou falar sobre o show do dia em outro post), mas o lugar é meio caro. Se fosse mais barato (pelo menos a entrada), iria com muito mais frequencia, mas ficar pagando 25 conto toda semana só pra usar o banheiro não dá.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
18 de fev. de 2011
Algumas loucuras e manias
Quem me conhece sabe: eu sou um cara metódico. Tão metódico que chega a beirar a loucura (ou a doença). Eu sempre fui assim, mas acho que andou piorando com o passar do tempo. Alguns exemplos...
- Quando eu entro no carro, a primeira coisa que faço assim que giro a chave é abrir o vidro. São três toques no lado botão de abrir o esquerdo e três no botão do lado direito. Nem mais, nem menos;
- Sempre que estou no trabalho sentado em frente o computador (o que não tem ocorrido muito) eu estou com fone de ouvido. Algumas vezes depois de muito tempo com o fone eu percebo que não está tocando música;
- Eu sou extremamente chato com relação à posição das coisas. Minha mesa de trabalho é impecável, a milha coleção de carros miniatura é milimetricamente posicionada, minhas gavetas são um jogo de tetris, com tudo no lugar, minhas pastas de computador cabulosamente organizadas. Isso faz com que eu ache as coisas muito rapidamente;
- Eu tenho, no entanto, um calcanhar de aquiles: a tampa da minha escrivaninha, no meu quarto. Lá SEMPRE está bagunçado e várias vezes esqueço de fazer as coisas porque coloco papeis por cima (como o exame de sangue);
- Eu odeio pessoas. Odeio. Quando eu conheço uma pessoa nova demoro muito até começar a conversar normalmente (isso pode levar dias);
- Eu sou binário: ou eu gosto de você (e nesse caso farei o possível e o impossível para te ajudar no que você precisar) ou eu odeio você (não vou te fazer mal, mas não vou mexer uma palha para te ajudar, mesmo se você estiver morrendo). Normalmente eu decido se é um caso ou outro na primeira vez que eu te vejo (o que não é, necessariamente, a primeira vez que eu converso com você);
- Apesar disso tudo, eu trato minha equipe muito bem. Por mais que pareça que não estou acompanhando nada, sempre estou com o radar ligado e pegando mudanças de humor, problemas, cansaço, etc. E faço de tudo para tentar resolver;
- Eu só funciono sobre pressão, o que vai me causar um infarto aos 35;
- Eu sempre vejo o lado ruim das coisas primeiro;
- Minhas viagens são sempre cabulosamente planejadas, sendo a trabalho ou de férias. Eu não consigo me imaginar chegando a um lugar sem saber o que fazer e sem planos das coisas para fazer;
- Eu sou a pessoa mais rotineira do mundo, mas não suporto que meu trabalho seja uma rotina (o que me fez virar consultor, pois estaria cada semestre em um lugar diferente);
- Eu gosto de aeroportos e de voar;
- Eu sou mão de vaca, mas as vezes gasto um bom dinheiro com coisas que ninguém entende (como a minha coleção de copos);
- Eu odeio ir a médicos, mas não por medo de injeção e sim por ter que ficar esperando;
- Eu odeio cortar o cabelo, pelo mesmo motivo acima;
- Quando eu conheço uma música ou banda nova que eu gosto fico ouvindo-a em loop infinito. As vezes eu escuto a mesma música 5,6 vezes seguidas;
- Eu adoro mulheres de óculos;
- Eu adoro ruivas;
- Se algum dia eu encontrar uma ruiva de óculos que seja bacana eu caso;
- Qualquer brinde me deixa feliz;
- Quando tenho que comprar alguma coisa eu só entro na loja quando já sei o que quero. Odeio ficar rondando procurando e experimentando coisas;
- Odeio vendedor;
- Entre acordar e sair de casa pela manhã eu sigo um padrão. Pela hora você consegue saber o que eu estou fazendo;
- Tenho ódio de gente prolixa;
- Quando ligo o computador a primeira coisa que eu faço é abrir o navegador e entrar no Gmail. Mesmo que não tenha conexão ou que eu tenha que olhar alguma coisa importante;
- Não consigo dormir sem lençol;
- Não consigo dormir com a cabeça virada para a porta;
- Tenho pânico de emails não lidos na minha caixa de entrada;
- Depois que morei em BSB não consigo deixar de reparar nos nós e na altura das gravatas das pessoas;
- As colunas das minhas planilhas sempre tem largura múltipla de 10 pixels;
- Eu sempre separo a roupa que vou usar no dia seguinte na noite anterior.
E aí? Alguém lembra de mais alguma loucura ou mania minha?
