22 de fev. de 2010

Bem Vindo a Buenos Aires - Dia 3 - Centro

O terceiro dia de BsAs estava reservado ao centro da cidade. Este dia foi escolhido porque domingo é o dia em que os lugares públicos são abertos para visitação e, o dia 3 era um domingo. O trajeto era simples: sair do hotel, andar até a Corrientes, caminhar na Corrientes até o Congresso e voltar pela Av de Mayo. No meio do caminho entrar em alguma rua que não lembro o nome e passar pelo teatro Colon.

O grande problema é que chovia muito neste dia e praticamente todo o trajeto de ida era e boa parte do de volta na rua, sem entrar em nada, dado que na Corientes tava cheio de coisa pra ver, mas era tudo teatro que não podia entrar. Mas chovia tanto, mas tanto, que até desisti de tirar fotos dos teatros, com medo de perder mais um celular por causa de chuva. Então tudo o que a gente fotografou foi uma igreja (que estava fechada) e o teatro Opera (também fechado).




No caminho, ainda cruzamos com o famoso Obelisco, na 9 de Julio. É um pirulito da praça 7 aumentado... Aliás, reza a lenda que na construção um cara caui lá do alto e morreu e que em certos dias (que não lembro quais) dá pra ouvir ele gritando de dor.


Saímos um pouco da Corrientes e nos embrenhamos por uma rua que não lembro, para ver o teatro Colon. Por conta do Bicentenário da Independência Argentina (na verdade, bicentenário da revolução que abriu o caminho para a independência), TODA a argentina está em reforma (só pensei nisso depois que voltei, na verdade). Isso, óbvio, inclui o Teatro Colon, um dos pontos mais bonitos de BsAs. Tudo o que conseguimos ver foi isso aí embaixo:


Mas na praça em frente ao teatro tem umas esculturas e uns outros prédios legais, que lembro que eram "importantes", mas que sinceramente não lembro o que eram...










Voltamos para a Corrientes e, depois de andar uns 3 quarteirões em direção à Av de Mayo, chegamos à plaza del Congresso. Na esquina, um prédio que devia ser bacana quando era bem cuidado:


E logo depois toda a imponência do Congresso e da fonte foda que fica na praça à sua frente:










O senado fica bem ao lado do congresso, mas é um prédio bem xoxo (deve ser um anexo). Jurava que tinha tirado foto, mas pelo jeito esqueci. Seguimos então pela Av. de Mayo, em direção à Plaza de Mayo. No caminho, supostamente haveria prédios bonitos e pontos de turismo. Não vi nada que chamasse a atenção, até achar o prédio da La Prensa.


La Prensa foi um jornal argentino muito famoso e respeitado que em alguma época foi fechado pelo governo. Depois de um tempo foi reaberto, mas aí já não tinha mais a força e o respeito de antigamente e acabou fechando de vez. O prédio, construído por um maçom, é muito bacana e é cheio de simbologia. Foi incorporado pela "prefeitura" de BsAs e hoje é a secretaria de Cultura (ou algo do tipo).

No meu roteiro estava escrito que tinha visitas, então entramos e tinha um segurança velho falando ao telefone. Educados, esperamos ele terminar para perguntar como era o esquema da visita. Só que o filhodaputa desligou o telefone e entrou pra uma salinha. Ficamos esperando igual jacus o cara voltar e nada. Aí vimos uma plaquinha "Visitas pela Bolivar 1". E então fomos para lá.

A Bolivar 1 é a entrada da "prefeitura" de BsAs e conta com aqueles guardinhas que não podem mexer na porta




Enquanto esperávamos a guia chegar, vimos até uma troca de guarda. Xuxu fez um video, mas como não tenho, vai ter que ser através de fotos mesmo






O lugar é bastante bacana e foi "grudado" no edifício do La Prensa, que também faz parte da visita. Em ambos os prédios tem muita coisa original da construção. Só os pisos de alguns lugares que foram trocados. A bandeira aí embaixo é a bandeira oficial da Argentina e só sai do prédio em 4 datas (que, obviamente, esqueci. Mas duas eu lembro que são 25 de Maio e 9 de Julho).