- Quando eu entro no carro, a primeira coisa que faço assim que giro a chave é abrir o vidro. São três toques no lado botão de abrir o esquerdo e três no botão do lado direito. Nem mais, nem menos;
- Sempre que estou no trabalho sentado em frente o computador (o que não tem ocorrido muito) eu estou com fone de ouvido. Algumas vezes depois de muito tempo com o fone eu percebo que não está tocando música;
- Eu sou extremamente chato com relação à posição das coisas. Minha mesa de trabalho é impecável, a milha coleção de carros miniatura é milimetricamente posicionada, minhas gavetas são um jogo de tetris, com tudo no lugar, minhas pastas de computador cabulosamente organizadas. Isso faz com que eu ache as coisas muito rapidamente;
- Eu tenho, no entanto, um calcanhar de aquiles: a tampa da minha escrivaninha, no meu quarto. Lá SEMPRE está bagunçado e várias vezes esqueço de fazer as coisas porque coloco papeis por cima (como o exame de sangue);
- Eu odeio pessoas. Odeio. Quando eu conheço uma pessoa nova demoro muito até começar a conversar normalmente (isso pode levar dias);
- Eu sou binário: ou eu gosto de você (e nesse caso farei o possível e o impossível para te ajudar no que você precisar) ou eu odeio você (não vou te fazer mal, mas não vou mexer uma palha para te ajudar, mesmo se você estiver morrendo). Normalmente eu decido se é um caso ou outro na primeira vez que eu te vejo (o que não é, necessariamente, a primeira vez que eu converso com você);
- Apesar disso tudo, eu trato minha equipe muito bem. Por mais que pareça que não estou acompanhando nada, sempre estou com o radar ligado e pegando mudanças de humor, problemas, cansaço, etc. E faço de tudo para tentar resolver;
- Eu só funciono sobre pressão, o que vai me causar um infarto aos 35;
- Eu sempre vejo o lado ruim das coisas primeiro;
- Minhas viagens são sempre cabulosamente planejadas, sendo a trabalho ou de férias. Eu não consigo me imaginar chegando a um lugar sem saber o que fazer e sem planos das coisas para fazer;
- Eu sou a pessoa mais rotineira do mundo, mas não suporto que meu trabalho seja uma rotina (o que me fez virar consultor, pois estaria cada semestre em um lugar diferente);
- Eu gosto de aeroportos e de voar;
- Eu sou mão de vaca, mas as vezes gasto um bom dinheiro com coisas que ninguém entende (como a minha coleção de copos);
- Eu odeio ir a médicos, mas não por medo de injeção e sim por ter que ficar esperando;
- Eu odeio cortar o cabelo, pelo mesmo motivo acima;
- Quando eu conheço uma música ou banda nova que eu gosto fico ouvindo-a em loop infinito. As vezes eu escuto a mesma música 5,6 vezes seguidas;
- Eu adoro mulheres de óculos;
- Eu adoro ruivas;
- Se algum dia eu encontrar uma ruiva de óculos que seja bacana eu caso;
- Qualquer brinde me deixa feliz;
- Quando tenho que comprar alguma coisa eu só entro na loja quando já sei o que quero. Odeio ficar rondando procurando e experimentando coisas;
- Odeio vendedor;
- Entre acordar e sair de casa pela manhã eu sigo um padrão. Pela hora você consegue saber o que eu estou fazendo;
- Tenho ódio de gente prolixa;
- Quando ligo o computador a primeira coisa que eu faço é abrir o navegador e entrar no Gmail. Mesmo que não tenha conexão ou que eu tenha que olhar alguma coisa importante;
- Não consigo dormir sem lençol;
- Não consigo dormir com a cabeça virada para a porta;
- Tenho pânico de emails não lidos na minha caixa de entrada;
- Depois que morei em BSB não consigo deixar de reparar nos nós e na altura das gravatas das pessoas;
- As colunas das minhas planilhas sempre tem largura múltipla de 10 pixels;
- Eu sempre separo a roupa que vou usar no dia seguinte na noite anterior.
E aí? Alguém lembra de mais alguma loucura ou mania minha?
17 de fev. de 2011
RH Fail
Um tempo atrás o presidente da empresa e a gerente geral de RH foram até o escritório de BH para bater um papo com o pessoal. Era uma velha dívida que a nova diretoria tinha com os funcionários e, provalvelmente, meu momento esparrento na festa de fim de ano apressou um pouco. Tanto que quando eles chegaram e eu fui abrir a porta do andar o presidente falou "vim cumprir a minha promessa.".
A conversa foi em um dos andares da empresa, com mais de 100 pessoas onde normalmente trabalham uns 40. Não tinha, portanto, lugar pra todo mundo sentar e muita gente ficou de pé. O presidente, já vendo isso, falou "desculpe por terem que ficar em pé. Vou ser solidário e ficar aqui na frente em pé também". Nesse momento começou o show de horrores da mulher de RH. Contra o que indicaria uma pessoa que ENTENDESSE de pessoas, ela simplesmente falou "Ah, eu não. Eu vou ficar sentada". E assim fez. Não levantou NEM UM MINUTO, nem para responder perguntas.
Ai o presidente foi e contou um pouco da história dele e blábláblá e falou que ia passar a bola para a fulana, que era a Gerente de RH, mas que na prática era a diretora de RH. Aí ela foi lá e falou: "Diretora não. Gerente Geral mesmo". Mais uma bola fora.vê se isso é coisa que se fale na frente do escritório inteiro! Aí ela foi e, sem levantar, contou a história dela em CINCO MINUTOS. E jogou a bola de volta para o presidente.
Enquanto o cara falava (e o cara fala MUITO) e não só ficou sentadinha como ainda cruzou os braços E as pernas. Quem entende um pouco de psicologia (como alguém que trabalha com RH deveria entender) sabe que braço cruzado é sinal de que não está nem um pouco confortável e aberto a conversa. Braço e perna cruzada quer dizer "estou totalmente fechado a qualquer coisa que me falarem". Para piorar, ela ainda ficou encurvada para frente, encolhida, se fechando mais ainda. Falha grosseira.
Como ela acordou cedo, tadinha, ainda estava com sono e, em alguns momentos, FECHOU OS OLHOS. Ficou lá, só balançando a cabeça, fazendo que sim e concordando com tudo o que o presidente falava. Vez ou outra ela falava alguma coisinha, mas foi ridículo.
Acabada a reunião, próximo do almoço, foi todo mundo almoçar. Todo mundo achou que os dois iriam ficar lá a tarde, para conversas individuais e choradas de pitangas. Surpreendentemente, eles foram embora ANTES do almoço. PUTAQUEPARIU! O povo fica mais de um ano sem PISAR do escritório e, quando vai, não fica nem um dia inteiro! Custava ficar mais meio dia e escutar o pessoal?
Definitivamente estamos completamente fudidos.
A conversa foi em um dos andares da empresa, com mais de 100 pessoas onde normalmente trabalham uns 40. Não tinha, portanto, lugar pra todo mundo sentar e muita gente ficou de pé. O presidente, já vendo isso, falou "desculpe por terem que ficar em pé. Vou ser solidário e ficar aqui na frente em pé também". Nesse momento começou o show de horrores da mulher de RH. Contra o que indicaria uma pessoa que ENTENDESSE de pessoas, ela simplesmente falou "Ah, eu não. Eu vou ficar sentada". E assim fez. Não levantou NEM UM MINUTO, nem para responder perguntas.
Ai o presidente foi e contou um pouco da história dele e blábláblá e falou que ia passar a bola para a fulana, que era a Gerente de RH, mas que na prática era a diretora de RH. Aí ela foi lá e falou: "Diretora não. Gerente Geral mesmo". Mais uma bola fora.vê se isso é coisa que se fale na frente do escritório inteiro! Aí ela foi e, sem levantar, contou a história dela em CINCO MINUTOS. E jogou a bola de volta para o presidente.
Enquanto o cara falava (e o cara fala MUITO) e não só ficou sentadinha como ainda cruzou os braços E as pernas. Quem entende um pouco de psicologia (como alguém que trabalha com RH deveria entender) sabe que braço cruzado é sinal de que não está nem um pouco confortável e aberto a conversa. Braço e perna cruzada quer dizer "estou totalmente fechado a qualquer coisa que me falarem". Para piorar, ela ainda ficou encurvada para frente, encolhida, se fechando mais ainda. Falha grosseira.
Como ela acordou cedo, tadinha, ainda estava com sono e, em alguns momentos, FECHOU OS OLHOS. Ficou lá, só balançando a cabeça, fazendo que sim e concordando com tudo o que o presidente falava. Vez ou outra ela falava alguma coisinha, mas foi ridículo.
Acabada a reunião, próximo do almoço, foi todo mundo almoçar. Todo mundo achou que os dois iriam ficar lá a tarde, para conversas individuais e choradas de pitangas. Surpreendentemente, eles foram embora ANTES do almoço. PUTAQUEPARIU! O povo fica mais de um ano sem PISAR do escritório e, quando vai, não fica nem um dia inteiro! Custava ficar mais meio dia e escutar o pessoal?
Definitivamente estamos completamente fudidos.
16 de fev. de 2011
Técnica da Mala Arrumada
Yécnica da mala
Em todos esses anos que eu viajo sempre procurei uma forma de arrumar a mala que não deixasse a roupa parecendo que tivesse acabado de sair da boca de um boi. Durante os primeiros meses de viagens testei muita coisa e, ao custo muito alto de ir trabalhar com roupas amassadas, consegui descobrir uma configuraçào que acho ideal. É mais ou menos assim...
Pré-alocação
- Separe toda a roupa que vai usar. Não esqueça da roupa de backup da mala E do backup da mochila;
- Utilize a técnica do saco plástico para colocar as roupas mais importantes;
- Ensaque o tênis, sapato ou botina que você levará na mala, assim como o chinelo;
- Prepare o seu necessaire (ou faça como eu, que nunca desfaz. Poupa tempo e evita esquecimentos). Não esqueça de usar a técnica dos potinhos de shampoo e sacola plástica.
Alocação
- Comece colocandoo tênis na "base" da mala, próximo às rodinhas. Isso evita que o tênis desça e amasse toda a roupa quando você levantar a mala;
- Coloque lá no fundo as calças e bermudas, que ocupam mais espaço e amassam menos. Estas podem ocupar todo o "chão" da mala;
- Na lateral oposta à tampa da mala e perpendicular ao tênis coloque o necessaire. na teoria deveria ser na parede contrária, para evitar que ela amasse a roupa quando você levantar a mala, mas na prática amassa bem menos (não me pergunte...);

- Coloque as camisetas, que podem amassar mais. É interessante colocar na ordem que pretende usar;
- Coloque o pijama, que será a próxima roupa que vai usar;

- Coloque as camisas, devidamente ensacadas;

- coloque as coecas e meias em todos os buracos vazios da mala: entre o tênis e a necessaire, na lateral oposta à tampa da mala, logo acima da necessaire, etc. Não se esqueça de nivelar a camada de roupas com as meias e cuecas.

- Por fim, por cima de tudo coloque o chinelo, emborcado para baixo. Isso faz com que a roupa fique um pouco mais protegida;

Pronto! A mala está feita e você pode despachar sem medo de ficar muito amassado.