Aí a mulher explica que BsAs tem 2 brasões (um para cada fundação da cidade) e o significado de cada um (óbvio que não lembro. Só que no segundo, cada barquinho é uma fundação e a água é o Rio da Prata).





Aí a visita vai mostrando os prédios...











































Saindo de lá, fomos no tal Cabildo, que é hoje é um museu sobre a revolução de Mayo. Foi o ÚNICO lugar que pagamos para entrar neste dia (5 pesos cada um) e, infelizmente, jogamos 10 pesos no lixo. Não tem porra nenhum no lugar. São umas 6 salas (e não pode tirar foto lá dentro) sem nada de útil. Ou então os lugares lá dentro que estavam fechados são passíveis de visita e não me avisaram...


Fomos então para a Plaza de Mayo que, curiosamente, não tiramos muitas fotos. Ficamos torcendo por um panelaço, mas o máximo que encontramos foram uns veteranos da guerra das malvinas acampados por lá reivindicando alguma coisa que não consegui descobrir (última foto, repare nas faixas azuis e brancas).












O próximo passo era a casa rosada. Normalmente, ela não fica aberta à visitação. Mas como o Museu dela está em reforma (maldito bicentenário), parece que abriram o lugar para visitação (santo bicentenário).





















































Fica por ali também o Banco Central da Argentina. Não pode entrar, mas é bacana por fora:


Logo depois fomos para o último lugar pra praça que ainda não tinha sido visitado: a Catedral de BsAs. Nós até passamo por ela mais cedo, mas estava rolando missa, então voltamos mais tarde para poder tirar fotos, milhões de fotos. Nessa catedral está enterrado o salvador da Argentina, San Martin, e mais um bocado de gente que ajudou na libertação hermana (e chicana) dos espanhóis malvados. Não dá pra ver bem, mas do lado de fora, do lado direito, tem um foguinho que fica sempre aceso, para manter acesa a chama da liberdade (é, eu sei...).














































Depois da catedral fomos a alguns museus espalhados pela Defensa. Eram uns 4 museus e o ÚNICO que não estava em reforma era o museu da cidade (maldito bicentenário) que, na minha opinião, não vale o esforço de subir os 250 mil degraus que ligam a rua à entrada do museu. O museu ocupa um predinho velho de uns 4 andares e desanima muito ver aquela escadaria no fim de um dia de andança. Não passamos do 1º andar e, o máximo que tirei foto, foram esses dois quartos ai embaixo. Tem um monte de objetos de pessoas que moraram na cidade, nada de legal (não posso falar dos outros andares).




O problema Ainda faltava um lugar para ir, o Manzana de las luces, mas perdi para a feirinha que estava rolando na rua e para as lojas da defensa. Xuxu foi andando, andando, andando e quando fomos ver, já estávamos em San Telmo. Andamos pra cacete e a cada quarteirão Xuxu parava para entrar em uma loja e olhar coisas.

Neste dia, que estava absurdamente quente e estávamos morrendo de sede, não resistimos quando vimos um Freddo. Não interessava se era caro: ainda não tinhamos almoçado (já era bem umas 4 da tarde) e nossa água tinha acabado. Entramos e pedimos o sorvete (na foto aí embaixo já tinha comido mais da metade).


No momento em que coloquei a primeira colherada de sorvete na boca, minha vida mudou e eu me arrependi de não ter comido essa maravilha dos deuses desde o primeiro minuto que pisei em terras argentinas. Ele é tão bom, mas tão bom, que vai ganhar um post a parte.

Continuamos andando pela defensa e, quando vimos, já estava de noite. Voltamos para "casa" (entrando em várias outras lojas) e comemos uma pizza perto do hotel, porque a preguiça era muito grande.