Em todos esses anos que eu viajo sempre procurei uma forma de arrumar a mala que não deixasse a roupa parecendo que tivesse acabado de sair da boca de um boi. Durante os primeiros meses de viagens testei muita coisa e, ao custo muito alto de ir trabalhar com roupas amassadas, consegui descobrir uma configuraçào que acho ideal. É mais ou menos assim...
Pré-alocação
- Separe toda a roupa que vai usar. Não esqueça da roupa de backup da mala E do backup da mochila;
- Utilize a técnica do saco plástico para colocar as roupas mais importantes;
- Ensaque o tênis, sapato ou botina que você levará na mala, assim como o chinelo;
- Prepare o seu necessaire (ou faça como eu, que nunca desfaz. Poupa tempo e evita esquecimentos). Não esqueça de usar a técnica dos potinhos de shampoo e sacola plástica.
Alocação
- Comece colocandoo tênis na "base" da mala, próximo às rodinhas. Isso evita que o tênis desça e amasse toda a roupa quando você levantar a mala;
- Coloque lá no fundo as calças e bermudas, que ocupam mais espaço e amassam menos. Estas podem ocupar todo o "chão" da mala;
- Na lateral oposta à tampa da mala e perpendicular ao tênis coloque o necessaire. na teoria deveria ser na parede contrária, para evitar que ela amasse a roupa quando você levantar a mala, mas na prática amassa bem menos (não me pergunte...);

- Coloque as camisetas, que podem amassar mais. É interessante colocar na ordem que pretende usar;
- Coloque o pijama, que será a próxima roupa que vai usar;

- Coloque as camisas, devidamente ensacadas;

- coloque as coecas e meias em todos os buracos vazios da mala: entre o tênis e a necessaire, na lateral oposta à tampa da mala, logo acima da necessaire, etc. Não se esqueça de nivelar a camada de roupas com as meias e cuecas.

- Por fim, por cima de tudo coloque o chinelo, emborcado para baixo. Isso faz com que a roupa fique um pouco mais protegida;

Pronto! A mala está feita e você pode despachar sem medo de ficar muito amassado.
15 de fev. de 2011
Mofou
Cheguei de viagem morto, doido para deitar na minha querida cama e dormir como não dormia há uma semana. Entro no meu quarto e a minha cama estava coberta com as minhas roupas. Todas. Fui perguntar pro Véio o que aconteceu.
Segundo ele, quando ele foi fechar a porta do meu armário, que larguei aberta quando fui viajar, ele sentiu cheiro de mofo. Resolveu tirar tudo e ver o que tinha acontecido. Meu armário estava todo mofado, e as minhas roupas bastante umidas.
Ele tirou as roupas do armário, fez uma super limpeza e deixou as roupas secando em cima da minha cama. Aí lá fui eu guardar toda a minha roupa para poder dormir. Não sabia que tinha tanta roupa...
Segundo ele, quando ele foi fechar a porta do meu armário, que larguei aberta quando fui viajar, ele sentiu cheiro de mofo. Resolveu tirar tudo e ver o que tinha acontecido. Meu armário estava todo mofado, e as minhas roupas bastante umidas.
Ele tirou as roupas do armário, fez uma super limpeza e deixou as roupas secando em cima da minha cama. Aí lá fui eu guardar toda a minha roupa para poder dormir. Não sabia que tinha tanta roupa...
14 de fev. de 2011
Esparroman Foi: Butequim da esquina
Ainda na onda dos bares que eu fui que sumiram as fotos do meu celular, temos o Butequim da Esquina. O bar fica na Vitório Marçola e é razoavelmente grande. Dá uma olhada na cara dele, graças ao Google Street View:

É um boteco mais arrumadinho e bem frequentado. O atendimento é meio fraquinho. Mesmo quando estava bem vazio o garçom não olhava para a nossa mesa com muita frequência. Pelo menos não piorou depois que encheu (e enche MESMO). A cerveja de garrafa não é das mais baratas (R$ 4,50, oelo que me lembro), mas acho que eu que fiquei muito tempo sem beber, porque todos os lugares que fui estão nessa faixa.
A comida é tipicamente mineira: bem gordurosa. Neste dia pedimos frango a passarinho (bom), torresmo (muito bom) e provolone pachá (EXCELENTE). A porção é bem servida e o preço não é dos mais caros. O provolone é realmente de babar e acho que foi o mais barato dos 3 pratos.
A proporção homem/mulher é 60/40. Tem bem mais homem que mulher, apesar de algumas mesas somente com mulher. O pessoal é mais arrumadinho, mas não chega a ser aquele povo fresco.
O banheiro é maromenos. São 2 casinhas e 3 mictórios, salvo engano. Não é um espetáculo de limpeza, mas também não é nojento. Só fui uma vez, mais ou menos no meio da noite, então não sei se piora mais pro final.
Estacionar, se você chega depois de 8 da noite, é um inferno. Essa também é uma daquelas áreas com 400 lugares restaurantes/bares. Eu parei tranquilo, porque cheguei cedo.
A conta, no fim da noite, foi meio alta, mas bebemos um bocado e comemos muito também. Mas como aceita cartão de crédito, joguei o problema para este mês, hehe.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
É um boteco mais arrumadinho e bem frequentado. O atendimento é meio fraquinho. Mesmo quando estava bem vazio o garçom não olhava para a nossa mesa com muita frequência. Pelo menos não piorou depois que encheu (e enche MESMO). A cerveja de garrafa não é das mais baratas (R$ 4,50, oelo que me lembro), mas acho que eu que fiquei muito tempo sem beber, porque todos os lugares que fui estão nessa faixa.
A comida é tipicamente mineira: bem gordurosa. Neste dia pedimos frango a passarinho (bom), torresmo (muito bom) e provolone pachá (EXCELENTE). A porção é bem servida e o preço não é dos mais caros. O provolone é realmente de babar e acho que foi o mais barato dos 3 pratos.
A proporção homem/mulher é 60/40. Tem bem mais homem que mulher, apesar de algumas mesas somente com mulher. O pessoal é mais arrumadinho, mas não chega a ser aquele povo fresco.
O banheiro é maromenos. São 2 casinhas e 3 mictórios, salvo engano. Não é um espetáculo de limpeza, mas também não é nojento. Só fui uma vez, mais ou menos no meio da noite, então não sei se piora mais pro final.
Estacionar, se você chega depois de 8 da noite, é um inferno. Essa também é uma daquelas áreas com 400 lugares restaurantes/bares. Eu parei tranquilo, porque cheguei cedo.
A conta, no fim da noite, foi meio alta, mas bebemos um bocado e comemos muito também. Mas como aceita cartão de crédito, joguei o problema para este mês, hehe.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
13 de fev. de 2011
Achado do ano
Estava eu passeando no shopps de Manaus com o pessoal da minha equipe (que nunca tinha ido pra selva) quando nos deparamos com uma Saraiva Mega Store. É, sem dúvida, a maior e mais bonita livraria que já entrei. E, óbvio, a mais cara. Tudo que eu olhava era absurdamente caro: jogos de PS3 a 200 ronaldos, netbooks a 1500, wii por 1000....
Os livros também não eram as coisas mais baratas do mundo, mas para dar aquela folheada tava de boa. Dei uma rodada boa, fucei daqui, olhei dali, brinquei com um iPad (que continuo achando inútil)... Quando cansei, fui procurar o pessoal. Encontrei meu chefe estava folheando um livro de guerra.
O livro era bem bonitão: todo colorido, cheio de fotos, papel anti amarelamento, capa dura, grandão e importado. Além, lógico, do assunto ser legal. "Comprai, chefe. Deve ser barato, uns 300 reais.", disse. Ele deu uma gargalhada, mas resolveu ver o preço.
Passamos o livro no leitor e assustamos. Estava mostrando na tela R$ 46,50. Não acreditamos. Fomos lá na pilha de livros, pegamos outro e voltamos a ver o preço. Era a mesa coisa. "Vou comprar", falei, ainda não acreditando naquilo. Todos os outros livros, por mais vagabundos que fossem, estavam mais de 30 conto. Tinha algo errado.
Voltei na pilha para pegar um livro do fundo, menos folheado. No meio deles achei um outro, só sobre avião. Fui lá olhar o preço e estava a mesma coisa. "Vou comprar também!", falei. Ainda abismado, comecei a procurar a pegadinha: páginas faltando, rasgadas, má impressão.... Não achei. Mas achei o preço na gringa: 20 libras. MUITO mais caro do que os 46 ronaldos, ainda mais depois do imposto.
Mostrei os livros pro Véio e falei "chuta quanto custou.". Ele falou "Ah, um livro desses não custa menos de 150, 200 reais". Quando falei o preço, ele também não acreditou. E o melhor é que ainda dividi em 3 vezes sem juros.
Só pode ser culpa do estagiário, que digitou um zero a menos.
Fato é que agora eu não preciso mais colocar meus livros de controle e de redes na mesa de centro da sala (quando tiver uma). Olha só o que vai ficar:


Os livros também não eram as coisas mais baratas do mundo, mas para dar aquela folheada tava de boa. Dei uma rodada boa, fucei daqui, olhei dali, brinquei com um iPad (que continuo achando inútil)... Quando cansei, fui procurar o pessoal. Encontrei meu chefe estava folheando um livro de guerra.
O livro era bem bonitão: todo colorido, cheio de fotos, papel anti amarelamento, capa dura, grandão e importado. Além, lógico, do assunto ser legal. "Comprai, chefe. Deve ser barato, uns 300 reais.", disse. Ele deu uma gargalhada, mas resolveu ver o preço.
Passamos o livro no leitor e assustamos. Estava mostrando na tela R$ 46,50. Não acreditamos. Fomos lá na pilha de livros, pegamos outro e voltamos a ver o preço. Era a mesa coisa. "Vou comprar", falei, ainda não acreditando naquilo. Todos os outros livros, por mais vagabundos que fossem, estavam mais de 30 conto. Tinha algo errado.
Voltei na pilha para pegar um livro do fundo, menos folheado. No meio deles achei um outro, só sobre avião. Fui lá olhar o preço e estava a mesma coisa. "Vou comprar também!", falei. Ainda abismado, comecei a procurar a pegadinha: páginas faltando, rasgadas, má impressão.... Não achei. Mas achei o preço na gringa: 20 libras. MUITO mais caro do que os 46 ronaldos, ainda mais depois do imposto.
Mostrei os livros pro Véio e falei "chuta quanto custou.". Ele falou "Ah, um livro desses não custa menos de 150, 200 reais". Quando falei o preço, ele também não acreditou. E o melhor é que ainda dividi em 3 vezes sem juros.
Só pode ser culpa do estagiário, que digitou um zero a menos.
Fato é que agora eu não preciso mais colocar meus livros de controle e de redes na mesa de centro da sala (quando tiver uma). Olha só o que vai ficar:


12 de fev. de 2011
Sucesso total
Estava eu em Manaus, quase arrancando os cabelos por causa dos meus projetos, quando recebo um email do Véio. Era mais ou menos assim:
Ou seja: sou gordenho, mas sou saudável. E agora posso ficar mais uns 2 anos sem fazer exame.
"Peguei os seus exames. Por incrível que pareça, estão excelentes"
Ou seja: sou gordenho, mas sou saudável. E agora posso ficar mais uns 2 anos sem fazer exame.
9 de fev. de 2011
Técnica do supermercado
Ainda na onda da economia para os pobres coitados que têm vale coxinha da empresa ou são mão de vaca como eu, temos mais uma técnica de sobrevivência, mas antes uma dica: NUNCA coma no restaurante do hotel. Será, sem dúvida, a opção mais cara e menos farta. Em alguns casos (como no Sonesta de Brasília) você passará raiva e fome.
A técnica do supermercado é simples: no primeiro dia que você chegar na cidade em que ficará hospedado procure o supermercado mais perto do seu hotel e faça a festa. O que comprar depende de cada um e das facilidades que o seu quarto de hotel dispõe, mas eu tenho algumas coisas infalíveis:
Para quartos sem frigobar (se é que ainda existe):
- Água (de preferência a de 2 litros);
- Pão (dê preferência ao de forma, que vem mais quantidade por um preço justo);
- Manteiga (que, querendo ou não, sobrevive fora da geladeira);
- Algum queijo que aguente alguns dias fora da geladeira;
- Sucos de caixinha (tem que tomar suco quente);
- Cup Noodles (desde que o hotel possa te fornecer água quente);
- Biscoitos diversos;
- Frutas que podem ficar fora da geladeira, como Banana;
- Tomate e outros legumes que não precisam de geladeira nem de fogo.
Com isso aí você consegue lanchar a noite numa boa e não gasta muito dinheiro.
Para quartos com frigobar:
Além das coisas citadas acima, substituindo, lógico, por opções que podem ficar na geladeira, temos mais algumas opções:
- Presunto, mortadela ou algum outro frio para rechear seu sanduba;
- Refrigerante (para quem gosta);
- Margarina, requeijão ou cream cheese (tudo light, pra não engordar muito);
- Iogurte;
- Alface e outros legumes que você puder comer sem ferver;
- Frutas que precisam de geladeira.
Para quartos com microondas (além do frigobar):
Aí, amigão, o céu (e o seu reembolso/dinheiro) é o limite. Você tirou a sorte grande. Tem opção a rodo, como:
- Pratos congelados (lasanha, pratos prontos, pizzas, etc);
- Cup Noodles (você ferve a água no Microondas);
- Salsicha para fazer aquele dogão;
- Hamburguer, para completar o seu sandubão (não fica 100%, mas quebra um galho);
- Batata frita/palha.
Aí o aluno pergunta: "beleza, eu comprei a comida. Como prepará-la?". Algumas opções:
- Pedir pratos e talheres emprestados no hotel. Normalmente eles não cobram por isso;
- Comprar pratos e talheres de plástico no supermercado;
- Levar pratos e talheres de casa;
- Pegar "emprestado" de restaurantes, o que eu não recomendo.
Uma opção para não ter que ficar pedindo/comprando utensílios todo dia é, após usar, lavar na pia do banheiro (ou, se você tiver essa sorte, na cozinha do quarto) e esconder os utensílios. Se você deixar a mostra as arrumadeiras vão levar embora. No último dia você deixa a mostra no quarto e está tudo resolvido. Eu fiz isso em BSB.
Uma outra dica boa é para quem tem realmente vale coxinha: no primeiro dia, compre apenas os itens básicos, tipo pão de forma (pra "durar" mais tempo), manteiga e suco. Nesse dia você passará um pouco de raiva. Nos dias seguintes você vai comprando o recheio. Na minha época de BSB, depois de um mês meu frigobar tinha mais comida que a minha casa.
Além de ser mais saudável, economiza bem. E você pode se dar ao luxo de gastar a diária de uma noite comprando quitutes para a sua namorada, que te espera pacientemente durante uma semana (ou 15 dias, como era meu caso). Todo mundo fica feliz.
A técnica do supermercado é simples: no primeiro dia que você chegar na cidade em que ficará hospedado procure o supermercado mais perto do seu hotel e faça a festa. O que comprar depende de cada um e das facilidades que o seu quarto de hotel dispõe, mas eu tenho algumas coisas infalíveis:
Para quartos sem frigobar (se é que ainda existe):
- Água (de preferência a de 2 litros);
- Pão (dê preferência ao de forma, que vem mais quantidade por um preço justo);
- Manteiga (que, querendo ou não, sobrevive fora da geladeira);
- Algum queijo que aguente alguns dias fora da geladeira;
- Sucos de caixinha (tem que tomar suco quente);
- Cup Noodles (desde que o hotel possa te fornecer água quente);
- Biscoitos diversos;
- Frutas que podem ficar fora da geladeira, como Banana;
- Tomate e outros legumes que não precisam de geladeira nem de fogo.
Com isso aí você consegue lanchar a noite numa boa e não gasta muito dinheiro.
Para quartos com frigobar:
Além das coisas citadas acima, substituindo, lógico, por opções que podem ficar na geladeira, temos mais algumas opções:
- Presunto, mortadela ou algum outro frio para rechear seu sanduba;
- Refrigerante (para quem gosta);
- Margarina, requeijão ou cream cheese (tudo light, pra não engordar muito);
- Iogurte;
- Alface e outros legumes que você puder comer sem ferver;
- Frutas que precisam de geladeira.
Para quartos com microondas (além do frigobar):
Aí, amigão, o céu (e o seu reembolso/dinheiro) é o limite. Você tirou a sorte grande. Tem opção a rodo, como:
- Pratos congelados (lasanha, pratos prontos, pizzas, etc);
- Cup Noodles (você ferve a água no Microondas);
- Salsicha para fazer aquele dogão;
- Hamburguer, para completar o seu sandubão (não fica 100%, mas quebra um galho);
- Batata frita/palha.
Aí o aluno pergunta: "beleza, eu comprei a comida. Como prepará-la?". Algumas opções:
- Pedir pratos e talheres emprestados no hotel. Normalmente eles não cobram por isso;
- Comprar pratos e talheres de plástico no supermercado;
- Levar pratos e talheres de casa;
- Pegar "emprestado" de restaurantes, o que eu não recomendo.
Uma opção para não ter que ficar pedindo/comprando utensílios todo dia é, após usar, lavar na pia do banheiro (ou, se você tiver essa sorte, na cozinha do quarto) e esconder os utensílios. Se você deixar a mostra as arrumadeiras vão levar embora. No último dia você deixa a mostra no quarto e está tudo resolvido. Eu fiz isso em BSB.
Uma outra dica boa é para quem tem realmente vale coxinha: no primeiro dia, compre apenas os itens básicos, tipo pão de forma (pra "durar" mais tempo), manteiga e suco. Nesse dia você passará um pouco de raiva. Nos dias seguintes você vai comprando o recheio. Na minha época de BSB, depois de um mês meu frigobar tinha mais comida que a minha casa.
Além de ser mais saudável, economiza bem. E você pode se dar ao luxo de gastar a diária de uma noite comprando quitutes para a sua namorada, que te espera pacientemente durante uma semana (ou 15 dias, como era meu caso). Todo mundo fica feliz.
8 de fev. de 2011
Minha inveja de São Paulo
Eu NUNCA gostei de São Paulo. Cidade muito grande, com muito trânsito, muita gente, muita poluição... Os poucos dias que passava lá por ano quando era moleque me traumatizaram (assim como o Rio, cidade da outra metade da minha família). E apesar de todo mundo que vai pra Sampa dizer que a cidade é ótima, eu não me convencia. Eu naõ trocaria BH por aquele caos.
De uns tempos pra cá, no entanto, eu comecei a ter inveja da cidade. Começou quando, ao ouvir o programa do post da semana passada, chegar à conclusão que BH é uma merda para quem gsota de Rock. São Paulo tem VÁRIAS rádios que tocam só Rock (assim como Liberty City) e, em muitos casos, programas com gente muito foda apresentando. Tem uns até com gente famosa, como Nasi, do Ira.
Quando, eu te pergunto, BH vai ter a presença constante de alguém famoso em um programa de música? NUNCA! Temos várias bandas famosas que saíram das montanhas de BH e que quando vâo a um programa de uma rádio mineira são consideradas presenças ilustres. Isso é vergonhoso.
Outro ponto que me deixou com inveja foi quando, ao ouvir o tal programa, fiquei com vontade de ir a um show bater cabeça, em pleno fim de semana, e não consegui encontrar UM LUGAR que tivesse um show de metal. Aí fui procurar informações com um amigo que é do mundo underground e ele me falou que eu não achei porque não existe. O ÚNICO lugar que tem show assim, e de vez em quando, é o Matrix. Em Sâo Paulo existem dezenas de lugares assim.
Isso sem contar os grandes shows. As bandas grandes não vem pra BH, primeiro porque não tem lugar e depois porque não tem público. Em dezenas de shows gringos que fui com Ex-Xuxu conto nos dedos de uma mão os que estavam cheios. O mis cheio que eu já fui, acreditem ou não, foi o da Rita Lee. Nem Dream Theather, nem Helloween, nem outra banda grande. A exceção foi o show do Iron Maiden, que, me contaram pois eu estava em BSB, não cabia mais ninguém. E foi numa quinta.
É triste pensar nisso e saber que demorará muito até BH chegar ao nível de São Paulo, mas aí eu lembro de Sampa e tudo passa rapidinho.
De uns tempos pra cá, no entanto, eu comecei a ter inveja da cidade. Começou quando, ao ouvir o programa do post da semana passada, chegar à conclusão que BH é uma merda para quem gsota de Rock. São Paulo tem VÁRIAS rádios que tocam só Rock (assim como Liberty City) e, em muitos casos, programas com gente muito foda apresentando. Tem uns até com gente famosa, como Nasi, do Ira.
Quando, eu te pergunto, BH vai ter a presença constante de alguém famoso em um programa de música? NUNCA! Temos várias bandas famosas que saíram das montanhas de BH e que quando vâo a um programa de uma rádio mineira são consideradas presenças ilustres. Isso é vergonhoso.
Outro ponto que me deixou com inveja foi quando, ao ouvir o tal programa, fiquei com vontade de ir a um show bater cabeça, em pleno fim de semana, e não consegui encontrar UM LUGAR que tivesse um show de metal. Aí fui procurar informações com um amigo que é do mundo underground e ele me falou que eu não achei porque não existe. O ÚNICO lugar que tem show assim, e de vez em quando, é o Matrix. Em Sâo Paulo existem dezenas de lugares assim.
Isso sem contar os grandes shows. As bandas grandes não vem pra BH, primeiro porque não tem lugar e depois porque não tem público. Em dezenas de shows gringos que fui com Ex-Xuxu conto nos dedos de uma mão os que estavam cheios. O mis cheio que eu já fui, acreditem ou não, foi o da Rita Lee. Nem Dream Theather, nem Helloween, nem outra banda grande. A exceção foi o show do Iron Maiden, que, me contaram pois eu estava em BSB, não cabia mais ninguém. E foi numa quinta.
É triste pensar nisso e saber que demorará muito até BH chegar ao nível de São Paulo, mas aí eu lembro de Sampa e tudo passa rapidinho.
7 de fev. de 2011
Esparroman Foi: Bar da Neca
Apesar de ser muito perto da minha casa, eu nunca havia ido ao Bar da Neca. Primeiro porque está sempre cheio e segundo porque eu achava que era caro. Só que o pessoal do período antes do meu na faculdade resolveu marcar um encontro lá. Eu, como já estava de saco cheio de trabalhar, resolvi ir.
O lugar não é dos maiores, apesar de ser bem comprido. Perdi as fotos, mas graças ao Google Street View a gente consegue ver o lugar (crica pra ampliar):

São todas essas portinhas, mais o deck do lado de fora e parte do passeio. O problema é que do lado de dentro quase não cabe mesas, então ele fica bem cheio sempre, porque não cabe muita gente.
O atendimento é razoável, mas quando fica insuportável de cheio é complicado pedir alguma coisa. A cerveja de garrafa é 4,10, se não me engano. Nada muito absurdo, mas eu acho caro por uma ampola. A comida, ao contrário, é até barata. Uma porção de iscas de franco com molho blábláblá é algo em torno de 20 reais e vem comida pra cacete. Éramos 5 marmanjos com fome e segurou a onda.
O banheiro é bem limpo para um lugar que vende tanta cerveja e, se não me engano, é 1casinha e um mictório de calha médio. Tinha tirado uma foto pra lembrar, mas deu pau no meu cartão de memória... O difícil, na verdade, é chegar até ele. É tanta gente no caminho que fica difícil andar dentro do bar. Isso porque era uma quinta-feira. Imagina numa sexta a noite.
Difícil também é conseguir estacionar. Ou você chega cedo (tipo 6 da tarde) ou para longe pra cacete, já que tem 400 bares na redondeza. E tenha certeza: vai ter um flanelhinha pra encher seu saco. Como eu já conheço a região, parei numa rua que ninguém veio encher o saco, mas foram uns bons 4 quarteirões de caminhada.
Não fosse tão cheio, até animaria ir mais vezes. Fora que ficar pagando 4 conto por garrafa não é das coisas que gosto de fazer.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O lugar não é dos maiores, apesar de ser bem comprido. Perdi as fotos, mas graças ao Google Street View a gente consegue ver o lugar (crica pra ampliar):
São todas essas portinhas, mais o deck do lado de fora e parte do passeio. O problema é que do lado de dentro quase não cabe mesas, então ele fica bem cheio sempre, porque não cabe muita gente.
O atendimento é razoável, mas quando fica insuportável de cheio é complicado pedir alguma coisa. A cerveja de garrafa é 4,10, se não me engano. Nada muito absurdo, mas eu acho caro por uma ampola. A comida, ao contrário, é até barata. Uma porção de iscas de franco com molho blábláblá é algo em torno de 20 reais e vem comida pra cacete. Éramos 5 marmanjos com fome e segurou a onda.
O banheiro é bem limpo para um lugar que vende tanta cerveja e, se não me engano, é 1casinha e um mictório de calha médio. Tinha tirado uma foto pra lembrar, mas deu pau no meu cartão de memória... O difícil, na verdade, é chegar até ele. É tanta gente no caminho que fica difícil andar dentro do bar. Isso porque era uma quinta-feira. Imagina numa sexta a noite.
Difícil também é conseguir estacionar. Ou você chega cedo (tipo 6 da tarde) ou para longe pra cacete, já que tem 400 bares na redondeza. E tenha certeza: vai ter um flanelhinha pra encher seu saco. Como eu já conheço a região, parei numa rua que ninguém veio encher o saco, mas foram uns bons 4 quarteirões de caminhada.
Não fosse tão cheio, até animaria ir mais vezes. Fora que ficar pagando 4 conto por garrafa não é das coisas que gosto de fazer.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
6 de fev. de 2011
Rumo a Manaus
E pela primeira vez no ano vou para Manaus. Foram umas 6 semanas sem viajar, um recorde considerando meu 2010. As reuniões não serão agradáveis, mas pelo menos meu chefe está indo junto para dividir a paulada. E o lado bom é que o vôo é BH-Manaus, direto. E a Trip costuma ter uns lanches bom no avião, que é um Embraer 175, sem poltrona do meio.
Se eu sumir esta semana não estranhem. Vou tentar deixar uns posts agendados, mas não prometo nada.
Torçam por mim.
Se eu sumir esta semana não estranhem. Vou tentar deixar uns posts agendados, mas não prometo nada.
Torçam por mim.
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